Teach-Ins

nz teach-in artcommunity enc14 003 570pxArt, Community, and Human Rights. photo/foto: Niko Kozak

Uma Teach-in é um evento que ocorre em uma única sessão de 2 horas de duração e que reúne participantes do Encuentro que tenham interesse ou conhecimentos sobre uma determinada questão ou tema para que eles compartilhem o seu trabalho, apresentem projetos e estabeleçam um diálogo.

Coordenadores: Shani Jamila, Tibi Galis, Kerry Whigham

Este teach-in reúne um diverso grupo de artistas, ativistas e produtores cujo trabalho envolve o campo da defesa dos direitos humanos através das artes. Baseando-se em e construindo comunidades de praticantes fundados na defesa e promoção dos direitos humanos por todas as Américas – Chile, Canadá, Estados Unidos, Caribe e além – os participantes discutirão projetos atuais e possibilidades de colaboração hemisférica.

Biografias

Kerry Whigham é doutorando no Departamento de Estudos da Performance da NYU. Sua tese examina os efeitos a longo prazo da violência genocida e como a militância e as práticas encorporadas de grupo reagem a essa violência. Ele conduziu a sua pesquisa de campo na Argentina, na Alemanha e nos Estados Unidos. Também é diretor teatral independente.

Shani Jamila é uma artista, viajante e trabalhadora cultural. É diretora do Projeto de Direitos Humanos do Urban Justice Center. Sua carreira e estudos já levaram-na a mais de 35 países em 5 continentes, jornada que está refletida em seu trabalho comunitário, em seus comentários sobre a mídia e em sua produção criativa. Visite www.shanijamila.com.

Tibi Galis é diretor executivo do Auschwitz Institute for Peace and Reconciliation–AIPR, uma ONG que desenvolve a capacidade dos governos de prevenir o genocídio e atrocidades em massa. O AIPR é particularmente ativo na América Latina e na África. Tibi tem interesse em pesquisar a justiça transicional e o desenvolvimento institucional democrático.

ArteArte, comunidade e direitos humanos

Coordenadoras: Arseli Dokumaci, Danielle Peers, Faye Ginsburg, Kim Sawchuk, and Lindsay Eales

O que acontece quando a performance e a incapacidade travam um diálogo? Neste teach-in, usaremos a discussão e o movimento para explorar as formas em que a performance, como metodologia, prática e forma criativa, crítica e encorporada de conhecimento situado, pode ser usada para questionar as operações do ‘capacitismo’. Ao mesmo tempo, exploraremos como a incapacidade pode ser entendida também como uma série de práticas e como formas encorporadas críticas e criativas de conhecimento situado, que podem ser usados para questionar a performance em suas expressões mais espetaculares e mundanas.

Biografias

Arseli Dokumacı tem um Ph.D. em Estudos da Performance da Aberystwyth University e é pesquisadora na Mobile Media Lab da Concordia University, a nível de pós-doutorado. Sua pesquisa, publicada em Disability in Judaism, Christianity and Islam (2011) e Performance Research Journal (2013), explora as performances cotidianas, a deficiência e a saúde.

Danielle Peers desenvolve uma pesquisa genealógica e autoetnográfica com a redação acadêmica, a performance, a dança e o cinema. Sua tese doutoral, Spectacular Tolerance, acompanha a inspiracionalização da deficiência no Canadá. Membro fundador do coletivo de performance CRIPSiE, foi atleta paraolímpica, é bolsista Trudeau e está cursando um PhD.

Faye Ginsburg é diretora do Centro de Mídia, Cultura e História da NYU, professora Kriser de Antropologia e codiretora do Conselho para o Estudo da Incapacidade. Uma autora vencedora de diversos prêmios, tem várias publicações sobre ativistas culturais e trabalha há 25 anos com criadores da mídia indígena como acadêmica, curadora e defensora.

Kim Sawchuk é professora e chefe de pesquisa em Estudos da Mídia Móvel da Concordia University e cofundadora do studioXX. Tem interesse no potencial criativo e político da nova mídia e é conhecida pelos seus diversos artigos sobre os métodos como prática criativa, suas performances pedagógicas e seu compromisso para com os estudantes.

Lindsay Eales é mestranda na Faculdade de Educação Física e Recreação da University of Alberta. Ela estuda, coreografa e apresenta a dança integrada com pessoas de todos os níveis de habilidades e deficiências. Como diretora artística da iDANCE Edmonton Integrated Dance, ela cria comunidades de movimentos vibrantes que valorizam a diversidade e re-imaginam a (in)capacidade.

