Descrição:

Surgido da convocatória de 2018 do HowlRound, Theatre in the Age of Climate Change, The Climate Commons for Theatre and Performance é uma coalizão internacional, radicalmente descentralizada de praticantes de diversas disciplinas que trabalham nas interseções entre performance e ecologia.

Neste grupo de trabalho, os membros fundadores da coalizão esforçar-se-ão para aprofundar e compartilhar metodologias para ir além do medo, do choque e da dor que naturalmente acompanham os confrontos das “longas emergências”, catástrofes súbitas e impactos da mudança climática injustamente distribuídos. Em parte um desafio ativista e em parte um exercício intelectual/estético, este grupo de trabalho pretende centralizar a paródia, a sátira e a celebração com intervenções performáticas dentro e ao redor da crise climática no Planeta Terra.

Por meio de sessões geradoras e discursivas, este grupo de trabalho se esforça para reformular nossa visão da mudança climática para além do antropocentrismo que nos trouxe, em primeiro lugar, a essa emergência global - abrindo espaço em nossas inúmeras práticas para os selvagens, os hilários, os desobedientes e os mais que humanos (more-than-human).

Formato ou estrutura:

Embora as questões climáticas nas artes sejam frequentemente colocadas na categoria de um “tópico” ambiental, estamos cada vez mais conscientes de que o clima cruza com todas as discussões mais urgentes sobre a opressão e a equidade social que nosso campo tem enfrentado historicamente. Resistindo a essa classificação, este grupo de trabalho afirma que o teatro e a performance devem liderar uma mudança cultural necessária para reconhecer a interseccionalidade e os entrelaçamentos inerentes às questões de ecologia e justiça ambiental.

O Climate Lens Playbook, uma metodologia criada por Una Chaudhuri e outros, que inspirou trabalhos apresentados em todo o mundo, será um roteiro para o processo criativo do grupo e um trampolim para recentrar nossas epistemologias individuais e coletivas em torno da prática artística.

Estamos conscientes de que os desafios representacionais (escalas de tempo, fenomenologia climática e mudanças socioeconômicas globalizadas) apresentam complexidades específicas na produção de narrativas coerentes, relevantes e provocativas, que não são apenas apresentações de ciência ou de sociologia. O Armagedom é inevitavelmente deprimente, então, como podemos difundir histórias sobre o fim da vida como a conhecemos com humor, sátira, otimismo e descolonização da imaginação de futuros bio-diversos, enquanto ainda estamos de olho na ciência e nas mudanças políticas?

O foco do grupo de trabalho permitirá que os participantes engajam na prática. O tempo será estruturado para discussões, apresentações de estudos de caso de humor, sátira, zombaria, inversões de antropocentrismo e riso, produção de escrita e performance, exibições do que for criado e uma excursão em um espaço “verde” na Cidade do México em ao menos um dos dias.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Inglês, espanhol e português.

Coordenadorxs:

Una Chaudhuri é professora de inglês, teatro e estudos ambientais na Universidade de Nova York (NYU). Pioneira no campo do “eco-teatro” - peças e performances que envolvem os temas da ecologia e do meio ambiente -, bem como o campo interdisciplinar dos Animal Studies, em 2014 publicou livros em ambos os campos: Animal Acts: Performing Species Today (co-editado com Holly Hughes) e The Ecocide Project: Research Theatre and Climate Change (co-autoria com Shonni Enelow). Sua monografia, The Stage Lives of Animals: Zooësis and Performance, foi publicada em 2017 pela Routledge. Chaudhuri participa de projetos criativos colaborativos, incluindo a intervenção em multi plataformas intitulada Dear Climate. Ela é membra fundadora do coletivo CLIMATE LENS.

Elizabeth Doud é artista radicada em Miami com experiência em escrita criativa e performance, bem como gestora de artes e educadora, com ênfase em intercâmbio cultural internacional e artes climáticas. Trabalhou extensivamente na América Latina e no Caribe com artes performáticas, co-criou a Climakaze Miami com a FUNDarte em 2015, uma plataforma de performance e diálogo sobre o clima. Liderou o Programa Performing Americas da National Performance Network de 2007-2018 e é PhD em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, Brasil. Recentemente, foi professora visitante no Centro Rapoport de Direitos Humanos da Universidade do Texas, em Austin, e recebeu em 2018 uma bolsa Knight Foundation Challenge para criar uma eco-performance no sul da Flórida.

