Intervenções Urbanos

A série de Intervenções Urbanas aconteceu na Praça Roosevelt no centro de São Paulo.  Esta série possibilitou um engajamento com o espaço e os cidadãos no contexto urbano.

fp_ui_gardinerchellet_pst_enc13_004_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

Ponto Social Temporal (PST)

Através de uma intervenção/ performance de rua, criaremos um experimento social abordando diferentes temas: amor, altruísmo, vida/apoio comunitário e informalidade como alternativas reais de organização social autônoma para esta era de mudança de paradigma, crise e apogeu petrolífero. Criaremos um espaço para explorar, escutar e aprender.

Biografias

Alejandro Chellet fundou um projeto educacional de agricultura urbana na Cidade do México. Trabalhou com punks, sem-terra/teto, ecologistas, ativistas políticos, fazendeiros orgânicos, permaculturistas, xamãs mexicanos, mulheres e crianças.

Hannah Gardiner tem formação em dança-teatro tradicional e se formou em escultura em 2009. O seu trabalho foca principalmente questões sociais e políticas, e também tem interesse em metáforas visuais e arte como experiência.

Alejandro Chellet & Hannah Gardiner: Ponto Social Temporal (PST)

av_ui_avillalobos_exploracion_enc13_0007_570pxPhoto/Foto: Álvaro Villalobos

Exploração

Exercício de investigação sobre a tipologia do lugar e a interação com os habitantes, através de perguntas para a compreensão dos arredores. O que é o mais importante aqui? O que é significativo, ainda que não seja evidente? Como se idealiza esse lugar? O que precisa mudar e como? As informações coletadas serão depositadas em uma urna, como um devaneio coletivo a ser enterrado em praça pública. O ato de guardar, o oposto de exibir.

Biografia

Álvaro Villalobos (Colômbia/México) é mestre em Artes Visuais pela UNAM do México e pela Faculdade de Artes ASAB de Bogotá. Sua obra está vinculada aos problemas sociais e políticos e é formada por performances, vídeos, instalações e fotografias. Atualmente é professor da UNAM e da UAEMéx no México.

Alvaro Villalobos: Exploração

ln_ui_alynton_570pxPhoto/Foto: Lorie Novak

Viver e Morrer

As perguntas desta ação estão relacionadas com a responsabilidade e a morte ou contaminação de árvores, água, ar, terra etc. As perguntas estão escritas em pequenas tiras de papel. As pessoas podem pegar uma ou várias, ou não, podem lê-las ou não, devolvê-las ao cesto ou não, podem associálas com uma mulher velha e estranha que está tentando equilibrar ramos, quem sabe por quê, ou não.

Biografia

Anadel Lynton é co-fundadora e pesquisadora titular do Centro Nacional de Investigação, Documentação e Informação sobre a Dança “José Limón” do Instituto Nacional de Bellas Artes. Oferece oficinas de Dançando em Comunidade, Movimento/ Expressão/Comunicação e Coros de Movimento, para organizações indígenas, feministas, comunitárias e culturais. É doutoranda em educação e dança pela Temple University na Filadélfia (EUA).

Anadel Lynton: Viver e Morrer

fp_ui_cmelo_alegria_enc13_0011_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

Alegria e Elegia!: Unidos da Praça Roosevelt pede passagem!

Pedindo passagem para gozar e agonizar, somos Unidos da Praça Roosevelt e viemos suas estórias contar. Com nossa presença queremos dar vida às memórias enterradas no concreto, nas camadas tectônicas do tempo urbano; com nosso butô-samba, queremos incorporar os espíritos daqueles enterrados pelas “revitalizações,” sonhar elegias, e prestar homenagem àqueles que as politicas públicas têm tentado excluir.

Biografia

Carla Melo é acadêmica/performer/diretora, professora da Arizona State University e cofundadora de Corpus Delicti (2003-2008). Seu trabalho criativo e sua pesquisa estão centrados na corporeidade, espaço público e ativismo. Seus trabalhos foram publicados em The Utopian Impulse in Latin America (volume), e-misférica, TDR, entre outros. Atualmente trabalha em um livro sobre performance, lugar e dor.

Carla Melo: Alegria e Elegia!: Unidos da Praça Roosevelt pede passagem!

enc13_ui_clundberg_570pxPhoto/Foto: Clara Lee Lundberg & Lina Farje

Corpos em ocupação da luz

Este projeto explora a guerilha de iluminação e ocupação como métodos ativistas urbanos e suas relações com o desenvolvimento urbano. Investigaremos como desenvolver ferramentas de comunicação com luz através do movimento. Em colaboração com o Movimento MSTC (Movimento Sem Teto do Centro) e pessoas sem teto do bairro da Luz, no centro de São Paulo.

