|
[Page 9: A identidade do Amazonas expressa no folclore do Boi-Bumbá
por Erick Bessa Pinheiro]
Printer-friendly version

CONCLUSÃO
Na luta pela conquista do FFP de 2004, a festa da vitória foi em vermelho, na Baixa do São José, no curral do Garantido.
foto 37 – Em cima, orelhões na cidade de Parintins. Em baixo, a festa da vitória do Boi Garantido na saída do bumbódromo após o resultado em 1/7/2004.
O festejo popular que veio das ruas, e que de forma lenta e gradual ao longo do tempo tornou-se numa disputa sadia em torno do folclore, utiliza uma política cultural voltada para seu espetáculo, e do capital de seus patrocinadores para se auto-sustentar e promover o desenvolvimento social em torno das agremiações folclóricas de bois-bumbás. O caráter performático do festival, da disputa, da dança no ritmo das toadas, o teatro baseado em pesquisas indígenas e da cultura do caboclo, misturado ao auto do boi, reflete o boi-bumbá amazônico como marca regional única estruturada em uma base sólida, híbrida, e de agregação de diversas culturas em uma só, a partir da formação histórica desta região do país.
O folclore do boi-bumbá amazônico se apresenta como uma memória social e força cultural que funciona como a tradição atual de um povo frente ás antigas tradições indígenas e de culturas externas reinterpretadas durante sua formação histórica.
BIBLIOGRAFIA:
- PINHEIRO, Roosivelt Max Sampaio. Cultura visual e práticas artísticas no 36º Festival Folclórico de Parintins. Rio de Janeiro: UFRJ, 2002.
- Revista Parintins – cultura e folclore. Número 2, 2001.
- Revista Parintins – cultura e Folclore. Número 3, 2002.
- Revista Caprichoso. Amazonas, terra do folclore, fonte de vida. Amazonas: 2004.
- Revista Parintins – Toada e boi-bumbá. Amazonas: Amazon Best, 2004.
- TEIXEIRA, João Gabriel L. C ., et al (org). Patrimônio imaterial, performance cultural e (re) tradicionalização. Brasília: ICS-UnB, 2004.
- VALENTIN, Andréas. Contrários – a celebração da rivalidade dos bois-bumbás de Parintins. Niterói: UFF, 2004.
Erick Bessa Pinheiro é Bacharel em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Núcleo de Estudos das Performances Afro Ameríndias (NEPAA/UNIRIO).
|