Performance

jp_2boys_phobophilia_enc09_0028

PHOTO/Foto: Julio Pantoja

Phobophilia, excitação a partir do medo

Um pequeno número de espectadores (máximo de 20 pessoas) tem os olhos vendados e são levados a um local secreto para testemunhar uma peculiar investigação. Phobophilia coloca a questão: Qual é o papel do poeta numa época caracterizada pelo medo? A performance é inspirada na vida e a arte de Jean Cocteau.

Biografia

Dupla transdisciplinar de Montréal composta por Stephen Lawson e Aaron Pollard (também notoriamente conhecidos em alguns círculos por seu alter-ego Gigi L’Amour e Pipi Douleur). Criadores dum amplo repertório de trabalhos de cabaré épico multimídia, performances, vídeos e instalações.

2boys.tv

mrudas_alvaroherrera_donacion_enc09_0001

Photo/FOTO: Mateo Rudas

Doação

Esta ação surgiu a partir da pergunta ao acesso e especificamente sobre os processos de doação e recepção de obras de artistas atuais a instituições culturais tradicionais como os museus.

Biografia

Álvaro Ricardo Herrera é artista plástico da Universidad de los Andes de Bogotá e Professor de Artes Visuais da UNAM. Seu trabalho se dirige principalmente aos questionamentos sobre as cidades contemporâneas, suas problemáticas e seus habitantes.

Álvaro Ricardo Herrera

pk_avillalobos_cajanegra_enc09_0002

Photo/FOTO: Paula Kupfer

Caixa preta

Jejum total e voluntário, feito em silêncio por 40 horas seguidas, como um ex-voto, dentro de uma caixa preta de madeira. Ao contrapor o poder da mente ao poder do corpo e a força de vontade sobre a necessidade de comer, este trabalho invoca —dentro da incomodidade do confinamento— um fato cotidiano do processo de criação pessoal.

Biografia

Álvaro Villalobos é artista colombiano, radicado no México. Mestre em artes visuais e doutor em estudos latinoamericanos da UNAM. Formado pela Escuela de Artes da ASAB, em Bogotá. Sua obra compõe-se principalmente de performances, fotografias, vídeos e instalações que vinculam a problemática social e a política com a obra de arte.  Atualmente é professor na Faculdade de Estudos Superiores Acatlán (UNAM) e coordenador de pesquisa e pós-graduacão da Faculdade de Artes da UAEM.

Álvaro Villalobos

pk_andisutton_whiteonwhite_enc09_0004

Photo/Foto: Paula Kupfer

Branco sobre branco (conhecido também como W.o.W and Win!)

Performance participativa que consiste em um estande itinerante para a exibição comercial do jogo White on White. W.o.W. and Win!  Ao combinar os nomes comerciais de tons de tinta branca para o interior de casas com a estética, as regras e as fórmulas do jogo infantil Twister, W.o.W. and Win! é uma investigação performativa de depoimentos, poder e do vocabulário social aprendido das cores. (Concebida em parceria com Kim Cowperthwaite do MIT, Cambridge, Massachusetts, E.U.A).

Biografia

Andi Sutton é artista performática interdisciplinar. Curadora e produtora independente de eventos. Integrante dos grupos coletivos: The National Bitter Melon Council e Platform 2: Art and Social Engagement. Formada pela Tufts University e a School of of the Museum of Fine Arts de Boston, Massachusetts, E.U.A.

Andi Sutton

jp_astrid_cabaret_enc09_0035

Photo/Foto: Julio Pantoja

Cabaré bizarro

Performance misturado com uma batucada, no meio de uma cena de teatro com um trasfondo histórico cultural baseado nas ciências antropológicas de diferentes épocas. Os shows de Hadad consistem em desvelamentos rápidos, fragmentados e de paródia da canção, do vestuário, e da sátira política mexicanas, no qual o enfoque é o corpo feminino.. Hadad incorpora elementos das artes visuais, música e cinema mexicanos juntamente com ações e gestos da cultura popular. Sua intensidade sobre o palco quando canta, dança, e joga farpas sobre as Vacas Sagradas do México é contagiante e a platéia pode frequentemente ser vista dançando em seus assentos.

Biografia

Astrid Hadad nasceu em Chetumal, Quintana Roo, México e formada pela Centro Universitario de Teatro em México. Prófuga da Faculdade de Ciências Políticas e Sociais pela Universidad de México. Hadad utiliza o cabaré e a performance para representar a crise social, cultural e política no México e, ao mesmo tempo, divertir.  Ao rejeitar apoio e afiliação institucionais desde o começo de sua carreira, Hadad escreve, produz, gerencia e promove seu trabalho, criando platéias no México, Estados Unidos, Europa, Austrália, Canadá e América Latina. É reconhecida a nível mundial por suas obras Heavy Nopal, La Multimamada, La Pecadora, Seducida y Abandonada, e Corazon Sangrante. Uma cantora de talento, seus Cds circulam internacionalmente.

