quarta-feira, 15 agosto 2012 14:34

Interview with Vicky Takamine (2005)

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In this interview, conducted at the Hemispheric Institute's 5th Encuentrom Belo Horizonte, Brazil, 2005, Takamine talks about how hula dance has served as a tool for transmission of native Hawaiian traditions, as a mode of resistance against colonialism, and as a site for the discussion of issues of intangible cultural heritage.

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quarta-feira, 15 agosto 2012 13:48

Entrevista com Marcos Malafaia (2005)

Entrevista com Marcos Malafaia, um dos diretores do teatro de marionetes brasileiro Grupo Giramundo, conduzida por Marcos Alexandre durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Nesta entrevista, Malafaia discute as origens e a história do grupo, as suas técnicas de construção e manipulação e as influências e gêneros envolvidos na contínua pesquisa, criação, performance e pedagogia do Giramundo. O artista discute também os pontos em comum entre as artes e a política no processo de fazer performance sobre as raízes brasileiras, enfocando especialmente quatro renomadas peças do Giramundo: Tiradentes, O Guarani, Os Orixás e Cobra Norato. Para encerrar, Malafaia comenta sobre o mais recente espetáculo do Giramundo, Pinocchio, uma adaptação do texto de Carlo Collodis para o teatro de marionetes. Criado em 1970 pelos artistas brasileiros Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Maria do Carmo Vivacqua Martins (Madu), o Giramundo Teatro de Bonecos (www.giramundo.org) ganhou reconhecimento mundial como um dos mais importantes grupos de teatro de marionetes no mundo. A sua impressionante trajetória inclui trabalhos profissionais para o teatro, cinema, vídeo e televisão, bem como um forte componente pedagógico, oficinas de ensino e cursos de marionetes, tanto internacionalmente quanto na sua própria escola em Belo Horizonte, Brasil. As 950 marionetes que eles já encenaram ou que ainda estão no palco fazem parte da coleção do Museu Giramundo, que possui a maior coleção privada desse tipo no Brasil. O rigor metodológico ao criar as suas performances, a refinada construção e manipulação dos seus objetos de performance e o seu interesse em explorar tópicos da cultura brasileira oferecem ao Grupo Giramundo as ferramentas necessárias para transcender o tradicional teatro infantil para incorporar temas e formas culturais adultas em um diálogo direto com questões políticas e estéticas complexas.
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quarta-feira, 15 agosto 2012 13:29

Entrevista com Beverly Singer (2005)

Entrevista com Beverly Singer, conduzida por Tasha Hubbard durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Singer fala sobre a sua obra de documentários como uma busca pelas práticas e valores que sobreviveram ao longo de todas as mudanças na vida indígena e que ainda permanecem, mantendo-os conectados uns aos outros em uma comunidade. Ela também pesquisa e documenta os mecanismos de enfrentamento que têm sido adotados pelo povo indígena a fim de encontrar o seu lugar no mundo. Beverly Singer é uma americana nativa de descendência Tewa e Navajo, de Santa Clara Pueblo, Novo México. Ela é uma cineasta de documentários premiada, cujas produções em vídeo exploram o tema da revitalização cultural nas comunidades americanas nativas. Ela é Professora Associada de Antropologia e Estudos sobre os Americanos Nativos e Ex-Diretora do Centro de Estudos Interculturais Alfonso Ortiz, na University of New Mexico. Anteriormente, ela trabalhou na Cidade de Nova Iorque como especialista de programas públicos do Centro de Cinema e Vídeo do National Museum of the American Indian e lecionou na Parsons School of Design e na California Polytechnic State University. Ela recebeu o seu Ph.D. em Estudos Americanos pela University of New Mexico; o seu mestrado (M.A.) em Administração pela University of Chicago; e o seu bacharelado (B.A.) em Serviço Social/Psicologia pelo College of Santa Fe; além de ter estudado cinematografia no Anthropology Film Center, em Santa Fé. Ela é um dos membros fundadores da Native American Producers Alliance e autora de um livro sobre a cinematografia independente de americanos nativos, entitulado ‘Wiping the War Paint Off the Lens: Native American Film and Video’.
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quarta-feira, 15 agosto 2012 12:01

