Beatriz Camargo é diretora, atriz, dramaturga e pedagoga teatral colombiana. Inicia seu trabalho com o Grupo Teatro la Candelaria e funda, em 1983, o Teatro Itinerante del Sol (www.teatroitinerantedelsol.org), entidade que ainda dirige. A partir de 1987, o Teatro Itinerante del Sol establece uma sede de trabalho na Villa de Leyva, onde, desde então, se transformou em Escuela de Biodrama, proposta teatral que expõe, no palco, uma arte holística ligada à Natureza, em busca da ancestralidade colombiana, americana e de todo o planeta através da exploração das relações entre teatro, cultura e território. As peças misturam música, dança, canto, palavra, máscaras, imagem teatral, oralidade teatral e artes plásticas. Entre seus trabalhos se destacam "Eart", "Muysua", "Sueño" (escrita e encenada na língua chibcha), "El Siempreabrazo", "Tamoanchan" e "El cantar de los cantares". A presença ativa do grupo de Camargo na Villa de Leyva contribuiu para a rehabilitação de um terreno deserto que se transformou num jardim botânico e um viveiro de espécies nativas para a comunidade.
Enrique Buenaventura (1925-2003), gerou um novo teatro colombiano, cuja validez se projetou a partir dos anos setenta. Publicou cerca de 10 obras editoriais e dirigiu mais de 60 criações para o palco. Entre suas obras mais destacadas estão "A la Diestra de Dios Padre" (5 versões), "Los Papeles del Infierno", "Réquiem por el padre de las Casas", "Historia de una Bala de Plata", "Vida y Muerte del Fantoche Lusitano", "Ópera Bufa", "La Estación", "Soldados" e "La Orgía". Foi fundador e diretor do Teatro Experimental de Cali (T.E.C.) até sua morte. Além de dramaturgo e diretor de teatro, foi ensaísta, narrador e poeta. Dirigiu, por muitos anos, a escola de teatro do Instituto Departamental de Belas Artes. Desde 1955, depois de viajar por vários países latino-americanos, realizou um importante trabalho no teatro colombiano: Ganhador do prêmio Casa de las Américas e do prêmio latino-americano da UNESCO, Doctor Honoris Causa da Universidad del Valle, fundador do Plan de Arte Dramático da mesma Universidade e impulsor da criação coletiva no teatro colombiano.
Jacqueline Vidal, multifacética mulher de teatro, tenaz gestora cultural e companheira sentimental de Enrique Buenaventura, é a atual diretora do Teatro Experimental de Cali (TEC) na Colômbia. Nascida em Marselha, França, realiza estudos primários e secundários em seu país natal; aos dez anos, estando no colégio, começa a escrever peças de teatro. Na universidade, estuda literatura espanhola, literatura comparada, lingüística, idioma espanhol e participa de muitos trabalhos de grupos independentes de teatro. Entre 1960 e 1961, participa de oficinas e encontros de teatro em Paris, onde conhece Enrique Buenaventura e, ao tornar-se sua companheira, ingresa ao movimento teatral colombiano. Participa, então, na direção, atuação e música de várias montagens do TEC, desempenhando as funções de atriz, diretora artística e tradutora. Entre suas publicações teóricas se destaca "Notas sobre el Método de creación colectiva" (Revista Bufanda del sol, Equador, 1972). A partir do falecimento de Buenaventura, em 2003, Vidal assume a direção do TEC e orienta a criação do Centro de Pesquisa Teatral Enrique Buenaventura (CITEB) tanto em seu prédio como em suas atividades intelectuais.