Astrid Hadad y sus Tarzanes

jp_comadrearana_concert_enc09_0019

Photo/Foto: Julio Pantoja

Comadre Araña em concerto

Em Comadre Araña, a música tradicional da região do Pacífico da Colômbia se encontra com o jazz, o rock, o pop e a música eletrônica. Três vozes femininas que se misturam com os ritmos bombo, marimba, cununo e guasá, juntamente com instrumentos eletrônicos, o sitar da Índia, o violão tiple dos Andes Colombianos, “loops“, “samplers” e todos os recursos da música eletrônica ao vivo.

Integrantes:

Juan Sebastián Monsalve (diretor e baixista)
Juanita Delgado (voz)
Verónica Atehortúa (voz)
Urpi Barco Quintana (voz)
Andrés Felipe Salazas (bateria e percussão)
Rocío Medina (marimba de chonta e percussão)
Edwin Ospina (guitarra elétrica e percussão)
Camilo Velásquez (violão tiple, programação eletrônica e guitarra)

Comadre Araña

ca_danzacomun_campo_enc09_0014

Photo/foto: Cristhian Ávila

Campo Morto

Apresenta um depoimento da trágica e recente História colombiana. Em dois quadros, as coreógrafas refletem duas maneiras de perceber a guerra. A obra, em sua estrutura, conta sobre a fragilidade e a fortaleza da natureza humana expostas ao assinalamento, descolamento e silêncio forçados.

Biografia

Danza Común é companhia de dança contemporânea, fundada em 1992. Atualmente se encontra sob a direção de Bellaluz Gutiérrez e Sofía Mejia. Conta com sede própria em Bogotá e realiza projetos que se ocupam da formação, criação e investigação em torno da dança e em relação a outras áreas disciplinares.

Membros: Sofía Mejía, Rodrigo Estrada, Laura Franco, Sandra Gómez, Bellaluz Gutiérrez, Andrés Lagos, Juan Mosquera, Juliana Rodríguez.

Danza Común

fp_concuerpos_azul_enc09_0033

Photo/foto: Frances Pollitt

Azul

Azul é o resultado de um trabalho de exploração intensivo que busca ressaltar a particularidade de cada bailarino ao mesmo tempo que recria uma atmosfera extraordinária e poderosa. É uma mistura de sonhos e realidade, de situações e relações para que o público de qualquer idade possa desfrutá-la.

Biografia

ConCuerpos é um grupo coletivo que reúne bailarinos profissionais (com e sem deficiência auditiva), professores e investigadores que, através da dança contemporânea, trabalham com o propósito de abrir espaços para o conhecimento do corpo em sua diversidade, e oferecer cenários para a exploração do movimento para pessoas com ou sem deficiência física o sensorial.

  • Direção: Charlotte Darbyshire, coreógrafa inglesa convidada.
    Bailarinos-criadores: Paulina Avellaneda, Christian Briceño, Carolina Caballero, Andrés Lagos, Luisa Martinez, Laisvie Andrea Ochoa.
    Música original: Jules Maxwell, compositor inglês convidado e Kenji Ota.
    Desenho de roupas e iluminação: Rafael Arévalo
    Cenografia: Marvan Helberger

Danza Integrada ConCuerpos

pk_dlozano_marca_enc09_0015

Photo/Foto: Paula Kupfer

Marca e Ego, ofícios para o corpo

A obra de Lozano investiga como o corpo é construído e idealizado dentro de instituições de controle estatal. O título alternativo para esta performance, '12 exercícios físico-rítmicos das Américas, sem armas', propõe questionamentos contundentes sobre a construção do corpo físico e político, sempre flutuando entre o individualismo e o social, e resistindo ou assimilando convenções institucionais. O fato de a performance ser apresentada na entrada da Universidad Nacional de Bogotá também implica uma reflexão sobre a autonomia desta instituição em relação a outros órgãos de controle.

Biografia

David Lozano é rtista plástico com especialidade em pintura.  Maestrado em Artes Plásticas e Visuais da Universidad Nacional de Colombia. Professor nas Universidades Javeriana, de Los Andes, Santo Tomás de Aquino e da Academia Superior de Artes de Bogotá.  Atualmente, é professor e diretor da Escola de Artes Plásticas da Universidad Nacional de Colombia. Seu trabalho artístico indaga sobre o corpo posmoderno e globalizado.

David Lozano

ca_dldiaz_bolsa_enc09_0001

Photo/Foto: Cristhian Ávila

A sacola suja

Uma sacola gigantesca, construída a partir de 12 sacos de lixo  recuperados nas ruas  de Paris, é usada como vestimenta por várias pessoas e serve como dispositivo para mostrar uma imagem sobre o controle, a vigilância e a limpeza que se exerce nas cidades.

Biografia

Diana Lorena Díaz é artista colombiana radicada em Paris. Recebeu seu mestrado em Artes Plásticas pela Universidade Nacional da Colômbia, cursa o 5º ano na Ecole Nationale Supérieure des Beaux Arts, em Paris. Trabalhou sobre a construção da identidade a partir da observação de micro-contextos  como a família, as instituições educativas e o anonimato.

A sacola suja

ln_draz_ladeuda_enc09__0045

Photo/Foto: Lorie Novak

A dívida

Relato sobre a pesquisa que a jornalista Matilde Ballester vem realizando há mais de dois anos sobre o tráfico de mulheres com fins sexuais.