Biografias

Clara Lee Lundberg é bailarina, coreógrafa e jornalista. Usando a dança e o trabalho corporal como métodos artivistas, seu foco é a investigação de relações sociais e políticas, estruturas neocoloniais, teoria queer, normas estéticas e teorias filosóficas.

Lina Färje é arquiteta e iluminadora interessada em questões de constução de cidades e ativismo.

Clara Lee Lundberg & Lina Färje: Corpos em ocupação da luz

at_ui_herois_soltando_enc13_0012_570pxPhoto/Foto: Alexei Taylor

Soltando preocupações

Habitantes de comunidades carentes, de minorias sem voz, quilombos, prisões, centros de desabrigados ou hospitais, compartilham suas preocupações com os Heróis. Estas são em seguida amarradas em balões de hélio e enviadas para o espaço coletivamente.

Biografia

O Coletivo de Performance Heróis do Cotidiano, em atividade há mais de três anos nas ruas do Rio de Janeiro, realiza uma pesquisa cênicoperformática acerca do herói, do sacrifício e da pobreza na contemporaneidade. O Coletivo pensa o uso da cidade de maneira poética, mais do que funcional. Vestidos de super-heróis, os performers do Coletivo, com direção artística de Gilson Motta e Tania Alice, realizam intervenções urbanas que fundem teatro, artes plásticas, dança e ativismo político.

Colective de Performance Heróis do Cotidiano: Soltando preocupações

ct_ui_operacoes_cenapublica_enc13_0005_570pxPhoto/Foto: Carlton Turner

A cena é pública

A privatização da cena pública; o teatro da democracia representativa; a descaracterização da cidadania pela associação da mesma ao consumo, ao dinheiro e à posse de mercadorias; a transferência, por parte dos consumidores, de seu poder político. Uma cena que, ao discutir o próprio teatro e suas estruturas, se constitui na busca por um distanciamento dos grandes protagonistas e dos grandes palcos políticos, um gesto em direção às micro potências desviantes.

Biografia

O Coletivo Teatro de Operações surge em 2009, a partir do interesse de jovens artistas dissidentes do programa de extensão Teatro na Prisão (vinculado à UNIRIO), em investigar formas de conjugar arte e ativismo micropolítico, usando o corpo como campo da manifestação e a rua como território de intervenção.

Coletivo Teatro de Operações: A cena é pública

jp_ui_dcollazos_nadiemequita_enc13_0004_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

Ninguém me tira o que dancei

Serão instaladas imagens em “estilo publicitário” em diferentes pontos das vias públicas. Nelas se observará a autora travestida com roupas masculinas de diferentes danças de culturas originárias do seu país, buscando questionar e gerar diálogo em torno da identidade de gênero, dos termos “machismo” e “feminismo”, apostando na ideia de um corpo de multiplicidade sexual, de equilibrio entre suas opções múltiplas e livre de preconceitos sociais.

Biografia

Diana/Daf/ Collazos é artista multidisciplinar e gestora cultural independente. O seu trabalho está centrado na performance, na internvenção urbana, no vídeo e na instalação. É fundadora e gestora da elgalpon.espacio Asociación Cultural, espaço de criação e difusão de projetos artísticos multidisciplinares.

Diana/ DAF/ Collazos: Ninguém me tira o que dancei

14jp_ui_erro_brincar_enc13_0001_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

Formas de brincar

Formas de Brincar discute a objetificação estética e disciplinadora do corpo humano, explorando a rua como campo de um jogo antigo, popular no Brasil, o das Cinco Marias. Na sociedade contemporânea sucumbimos à sedução das atitudes emprestadas, em uma nãoautenticidade, em fragmentos de posturas escolhidas, quase inconscientemente, dentro de uma gama de estereótipos dominantes.

Biografia

O ERRO Grupo é referência no país pela sua prática de intervenção urbana multidisciplinar desenvolvida desde 2001. O grupo desenvolve teatro de rua e intervenções urbanas que lidam com risco, violência e performances limítrofes pela inserção da arte na vida cotidiana enquanto praxis política.

Erro Grupo: Formas de brincar

jp_ui_hcanonge_sudaka_enc13_0003_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

SUD.AKA

Intervenção pública nas ruas e praças no perímetro do local principal do Encuentro em São Paulo. Esta performance evoca as desconexões e alienações dos migrantes nos grandes centros urbanos. Canonge perambulará pelas ruas de São Paulo pedindo às pessoas que contem para ele um pouco sobre a história do seu lugar de origem.