Robert Duffley é editor e dramaturgo assistente no American Repertory Theatre (A. R. T.) da Universidade de Harvard. Como parte do programa “Act II” da A.R.T., Robert projeta e incentiva eventos que convocam diversos públicos em atos de diálogo e imaginação transformadores. Tem desenvolvido trabalhos com o A.R.T. (incluindo obras co-encomendadas pelo Center for the Environment da Universidade de Harvard), LubDub Theater Co, Organic Theatre e o Moscow Art Teather. Tem escrito peças para a Contemporary Theatre Review, HowlRound, The Theatre Times e Six By Eight Press. É membro do corpo docente afiliado do Department of Performing Arts da Emerson College e residente do NYC Greenhouse do Orchard Project.

Dr. Adilson Siqueira trabalha no Departamento de Literatura, Artes e Cultura (DELAC) da Universidade Federal de São João del-Rei onde leciona no Curso de Teatro e no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas. Também é professor e coordenador do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade. Adilson realiza pesquisa em artes cênicas e sua relação com Sustentabilidade e Mudança Climática, Formação de Atores/Performers e Ensino de Teatro. Seu projeto atual chama Ecopoéticas cênicas, performáticas e transdisciplinares.

Georgina HL Escobar nasceu em Ciudad Juárez e vive em Nova York. Édramaturga e diretora teatral, dentre suas obras mais conhecidas destacam-se Then They Forgot About The Rest (Brooklyn Generator 2018), Bi-(be) (Teatro Milagro Tour 2018), Penny Pinball Presents The Beacons (INTAR NewLab Workshop, Marfa Live Arts), Sweep (Aurora Theatre 2017), Death and the Tramp (Milagro 2016), Ash Tree (Duke City Repertory 2012), entre outras. Escreveu e dirigiu para Milagro, New York Children’s Theatre, Lincoln Center Director’s Lab, Clubbed Thumb Emerging Writers Group, Marfa Live Arts, MacDowell Colony, Djerassi e Fornés Writing Workshop. Recebeu um prêmio do Kennedy Center National Theatre for Young Audiences e foi condecorada Outstanding Service to Women no Border Award pela produção de VDAY Spotlight na Women of Juarez. Faz parte do Comitê Consultivo para o Latinx Theater Commons e faz parte do Conselho de Marfa Live Arts.

Participantes:

  • Alejandro Chellet
  • Andrew Boyd
  • Brontë Velez
  • Camila Wanderley
  • Eli Nixon
  • Ella
  • Emma Morgan-Thorp
  • Grisha Coleman
  • Hallie Abelman
  • Jacinta Yelland
  • Julia Barbosa Landois
  • Kathleen Schaag
  • Katie Pearl
  • Kiyo Gutiérrez
  • Lawrence Bogad
  • Mady Schutzman
  • Marco Guagnelli
  • Maria Firmino-Castillo
  • Marina Guzzo
  • Michele Minnick
  • Paul Bonin-Rodriguez
  • Rodrigo Borges
  • Rodrigo Malvar
  • Sandra Valeria Navarro Magallón
  • Sarah Kanouse
  • Tanya Kalmanovitch
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quarta-feira, 15 maio 2019 13:17

19 Corpos dissidentes: Ativismo além do Estado

Descrição:

Este grupo de trabalho explora práticas, espaços, temporalidades e movimentos coletivos que surgem como alternativas à homogeneização global e ao projeto neoliberal, em particular.

