quinta-feira, 02 março 2023 15:15

Entrevista com Sonia Guiñansaca

Entrevista com Sonia Guiñansaca HIDVL
Marlène Ramírez-Cancio, diretora associada do Instituto Hemisférico da New York University, conversa com x artista residente de 2017-18 Sonia Guiñansaca sobre a sua obra, o seu processo criativo e o seu trabalho de organização cultural para imigrantes não documentados. Frustradx com a falta de mudança política para migrantes, Guiñansaca emergiu como líder nacional nas comunidades migrantes artísticas e políticas onde coordenou e participou de ações de desobediência civil revolucionárias. Frustradx com as limitadas narrativas sobre a política migratória, a organização cultural de Guiñansaca deu voz a mulheres/queers migrantes de pele mais escura e a pessoas não documentadas. O seu trabalho de ação direta envolveu infiltrar-se num centro de detenção no Alabama e coordenar campanhas antideportação. Reconhecendo o trauma que vem com o trabalho de organização e mobilização, elx voltou-se para o trabalho cultural. “Você não pode ter mudança de política com mudança de cultura”. Com os projetos Dreaming in Ink / Sonhando em tinta e UndocuMic’s / Indocumicrofones, Guiñansaca enfocou iniciativas culturais por e para artistas não documentados.

Biografia

Sonia Guiñansaca é umx poeta migrante queer, organizadorx cultural e ativista do Harlem, via Equador. Guiñansaca já participou do VONA/Voices e se apresentou no El Museo Del Barrio, no The Nuyorican Poets Cafe, no Festival de Poesia de Nova Iorque e na Galería de La Raza e já apareceu na NBC, PBS, Latina Magazine, Pen American e na Poetry Foundation, dentre outros. Elx já fez palestras, oficinas e painéis em universidades por todo o país. Elx foi nomeadx “umx dxs 10 poetxs latinxs promissorxs que você precisa conhecer” pela Remezcla, bem como “umx dxs 13 queers mais descoladxs na internet” pela Teen Vogue. Em 2017, elx foi escolhidx como artista residente do Instituto Hemisférico de Performance e Política da New York University.
Elx emergiu como líder nacional nas comunidades artísticas e políticas não documentadas/migrantes. Em 2007, Guiñansaca “saiu do armário” publicamente como umx imigrante não documentadx. Desde então, elx foi cofundadorx e ajudou a construir algumas das maiores organizações de não documentados do país, coordenando e participando de ações de desobediência civil revolucionárias no movimento pelos direitos dos imigrantes. Elx também fundou alguns dos primeiros projetos artísticos criativos por e para escritores/artistas não documentados. Atualmente, elx está trabalhando no seu longo manuscrito de poesias sobre a migração, o queer e a sua mudança de status imigratório de não documentadx a documentadx. Elx é diretorx administrativx do CultureStrike.

Media

Permanent URL: http://hdl.handle.net/2333.1/280gb65q

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