A incapacidade e a performance

Coordenadores: Abigail Levine, daniel lang/levitsky, Ebony Golden, Paloma McGregor, Zab Maboungou

Qual é o papel do coreógrafo quando o termo coreografia é utilizado em outros contextos? Será que a prática de organizar corpos no espaço em um estúdio de dança, que é como um laboratório, influencia o entendimento e a formulação de estratégias sobre como reunir corpos em outras configurações sociais? Que práticas estão envolvidas no ato de gerar “pensamento coreográfico”? Através de discussões, e também de experimentação prática, exploraremos as conexões, as diferenças e as potenciais colaborações entre a coreografia iniciada como prática artística e aquela criada como intervenção social ou política.

Biografias

Abigail Levine cria obras que combinam os rigores e recursos da especificidade corporal da dança com os experimentos da arte performática com o tempo e a ação humana. Já se apresentou nos E.U.A., em Cuba, na Venezuela, no México, no Brasil e em Taiwan e trabalhou com Marina Abramovic, Carolee Schneemann, Pope.L, Clarinda Mac Low e Mark Dendy.

Ebony Noelle Golden acredita que "nós somos aqueles pelos quais estávamos esperando", como nos lembra continuamente a profética linha poética de June Jordan. Em 2011, Ebony canalizou a sua paixão pelo empreendedorismo, pelo desenvolvimento juvenil, pela mudança cultural, pela justiça, pela educação e pelas artes para o Betty's Daughter Arts Collaborative, LLC, um grupo de ação direta de artes culturais sediado no Harlem.

Paloma McGregor, artista e organizadora nascida no Caribe, vive no Harlem. Desde que mudou-se para Nova Iorque em 2004, já criou performances para teatros, palcos ao ar livre, prédios abandonados, parques e um rio. Dirige Angela’s Pulse e Dancing While Black, iniciativa de apoio a bailarinos negros através do processo, da produção e do diálogo.

Zab Maboungou é a fundadora da renomada Zab Maboungou/Compagnie Danse Nyata Nyata. É uma artista performática, coreógrafa e professora de filosofia que tem se destacado em todas as frentes de ação artísticas e culturais. Zab Maboungou é vista como uma pioneira da dança no Canadá. Um itinerário único que reflete a estética com grande poder poético.

Ariel Speedwagon e daniel lang-/levitsky são dois novaiorquinos altos que conhecem intimamente as caixas de papelão, as calçadas, os maus proprietários de imóveis e o teatro de variedades. Juntos, separados e como parte do Aftselokhis Spectacle Committee, montam espetáculos com objetos, movimento e slideshows.

A coreografia traduz? O ato de fazer dança como prática estética, social e política

Coordenadoras: Helen Gilbert, Julieta Paredes, Muriel Miguel, Petrona de la Cruz, Skawennati, Amalia Córdova

Uma discussão aprofundada sobre a performance indígena, com um enfoque em artistas e ativistas do México, Canadá, Brasil e Bolívia.

Biografias

Helen Gilbert é professora de Teatro na Royal Holloway, University of London, onde ela atualmente coordena um projeto transnacional e interdisciplinar sobre indigeneidade e performance no mundo contemporâneo. Seus livros incluem Performance and Cosmopolitics (2007), Sightlines: Race, Gender and Nation in Contemporary Australian Theatre (1998) e Postcolonial Drama: Theory, Practice, Politics (1996).

Julieta Paredes Carvajal (Bolívia) é uma feminista comunitária aymara lésbica. É membro fundador do Mujeres Creando, Mujeres Creando Comunidad e a Assembleia de Feminismo Comunitário. É escritora, cantora e poeta antipatriarcal.

Muriel Miguel é diretora, coreógrafa, dramaturga, atriz e educadora. Ela tem dirigido quase todos os espetáculos do Spiderwoman Theater desde a sua estreia em 1976 até o presente, período no qual o coletivo escreveu e produziu mais de vinte obras de teatro originais. É pioneira no desenvolvimento da metodologia baseada na cultura para o treinamento de estudantes de teatro indígenas. Também é instrutora de Performance Indígena no programa em tempo integral do Centre for Indigenous Theatre (CIT), em Toronto.