A partir da experiência dos grupos com os quais os participantes trabalham, este grupo de trabalho enfoca as práticas corporais que expõem e compensam o papel facilitador do Estado na expansão do neoliberalismo e/ou práticas criativas que incitam transformações sociais emancipadoras na comunidade. Questionamos a ideia do “cidadão”, a universalidade desregulada dos direitos humanos, o Estado como força unificadora máxima para a organização social, as fantasias do pensamento global desarraigado e o atual fracasso do capitalismo. Nossos corpos marcam nossa dissidência, nossa dissidência marca nossos corpos.

Pretendemos refletir sobre possibilidades para o futuro, examinando exemplos de práticas sociais que funcionam hoje no hemisfério como vislumbres desse “outro mundo” que é possível construir.

Formato ou estrutura:

O grupo de trabalho será estruturado como uma assembleia popular ou reunião comunitária. Cada participante fará uma apresentação curta (pode ser um relatório verbal ou um relato, ou mesmo uma apresentação mais formal em PowerPoint) sobre suas lutas e atividades, tendo em vista as seguintes perguntas:

  • Como as intervenções comunitárias servem de exemplo para concretizar e criticar as forças políticas e econômicas menos perceptíveis?
  • Como as comunidades podem ativar suas tradições e estruturas organizacionais para participar com sucesso de batalhas simbólicas?
  • Como podemos pensar na performance através do ativismo e no ativismo através da performance?
  • Como a performance do ativismo pode ativar repertórios populares de auto-governo?
  • Como pode o ativismo comunitário evadir/anular a corrupção e a intransigência governamental?

Nossos objetivos estão baseados no trabalho que realizamos durante os Encuentros de 2007, 2009, 2011 e 2016 expandindo as redes de ativistas pela justiça social no hemisfério, promovendo um intercâmbio de táticas performáticas utilizadas nas nossas diversas lutas e identificando pontos críticos de vantagens que possam gerar oportunidades para a mudança revolucionária. Humor e barulho são bem vindos.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Principalmente o inglês, mas nos viramos e usamos também o espanhol e o português.

Coordenadorxs:

Peter Kulchyski é professor de Estudos Nativos na Universidade de Manitoba, no Canadá. Foi membro do Conselho Hemi e co-diretor do Consórcio Canadense de Performance e Política nas Américas. O título de seu livro mais recente é “Report of an Inquiry into an Injustice: Begade Shuhtagotine and the Sahtu Treaty” [Relatório de uma investigação sobre uma injustiça: Begade Shuhtagotine e o Tratado de Sahtu] (UManitobaP 2018).

Praba Pilar é uma artista colombiana diaspórica que trabalha para interromper a participação esmagadoramente passiva no “culto da tecno-logia” contemporânea. Formada pela resistência coletiva ao projeto colonial nas Américas, Pilar concentra sua prática em projetos que desafiam estados complexos / sistemas corporados de controle, dominação e morte. Atualmente, Pilar está em turnê com sua performance NO!!!BOT; anda realizando palestras sobre "O Extractoceno"; e publicou mais recentemente Idle No More: Grounding the Corrientes of Hemispheric Resistencia ["Ocioso não mais: Fundamentando as Correntes de Resistência Hemisférica"] com o Dr. Alex Wilson, e Situating the Web of the Necro-Techno Complex: The Church of Nano Bio Info Cogno. ["Situando a Web do Complexo Necro-Techno: A Igreja de Nano Bio Info Cogno"]. Mais informações disponíveis em https://www.prabapilar.com/

Participantes:

  • Ana Beatriz Figueiredo Tavares
  • Anne Bluethenthal
  • Erika Bülle Hernández
  • Gervais Marsh
  • Joshua Truett
  • Juan suarez
  • Lorena López
  • Manuel Alejandro Parra Sepulveda
  • Marcos Antônio Alexandre
  • Nuria Carton de Grammont
  • Paula Valentina Roa Dueñas
  • Roberson de Sousa Nunes
  • Rossella Matamoros
  • Shannon Hughes
  • Tatiana Navallo
  • Timothy Maton
  • Viviane Luiza da Silva
Published in Grupos de trabalho
quarta-feira, 15 maio 2019 13:08

18 O ruído das fronteiras

Descrição:

Uma fronteira tem som de quê? Como se escuta a migração, o deslocamento, a periferia? Como os nossos corpos absorvem as ausências, a dor, e também os intercâmbios, os processos de tradução e, em geral, as experiências que os encontros fronteiriços implicam? Como podemos escutar, através das nossas próprias sonoridades, as histórias de deslocamento e transformação que nos constituem como corpos migrantes?