Entrevista com Antanas Mockus (2005)

Entrevista com Antanas Mockus, conduzida por Doris Sommer durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Durante a entrevista, Mockus participa de um jogo com a sua entrevistadora: em uma performance simbólica de ‘laços sociais’, eles estão atados um ao outro com uma amarra e precisam achar um jeito de desembaraçar-se através do movimento (sem cortar ou desamarrar), enquanto eles discutem a cultura cívica e os meios pelos quais pode-se resolver conflitos através da pluralidade da arte. Um matemático, filósofo e político colombiano, Antanas Mockus deixou o seu cargo de Vice-Reitor da Universidad Nacional de Colombia, em Bogotá, em 1993 e, em seguida, governou Bogotá como prefeito durante dois memoráveis termos. As suas iniciativas surpreendentes e muitas vezes jocosas costumavam envolver grandes gestos, muitas vezes incluindo artistas locais ou aparições do próprio prefeito – tomando um banho num comercial sobre a conservação da água, ou andando pelas ruas vestido com roupas de spandex e uma capa, como o Supercidadão. Mockus contratou 20 mímicos para controlar o tráfego e fazer gozação com aqueles que violassem as normas de trânsito – um programa que fez tanto sucesso que 400 outros mímicos foram rapidamente treinados. Ele também iniciou o programa ‘Noite das Mulheres’, em que os homens da cidade eram convocados a ficar em casa por uma noite para tomar conta da casa e das crianças. A cidade patrocinava concertos gratuitos ao ar livre, os bares ofereciam descontos especiais só para mulheres e a polícia feminina da cidade era responsável por manter a paz. Sob a sua liderança, Bogotá apresentou melhorias extraordinárias em todas as áreas – o consumo de água caiu 40%, a taxa de homicídio caiu 70% e as fatalidades de trânsito foram reduzidas em mais de 50%, para mencionar algumas.
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sexta-feira, 01 junho 2012 16:56

Entevista com Luisa Calcumil (2005)

Entrevista com Luisa Calcumil, conduzida por Diana Taylor durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Luisa começa apresentando-se em Mapudungún (o seu idioma indígena), dizendo ‘eu sou uma pessoa da terra, da terra do sul, que os nossos queridos ancestrais chamavam de Pântano Frio, mas que é hoje conhecida como General Roca. Com a proteção da Grande Mãe do Céu, do Grande Pai do Céu, da Jovem Mulher e do Jovem Homem do Céu, eu fui capaz de chegar aqui hoje’. Ela conta a estória da sua infância difícil e de como ela chegou ao mundo do teatro. Discute também a sua performance solo, entitulada Es bueno mirarse en la propia sombra, que ela apresentou no Encuentro. Através da sua obra, primordialmente oral e musical, ela deseja transmitir a visão de mundo Mapuche, que ela diz ser diferente daquela do ‘mundo branco’. Ela quer derrubar os estereótipos das pessoas indígenas, que têm sido tão amplamente representadas por outros; ela convoca a auto-representação, o respeito às tradições e a renovação da esperança para a sua comunidade. Luisa Calcumil é uma atriz, diretora e dramaturga Mapuche da Patagônia, Argentina. Ela iniciou a sua carreira como atriz em 1975. Após atuar em vinte peças, cinco filmes e vários programas de televisão, ela sentiu que não era representada nos papéis que interpretava. Então ela decidiu compor os seus próprios roteiros: Hebras e Es bueno mirarse en la propia sombra.
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sexta-feira, 01 junho 2012 16:04

Entrevista com David Pleasant (2005)