Biografia

Hector Canonge é um artista interdisciplinar cujo trabalho incorpora o uso de tecnologias de mídia, ambientes físicos, narrativas cinemáticas e performativas. Ele explora e trata de questões relacionadas à construção de identidade, gênero e a política de migração. É organizador do festival de performance arte ITINERANT .

Hector Canonge: SUD.AKA

fp_ui_massis_reivax_enc13_0006_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

Reivax X. in: Passage

Uma cidade repleta de pessoas, veículos, praças, prédios; um cidadão comum, uma bicicleta, uma pequena embarcação e uma pasta executiva: próteses indispensáveis deste indivíduo que habita esta metrópole. Uma travessia que traz à tona elementos chocantes do ilógico, com o objetivo de intervir e de reproduzir diretamente o desatino e a falta de soluções em que estão imersos o homem e a sociedade.

Biografia

Magno Assis é artista performático, intervencionista, tem formação em Artes Cênicas e especialização em Gestão de Políticas Públicas de Cultura na Universidade de Brasília, lugar onde atua como gestor cultural. Em suas intervenções utiliza-se da linguagem da performance com humor, desde a ironia, passeando pelo grotesco e a sátira.

Magno Assis: Reivax X. em: Travessia

fp_ui_mhanley_dlevers_revolution_enc13_0016_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

Imaginário de revolução

Por favor traga um aparelho de MP3 e faça o download do podcast Revolution Imaginary antes da performance (disponível em inglês, espanhol e português no link http://revolutionimaginary.blogspot.com). Os artista também têm um número limitado de aparelhos de CD e MP3 para emprestar. Para maiores informações, por favor entre em contato com Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Biografias

Megan Hanley é uma artista radicada em Nova York que cria performances físicas, políticas e colaborativas. Tem mestrado em Estudos da Performance pela New York University.

Dylan Levers é um performer e artista visual radicado em Nova York. Dylan desenvolveu trabalhos originais no National Theatre Institute e no Festival FreshPlay do MCC.

Megan Hanley & Dylan Levers: Imaginário de revolução

fp_ui_mcardenas_alreadyknow_enc13_0005_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

Já sabemos e ainda não sabemos

Os participantes da oficina de Autonets vão desenvolver uma performance a partir das preocupações e desejos do grupo para ser executada em um espaço público. Em versões anteriores, essas performances abordaram temas de resistência e proteção, resistência à violência estrutural e do estado, proteção contra a violencia usando métodos de trabalho comunitários.

Biografia

Micha Cárdenas é uma artista/acadêmica que trabalha com a prática social, eletrônicos vestíveis e análise interseccional. Ela é doutoranda em Artes e Práticas da Mídia na University of Southern California e membra do Electronic Disturbance Theater 2.0. O seu livro The Transreal: Political Aesthetics of Crossing Realities foi publicado em 2012.

Micha Cárdenas: Já sabemos e ainda não sabemos

jp_ui_mavecq_campamento_enc13_0002_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

Acampamento urbano

O Projeto de Acampamento Urbano é uma serie de experimentos. É uma proposta experiencial ativa entre os corpos urbanos e sua troca com a cidade – incorporar o ambiente urbano como organismo explorando o corpo da cidade, o corpo e a cidade, a cidade como corpo. Queremos provocar as cidades internas.

Biografias

Patrícia Faolli é formada em Comunicação e Artes do Corpo pela PUC-SP. Seu olhar se volta para as intervenções urbanas, relações humanas e padrões de comportamento em grandes cidades.

Raquel Mavecq é formada em Comunicação e Artes do Corpo na PUC-SP. Através da dança, performance, vídeo, instalação ou som, seu trabalho tem o corpo como catalisador para as micro e macro políticas das relações humanas.

Patrícia Faolli & Raquel Mavecq: Acampamento Urbano

at_ui_soring_rolemodel_enc13_0002_570pxPhoto/Foto: Alexei Taylor

Modelo de comportamento

Modelo de comportamento é uma performance interativa que pergunta: "O que o Brasil pode ensinar ao mundo?" para o público no Encuentro. Datilógrafos com máquinas de escrever mecânicas vão digitar as respostas a essa pergunta. Iniciado na Rússia no comeoço do ano, no festival Art Prospect, o projeto examina o que se pensa sobre essas duas economias em crescimento rápido e as ideias das pessoas para um mundo modelo.

Biografia

Sheryl Oring é uma artista interdisciplinar, cujo trabalho examina problemas sociais críticos através de projetos utilizando sistemas mediáticos antigos e modernos para contar histórias, estudar a opinião pública e provocar o livre diálogo. Oring tem um MFA em Arte Visual pela UC San Diego e trabalha atualmente como Professora de Arte na University of North Carolina at Greensboro.