A partir destes questionamentos, realizaremos neste grupo diversas dinâmicas, visando escutar os ruídos do nosso corpo: gritaremos, improvisaremos e faremos vários exercícios de escuta para, a partir disto, discutirmos as situações sociais que ocorrem em contextos de fronteira.

Cabe dizer que, quando falamos em fronteira, não falamos necessariamente em limites geográficos, mas também em divisões familiares, ideológicas, políticas ou de qualquer outro tipo, que se incorporam ao nosso ser e semeiam fendas em nosso próprio senso de identidade, ao tempo em que permitem gerar novas identidades e reconhecer-nos como seres complexos.

A premissa principal deste grupo de trabaho é que existe um contínuo entre a nossa própria sonoridade e os sons de uma sociedade fragmentada e que, portanto, podemos desentranhar as múltiplas vibrações do nosso ambiente através da escuta dos nossos ruídos internos.

Formato ou estrutura:

Este grupo de trabalho combinará discussões teóricas sobre o ruído, a ressonância e as fronteiras culturais com diversos tipos de dinâmicas de escuta e de improvisação sonora.

De maneira mais específica, nos basearemos em diversas metodologias como os protocolos de escuta do coletivo Ultrared, os exercícios de escuta profunda de Pauline Oliveros e alguns exercícios de escuta de Murray Schafer (dentre outros), para embarcarmos numa experiência coletiva centrada em escutar o ruído do nosso corpo e a sua relação com as fronteiras sociais.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Espanhol e inglês.

Coordenadorxs:

Rossana Lara estudou piano e musicologia na Faculdade de Música da UNAM. Sua tese doutoral questiona a formação do circuito de experimentação sonora e arte eletrônica no México e os discursos em torno do som e da tecnologia nestas práticas, a partir da antropologia e da história da mídia. Sua linha de pesquisa inclui também o estudo da música de concerto do século XX. Parte do seu trabalho já foi apresentado em foros como o International Conference on Systems Research, Informatics, and Cybernetics em Baden-Baden, o International Congress on Musical Signification na Lituânia, o simpósio Noise in and as Music da University of Huddersfield, o simpósio Mapping Sound and Urban Space in the Americas da Cornell University e o Simposio Internacional de Música y Código /*Vivo*/, dentre outros.

Jorge David García é um compositor e musicólogo mexicano e professor em tempo integral da Faculdade de Música da UNAM. Dentre os temas específicos sobre os quais gira atualmente o seu trabalho de pesquisa destacam-se a dimensão epistemológica da escuta, a relação entre a música e a política e a relação da arte com as novas tecnologias e com os movimentos sociais derivados do software livre e da internet. Mantém ainda uma frequente atividade como compositor e, como tal, já colaborou em diversos projetos de teatro, dança e cinema. Além disso, faz parte de diversos coletivos de pesquisa e improvisação sonora, dentre os quais destacam-se a Red de Estudios sobre Sonido y Escucha e o coletivo Armstrong Liberado.

Participantes:

  • Bianca Scliar
  • Coman Poon
  • Jake Nussbaum
  • José luis Romero
  • Juan Aldape Munoz
  • Luis Arturo García
  • Martin de la Cruz Lopez-Moya
  • Marusia Pola Mayorga
  • Mauricio Barria
  • Mitchell Oliver
  • Paloma Martinez-Cruz
  • Simone Luci Pereira
  • Valeria Navarro Magallón
  • Victoria Polti
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Descrição:

Desde 2007, o grupo “Jogo, Festa e Poder” tem participado dos Encuentros com grupos de trabalho e outras iniciativas. Para o próximo Encuentro, dedicado ao mundo às avessas, este grupo de trabalho enfocará a “Metafesta”, uma forma de articular a experiência festiva com a reflexão irônico-teórica. O tema central do nosso grupo de trabalho surgiu após a adoção de algumas ideias inspiradoras do antropólogo cultural Victor Turner (From Ritual to Theatre, 1982), do professor de Estudos da Performance e diretor teatral Richard Schechner (The Future of Ritual, Ritual and Performance, 1993), do antropólogo Manuel Delgado (Fiesta y Motín, Fiesta y espacio público, 2004), de Esherick e Wasserstrom (Acting out Democracy, 1990), das obras do Mapa Teatro (Los Santos Inocentes, 2011 e Los Incontados, 2015), das performances da companhia El Teatro de los Sentidos (El Hilo de Ariadna, 1990; La memoria del vino, 2015), do The Performance Group (1967), da obra de Hans Thies Lehmann “Teatro Post-dramático” e dos “happenings” de Allan Kaprow – que integravam os elementos do ambiente, seções construídas, tempo, espaço e gente num objeto de arte total. As práticas destes autores nos levaram a descobrir que o que realmente interessa não são apenas as intenções explícitas dos atores e agentes que participam de certos contextos festivos institucionais-políticos-econômicos, mas também as realidades que eles criam – como coágulos sociais ou massas moleculares – com suas ações, participando e intervindo no curso dos eventos que ocorrem no espaço público, e como estas ações sociais estão relacionadas à estética.

A festa é, com os seus “happenings” e o seu teatro, com os seus gestos e objetos simbólicos, a sua cenografia e os seus acidentes na paisagem, uma gramática que permite enunciar uma representação de teatro direto e um projeto auto-reflexivo, uma política de êxtase, onde a reapropriação de um território, a criação de uma identidade coletiva e a ilusão de uma comum-nidade fundem-se num cenário ritual que permite que grupos ou indivíduos afirmem quem são, quem querem ser e inclusive que anulem as suas identidades.

Formato ou estrutura:

Esta proposta de grupo de trabalho é tanto uma oficina quanto uma “masterclass”. Queremos questionar e contribuir com os “happenings” festivos que seguramente terão lugar durante e ao redor do Encuentro do Instituto Hemisférico na Cidade do México. Faremos isso através de uma exploração e representação de cenas-performances-intervalos-entre atos escritos por nós e em colaboração com os participantes do grupo de trabalho. Esperamos assim produzir uma obra de arte-ação incrustada na performance festiva, cultural e na paisagem do Encuentro. Uma obra de teatro criada colaborativamente durante os encontros matutinos do grupo de trabalho, para mais tarde ser representados durante os eventos festivos do Encuentro e finalmente discutidos uma vez que tenham terminado, idealmente durante uma “ressaca coletiva” ao longo da manhã seguinte. A nossa proposta fala por si só, tendo sentido e significado ao tempo em que ocorre. É um evento em que a audiência não somente é convidada a participar: conta-se com a sua participação; um evento de “suprema autenticidade”, onde as pessoas estão envolvidas com o seu ambiente e com as cenografias rituais, onde as percepções são estendidas aos seus limites. A “Metafesta” foi criada para ser um teatro de risco, espontaneidade, exposição e intensidade, onde a performance pode transformar a si mesma e a paisagem também, podendo levar a percepções sem precedentes; inclusive gerar novos símbolos e significados que podem vir a ser incorporados a performances subsequentes.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Espanhol, inglês, italiano, alemão e francês.

Coordenadorxs:

Alex de las Heras é um artista conceitual e curador de arte contemporânea e performances, atualmente cursando um programa de doutorado em Ciências Sociais e Humanas pela Universidad Nacional de Colombia, onde tem trabalhado em sua tese de dissertação entitulada: “Metafiesta”—um dispositivo para a construção de cenários festivos orientados para o futuro. Heras apaixonou-se pelas Ciências Sociais, pelo ritual e pelos “happenings” festivos na Universidade de Arte e Design Industrial de Linz, Áustria, onde obteve dois mestrados: um em Design Experimental e outro em Teoria da Arte e Cultura Midiática. Sua prática está ligada a uma militância no jogo e no humor, no popular e no banal.

