Performances

enc05_coatlicue_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

 

Caracol Corazón de la Tierra - Flor de la Esperanza

 

Biografia

Elvira e Hortencia Colorado, Chichimec Otomi, contadoras de histórias, dramaturgas, atrizes e ativistas comunitárias, são membros fundadores da Companhia de Teatro Coatlicue. Também são membros de “danza Mexica Cetiliztli”, “New York Zapatistas” e da “Casa da Comunidade de Índios Americanos” (American Indian Community House). As peças da companhia tratam de questões sociais, políticas, culturais e de identidade que têm impacto sobre suas vidas e sobre sua comunidade. O trabalho é baseado em histórias que elas tecem juntas, que educam além de divertir e que ao mesmo tempo reafirmam sua sobrevivência como Indígenas Urbanas Norte-Americanas. Já conduziram oficinas de teatro e de contadores de história. Receberam o prêmio Ingrid Washinawatok de Ativismo Comunitário.

Coatlicue Theatre

enc05_danca_palacios_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

 

Coreografia de Cordel

 

Biografia

A Cia. de Dança Palácio das Artes intensificou no final da década de 90 o processo de criação do bailarino no produto artístico. Novas coreografias foram criadas, seja através de renomados coreógrafos convidados ou por algum bailarino do próprio grupo, a exemplo de Imago, de Rodrigo Gièse (1997), o que culminou nas montagens de Entre o Céu e as Serras, Sonho de Uma Noite de Verão e Poderia Ser Rosa. O foco de gestão da Cia., sob a responsabilidade de Cristina Machado, utiliza a potencialidade criadora dos bailarinos, incentiva e promove a pesquisa em dança. Coreografia de Cordel, de 2004, supera um passado de identificação estrita com o balé clássico. Herda, porém, dos primeiros anos, o profissionalismo, característica marcante do antigo Corpo de Baile. A Cia. foi fundada em 1971 pelo ex-bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Carlos Leite (1914-95). Lançando mão do ensino da técnica clássica, o mestre de balé e coreógrafo profissionalizou bailarinos e construiu a excelente reputação nacional da companhia. Por mais de 20 anos, o grupo dedicou especial atenção a montagens de grandes peças do repertório erudito e às operas produzidas pela casa.

Companhia de Dança Palácio das Artes

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Photo/ Foto: Julio Pantoja

Dancing Earth

Biography

Dancing Earth é um grupo de dançarinas indígenas que trabalham como uma comunidade sob a liderança de Rulan Tangen, buscando uma essência particular à identidade e perspectiva indígena pela criação e renovação dos rituais culturais e artísticos. “Antigas e futuristas, nossas danças são uma linguagem elemental da memória dos ossos e do sangue em movimento. Cultivamos nossa individualidade artística para o empoderamento de todas as pessoas, e criamos pontes entre a arte e a humanidade, entre a tradição e a experimentação. Através do movimento, nos encontramos com respeito, inspiração e inovação. Nós criamos nossos trabalhos com colaboradores indígenas nos campos da música, confecção de máscaras, fotografia, figurinos, design de iluminação, arquitetura, poesia e contação de histórias.” Com prévias apresentações internacionais e reconhecimento no palco, rua e filme, a coreógrafa Rulan Tangen é acompanhada pelo músico, dançarino e pintor Quetzal Guerrero (Cambiva, Yacqui, Ahumeche), pelo dançarino e fotógrafo Antony Ch-Wl-Tas Collins (Salt River Pima, Seneca, Osage), pelo dançarino, ator e pintor Alejandro Meraz (Tarasco), e pelo pintor e videógrafo Joaquín Newman.

