O caminhar como performance política

Convocantes: Martha Cecilia García e Adriana Mejía

Este grupo de trabalho estará demarcado no eixo temático do Encontro ‘Lutas pelas cidadanias’. Partirá da vivencialidade e da historicidade do caminhar, como repertório de ação coletiva. Três eixos temáticos desatarão a discussão entre os participantes:

  • • Mobilizações cidadãs rurais e urbanas
  • • Transfronteiras, como se resignificam e se mesclam
  • • Peregrinações teopolíticas

Metodologia

As pessoas interessadas em participar deste grupo de trabalho deverão ter uma experiência prévia sobre o tema, seja ela teória ou prática e deverão enviar um resumo de sua proposta ou imagens das obras com as quais abordaram o tema. Assim que grupo se forme, revisaremos cada uma destas experiências sob a luz das seguintes perguntas. Elas respondem tanto aos três eixos de discussão propostos como ao interesse por reconhecer o poder performático e político do caminhar.

  • • Como caminhar foi um elemento de colonização e descolonização?
  • • Como são estes atores, identidades e lugares para onde caminham? Os rostos e as rotas das marchas, desde os festivais de empoderamento até as de resistência e retomada territorial.
    • De que maneira há uma teopolítica do caminhar a partir da peregrinação expiatória até a marcha de reivindicação social?
  • • Como se introduziram os elementos e simbologias religiosas?
  • • Como se evidenciam as tensões entre a pegada e o caminhar?
  • • De que maneira se põe o corpo para esta ação, como a inserção da violência no caminhar impede a participação em ações coletivas?
  • • De que maneira se veste o corpo e que carga simbólica conduz para expor, expondo-se?
  • • É eficaz o caminhar como dispositivo de resistência mesmo quando seja manipulado mediaticamente pelo poder?
  • • Que processo de transformação de identidade se sofre quando migra com o caminhante? Como vão se transformando ou se mesclando essas ações coletivas no cruzamento de fronteiras internas e externas e, em alguns casos, como vão sumindo ao serem incorporadas ou legitimadas dentro das estruturas de poder?
Biografias

Martha Cecilia García é socióloga, professora de Urbanismo da Universidad Nacional de Colombia. Candidata ao doutorado em Estudos Culturais Latino-americanos pela Universidad Andina Simón Bolivar, Sede Quito, membro da equipe de Movimentos sociais do Centro de Pesquisa e Educação Popular CINEP. Analista de movimentos e lutas sociais urbanas.

Adriana Mejía Flórez é formada em artes cênicas com especialização em interpretação artística. Desempenhou vários papéis no campo das artes cênicas. Foi docente da UPN e coordenou projetos de formação artística com a Academia Superior de Artes de Bogotá ASAB. Trabalhou no Instituto Distrital de Cultura e Turismo como assessora de projetos de formação artística e cultural. Em 2007, formou parte da equipe de assesoria do projeto em Direitos Culturais da secretaria de cultura. Dirigiu o projeto Mulheres sem data de vencimento, calendário 2007.

Participantes

Adriana Mejía
Anabelle Contreras Castro
Geraldine Lamadrid
Kathleen Buddle-Crowe
Laurie Beth Clark
Luis Carlos Sotelo Castro
María Cándida Fereira
María Célia da Silva Gonçalves
Martha Cecilia García
Martha Judith Dueñas Lopez
Nancy Johana
Raphi Soifer
Rita Nascimento
Vandeir da Silva 
Veronica Wiman