Biografias

Diana Raznovich é dramaturga argentina de ampla trajetória e de reconhecido prestígio nacional e internacional. É também humorista gráfica, e já produziu numerosas performances e instalações com seus desenhos em quadrinhos. O exílio a levou para a Espanha onde reside desde 1975.

Margarita Borja é poeta, dramaturga, produtora e  diretora do Teatro de las Sorámbulas (Espanha), fundado em 1992 por feministas de várias gerações e profissionais do teatro, da música e das artes plásticas. Promoveu em 1996, e coordena até hoje os Encuentros de Mujeres de Iberomérica nas artes cênicas, no FIT de Cádiz, Espanha.

Diana Raznovich & Margarita Borja

There is no translation available.

How many feminists does it take to screw in a lightbulb? On Creating Feminist Comedy in the 21st Century

How many feminists does it take to screw in a light bulb? is a keynote address and insider’s look at what went behind the funny posters, poignant protests, fax blitzes, speak-outs and street theatre actions the Guerrilla Girls used to attack and expose sexism in the theatre world. It includes a step-by-step guide to the art of collaboration.

Biography

Donna Kaz is a performer, activist, author, and a leading feminist voice on how to combine activism and art. For the past 20 years, she has been proving feminists are funny with Guerrilla Girls On Tour. Her new eBook, PUSH/PUSHBACK: 9 Steps to make a Difference with Activism and Art, is at ggontour.com. donnakaz.com | @guerrillagsot @donnakaz

Donna Kaz (Guerrilla Girls On Tour!): How many feminists does it take to screw in a lightbulb? On Creating Feminist Comedy in the 21st Century

jp_fomma_mariposas_enc09_0018

Photo/Foto: Julio Pantoja

Dono das Borboletas

Criação coletiva da FOMMA. Conta a história de Chepe, um órfão predestinado por seu "wayjel"—o beija-flor —a mudar o destino dos escravos que sofrem sob o regime despótico do proprietário de uma plantação de café. A peça expõe as depreciáveis condições de vida e trabalho dos cafeicultores, denunciando assim a violação dos direitos humanos e exigindo o cumprimento dos direitos fundamentais dos indivíduos.

Biografias

Doris Difarnecio é atriz e diretora teatral de Nova York, com raízes colombianas. Vive criando e dirigindo peças com o grupo FOMMA (Fortaleza da Mulher Maya) desde 1999.  Há dois anos, Difarnecio vive na Espanha, para cursar seu  mestrado pela Universidad Autónoma de Madrid. Ela é a primeira diretora do Centro Hemisférico/FOMMA, em San Cristóbal de las Casas, Chiapas, México.

María Francisca Oseguera Cruz começou sua carreira com a FOMMA quando a organização foi aberta em 1994, trabalhando como cozinheira para a creche. Tem colaborado com a criação de peças cooperativas da FOMMA, e escrito seus próprios contos e peças. Desde 2006, tem exercido o cargo de diretora do quadro executivo da FOMMA.

Victoria Patishtan Gómez se juntou à FOMMA, no ano de 2001, escrevendo contos, sua própria história de vida e histórias das comunidades Tzotziles que foram usadas nas peças de teatro. Victoria (falante da língua tzotzil) aprendeu o espanhol através de seu trabalho e suas peças.  Além de atuar, Victoria se encarrega da roupa de teatro, cria máscaras para diferentes personagens e animais, organiza o arquivo de fotos e é secretária do quadro executivo. Recebeu treino teatral de Doris Difranecio.

FOMMA (Fortaleza de la Mujer Maya)

mrc_gcampuzano_travesti-perf_enc09_0025

Photo/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

Museu Travesti

Desde 2003, Campuzano tem trabalhado no projeto Museu travesti, uma exploração sobre as realidades do travestismo, uma mostra de sua estética e um confronto entre suas formas de conhecimento e discursos oficiais. Esta performance explora o corpo travestido que atua para persistir diante de um discurso negado: ritual transformado em espetáculo, um corpo queer cuja performance desconstroi e compõe os seus tópicos e diferenças como estratégia. O Museu travesti apareceu na National University em uma genealogia da dança ritual peruana, sempre a partir do corpo: os corpos das ‘Chicas Extraordinarias’ em relação ao ‘discurso intra-universitário’ e o corpo de Luis Gerardo Rosero, entrelaçando objetos e sujeitos de memória comum através desta coreografia.

Biografia

Giussepe Campuzano é investigador e artista. Desde o ano de 2003 , leva o projeto "Museu Travesti", uma investigação sobre as realidades do travestismo, uma questão em cena de suas estéticas e uma confrontação do seu conhecimento para com o oficial.

Giuseppe Campuzano

ca_ggp_10acciones_enc09__0023

Photo/foto: Cristhian Ávila

10 ações psicomágicas contra a violência

Nos últimos anos, Gómez-Peña e sua trupe, La Pocha Nostra, examinaram o corpo humano como lugar de espiritualidades radical, memória, penitência, ativismo, fúria estilizada e reinvenção corporal. Nesta performance, o artista explora tanto o legado do medo do Outro -- a criminalização do corpo negro herdada do governo Bush e cultura emergente de esperança, imaginação e fé que se desenvolveu em resposta à ordem mundial anterior. Esta performance aborda este momento histórico de reinvenção ao examinar o passado imediato, tentando manisfestar um futuro possível sem recorrer a consertos superficiais nem esperanças falsas.