Mario Matallana e Jorge Vargas são atores, diretores e pedagogos, formados pelo Teatro La Mama de Bogotá, Colômbia. Juntos já ministraram oficinas no Peru, México, Costa Rica, Estados Unidos, República da Coréia, Itália, Dinamarca e Colômbia. Compartilharam de perto os trabalhos de: Odin Teatret (Dinamarca); Bread and Puppet Theater, San Francisco Mime Troupe e Bond Street Theater (Estados Unidos); Footsbarn Theater (França); Teatro Núcleo, Teatro Tascabile di Bergamo e do Teatro Potlach (Itália); Grupo Cultural Yuyachkani e Teatro Cuatrotablas (Peru). Além disso, colaboraram com alunos do Laboratório de Grotowski (Polônia), assim como com conhecidas figuras do teatro mundial como Eugenio Barba, Peter Schumman, Augusto Boal, Osvaldo Dragún, Enrique Buenaventura, Julian Beck, Arthur Miller, Isso Miura, entre outros mestres que lhes transmitiram valiosas colaborações e experiências significativas quanto ao seu aprendizado teatral. Atualmente, Matallana e Vargas são diretores do grupo Teatro Taller de Colombia. Fundado por Vargas e Matallana, em 1972, o Teatro Taller é um dos grupos pioneiros do teatro de rua no país e enfoca sua pesquisa no trabalho do ator, através da experimentação teatral, moldando uma filosofia de teatro de grupo. Seus espetáculos se realizam em áreas populares e em espaços não-convencionais, como praças, parques e ruas, em busca de uma nova dramaturgia para espaços abertos com a ambição de ter acesso a novas platéias. Desde 1997, organizam, a cada dois anos, o Festival Internacional de Teatro Callejero (de rua) na Colômbia.
Lisímaco Núñez é ator, diretor teatral e ativista cultural colombiano. É ator e colaborador administrativo do reconhecido Teatro Experimental de Cali (TEC). É também fundador e diretor da Fundación Cultural Satiricón, que nasce em Cali, Colômbia, em 2001 com o objetivo de empreender um caminho de consolidação e recochecimento como grupo de trabalho permanente ao interior de um setor nascente na Colômbia, o Lésbico, Gay, Bissexual e Trans (LGBT), através da construção, administração e promoção de espaços e projetos culturais e educativos a nível nacional e internacional referentes ao desenvolvimento da condição humana em toda sua diversidade, inculcando nas juventudes e no povo, em geral, uma consciência de respeito pela diferença.
Lucy Bolaños é atriz, diretora artística, gestora, pedagoga teatral e pioneira do teatro de gênero na Colômbia. Em 1972, co-funda o Teatro La Máscara de Cali e começa seu processo de trabalho com o Método de Criação Coletiva de Enrique Buenaventura e o Teatro Experimental de Cali, tendo como base a sede do T.E.C. Bolaños permanece à frente do coletivo do Teatro La Máscara como atriz desde seu início, e como diretora desde 1984. Em 1985, orienta o rumo de sua pesquisa e produção teatral ao universo feminino. Entre 1985 e 2005, produz mais de 25 peças teatrais de criação coletiva com perspectiva de Gênero, abrindo espaço para o Teatro de Gênero na Colômbia, o que dinamiza um novo espaço cultural e um processo de formação de público com respeito a este gênero teatral. Frente ao grupo coletivo de mulheres do Teatro La Máscara, Lucy Bolaños lidera um rigoroso processo de pesquisa dramatúrgica e de criação, a partir do olhar feminino, gerando importantes contribuições ao Nuevo Teatro Colombiano tanto no ético como no estético (processo no livro "La Máscara, La Mariposa y La Metáfora" de Pilar Restrepo). Lidera diversos projetos de formação teatral com jóvens e mulheres de setores marginalizados, produzindo múltiplas criações coletivas baseadas nas vivências e na problemática destas populações, contribuindo tanto para a sensibilização de valores e direitos, como também, para o fortalecimento de uma dramaturgia nacional com enfoque no gênero. Lidera o processo de construção do Teatro La Máscara (para 150 espectadores) e o processo de organização do "Magdalena Pacífica - Primeiro Festival Internacional de Teatro Contemporâneo de Mulheres", na Colômbia (2002), como membro do Magdalena Project, Rede Internacional de Teatro Contemporâneo de Mulheres. Divulga esta dramaturgia nacional com enfoque no gênero em vários festivais internacionais. Em 1998, o Ministério de Cultura lhe outorga a "La Gran Orden Ministerio de Cultura" por considerar sua contribuição como "uma das propostas mais originais do teatro nacional no final do século XX".
Luz Ángela Londoño trabalhou como assistente de direção do Festival Internacional de Teatro Callejero Al Aire Puro, organizado pela Fundación Teatro Taller de Colombia (www.teatrotallerdecolombia.com) sob a direção de Mario Matallana e Jorge Vargas. Trabalhou na organização do II Festival Internacional Al Aire Puro, em 1999, o qual contou com a participação de 4 continentes, 17 países, 35 grupos de teatro, 12 espaços e um milhão de espectadores. Durante a programação, incluiu-se um espaço para a formação e pedagogía através de encontros, demostrações de trabalho, discussões, fóruns e encontros musicais.