Petrona de la Cruz Cruz é uma das fundadoras do grupo FOMMA (Fortaleza de la Mujer Maya), uma organização feminina sem fins lucrativos em San Cristóbal de las Casas, Chiapas, México. Ela nasceu em Zinacantán, em uma comunidade Tzotzil, no estado de Chiapas. Ela recebeu o prestigiado prêmio literário Rosario Castellanos pela sua peça “A Desperate Woman”, que foi publicada em Holy Terrors: Latin American Women Perform (Duke University Press, 2003). As suas peças já foram produzidas no México, na América Latina, na Austrália, nos Estados Unidos e no Canadá.

Skawennati é uma artista cuja obra aborda a história, o futuro e a mudança. Domiciliada em Montreal, codirige a Aboriginal Territories in Cyberspace, uma rede de pesquisa que promove espaços virtuais indígenas, e suas oficinas de contação de estórias Skins. É membro do conselho da Galerie Oboro, um centro gerido por artistas. skawennati.com.

Performance e indigeneidade

Coordenadores: Alice Ming Wai Jim, Beatrice Glow, Jack Tchen, Lok Siu

Apesar da longa história da presença asiática nas Américas—pelo menos desde 1565—a identidade asiática ainda não foi particularmente abraçada como parte da identidade do “Novo Mundo”. Como resultado deste legado histórico, a presença dos asiáticos no hemisfério tem sido amplamente ignorada, marginalizada, mal representada e/ou silenciada. Este teach-in busca abrir um diálogo na rede do Hemi sobre perspectivas trans-históricas e trans-locais tanto sobre essas exclusões quanto sobre as vibrantes práticas e histórias culturais e políticas das comunidades asiáticas nas Américas.

Biografias

Alice Ming Wai Jim é historiadora da arte e curadora independente, domiciliada em Montreal. É também professora adjunta de Arte Contemporânea no Departamento de História da Arte da Concordia University e coeditora, com Alexandra Chang (NYU), da nova revista acadêmica Asian Diasporic Visual Cultures and the Americas (Brill), a ser lançada em 2015.

Beatrice Glow funde arte, prática social e auto-etnografia. Publicou Mito Taparaco, livro sobre a diáspora asiática no Peru, e está criando uma Biblioteca Flutuante. Dentre outras distinções, foi bolsista Fulbright; Artista Emergente Afiliada do Franklin Furnace Fund, da HNYPN; professora visitante da NYU; e membro do Obsessions Collective.

Jack Tchen (John Kwo-Wei Tchen) é professor da New York University, autor de New York Before Chinatown e cofundador do Museum of Chinese in America.

Lok Siu ensina Estudos Étnicos na UCB. Seu trabalho aborda a diáspora, a cidadania cultural/pertença, a questão racial por gênero, a política cultural da comida e os asiáticos nas Américas. Seus livros incluem Memories of a Future Home: Diasporic Citizenship of Chinese in Panama (2005) e Asian Diasporas: New Formations, New Conceptions (2007).

Fazendo performance sobre as Américas/asiáticas: movimentos convergentes

Coordenadores: Ann Pellegrini, Anthony Petro, Benjamin Berger, Daniel Jones, Juan Marco Vaggione, Lois Lorentzen, Lori Beaman, Marcial Godoy

Este teach-in reúne participantes de uma iniciativa sobre Religião e Política nas Américas, com alguns anos de duração e o apoio da Henry Luce Foundation. O foco central da iniciativa é examinar como a “religião” tem se tornado um ponto chave nas interações entre corpos, populações e governança neoliberal nas Américas. Os participantes levantarão questionamentos sobre os mecanismos legais, sociais e políticos pelos quais a diversidade religiosa tem sido gerenciada nas Américas e como esses mecanismos remodelam o trabalho de acadêmicos e profissionais da política na região.

Biografias

Ann Pellegrini ensina Estudos da Performance e Estudos Religiosos na NYU, onde dirige o Centro de Estudos sobre Gênero e Sexualidade. Livros recentes: Secularisms (coeditado com Janet Jakobsen) e “You Can Tell Just By Looking” and 20 Other Myths About LGBT Life and People (coautoria com Michael Bronski e Michael Amico). Gosta de trilhas musicais.

Anthony Petro é historiador de religião, gênero e sexualidade na América do Norte e professor adjunto da Boston University. Seu projeto After the Wrath of God: AIDS, Sexuality, & American Religion investiga a história da participação religiosa americana na epidemia da AIDS e o seu papel no fomento de um discurso moral nacional sobre o sexo.

Daniel Jones pesquisa a sexualidade, a religião e a política na América Latina. Seu foco atual é a intervenção de igrejas evangélicas em debates sobre a sexualidade e a reprodução na Argentina. Ph.D. em Ciências Sociais (Universidad de Buenos Aires—UBA, 2008), pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas e professor da UBA.

