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[Page 3: A identidade do Amazonas expressa no folclore do Boi-Bumbá
por Erick Bessa Pinheiro]
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PARINTINS, A CAPITAL MUNDIAL DO BOI-BUMBÁ NO CORAÇÃO DO AMAZONAS
APRESENTA:
GARANTIDO: Amazônia, coração brasileiro
VS.
CAPRICHOSO: Amazônia, terra do folclore, fonte de vida
- Sinopses temáticas dos bois-bumbás
O Boi Caprichoso em sua apresentações, com a temática "Amazônia, terra do folclore, fonte de vida", se aprofundou ainda mais na defesa da Amazônia, sua gente, flora, fauna e água. Já que repetiu o tema campeão do ano de 2003. Trazendo os grandes eventos da natureza amazônica, celebrando segundo Ciro Cabral, pesquisador da Comissão de Arte "o triunfo de um rio e de um Estado que, do alto de seus milênios, presenciou crespúsculos e alvorecer de nações, de impérios e culturas exóticas, ciclos de vida e morte, no mais complexo santuário..." (21).
O Bumbá Garantido em suas apresentações com a temática "Amazônia, coração brasileiro" mergulhou fundo para revelar a Amazônia como o celeiro dos povos que deram origem às várias etnias brasileiras, colocando o elemento indígena de forma bastante presente no bumbódromo sob as cores vermelhas, e que demonstra que o folclore do boi-bumbá amazônico é ímpar por assumir esta face indígena e cabocla como referenciais da identidade do povo do Amazonas. Enfocou que no folclore do Amazonas todos estes elementos têm os seus devidos espaços na celebração.
- Apresentações em três atos: 28, 29 e 30 de junho
No dia 28: o Garantido veio com uma "noite em Parintins", celebrando um auto do boi genuíno repleto de elementos regionais. Teve como figura típica regional o caboclo ribeirinho. Seguindo com a Lenda do gigante Juma e encerrando a noite com o ritual de confraternização dos povos.
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Composição de módulos para o cenário de apresentação da Lenda do gigante Juma e que tem como toada "Gigante Juma" de autoria de Demétrios Haidos e Geandro Pantoja. |
No dia 28: o Caprichoso trouxe "Amazonas, pátria das águas, espelho da vida", celebrando o tema da campanha da fraternidade daquele ano "água, fonte de vida". Seguiu com a Lenda amazônica Olhos de fogo e encerrou com o ritual Mariwin.
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Item 13 do Boi Caprichoso, tribos de arena, evoluindo na toada "Dança das tribos" de autoria de Ademar Azevedo. |
No dia 29: o Caprichoso iniciou as apresentações e veio com "Parintins: magia, festas e folguedos", celebrando a história da ilha de Parintins. A figura típica foi os castanheiros da Amazônia. Em seguida apresentou a Lenda do boto e concluindo com o ritual antropofágico dos Tupinambás, uma encenação com 135 pessoas.
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Cenário para apresentação do ritual Bara-makú e toada "O mundo Bara-makú" de autoria de Geandro Pantoja e Demétrios Hadaios. |
No dia 29: o Garantido trouxe "A noite amazônica", celebrando o caboclo, no item figura típica regional, com as crianças do estreito de Breves (fotos que já foram mostradas anteriormente). Em seguida apresentou a Lenda do Muiraquitã, e fechou com o ritual dos índios Makus, denominado "O mundo Bara-makú".
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Alegoria do indigenista Orlando Villas-Boas tendo aos pés a performance do Pajé. |
No dia 30: o Garantido veio com "Simplesmente, o Brasil", celebrando a pluralidade regional no folclore brasileiro, trazendo como figura típica regional o romeiro de São José. Em seguida apresentou a Lenda Macunaíma, o curumim do Monte Roraima, fruto do amor proibido entre a lua e o sol, e que se transforma num guerreiro dos índios Macuxi. Fechando seu festival com o ritual Místico Xavante em homenagens às etnias brasileiras como: bororós, kaiapós e tamoios.
No dia 30: O Caprichoso fechou o Festival com "Amazônia, chão brasileiro", reproduzindo na arena a escultura "Pietá Tupi", de Karú Carvalho, inspirada em "Pietá", do renascentista Michelangelo. Seguindo com a Lenda amazônica "A noite é Parintintin", e fechou pelo Ritual "Kuarup", homenagem ao indigenista Orlando Villas-Boas que teve a toada "Kuarup.
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