Entrevista com David Pleasant, conduzida por Tavia Nyong’o durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. David fala sobre como ele começou a tocar percussão, demonstra os ritmos que ele utiliza em seu trabalho e como eles moldam diariamente a vida dos Gullah. Essas batidas afro-americanas incluem o polirritmo, pergunta e resposta, palmas ritmadas, síncopes, improvisação, percussão simultânea e outras, que existem em grande parte da música popular americana. Ele discute também o show Language of the Soul, que ele apresentou no Encuentro alguns dias antes desta entrevista. David Pleasant é um estilista musical que ascendeu na cultura Gullah/Geechee da Georgia (Ilha Sapelo, Condado de Darien/McIntosh e Savannah). O seu trabalho é impulsionado pela rica influência africana na cultura Gullah – particularmente juba, hand jive, pattin', rhappin' e shout –, que têm desempenhado um papel importante no desenvolvimento do seu RiddimAthon!®, uma performance e técnica de ensino desenvolvida a partir de uma síntese das tradições musicais africanas, caribenhas e afro-americanas. Como Especialista Sênior da Fulbright, ele apresenta programas internacionais e palestras sobre o tema. A sua obra tem figurado no teatro, na dança e na televisão e ele apareceu no premiado musical Crowns, de Regina Taylor.
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sexta-feira, 01 junho 2012 16:00

Entrevista com Megaron Txucarramãe (2005)

Entrevista com Megaron Txucarramãe, conduzida por Terence Turner durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Nesta entrevista, ele fala sobre as práticas e tradições culturais dos Kaiapó, bem como sobre a sua atual situação na geopolítica brasileira contemporânea. Ele também comenta sobre a participação do seu povo no Encuentro, onde Megaron também fez um importante discurso, entitulado A Questão Indígena no Brasil.

 Biografia

Megaron Txucarramãe, líder dos Mebêngôkre/Kaiapó, é um dos mais importantes líderes indígenas no Brasil, com uma performance extraordinária em favor do seu povo, Mekragnotire, e dos outros povos nativos brasileiros. Trabalhando na Funai, ele atuou nas Frentes de Contato dos Povos Ikpeng e Panará. Em 1984, ele participou da demarcação da Terra Indígena Kapôt – Jarina e, em 1992/1993, da Terra Indígena Mekragnotire. Ele foi supervisor, pela FUNAI, do Parque Indígena do Xingu de 1984 a 1994 e foi diretor da FUNAI – Colíder/MT de 1995 a 2011. Ele é também membro fundador da Associação Ipren-re de Defesa do Povo Mebêngôkre, desde 1993.

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sexta-feira, 16 julho 2010 10:36

Entrevista com o Dancing Earth (2005)

Entrevista com o grupo Dancing Earth, conduzida por Tina Majkowski durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Ao coreógrafo Rulan Tangen juntam-se o músico/dançarino/pintor Quetzal Guerrero (Cambiva, Yacqui, Ahumeche), o dançarino/fotógrafo Anthony Ch-Wl-Tas Collins (Salt River Pima, Seneca, Osage) e o dançarino/ator/pintor Alejandro Meraz (Tarasco). Eles discutem, dentre outras coisas, as origens das suas colaborações, o papel da dança como um canal de empoderamento para os povos indígenas e como o Dancing Earth trabalha com a memória, o lugar, a tradição e o ritual através do movimento. O Dancing Earth é uma diversidade de artistas indígenas voltados para a dança, que trabalham como um coletivo, sob a liderança de Rulan Tangen, buscando incorporar a essência única da identidade e perspectiva indígenas através da criação e renovação dos movimentos rituais artísticos e culturais. ‘Antigas e futurísticas, as nossas danças são uma liguagem elementar de memória de osso e sangue em movimento. Nós cultivamos a nossa arte individual em favor do empoderamento de todos os povos e criamos pontes entre a arte e a humanidade, a tradição e a experimentação. Através do movimento, nos unimos com respeito, inspiração e inovação. Nós criamos as nossas obras com colaboradores indígenas nos campos da música, da confecção de máscaras, da fotografia, do figurino, da iluminação, da arquitetura, da poesia e da contação de estórias’.