Biografia

Guillermo Gómez-Peña é um artista/escritor performático e diretor do coletivo transnacional de arte La Pocha Nostra. Nasceu na Cidade do México e chegou aos Estados Unidos, em 1978. Desde então, vem explorando os assuntos interculturais através da performance, da poesia multilíngue, do jornalismo, do vídeo, do rádio e da arte de instalação. Seu trabalho performático e oito livros têm contribuído para debates sobre diversidade cultural, identidade e das relações E.U.-México. Seu trabalho de arte já foi apresentado em mais de 700 locais através dos Estados Unidos, Canadá, América Latina, Europa, Rússia e Austrália. Vencedor de um MacArthur Fellowship (bolsa), de um American Book Award (prêmio literário), e tambén é um Afiliado Sêniore do Instituto Hemisférico de Performance é Política. Goméz-Peña colabora regularmente com a National Public Radio (rádio pública nacional), escreve para jornais e revistas nos Estados Unidos, México e Europa e é editor colaborador do The Drama Review (NYU-MIT).

Guillermo Gómez-Peña

jp_hijosehijas_cartografas_enc09_0032

Photo/Foto: Julio Pantoja

Cartografias da Memória: Imagens e Política

Histórias particulares que articulam realidades coletivas, tomando arquivos fotográficos e audio-visuais privados dos familiares dos militantes do Movimiento político-militar (M19); e de dois movi- políticos (A Luchar e a Unión Patriótica) e movimentos sociais localizados em diferentes partes da Colômbia. Estes familiares fazem parte do Movimiento de Hijos e Hijas pela memória e contra a impunidade.

Biografias

Manuel Chacón iniciou seus estudos acadêmicos em Sociologia na Universidad de la Habana, voltou à Colômbia para dedicar-se ao ativismo cultural e através da música, vem trabalhando em diferentes processos organizativos com jóvens.

Sandy Morales está ligada sua formação profissional às Ciências Sociais. A Ciência Política permitiu-lhe localizar as coordenadas de poder sobre as quais se constrói a realidade. Os Estudos Culturais deram-lhe elementos de análise crítico das construções sociais e culturais e sua aproximação com as artes lhe ampliou as perspectivas de ação criativa.

Hijos e Hijas por la memoria y contra la impunidad, Manuel Chacón & Sandy Morales

mrc_honor_letters_enc09_0094

Photo/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

Cartas dos mortos

Cartas dos mortos teve seu início como um evento de imagens criadas coletivamente para fazer lembrar o assassinato de milhares de jovens por causa da violência interna na cidade durante a diáspora caribenha, em Toronto. O envento consta de um funeral silencioso na rua. Ao juntar as mensagens a partir da morte com as reportagens dos meios de comunicação sobre a violência, além das vidas perdidas, esta performance traça o objetivo de uma mulher ao enterrar seu neto e expressa sua demanda de justiça no presente.

Biografia

Honor Ford-Smith é professora assistente em artes da comunidade e meio ambiente da Faculdade dos Estudos do Meio-Ambiente, na York University. É conhecida principalmente por seu trabalho como fundadora e directora artística do Theatre Collective Sistren, na Jamaica. Entre seus trabalhos publicados estão: 3 Jamaican Plays 1976-1986Lionheart Gal: Life stories of Jamaican Women (com o grupo Sistren); e My Mother’s Last Dance: An anthology of poems.

Honor Ford-Smith

jp_udfjc_grito_enc09_0001

Photo/Foto: Julio Pantoja

GRITO!!! patrimônio gestual coletivo

Instalação sonora, num espaço urbano aberto, de um grande grito coletivo, previamente explorado e provocado através de diferentes metodologias da performance social.  Expõe o grito como corporeidade mal-educada e transgressora; grita-se para poder continuar vivendo.

Biografia

Investigación para la creación artística Universidad Distrital Francisco José de Caldas Academia Superior de Artes de Bogotá ASAB.  Nasceu no ano de 2001, como uma resposta aos processos interdisciplinares do trabalho de artistas pesquisadores, no campo das artes áudiovisuais, plásticas, visuais e cênicas, e que realizam processos de criação, pesquisa e pedagogia artística.  Atualmente, o grupo conta com dois sub-grupos de pesquisa: Cuerpo e imagen e Sin título colectivo.

  • Director: Francisco Ramos
  • Pesquisadora principal: Sonia Castillo
  • Professores co-pesquisadores: Leyla Castillo, Elizabeth Garavito, Oscar Monroy, Jainer León, Raúl Parra, Andrés Romero, Oscar Salamanca
  • Integrantes dos grupos para iniciação em pesquisa: Gustavo Mantilla, Mary Luz Galindo (estudantes)

Investigación para la creación artística Universidad Distrital Francisco José de Caldas

ca_jantivilo_aphrodisia_enc09_0002

Photo/Foto: Cristhian Ávila

Aphrodisia

Intervenção em sombras chinesas na qual se demonstrará, através de uma sombra chinesa, o uso da APHRODISIA, um urinol feminino para poder urinar de pé, que também é bidê e masturbatório. Na exploração da problematização sobre uma ética do prazer, este trabalho pretende, desde a performatividade, esboçar uma proposta política e estética em torno do prazer como uma categoria feminista.