Patricia Ariza, diretora, atriz e dramaturga colombiana, é uma figura fundamental no desenvolvimento do teatro atual de seu país. A maior parte de seu trabalho foi desenvolvido no Teatro La Candelaria (do qual é co-fundadora), no qual participou como atriz nas peças "Marat/Sade" de Peter Weiss, "La cocina" de Arnold Wesker e criações coletivas como "La ciudad dorada", "Guadalupe años cincuenta", "Golpe de suerte" e "Diálogos del rebusque", entre outras. De seus textos escritos destaca "El viento y la ceniza". É importante ressaltar também seu trabalho didático, ensinando teatro a mulheres, operários e crianças desamparadas. Atualmente é a presidente da Corporación Colombiana de Teatro e diretora, juntamente com Carlos Satizábal, do grupo Rapsoda Teatro.
Santiago García (1939- ), é um reconhecido dramaturgo, diretor, ator e pintor colombiano. Fez estudos de arquitetura na Universidad Nacional, na Escola de Belas Artes de Paris e no Instituto Universitário de Veneza. Seu treinamento como ator começou em 1957, em Bogotá, com o diretor japonês Seki Sano; depois na Universidade de Praga, e no Actors Studio de Nova York e, em 1963, na Universidad de Teatro de las Naciones em Vincennes (França). García foi um dos fundadores, em 1958, do El Búho, e posteriormente, em 1966, juntamente com artistas e intelectuais da capital, fundou a Casa de la Cultura, hoje Teatro La Candelaria (www.teatrolacandelaria.org.co), do qual foi sempre seu diretor. Dirigiu o grupo de teatro da Universidad Nacional em Bogotá e a Escuela Nacional de Arte Dramático. Dirigiu várias montagens teatrais tanto em seu país como em Cuba, México, Estados Unidos e Costa Rica. Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais se encontram: o prêmio Ollantay (1985) e o prêmio Nacional Vida e Obra do Ministerio da Cultura da Colômbia (2006) por seu trabalho criativo e pedagógico. Desde 1983 até o presente, dirige a oficina permanente de pesquisa e formação teatral e é membro executivo da Corporación Colombiana de Teatro. É autor das obras: "Diálogo del rebusque" (1981), "Corre, corre Carigüeta" (1982), "Maravilla Estar" (1983), e "La trifulca" (1984). Escreveu os textos das obras de criação coletiva: "Nosotros los comunes" (1972), "La ciudad dorada" (1973), "Guadalupe años sin cuenta" (1975, prêmio Casa de las Américas) e "Los diez días que estremecieron al mundo" (1977, prêmio Casa de las Américas). Publicou numerosos artigos na imprensa e em revistas nacionais e internacionais, e também o livro "Teoría y práctica del teatro" (1983), onde expõe sua concepção sobre diferentes aspectos do teatro.
Vicky Hernández é considerada uma das principais atrizes do cinema e televisão da Colômbia. É professora de teatro em sua cidade natal e foi atriz durante os primeiros anos do Teatro Popular de Bogotá (TPB). Aparece na televisão, em 1957, e no cinema em "Carne de tu carne" (1983). Seu papel de La Machile, na "La mansión de Araucaima" (1987) de Carlos Mayolo, é considerado uma lenda histriônica. No Festival do Rio de Janeiro recebeu o prêmio de melhor atuação por "Técnicas de Duelo" (1988) de Sergio Cabrera, e o de melhor atriz no Festival de Bogotá por "La Carta" (1989) de Diego Hoyos. Sua carreira em televisão lhe concedeu vários prêmios. Pela série "Azúcar" (1990), recebeu o prêmio Simón Bolívar de melhor atriz. Outro de seus títulos mais lembrados é "La casa de las dos palmas" (1990-91), baseada no romance de Manuel Mejía Vallejo. Dezenas de peças de teatro e uma extensa carreira no cinema e televisião fizeram com que Vicky Hernández seja reverenciada pela crítica de seu país como a atriz mais talentosa colombiana.
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