Sheryl Oring: Modelo de comportamento

mrc_ui_degracia_570pxPhoto/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

USA for Piss

Esta ação pretende inserir na cidade e no seu imaginário um diálogo e uma reflexão em torno das tensões históricas permanentes entre o poder cultural e político hegemônico e as manifestações populares de resistência da arte ativista e periférico nas Américas.

Biografia

Silvio de Gracia é um escritor, artista visual, performer, teórico e curador independente argentino. Ele trabalha com performance, vídeo, arte pública, instalação, arte postal e poesia visual. Suas ações e intervenções já foram apresentadas no Canadá, Itália, Grécia, Sérvia, Reino Unido, Portugal, Uruguai, Cuba, Colômbia, Brasil e Chile.

Silvio de Gracia: USA for Piss

mrc_ui_spatula_570pxPhoto/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

Mapeando Encuentros

Este projeto busca chamar a atenção para a rede de encontro urbanos paralelos à programação oficial do Encuentro. Buscando validar as ações cotidianas do turismo como expressão de paixões pessoais e políticas, o projeto toma os temas do Encuentro de como mobilizamos e somos mobilizados pelos lugares aonde vamos.

Biografia

Spatula&Barcode é o nome da equipe de produção colaborativa de Laurie Beth Clark e Michael Peterson. Eles produzem performances e eventos que usam o discurso e a comida para explorar lugar e socialidade.

Spatula & Barcode: Mapeando Encuentros

tbarrantes_endopantallas_enc13Photo/Foto: Tzitzi Barrantes

Endotelas

Endotelas é uma performance que acontece no transporte público da cidade e realizado por duas performers que levam sobre seus corpos microtelas portáteis de vídeo com imágens de víesceras e fluidos corporais, além de espelhos que capturam situações efêmeras.

Biografias

Tzitzi Barrantes é uma artista plástica da Universidad Nacional de Colombia, e foi aceita para o Mestrado Interdisciplinar em Teatro e Artes Vivas da mesma universidade.

Jenny Fonseca é diretora de Cinema e Televisão pela Universidad Nacional de Colombia. Ela investiga o relacionamento entre o vídeo e o corpo a partir da criação de videodança, videoperformance e projeção de vídeo para o palco.

Tzitzi Barrantes & Jenny Fonseca: Endotelas

at_ui_ueinzz_ovelhas_enc13_0012_570pxPhoto/Foto: Alexei Taylor

Cais de ovelhas

O rebanho avança caótico. As ovelhas estão doentes, extenuadas. Elas vêm de muito longe, do mar, dos naufrágios, da Balsa da Medusa, dos tempos imemoriais... Entre elas, a vidente do mal, Cassandra, e um cego, trazem a peste, um futuro tempestuoso. Algumas perdem-se pelo caminho. Outras clamam por um porvir lúdico, uma hospitalidade caraíba, tupi, tupinambá. Tupi or not Tupi? Em meio ao caos nascem pensamentos, manifestos anárquicos, lutas, futuros.

Biografia

Cia Teatral Ueinzz é território cênico para quem sente vacilar o mundo. Como em Kafka, faz do enjôo em terra firme matéria de transmutação poética e política. No conjunto, há mestres na arte da vidência, com notório saber em improviso e neologismos; especialistas em enciclopédias marítimas, trapezistas frustradas, caçadores de sonhos, atrizes interpretativas. Vidas por um triz se experimentando em práticas estéticas e colaborações transatlânticas. Comunidade dos sem comunidade, para uma comunidade por vir.

Ueinzz - Teatro Ki Bali: Cais de ovelhas

ui_vcorda_enc13_570pxPhoto/Foto: Virginia Corda & Maria Paula Doberti

Grafites para cegos

Este projeto se move entre o público e o privado, confluindo entre a intervenção urbana e a instalação de caráter sociopolítico, enfocando uma problemática específica: a cegueira e sua relação com a dinâmica simbólica e linguística urbana. É uma reflexão sobre a importância de se colocar no lugar do outro para compreender outras maneiras de transitar, decodificar e vivenciar a cidade compartilhada.

Biografias

Virginia Corda e Maria Paula Doberti se formaram na Escuela Nacional de Bellas Artes Prilidiano Pueyrredón em Buenos Aires. Individualmente trabalham em livros de artista, fotografia, objetos e instalações. Desde 2002 realizam intervenções urbanas e ações de rua em forma conjunta, como integrantes do Grupo de Arte Callejero Periferia e em projetos de dupla, como Accidentes Urbanos.

Virginia Corda & Maria Paula Doberti: Grafites para cegos

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