Biografia

Historiadora e artista feminista dedicada especialmente à criação de textos teóricos, o desenho e a criação de objetos de arte e performances. Atualmente participa e com o grupo coletivo de arte feminista Malignas Influencias, do qual é fundadora.

Julia Antivilo

ln_mapa_opereta_enc09_0071

Photo/Foto: Lorie Novak

Opereta Marciana

A Opereta Marciana é um re-make do filme Blue Demon y las Invasoras que revisita, através da arte do transformismo, a influência da música popular e o cinema de ficção mexicanos no imaginário colombiano. Este filme é projetado enquanto que, ao vivo,  Crystal, Charlotte e Linda Lucía Callejas dublam deliciosas canções de amor.

Biografia

Uma das companhias artísticas mais famosas da Colômbia, o Mapa Teatro vem produzindo teatro, performance e projetos de instalação de arte desde 1984. Os fundadores e diretores, Rolf e Heidi Abderhalden, criaram um amplo repertório de teatro, ópera, performance com várias formas de mídia e instalação de espaço específico. Seu trabalho propõe metáforas visuais de rica textura nas quais frequentemente levam em conta complexas relações psicólogicas, socias e políticas. Tendo o compromisso com a experimentação e menos interessados no ator como "agente de ficção," descrevem seu projeto como "um laboratório da imaginação social," que oferece um espaço para a apresentação dos problemas da comunidade e dos problemas humanos na mídia e na performance. Esta combinação de situações da vida real juntamente como uma encenação altamente estilizada produz uma tensão entre a ação real e a (re)apresentação. O Mapa Teatro já se apresentou através de trabalhos encomendados, festivais e projetos colaborativos pelo mundo afora.

Mapa Teatro

ca_nao_want_enc09_0001

Photo/Foto: Cristhian Ávila

Entregue ao querer

Ao esculpir o corpo com fita crepe, sombras e vinho em caixas, tudo oferece material para a exploração entre o querer humano, natural e constrito. A performance lida com os temas de transformação e desejo. A precariedade da cidadania se desmancha numa imagem tão primordial como a fome, inteiramente humana e inteiramente estranha.

Biografia

Nao Bustamante é artista performática nascida na Califórnia. Seu trabalho engloba arte performática, instalação, vídeo, música pop e sons experimentais. Atualmente leciona Novas Mídias e Arte ao Vivo na Rensselaer Polytechnic Institute, em Nova York.

Nao Bustamante

mrudas_nmontzerrat-jdorado_firsthand_enc09_0002

Photo/Foto: Mateo Rudas

Performances de primeira mão

Performances de primeira mão investiga como nós incitamos um diálogo eficaz de transmissão cultural através das fronteiras temporais e geográficas ao construir um espaço dentro do Seesmic, um website on-line que possibilita conversas em vídeo. Esta confluência de conversas on-line e do mundo real transcende as fronteiras discretas do encontro unitário.

Biografias

Nohemí Montzerrat Contreras é coreógrafa, performer e bailarina mexicana que vive em Brooklyn, Nova York. Tem o prazer de ter trabalhado com Meredith Monk (Nova York), Peter Pscicioli (Nova York), Emma Lingren (Bélgica) e Rip Parker (México). Fez seu mestrado pela New York Univeristy (Tisch School of the Arts).

Josephine Dorado é artista de mídia, performer e empresária social que vive em Nova York. Em seu trabalho, explora a extensão do espaço da performance com a tecnologia, usando frequentemente sensores de movimento e telepresença na Internet. Atualmente leciona na New School, onde fez seu mestrado em Estudos da Mídia, em 2006.

Nohemí Montzerrat Contreras & Josephine Dorado

jp_apis_lumbricidae_enc09_0002

Photo/Foto: Julio Pantoja

Apis Lumbricadae

A projeção de vídeo-retratos, a reprodução de entrevistas em áudio, um trabalho corporal em tempo real e alguns outros dispositivos formulam um sistema que aborda e estende as problemáticas geradas pela condição racial e social dos indivíduos, suas implicações no comportamento e na inevitável subjeção às estruturas do poder.

Biografias

Pamela Campos Mosquera é estudante de Artes Plásticas do 10° semestre da Universidad Nacional de Colombia.

Nathali Buenaventura é estudante de Artes Plásticas do 10° semestre da Universidad Nacional de Colombia.

Zoitsa Noriega é rtista plástica da Universidad Nacional de Colombia e estudante de Mestrado Interdisciplinar em Teatro e Artes Vivas dessa Universidade. Iniciou sua formação e trabalho criativo em Dança Contemporânea com a Compañía Danza Común, em 1997. É bailarina, coreógrafa e criadora. Zoitsa faz parte do grupo de trabalho "Practicas entre la Tradición y la Contemporaneidad".