Juan Marco Vaggione tem um doutorado em Direito e um Ph.D. em Sociologia. Atualmente, atua como pesquisador e docente na Universidad Nacional de Córdoba, Argentina. Suas áreas de especialização e publicação são os vínculos entre a religião e a política sexual, bem como o status dos direitos sexuais e reprodutivos na América Latina.

Lois Lorentzen é a codiretora do Centro de Estudos Latinos da University of San Francisco (EUA). Ela é a autora de Etica Ambiental e editora da série de três livros sobre migrantes indocumentados, entitulada Hidden Lives and Human Rights in the United States. Suas pesquisas tratam da migração, do gênero e da violência e ainda do ativismo ambiental.

Lori G Beaman, PhD é titular da Cadeira de Pesquisa do Canadá em Contextualização da Religião em meio à Diversidade Canadense, diretora do Projeto Religião e Diversidade (religionanddiversity.ca) e professora de Estudos Clássicos e Religiosos da University of Ottawa. Interesses de pesquisa incluem a igualdade profunda e as diferenças religiosas.

Marcial Godoy-Anativia é um antropólogo sócio-cultural e diretor adjunto do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Ele é editor, com Jill Lane, da e-misférica, a revista online trilíngue do Instituto, e coeditor de Rhetorics of Insecurity: Belonging and Violence in the Neoliberal Era (NYU Press, 2013).

Religião e política nas Américas

Coordenadores: Ivan Ramos, Sarah Townsend, Olivia Gagnon

Este teach-in oferecerá uma introdução ao ramo crescente dos Estudos do Som e (espera-se) servirá como um fórum para a geração de ideias sobre as suas potenciais interseções com os Estudos da Performance. Uma maneira de abordarmos esses tópicos seria por meio de uma reflexão sobre como o enfoque no som pode contribuir para o tema central do Encuentro deste ano. Dado que a palavra “manifesto” tem suas raízes etmológicas numa palavra em latim que significa (tornar) “evidente” ou “visível”, seria possível imaginar um “manifesto sônico”? Será que isso exigiria repensarmos ideias sobre as interseções entre a performance e a política?

Biografias

Iván A. Ramos está cursando um doutorado em Estudos da Performance na UC Berkeley. Sua dissertação "Sonic Negations: Sound, Affect, and Unbelonging Between Mexico and the United States" explora o uso do som através de uma gama de práticas culturais, incluindo a arte contemporânea, a música eletrônica, o punk e o fanatismo.

Sarah J. Townsend é professora adjunta da Pennsylvania State University, University Park e coeditora (com Diana Taylor) de Stages of Conflict: A Critical Anthology of Latin American Theater and Performance. Está concluindo um manuscrito entitulado The Unfinished Art of Theater: Avant-garde Intellectuals and Uneven Development in Mexico and Brazil.

Olivia Gagnon está cursando um Ph.D. no Departamento de Estudos da Performance da Tisch School of the Arts, da New York University (NYU). Ela tem um mestrado em Estudos da Performance da NYU, com concentração na prática de som e curadoria, e um bacharelado em Literatura Inglesa e Teatro da University of Toronto.

A política do som

Conveners: Karen Shimakawa, Tavia Nyong’o

Este teach-in exporá os participantes ao discurso dos Estudos da Performance. A discussão abordará e comparará diferentes visões críticas dos estudos da performance, incluindo a etnografia da performance, a performatividade da linguagem, o "ao vivo", a performance política, a interseção entre performance e tecnologia, a documentação da performance, a tecnologia e a performatividade de raça e gênero. Esses temas serão inseridos numa narrativa mais ampla, para familiarizar os participantes com a história do campo. Paradigmas teóricos serão ilustrados com uma seleção de momentos emblemáticos na história da arte da performance.

Biografias

Karen Shimakawa é professora adjunta e chefe do Departamento de Estudos da Performance da NYU, instrutora adjunta da Faculdade de Direito da NYU e autora de National Abjection: The Asian American Body Onstage (sobre a racialização, a cidadania e a performance). Seu novo projeto é sobre política racial e o desconforto na performance americana.

Tavia Nyong’o é professor adjunto de Estudos da Performance da New York University. Tem interesse nos estudos sobre os negros, sobre a cultura queer e sobre a música popular. Seu primeiro livro, The Amalgamation Waltz: Race, Performance, and the Ruses of Memory (Minnesota, 2009), ganhou o prêmio Erroll Hill. É coeditor da revista Social Text.

O que são os Estudos da Performance?