Dancing Earth

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Photo/ Foto: Julio Pantoja

The Language of the Soul

Biography

David Pleasant: Presidente e Fundador do RiddimAthon!, Inc., David Pleasant é um estilista musical criado na cultura Gullah/Geechee da Georgia, isto é, Sapelo Island, Darien/McIntosh County e Savannah. A riqueza da conservação africana nesta região, bem como sua síntese de tal material em uma fonte peculiar da cultura americana orientam seu trabalho. Como Especialista Sênior da Fulbright, apresenta programas internacionais sobre o assunto. Seu trabalho tem sido apresentado em teatro, dança e televisão. Recentemente participou do musical premiado “Crowns”, de Regina Taylor. Pleasant está interessado no “5° Encontro Internacional de Performance: práticas contemporâneas e comunidades indígenas” como uma plataforma para demonstrar e partilhar as raras expressões da cultura da Georgia/Ilhas da Carolina do Sul. Essas expressões incluem poliritmo, call & response (bate-bola), batida de palmas, síncope, improvisação, percussão simultânea, gritos e outros estilos presentes em grande parte da música popular americana.

David Pleasant

enc05_herrmann_kraiser_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

Como Habitar Uma Paisagem Sonora – Projeto para uma Performance

Biography

Dudude Herrmann é uma das precursoras da dança contemporânea de Belo Horizonte. É bailarina, coreógrafa, diretora de espetáculos e professora de dança. Assinou, na década de 70, a direção de muitas montagens do Grupo 1º Ato. Em 1994, criou a Benvinda Cia. de Dança, com a proposta de investigar a dança dentro de uma linguagem contemporânea que não nega as origens brasileiras. Foi bolsista do Centro Coreográfico Nacional de Orleans (França), a convite de Josef Nadj, bolsa concedida pelo Ministério da Cultura do Brasil – Projeto Bolsa Virtuose 2000. Em 2002 e 2003 realizou a Pesquisa “Poética de um Andarilho: A Escrita do Movimento no Espaço de Fora”, como bolsista do Programa Vitae de Artes.

Marcelo Kraiser nascido em Belo Horizonte em 1952. Artista plástico, trabalha com fotografia, desenho, vídeo, trilhas sonoras, ilustração e poesia. É professor da graduação e da pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFMG. Realizou 9 exposições individuais e participou de mais de 30 exposições coletivas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Doutor em Letras (Literatura Comparada) pela FALE/UFMG. Publicou os livros de poesia visual: Lúcia Rosas/textos impuros, Corpos Seriais, Luna Nula e Paixão.

Dudude Herrmann e Marcelo Kraiser:Como Habitar Uma Paisagem Sonora

enc05_FOMMA_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

Soledad y Esperanza

Biography

A Fortaleza de la Mujer Maya A.C. fornece serviços e apoio à mulheres e crianças indígenas no estado de Chiapas, México. Estas mulheres e crianças indígenas mudaram-se para a cidade devido aos eventos militares de 1994 ou por razões de religião. A maioria não conhece o estilo de vida da cidade e muitas vezes não fala ou escreve o Espanhol. Por essas razões, a Fortaleza de la Mujer A.C. fornece programas que educam mulheres e crianças em Tzeltal, Tzotzil e Espanhol assim como um número de ofícios vocacionais como costura, serviços de padaria, artes manuais, programas culturais e de informática. Além disso, a Fortaleza de la Mujer A.C. fornece serviços de assistência à infância, educação dos direitos da mulher e saúde.

FOMMA

enc05_bonecos_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

Cobra Norato

Biography
Grupo de Teatro de Bonecos Giramundo: Os artistas do grupo – que carregam na bagagem espetáculos premiados como Cobra Norato – são capazes de dar aos bonecos habilidade para interpretar textos complexos. "Cada boneco tem um tipo de informação diferente. As montagens exigem muita pesquisa. As técnicas de manipulação e o material que utilizamos na confecção dos bonecos dependem de como será o texto, a trilha sonora e o cenário", explica Beatriz Apocalypse, que, depois da morte dos pais, no ano passado, herdou a responsabilidade de dirigir o grupo, que mantém 13 espetáculos ativos. A cada ano, além de montar um novo espetáculo, o grupo faz uma remontagem. As 950 marionetes, que já encenaram ou ainda encenam as peças do grupo, compõem o acervo do Museu Giramundo, que tem a maior coleção privada do Brasil. É lá que também estão a Coleção de Desenhos e Estudos para Teatro, com esboços e croquis para cenografia, e figurinos do criador do grupo. "O diferencial do Giramundo está na forma plástica dos bonecos, que varia de acordo com a personalidade de cada personagem", conta Beatriz. É coisa para deixar Gepetto de boca aberta.