Claudia Torres é atriz profissional e formada pela Academia Superior de Artes de Bogotá. Atualmente, é estudante de Mestrado Interdisciplinar em Teatro e Artes Vivas pela Universidad Nacional de Colombia.   Trabalha na companhia Mapa Teatro em diversas áreas de trabalho e faz parte do Observatório de Performance e Política.

Natalia Zamudio é estudante de Artes Plásticas do 10° semestre da Universidad Nacional de Colombia.

Pamela Campos, Nathali Buenaventura, Zoitsa Noriega, Claudia Torres, Natalia Zamudio

mrc_rjgalindo_semillas_enc09_0003

Photo/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

Sementes

Sementes consiste na exumação do esqueleto (completo e desarticulado) de um menino de aproximadamente 2 anos. Paralelamente, o esqueleto vai sendo reconstruído a medida em que um antropólogo legista desenterra cada peça. Este trabalho reflete sobre a violência intencional exercida contra as crianças pelo exército, a partir do caso 4017 em Las Majadas, Aguacatán, Huehuetenango, Guatemala, em 1982.

 

Biografia

Regina José Galindo já participou de exposições como as: Bienal de Venecia (49 e 51); II Bienal de Moscou; I Trienal Auckland; Venice-Istanbul; I Bienal de Arte y Arquictetura Islas Canarias; IV Bienal de Valencia; III Bienal de Albania, Tirana; II Bienal de Praga; III Bienal de Lima, Peru; I Festival Arte Corporal, Venezuela e  IX Festival de Performance ExTeresa, México D.F.

To see a review of Regina's work at Exit Art reviewed in the New York Times in Oct 2009 click here.

Regina José Galindo

fp_congelada_pepafono_enc09_0001

Photo/Foto: Frances Pollitt

Sonata para pepáfono e voz opus 140

Concerto em quatro movimentos interpretado por uma mulher que usa um instrumento musical tocado com a vagina, ao que chama de pepáfono. Reflexão sobre o direito à cultura para todo o tipo de público.

Biografias

Rocío Boliver, La Congelada de Uva, nos últimos dez anos, vem trabalhando ativamente no circuito de arte. Em 1992, começou sua carreira como performer com a leitura de seus textos porno-eróticos, concentrando sua crítica na repressão às mulheres.

Ana de Alba é atriz, cantora de ópera e música, com especialidade em jazz.

Rocío Boliver, La Congelada de Uva and Ana de Alba

mrudas_sayuri_trenzados_enc09_0001

Photo/Foto: Mateo Rudas

Trançados

Na República Dominicana, os cabelos de oito mulheres dominicanas e oito mulheres haitianas fizeram uma trança até que todas estiveram unidas pelo mesmo trançado. A documentação deste processo será posto no espaço de exposição para qual se convidará o público assistente a fazer "trançados". Reflexão sobre o a realidade de uma ilha e dois países.

Biografia

Sayuri Guzmán estudou Desenho de Modas na Universidad Autónoma de Santo Domingo (UASD) e uma licenciatura em História e Crítica da Arte. Atualmente coordena o encontro Internacional de Performance e Arte de Ação “perforMar: espaço de convergência” na República Dominicana.

Sayuri Guzmán

pk_tbruguera_untitled_enc09_0010

Photo/Foto: Paula Kupfer

Sem título (Bogotá, 2009)

Durante o Encuentro, Guillermo Gómez-Peña e Tania Bruguera apresentaram Duas performances simultâneas. Apesar de seus projetos emergirem de distintos contextos geográficos e distintas linguagens performáticas, Tania Bruguera e Guillermo Gómez-Peña iniciaram uma 'conversa performática' cujo objetivo era 'coexistir e co-criar um universo paralelo temporário' como 'um ato de reconciliação internacional'. Esta é uma documentação em vídeo da contribuição de Tania Bruguera para essa conversa: Sem título (Bogotá, 2009), uma obra apresentada como parte de sua série em torno dos estereótipos políticos de certos países. Nesta controvertida peça, Bruguera reuniu um painel de pessoas colombianas que tinham sido diretamente afetadas pelo conflito nacional do país em relação às drogas, para discutir suas preocupações e compartilhar seus pontos de vista divergentes. Sem que eles, a audiência ou os curadores do evento soubessem, Bruguera tinha providenciado para que uma bandeja de cocaína fosse circulada por todo o espaço. À medida em que a cocaína era livremente oferecida por um gentil ‘garçom’ de cocaína, o foco muda rapidamente do painel para a audiência. Alguns estavam confusos, outros indignados, outros se envolveram no uso da droga. Tudo isto complicou as questões abordadas pelos palestrantes do painel – a luta da Colômbia contra as drogas e aqueles que sofrem as suas consequências – criando um choque entre as vítimas do conflito e a própria droga, que é ostensivamente o centro daquele conflito.

Biografia

Tania Bruguera é uma artista política que trabalha fundamentalmente com arte de conduta. Em seu trabalho, investiga o papel do público nas performances e a relação entre a ética e o desejo. Bruguera está interessada em criar situações políticas com sua obra. Sua obra já foi exposta em Documenta, na Bienal de Veneza e em museus como o Tate Modern. Em 2008, recebeu o prêmio Prince Claus de Holanda. Seu trabalho foi motivo de discussão no Artforum, New York Times, Performance Research, Performance Live Art entre outros desde os anos 60. Em 2002, criou a Cátedra Arte de Conducta, o primeiro centro de estudos para a arte política (Habana, Cuba).

