Circulação de saberes: Universidade, Índio, Negro e Cidadania

enc05_circulacao_saberes_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja


Participantes
: Francisca Novantino (Brasil), Zeca Ligiéro (Brasil), Dalmir Francisco (Brasil), Kanatyto Pataxó (Brasil).

Moderadora: Maria Inês de Almeida (Brasil)

Biografias
Francisca Novantino Pinto de Ângelo: Historiadora, pertencente à etnia Pareci, chamada carinhosamente de Chikinha, batizada índia como Chikinha Nezokemaero Paresí. Atua no Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso. Foi a primeira vez que uma índia foi escolhida como membro do CNE. É mestranda em Educação, pela UFMT, Cuiabá. Tem especialização em Antropologia e em Educação Escolar Indígena. É professora indígena efetiva da Rede Estadual de Ensino desde 1980. Foi representante indígena no Conselho Indigenista da Fundação Nacional do Índio/FUNAI em Brasília – DF, 1998/1999. Secretária do Conselho de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso - CEI/MT, na gestão 1995-96, em assembléia ocorrida em 08 de maio de 2001, Cuiabá, MT. É representante indígena da SEDUC-MT no Conselho de Educação Escolar Indígena de Estado de Mato Grosso – CEI/MT, Cuiabá e na Coordenação do Projeto de Cursos de Licenciatura Específicos para a Formação de Professores Indígena – 3º Grau Indígena, UNEMAT/SEDUC/FUNAI, Portaria 420/2000. Produziu alguns artigos, dentre eles: A Educação Escolar Diferenciada e Povos Indígenas. A Questão Indígena. Ministério das Relações Exteriores. Brasília. 2003; Conselho de Educação escolar indígena – CEI-MT – Um espaço de exercício da cidadania; Índios e Poderes Públicos no contexto atual. SBPC – 2004, Simpósio. UFMT.

 

Zeca Ligiéro: Escritor, diretor e professor de Teatro, com doutorado pelo Department of Performance Studies da New York University. No Brasil, é diretor do Instituto Hemisférico de Performance e Política, com sede em Nova York, sendo um dos fundadores do curso de mestrado em Teatro da UNI/Rio. Também coordena o Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias, com o qual organizou o 1º Encontro de Performance e Política das Américas na UNI/Rio. No teatro, dirigiu “O Mito de Medéia”, “As Loucuras do Doutor Corpo Santo”, “As Bacantes” e “Kabaret Futurista”. Nos EUA, adaptou e dirigiu “The Third Bank of The River”, de Guimarães Rosa, e “Elegba Crossing, a Journey”, de sua autoria. Tem livros publicados em português, espanhol e inglês, entre eles Divine Inspiration from Benin to Bahia, Iniciación Al Candomblé e O Teatro Infantil de Zeca Ligièro.

Dalmir Francisco: Brasileiro, doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), com a tese “Imprensa e racismo no Brasil: a construção mediática do negro na imprensa escrita brasileira (1988/1998)” – Rio de Janeiro: ECO/UFRJ, 2000. É mestre em Ciência Política pela UFMG, com a dissertação “Negro, afirmação política e hegemonia burguesa no Brasil”. Belo Horizonte: DCP/FAFICH/UFMG, 1992. É professor do Departamento de Comunicação Social/FAFICH/UFMG. Participa de diversas instituições do movimento negro como a SECNEB (Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil – Salvador/Bahia) e o INTECAB (Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira). Integra a Diretoria da Apubh (Departamento de Etnia, Gênero e Classe) e do Fórum Nacional de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior – PROIFES.

Kanatyo Pataxó: Salvino dos Santos Braz (Kanatyo Pataxó) vive na Aldeia Retirinho, no município de Carmésia, Estado de Minas Gerais. Em 1995, foi escolhido pela comunidade para participar do curso do Magistério do Ensino Fundamental para professores indígenas de Minas Gerais, o qual concluiu em 1999. Hoje é professor da Escola Estadual Indígena Pataxó “Bacumuxá” da Aldeia Retirinho, onde leciona para crianças de 1ª a 8ª série. Afirma ele: “Ser professor para mim é muito importante, pois através da Escola estou escrevendo a história do meu povo e ajudando contar um pouco a história do Brasil.” Através da Educação Indígena já participou de várias experiências em encontros, palestras, cursos, seminários, conferências. Produziu alguns livros como Txopai e Itohã; O machado, a abelha e o rio; Cada dia é uma história. Participou também da elaboração do livro “O Povo Pataxó e suas histórias”. Elaborou materiais didáticos diversos para a escola em que atua. Em 2000 foi condecorado pelo Governador Itamar Franco com a Medalha de Honra da Inconfidência Mineira e a Medalha de Honra do Mérito Educacional pelos relevantes serviços prestados à Educação em Minas Gerais.

Maria Inês Almeida: Professora da Faculdade de Letras da UFMG. Doutora em comunicação e semiótica pela PUC/SP. Coordenadora do Programa Culturas Indígenas na UFMG, do grupo de pesquisa “Literaturas: escrita, leitura, traduções”. Assessora da Secretaria de Educação Superior do MEC.