Identidades Indígenas e comunicação

Coordenado por Herman Herlinghaus

Este tópico está obviamente inscrito numa perspectiva voltada para a performance e, em vários contextos de discussão, está relacionado a um movimento de destotalização em relação ao conceito de identidades culturais. As abordagens para este tópico devem ser múltiplas e diversas. Podem ou não começarem a partir de uma instância auto-reflexiva significantemente crescente das comunidades indígenas, movimentos sociais e práticas artísticas no que diz respeito à comunicação, heterogeneidade cultural e imáginarios transnacionais.

Falando mais especificamente sobre a apropriação de novas tecnologias e estratégias de mídia de massa (e táticas) para propósitos éticos, estéticos, antropológicos e políticos, uma questão está fortemente ressoando na América Latina: como podem as vozes, os gestos, as imagens e as narrativas dos movimentos indígenas serem articulados no local assim como espaços transnacionais e serem interconectados de uma forma crescente? Como projetos podem ser planejados e desenvolvidos e que sejam capazes de ultrapassarem a separação restrita entre pequenos círculos de comunicação alternativos e os grandes e agressivos meios de comunicação de massa? Quais são as relações entre o design estético e a estratégia política já que estamos lidando com situações que confrontam a luta por identidades social e éticamente positivas com múltiplos discursos, imagens e tecnologias? Essas são apenas algumas questões que podem ajudar a fazer o  remapeamento desse terreno desafiador.

Participantes

Gail Tremblay, Karina Vanessa Castro Santana, Colette Jacques, Eduardo Flores, Norma B Correa, Lara Evans, Luis Millones, Hermann Herlinghaus, Candice Hopkins, Laura Kropff Causa, Andrew Okpeaha Maclean, Citlali Martinez, Kent Monkman, Freya Schiwy, Terence Turner, Kerry Swanson, Alejandro Meraz, Tina Majkowski, Kathleen Buddle-Crowe, Veronica Bollow.