Grupo de Teatro de Bonecos Giramundo

enc05_grupo_galpao_jp_Lg_altPhoto/ Foto: Julio Pantoja


Um Moliére Imaginário

Biografia

O Galpão, fundado em 1982, é o mais importante grupo teatral de Minas Gerais e um dos mais conceituados no Brasil e no exterior. Alguns espetáculos de sua trajetória projetaram o grupo internacionalmente, como "Romeu e Julieta", de Shakespeare, encenado no Globe, em Londres, e em vários outros países. "A Rua da Amargura", de Eduardo Garrido; "Um Molière Imaginário", adaptado de Molière; "Partido", de Ítalo Calvino; e "O Inspetor Geral", de Gogol, compõem o repertório mais recente do Grupo.

Grupo Galpão

enc05_pena_luna_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

El Shame-man meets el Mexican't y la hija apócrifa de Frida Cola y Freddy Krugger in Brazil

Biography

Artista performático e escritor, Guillermo Gómez-Peña mora em São Francisco onde é o diretor artístico da Pocha Nostra. Nascido em 1955 e criado na Cidade do México, veio para os Estados Unidos em 1978. Seu trabalho pioneiro em performance, vídeo, rádio, instalação, poesia, jornalismo e teoria cultural explora temas sobre cruzamentos culturas, imigração, política da linguagem, “cultura extrema” e novas tecnologias. Agraciado com um prêmio da Fundação MacArthur e da American Book Award, Guillermo é colaborador freqüente na National Public Radio (cadeia de rádio pública norte-americana), escreve para jornais e revistas nos Estados Unidos e México e é editor/colaborador do The Drama Review (NYU-MIT). Atualmente, está no processo de produção de um DVD com suas performances e arte de vídeo e o trabalho de mais de 30 dos seus colaboradores internacionais. O DVD está planejado para exibições, instalações de vídeo, TVs inteligentes e como instrumento pedagógico.

James Luna é um indígena Luiseno e vive na Reserva Indígena La Jolla. Além de ser artista, trabalha como conselheiro acadêmio integral da Palomar College perto de sua casa no North County, San Diego, Califórnia. Luna acredita que a instalação/arte performática -- que emprega uma variedade de mídia como objetos, áudio, vídeo e slides – oferece "uma oportunidade como nenhuma ao povo indígena para expressar-se sem comprometer as formas de arte tradicionais de cerimônia, dança, tradições orais e pensamento contemporâneo". Suas instalações foram descritas como espaços de galerias transformadas em campos de batalha onde a platéia se confronta com a natureza da identidade cultural, as tensões geradas pelo isolamento cultural e os perigos de equívoco cultural a partir de uma perspectiva Indígena. Ao utilizar objetos feitos e achados, Luna cria meios ambientais que funcionam como declarações estéticas e políticas.

Como um residente de uma "Rez" ("reservation" indígena nos EUA), retira da sua experiência pessoal e interroga as emoções em torno da maneira pela qual as pessoas são percebidas dentro de suas culturas. Em suas instalações/performances, Luna remete à mitologia do que significa ser "indígena" na sociedade norte-americana contemporânea e expõe a hipocrisia da sociedade dominante que trivializa o povo indígena como esteriótipos românticos. A instalação/arte performática de Luna é provocadora, freqüentemenre lidando com temas difíceis que afetam as comunidades indígenas incluíndo problemas sócio-econômicos, vícios e conflito cultural. Ele confronta estes temas de frente, usando humor e sátira como contrabalanço e remédio para tirar o que ele descreve como "o primeiro passo para a recuperação". Ao pedir a participação da platéia, ele desafia os espectadores à examinarem seus próprios preconceitos. Como um crítico escreveu, "a recompensa valiosa das performances investigativas de Luna é aprender mais sobre nossas próprias percepções culturais, aprender onde os limites estão, onde o mal-estar começa. Sua voz e suas imagens carregam o dom de um bom artista que traz o aumento de nossa consciência e percepção do que significa ser humano".