Additional Media Available

Bruguera's radio interview with RCN Colombia after her Encuentro performance.

Mais informação de sua presentação:

Tania Bruguera

jp_candelaria_titulo_enc09_0020

Photo/Foto: Julio Pantoja

A título pessoal

A título pessoal é uma peça de caráter experimental que explora, com a colaboração coletiva de seus integrantes, o campo da informação e das comunicações de nosso mundo contemporâneo.

Biografia

O Teatro La Candelaria foi fundado em 1966 por um grupo de artistas e intelectuais independentes que vieram do teatro experimental e do movimento cultural colombiano mais amplo. Dirigido por Santiago García, La Candelaria é um dos agentes mais inovadores do teatro colombiano, modernizando o drama nacional, ao mesmo tempo que se dirige às platéias populares. Pelo recurso de uma exploração constante do folclore, situações e personagens nacionais, criaram as peças mais persuasivas da Colômbia, algumas das quais através do método da "criação coletiva", tratando dos críticos problemas sociais e políticos da sua sociedade. Ao mesmo tempo, fomentaram a criação da Corporación Colombiana de Teatro e desenvolveram um número de trabalhos teóricos que refletem sobre a criação dramática, seus métodos e linguagens. Atualmente, o grupo La Candelaria ainda está compromissado com seu repertório e sua experimentação como elementos fundamentais da criação artística.

Teatro La Candelaria

mrudas_mascara_deambulancias_enc09_0008

Photo/Foto: Mateo Rudas

Perambulações

Três rotas diferentes são  percorridas por mulheres deslocadas que cruzam vias pedestres com elevado tráfego. Perambulações originou-se a partir do desenvolvimento de algumas cenas da obra Terra em guerra do Teatro La Máscara, com mulheres deslocadas pela violência do sudoeste colômbiano.

Biografia

Teatro La Máscara é o grupo de teatro mais antigo (e um dos únicos) feminista onde as integrantes são todas mulheres da Colômbia. Compromissadas com o feminismo e mudança social, continuaram fiéis à essa missão, apesar das muitas pressões sociais e econômicas que tiveram que agüentar num meio-ambiente marcado pela violência e machismo, os quais procuram constantemente tornar o seu trabalho "invisível".Teatro La Máscara não está apenas criando e encenando peças, mas também participando ativamente em protestos políticos e passeatas e está envolvido na organização de festivais de teatro.

  • Diretora: Susana Uribe
  • Membros: Liliana Alzate, Lucy Bolaños, Antonio Cadavid
  • Perambulações: Yolanda Paz Toloza, Ginger Lizeth Renteria Torres, Yelise Paola Peña.

Teato La Máscara

fp_universes_concert_enc09__0018

Photo/Foto: Frances Pollitt

Ao vivo a partir do limite

Universes apresenta Ao vivo a partir do limite, um espetáculo que apresenta sua marca especial de grupo, que é a fusão teatral, em seu evento "melhor dos melhores" e que segue a evolução de sua linguagem poética desde as canções de infância e os rituais comunitários até a poesia e teatro, hip-hop e gospel. Ao redefinir o que o teatro é e para quem ele fala, Ao vivo a partir do limite é uma performance única que transforma o poema em ato comunitário.

Biografia

Universes é um grupo teatral de escritores e performers de múltiplas disciplinas que fundem a poesia, o teatro, o jazz, o hip-hop, o blues autêntico e os boleros latinoamericanos para criar trabalhos teatrais comoventes, desafiadores e de entretenimento. A companhia consiste de quatro membros principais: Steven Sapp, Mildred Ruiz, Gamal Abdel Chasten e Ninja.

Universes

pk_vtakamine_hula_enc09_0008

Photo/Foto: Paula Kupfer

Hula como resistência

Os cantos e danças usados são louvores e honram os deuses e chefes dos povos indígenas do Havaí. Comemoram suas terras amadas e convocam à unidade e solidariedade.

Biografias

Vicky Holt Takamine é fundadora e kumu hula (mestre) de Pua Ali'i Ilima, uma escola de dança havaiana tradicional. Além disso, ensina hula na UH Manoa e na Leeward Community College. Formou-se em rituais 'uniki de hula de Maiki Aiu Lake.  Recebeu seu bacharelado e mestrado em Etnologia da Dança pela University of Hawai'i. Desde 1997, coordena passeatas, protestos e marchas pedindo por justiça social, econômica e do meio-ambiente para os povos indígenas do Havaí.

‘Īlio‘ulaokalani Coalition é organização de artistas culturais havaianos que advogam a proteção de seus direitos como povos indígenas havaianos e de seus recursos culturais e naturais.

  • Performers:

    Christina Mauliola Cook lives in Honolulu, Hawaii and has taught creative dance in schools throughout the state of Hawaii. In 2007, she graduated as ho‘opa‘a (drummer/chanter) and ‘ōlapa (dancer) through the ‘ūniki rituals of hula from kumu hula, Vicky Holt Takamine.

