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Depoimento do artista Praticamente desde o meu início na Fotografia, tomei a identidade e a memória como temas centrais de minha obra. Após mais de duas décadas de trabalho, estou convencido de que, cada vez mais, sem estes parâmetros, é muito difícil construir qualquer sociedade. Consequentemente, isso é dizer que olhando sempre dali, é que me lancei a fotografar este continente nas muitas ocasiões que pude, tentando mostrar à sua gente, sua vida cotidiana e seus problemas. Desta forma, isto me levou dezenas de vezes a enfrentar limites e fronteiras de todo tipo. Hoje mostro aqui duas delas, ambas contemporâneas, que atravessam desde o primordial da selva amazônica, virgem e aprazível, até a traumática fronteira norte onde o limite é com o império mesmo. —Julio Pantoja |
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