Artista performática e atriz, Violeta Luna colabora com La Pocha Nostra e Guillermo Gómez-Peña desde 1998. Luna já participou com destacados diretores de teatro em diferentes eventos no México e Estados Unidos. Seu trabalho explora a relação entre o teatro e a performance. Nascida na Cidade do México, Luna estudou no Centro Universitário de Teatro, UNAM e na La Casa de Teatro.

Guillermo Gómez-Peña, James Luna, and Violeta Luna

enc05_jesusa_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

 

Cabaré Pre-hispânico: O Umbigo das Deusas

Biografia

Diretora mexicana, atriz, dramaturga, artista performática, cenógrafa, empresária e ativista social, Jesusa Rodríguez foi reconhecida como a mulher mais importante do México. Seus espetáculos desafiam a classificação tradicional, atravessando com facilidade limites genéricos: da elite à massa popular; da tragédia grega ao cabaré; dos índios pré-colombianos à ópera; do revue, esquete e "carpa”, às ações performáticas dentro de projetos políticos. Ela e seu parceiro, um cantor/ator argentino, são proprietários e dirigentes dos seguintes espaços alternativos de performances na cidade do México: El Habito e Teatro de la Capilla. Eles ganharam um Obie como melhor ator em Las Horas de Belén, A book of Hours (1999), com Ruth Meleczech e New York-based Mabou Mines. Rodriguez regularmente contribui para o mais importante periódico feminista do México, Debate Feminista.

Liliana Felipe es uma das mais reconhecidas cantoras e compositoras da América Latina, nasceu na Argentina nos anos 50. Ela mudou-se para o México pouco antes do começo da Guerra suja (1976), mas sua irmã e cunhado ambos “desapareceram” – vítimas da política criminosa da ditadura militar. No México, Liliana foi a uma das performances de Jesusa Rodríguez. Jesusa, tendo uma visão de Felipe na platéia, lembra ter dito a si mesma: “Eu vou morrer com aquela mulher”. Desde então, Liliana e Jesusa criaram dois espaços para performances, El Cuervo e mais tarde El Habito, que ainda existem. Elas “casaram-se” em Fevereiro de 2000. A música de Liliana tem uma grande variedade de seguidores na América Latina. Ela continua a ser uma presença poderosa na Argentina, trabalhando com organizações de direitos humanos, especialmente H.I.J.O.S. (a organização dos filhos de desaparecidos).

Jesusa Rodríguez & Liliana Felipe

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Photo/ Foto: Julio Pantoja


Fancy Dancing

Biography
Larry Yazzie: É um campeão mundial de Fancy Dance que constantemente recebe os primeiros prêmios nas Conferências dos Indígenas Americanos nos Estados Unidos e no Canadá. Em 1995, ele ganhou o Campeonato Mundial do estilo Northern Fancy Dance. Larry foi criado na terra natal da nação Meskwaki, em Tama, Iowa (EUA). Aos sete anos, ele iniciou o seu estilo de dança. A Fancy Dance é idolatrada por suas cores e extravagâncias, assim como pelos desafios físicos impostos aos competidores. Criatividade e persistência são testadas de música a música em um ritmo marcado. Na adolescência, Larry já competia na categoria powwow. Como um performer, Larry viajou pelos Estados Unidos, Canadá e Europa. Em 1994, com a “Foxwoods Dance Troupe”, ele se apresentou na França, Polônia, Finlândia e Rússia, nos Goodwill Games em São Petersburgo. Com a “Discover Native American Dance Troupe”, atuou nos Jogos Olímpicos de Verão em Atlanta, em 1996. Em 1998, dançou no filme Grey Owl, com o ator Pierce Brosnan. Em 1999, foi parceiro da “Lakota Dance Troupe” no Native American Film Awards, em Los Angeles. Em 2001, co-produziu uma colaboração inovadora com Keith Secola e “The Wild Band of Indians”, combinando as danças indígenas americanas com o folk indígena contemporâneo e o blues. Em 2001, Larry tornou-se um membro original do Kevin Locke Trio.