  • Alison Hartle completed her BA in English and Ethnic Studies at UC Berkeley and her MA in American Studies at the University of Hawai‘i. She has been a member of Pua Ali‘i ‘Ilima, a school of traditional Hawaiian dance, for the past fourteen years. Currently she is working on her PhD in American Studies and serves on the board of the PA‘I Foundation, a non-profit cultural foundation organized to support the needs of the native Hawaiian community.

  • Jamaica Heolimeleikalani Osorio is a recent graduate of Kamehameha Schools Kapalama and is based in Honolulu, Hawaii when she is not attending Stanford University. In 2008 Jamaica was apart of the 5 person team that won the international youth poetry competition Brave New Voices in Washington DC and is featured in Hbo's documentary "Brave New Voices." She was named the 2009 Youth Speaks Hawaii Grand Slam Champion.
  • Vicky Holt Takamine, ‘Îlio‘ulaokalani Coalition

    jp_violeta_e-maiz_enc09_0007

    Photo/Foto: Julio Pantoja

    NK 603:Ação para performer & e-Milho

    É uma reflexão sobre o milho transgênico e suas desastrosas consequências para a vida, tanto para as espécies naturais e originais quanto para os povos que desenvolvem o cultivo do milho há muito tempo, fazendo dele o centro de sua cultura.

    Biografia

    Violeta Luna é Atriz/Performer. Violeta Luna recebeu seu diploma em Teatro pelo Centro Universitário de Teatro, na cidade do México. Desde 1998, é artista associada ao La Pocha Nostra,  sob a direção de Guillermo Gomez Peña. Seu trabalho atual explora a relação entre o teatro, a performance e o engajamento comunitário.

    Violeta Luna

    mrudas_yforero_cajafuerte_enc09_0023

    Photo/Foto: Mateo Rudas

    A caixa-forte

    Intervenção, em espaço público onde se apontam as difíceis relações entre a subsistência dos carentes e as grandes tendências econômicas. Formulam-se perguntas sobre a convenção do valor e sobre quais são os objetos que merecem ser guardados, conservados e expostos.

    Biografia

    Yury Hernando Forero é artista plástico e visual, nascido em Bogotá. Ensina na Universidad del Valle e na Universidad Javeriana de Cali. Parte da sua pesquisa se concentra nos eixos da ritualidade e simulação, corpo e tecnologia, presença e telepresença.

    Yury Hernando Forero

    jp_yuya_ultimoensayo_enc09_0054

    Photo/Foto: Julio Pantoja

    O último ensaio

    Num velho teatro, que uma vez também fora sala de projeção de filmes, um grupo de artistas elabora uma homenagem a uma diva longeva e lendária, cuja vida faz paralelo com o século XIX peruano. O tempo oprime, no sentido literal e figurado: sobre a corda bamba do presente se posicionam os espectros do passado e se sente também a iminência do futuro. A realidade do palco, que tem a virtude de ser física e ilusória, permite que as presenças dos sete intérpretes se encontrem e encarnem tanto as circunstâncias de um grupo artístico quanto as vicissitudes imaginárias de duas figuras centrais da tradição moderna do país (Vallejo e Mariategui) e a biografia apócrifa de uma cantora vernacular e exótica (Yma Sumac). Criação coletiva do Yuyachkani, com textos de Peter Elmore, a História do Peru do século XX se instala a partir de uma perspectiva lúdica. Propõe uma teatralidade sustentada numa escritura de signos e sensações que valorizam e colocam a relação com o espectador como uma "convivência". Uma experiência que vai mais além do que se narra, que convida o público a ser criador e que possa confrontar, a partir de sua sensibilidade, aquilo que o palco propõe.


    No palco: Augusto Casafranca, Ana Correa, Débora Correa, Amiel Cayo, Julián Vargas, Rebeca Ralli, Teresa Ralli
    Espaço Cênico: Jorge Baldeón
    Chefe Técnico: Alejandro Siles
    Produtoras Associadas: Socorro Naveda, Milagros Quintanad
    Diretora Assistente: Valeria Tello
    Idéia, conceito e direção: Miguel Rubio Zapata

    Biografia

    O Grupo Cultural Yuyachkani vem trabalhando desde 1971 na dianteira da experimentação teatral, performance política e criação coletiva. "Yuyachkani" é uma palavra Quíchua que significa "Eu estou pensando, eu estou lembrando"; sob este nome, o grupo de teatro tem se dedicado à exploração coletiva da memória social no corpo e, em particular, em relação às questões de etnicidade, violência e memória no Peru. Nasceu como produto da iniciativa de Miguel Rubio, Teresa Ralli, entre outros fundadores. Nestes 38 anos de trabalho contínuo, suas peças se encontram íntimamente relacionadas com a sociedade peruana, envolvendo o espectador num ato reflexivo e apaixonante. Yuyachkani faz um teatro para todos, que mostra a grande diversidade peruana, encontrando justamente aí seu ponto de inspiração, tomando como referência os ritos, o sagrado, o espaço andino, entre outros, para provocar uma introspecção no passado que nos faz entender o presente.

    Yuyachkani