Palestras

Acadêmicos e artistas são convidados pelo Encontro para apresentar palestras na intenção de circunscrever conceitualmente nossas discussões, situar o tema principal a partir de contextos específicos e alargar os debates no campo de estudos. Tradução simultânea é disponibilizada ao público de modo que as discussões sejam acessíveis em inglês, português e espanhol.

jp_keynote_aaraujo_enc13_0006_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

Palestra de Artista: Antonio Araújo

Serão abordados alguns experimentos cênicos realizados nas ruas e espaços públicos do bairro paulistano do Bom retiro durante o processo de criação de Bom Retiro 958 Metros, realizado pelo Teatro da Vertigem. Desde a prática de derivas, de inspiração situacionista, usadas como dispositivo para a pesquisa de campo, até as improvisações, workshops e jogos urbanos, realizados a céu aberto e em diálogo com a arquitetura e o traçado do bairro, todo o processo foi marcado por experiências de intervenção urbana.

Biografia

Antônio Araújo é diretor artístico do Teatro da Vertigem e professor do Departamento de Artes Cênicas na ECA-USP. Com o Teatro da Vertigem dirigiu O Paraíso Perdido; O Livro de Jó; Apocalipse 1,11; BR-3; Bom Retiro 958 metros, entre outras criações. Foi convidado para ministrar cursos relativos a site specific e performance urbana internacionalmente. Recebeu recentemente a Golden Medal  na categoria Best Realization of a Production para BR-3, na Quadrienal de Praga 2011.

Palestra de Artista: Antonio Araújo (Teatro da Vertigem)

jp_keynote_dtaylor_enc13_0005_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

As Políticas da Paixão

Que alternativas as pessoas têm para alcançar a justiça econômica e política quando o processo eleitoral é violado ou corrompido, a mídia é dominada e encontra-se nas mãos dos agentes do poder e as instituições oficiais não podem adjudicar de modo que pareça transparente e legítimo? “As Políticas da Paixão” explica o ressurgimento e até mesmo o caráter central do corpo na política. À medida em que os partidos políticos falham na representação dos seus constituintes, as pessoas estão reaprendendo a representar a si mesmas.

Biografia
Diana Taylor é Professora Universitária na NYU, onde ensina nos departamentos de Estudo da Performance e Espanhol e também é Diretora Fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política, financiada pelas Fundações Ford, Luce e Rockefeller.

Diana Taylor: As Políticas da Paixão

jp_keynote_mrubio_enc13_0016_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

Palestra de Artista: Miguel Rubio

Abordaremos a problemática de como as linguagens cênicas se expandem e invadem o espaço público, confluindo com a ação cidadã. Um olhar de e para algumas propostas artísticas que agem sobre espaços públicos e se inserem nos processos sociais no contexto da sociedade peruana recente.

Biografia

Miguel Rubio é diretor, pesquisador teatral e membro fundador do Grupo Cultural Yuyachkani. Os seus trabalhos mais recentes como diretor são: Con-cierto Olvido (2010); El último ensayo (2008); Sin Título-técnica mixta (2004); Hecho en el Perú-Vitrinas para un Museo de la Memoria (2001). É autor dos livros Raíces y semillas: Maestros y caminos del teatro en América Latina (2011), Notas sobre teatro (2001) e El cuerpo ausente (2008).

Palestra de Artista: Miguel Rubio (Grupo Cultural Yuyachkani)

mrc_keynote_sdcarvalho_enc13_0004_570pxPhoto/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

O teatro de grupo em São Paulo e a mercantilização da cultura

O desenvolvimento capitalista recente no Brasil gerou uma institucionalização da produção cultural inédita no país. A pesquisa em artes, antes na contramão da lógica dominante, torna-se, com frequencia, um lugar conformista de inclusão alternativa na ordem ideológica do capital. As vozes dissonantes desse processo, entre as quais as de alguns grupo teatrais da cidade de São Paulo, procuram formas críticas de enfrentar a despolitização geral e uma mercantilização imposta pela própria necessidade de sobrevivência.