Larry Yazzie

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Photo/ Foto: Marlène Ramírez Cancio


É bom se olhar na própria sombra

Biografia

Luisa Calcumil trabalha no teatro desde 1975. Ela começou como atriz, apresentando vinte performances de teatro e atuando em cinco filmes de importância internacional e em vários programas de televisão. Luisa diz que Aimé Painé, a primeira cantora Mapuche reconhecida, teve uma grande influência em sua vida. Luisa sempre relembra Aimé dizendo o seguinte: "El saber quien es uno es el principio de ser culto" (conhecer quem é você é o primeiro passo para a aprendizagem). Após muitos anos de atuação sem encontrar peças em que se sentisse realmente representada, Luisa começou a escrever suas próprias peças ou a participar na criação de performances nas quais ela era a protagonista. Desta forma, foram criadas as peças Es bueno mirarse en la propia sombra e Hebras.


Luisa Calcumil

enc05_pamyua_LgPhoto/ Foto: Marlène Ramírez Cancio

Biografia

Pamyua é um grupo profissional de performance do Ártico (Alaska e Groelândia). As performances do Pamyua são muito dinâmicas, apresentando desde danças tradicionais a funk tribais – música do mundo. As performances do Grupo Pamyua reinterpretam tradições modernas do Inuit e Yup'ik Eskimo através de contação de histórias, música e dança. Pamyua apresenta as histórias dançadas de Yup'ik, as quais retratam as tradições da cultura Yup'ik no sudoeste do Alaska. O quarteto também harmoniza músicas antigas e originais que redefinem as fronteiras da expressão Inuit. Pamyua mistura R&B, jazz, funk, e world music para criar um novo e diferente estilo indígena.

Pamyua

enc05_participant_performances_jp_Lg Photo/ Foto: Julio Pantoja


Performances de artistas participantes na Praça da Estação, o Parque Municipal e outros espaços alternativos

 

Através do Encontro, artistas participantes se juntaram para fazer performances individuais de grupo, incluindo, entre outras:

  • Amapola Prada, (Perú)
  • Reona Brass, "Dawn" (Canada) 
  • Anadel Lynton-Snyder, "Ciclos y los Otros" (Mexico)
  • Grupo Corpo de Letra, "Das raízes ao corpo: uma performance poética" (Brasil)
  • Ilona Dougherty and Teoma Naccarato, "Oongit" (Canada)
  • Colette Jacques (Canada)
  • Ángela Girón, “Letters from the State of Chihuahua” (USA)
  • Anne Baillargeon, "She just wants to be an Actress" (Canada)
  • Guy Sioui Durand, "La Cervelle Renversée" (Canada)
  • Eduardo Flores (México)
  • Capoeira, grupo do Mestre João Angoleiro (Brazil)
  • Paola Rettore (Brazil)
  • Mostra de trabalho da Oficina "Dança Afro-Brasileira" conduzida por Marlene Silva

Performances dos Participantes

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Photo/ Foto: Julio Pantoja

Biografia

Quetzal Guerrero carrega o nome “pluma preciosa” na língua asteca. Como violinista, ele tem estudado e se apresentado internacionalmente desde os cinco anos de idade, tocando com lendas como Tito Puente, Lalo Guerrero e Jorge Santana. Ele é um talentoso artista plástico e ator que treina capoeira. Como campeão de dança de rua com o Sourpatch, ele apareceu com H.T. Chen and Company, de New York, e foi convidado para dançar com Mikhail Baryshnikov. Ele é também dançarino fundador do Earth Dance Theater e premiado na Naming Ceremony na Universidade da Califórnia, Riverside Red Rhythms Conference. Recentemente, ele viajou pela Europa com o renomado Osunlade e está atualmente trabalhando em Porto Rico como artista recém contratado pela Yoruba Records.