Biografia

Sérgio de Carvalho é dramaturgo e diretor teatral da Companhia do Latão, grupo teatral de São Paulo, Brasil. É também professor de dramaturgia e crítica na Universidade de São Paulo. É editor das Vintém e Traulito e autor de Atuação Crítica e Introdução ao Teatro Dialético (2009). Entre seus espetáculos, destacam-se O Nome do Sujeito (1998), O Círculo de Giz Caucasiano (2006) e Ópera dos Vivos (2010).

Sérgio de Carvalho: O teatro de grupo em São Paulo e a mercantilização da cultura

fp_apertura_enc13_0078_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

O retorno do corpo-que-sabe

O recalque do corpo-que-sabe é a violência maior do empreendimento colonial, da perspectiva micropolítica. Tal operação encontra-se na medula da cultura moderna ocidental que se instaura com a colonização e ainda hoje nos estrutura. Os efeitos tóxicos deste recalque chegam agora ao limite gerando o tsunami da atual crise mundial. Criar as condições para o retorno do corpo-que-sabe – livre das sequelas de seus traumas –, torna-se assim tarefa incontornável de resistência ao atual estado de coisas. Não se trata de futurologia: sinais de tal retorno vem insinuando-se ao “sul-global”; um sul que são vários e cujos contornos não se limitam geograficamente. São lufadas de oxigênio pensante nos pontos de asfixia vital de nossa contemporaneidade redesenhando incansavelmente suas paisagens. Não seria precisamente esta a potência política própria da arte?

Biografia

Suely Rolnik é psicanalista, crítica de arte e de cultura e curadora. É Professora Titular da PUC-SP (Pós-Graduação de Psicologia Clínica) e membro do corpo docente do Programa de Estudios Independientes (PEI) no Museo d’Art Contemporani de Barcelona (MacBa). É autora, entre outros livros, de Micropolítica: Cartografias do desejo, com a colaboração de Félix Guattari, publicado em 7 países.

Suely Rolnik: O retorno do corpo-que-sabe

an_keynote_tmcpherson_enc13_0001_570pxPhoto/Foto: Alexandre Nunis

Uma feminista num laboratório de software

Como uma acadêmica de cinema feminista formada em teoria pós-estruturalista acabou administrando um laboratório de software? Como resposta a essa pergunta, esta apresentação aborda diversas histórias no desenvolvimento de sistemas de computação para propor que precisamos de mais acadêmicos nas ciências humanas que trabalhem seriamente com temas relacionados ao design e à implementação de sistemas de software.

Biografia

Tara McPherson leciona na School of Cinematic Arts da University of Southern California. É autora do premiado livro Reconstructing Dixie: Race, Gender and Nostalgia in the Imagined South (2003). Sua pesquisa em novas mídias se concentra em questões de convergência, gênero, raça e representação, bem como no desenvolvimento de novas ferramentas e paradigmas para a publicação digital. É editora fundadora de Vectors e co-editora de International Journal of Learning and Media.

Tara McPherson: Uma feminista num laboratório de software

fp_keynote_vvich_enc13_0012_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

As poéticas da dor: memórias que ocupam a cidade

As poéticas da dor trazem à tona temas profundamente incômodos, e se propõe a interpelar cidadãos a partir de diversos usos simbólicos. Trata-se daquelas propostas que intervêm no espaço público chamando a atenção para os perigos de esquecer alguns feitos do passado; eventos que surgem para nos distanciar de qualquer triunfalismo e que insistem, de novo e de novo, na necessidade de continuar processando o pior do passado. Nesta palestra, analizarei três intervenções públicas realizadas no Peru de hoje, que novamente puseram em cena um conjunto de dívidas frente à violência pública.

Biografia

Víctor Vich é doutor em literatura hispano-americana pela Georgetown University, EUA. Em 2007 foi professor convidado da Harvard University e em 2009 recebeu a bolsa Guggenheim. Atualmente coordena o Mestrado em Estudos Culturais da Pontificia Universidad Católica del Perú e é pesquisador principal do Instituto de Estudios Peruanos (IEP).

Víctor Vich: As poéticas da dor: memórias que ocupam a cidade