Quetzal Guerrero

enc05_baca_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja
Biografia

Susana Baca: Vocalista peruana que primeiro ganhou reconhecimento internacional com "Maria Lando," uma faixa no disco de 1995 produzido por David Byrne: The Soul of Black Peru. Ela tem sido comparada a Cesaria Evora de Cabo Verde. Não é uma surpresa; ambas encontraram um rico material em tradições populares de seus países, e ambas cantam músicas marcadas por suas emoções sombrias: dor, nostalgia, desejo. Susana Baca não é apenas uma das grandes divas da América do Sul, mas é também uma incansável pesquisadora, responsável por fazer reviver muitas formas do folclore afro-peruano. É ainda a fundadora do "Centro Experimental de Música Negrocontínuo”, um centro cultural dedicado aos estudos de música e dança afro-peruanas. Ganhou o Prêmio GRAMMY em 2002.

Susana Baca

enc05_kaiapo_danca_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

Biografia

Os índios Kaiapós vivem em uma área que é quase do tamanho da Áustria, com vilas ao longo do Rio Xingu, no Mato Grosso. Seu território é formado em sua maioria por florestas tropicais. O nome kaiapó foi dado a eles pelas tribos indígenas vizinhas. A palavra kaiapó significa "semelhante a macacos" e provavelmente foi dada porque, muitas vezes, os homens dançavam com máscaras de macaco. Os Círculos são um dos principais símbolos da tribo porque o curso do sol e da lua são circulares. Alguns aspectos distintivos da cultura kaiapó são os bodoques que os homens costumavam usar e que ainda são usados por alguns, embora a nova geração não continue tal prática. Outro aspecto é a pintura corporal, muito simbólica nesta cultura, feita com linhas geométricas e intricadas. Significa status e comportamento social. Vermelho e preto são as principais cores. As primorosas festas constituem outro aspecto muito interessante. Estas festas chegam ao clímax depois de um período de meses, durante o qual cada ritual adere minuciosamente ao grupo com suas canções, danças e cerimônias especiais próprias para aquela festa. A língua tem 17 vogais e 16 consoantes, e padrão distinto de entoação e vogal prolongada para dar ênfase.

Povo Kaiapó

enc05_welcome_ritual_mrc_LgPhoto/ Foto: Marlène Ramírez Cancio

Na cerimônia de abertura do Encontro, em Belo Horizonte, iniciada pelos Maxacalí (foto, em cima) e osKaiapó/Mebengokré do Brasil, povos indígenas de todas as partes das Américas trocaram danças, músicas e palavras para recepecionar uns aos outros e a todos os participantes do evento de 10 dias.

Ritual de Boas Vindas

enc05_zeca_ligiero_LgPhoto/Foto: Julio Pantoja


Desabrigo

Biografia

Zeca Ligiéro: Escritor, diretor e professor de Teatro, com doutorado pelo Department of Performance Studies da New York University. No Brasil, é diretor do Instituto Hemisférico de Performance e Política, com sede em Nova York, sendo um dos fundadores do curso de mestrado em Teatro da UNI/Rio. Também coordena o Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias, com o qual organizou o 1º Encontro de Performance e Política das Américas na UNI/Rio. No teatro, dirigiu “O Mito de Medéia”, “As Loucuras do Doutor Corpo Santo”, “As Bacantes” e “Kabaret Futurista”. Nos EUA, adaptou e dirigiu “The Third Bank of The River”, de Guimarães Rosa, e “Elegba Crossing, a Journey”, de sua autoria. Tem livros publicados em português, espanhol e inglês, entre eles Divine Inspiration from Benin to Bahia, Iniciación Al Candomblé e O Teatro Infantil de Zeca Ligièro.

Zeca Ligiéro