Paolo Vignolo é professor adjunto de história e humanidades da Universidad Nacional de Colombia. O seu trabalho criativo e de pesquisa enfoca o uso público da história, a memória histórica e o patrimônio cultural, com ênfase nas artes vivas, no jogo e na performance. Obteve o seu doutorado pela E.H.E.S.S. de Paris e foi selecionado como o Professor Visitante Santo Domingo do ano letivo de 2012-13 do David Rockefeller Center of Latin American Studies (DRCLAS) da Harvard University.

Camila Aschner-Restrepo é professora de Estudos Culturais na Universidad de los Andes em Bogotá. Seus principais campos de pesquisa e criação são a performance e a memoria, e as utopias e distopias em diversos médios. Ela tem um doutorado em Estudos Interdisciplinares em Humanidades e Ciências Sociais da Emory University em Atlanta, e um certificado em pesquisa e criação a escola a.pass, em Bruxelas.

Participantes:

  • Andres Jurado
  • Angela Marciales
  • Chris Ignacio
  • Darling Lucas
  • Futoshi Moromizato
  • Jessamyn Lovell
  • Joshua Truett
  • Karim Raziel Gutiérrez Torres
  • Luis Conde
  • Márcia Chiamulera
  • Rachel Bowditch
  • Richard Aviles
  • Tatiana Maria Damasceno
  • Vanessa Ogbuehi
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Descrição:

A perspectiva normativa do espaço urbano está diretamente ligada à manutenção do poder: deslocamentos para o trabalho e para o consumo, espaços domesticados e otimizados por um urbanismo funcional para o capital. Neste contexto, as ideias de riso—nervoso, maroto, libertário, escandaloso—e de ruído, desde a ironia ao sarcasmo, configuram-se como possibilidades disruptivas da norma e podem ser entendidas como práticas artísticas e ativistas eficazes, através do contato direto com xs cidadãxs, nas quais as estratégias, táticas e técnicas são negociadas para interromper o uso ortodoxo do espaço. A segunda edição do trabalho/costelinha/grupo (após a proveitosa experiência em Santiago em 2016) vem convidar estudiosxs, artistas e/ou ativistas interessadxs em práticas urbanas experimentais que mesclem teoria e prática para propor disrupções urbanas que afetem a cidade através do riso—nervoso, maroto, libertário, escandaloso—e do ruído, desde a ironia ao sarcasmo. Assim como na primeira edição, as atividades de observação e de intervenção serão ciclicamente vivenciadas pelxs integrantes, de modo a criar uma experiência e reflexão no ambiente urbano da Cidade do México.

Formato ou estrutura:

Este grupo será "dividido" em dois papéis diferentes: observadorxs e intervenientes. Cada grupo intervirá pelas ruas da Cidade do México. Xs intervenientes devem propor ações diárias que perturbem os usos comuns de um espaço urbano previamente escolhido, considerando as possibilidades de riso e de ruído. Após observarem as ações, o grupo de observadorxs deverá gerar uma análise que informará sua própria prática como intervenientes (uma reação) no dia seguinte. Através desta possível mudança de papéis a cada dia, xs participantes serão convidadxs a desestabilizar a distinção entre teoria da performance e sua prática e também a se envolver com o ambiente urbano e suas múltiplas possibilidades de interação.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Xs organizadorxs têm o português como língua nativa e proficiência em inglês, espanhol, portunhol, spanglish e outras línguas fronteiriças, além de se esforçarem para falar francês.

Coordenadorxs:

Fabio Salvatti é performer, diretor teatral e professor da Universidade Federal de Santa Catarina no Departamento de Artes. Fez pós-doutorado em  Estudos da Performance na New York University / Instituto Hemisférico (Nova Iorque, 2015). Tem doutorado em Artes Cênicas pela USP (2010) e mestrado em Teatro pela UDESC (2004). Seus interesses estão focados no humor, no ativismo e na pedagogia. Sua pesquisa sobre pedagogias radicais em performance engloba práticas artísticas e ativistas sem que haja possibilidade de distinção disciplinar em campos separados. Desde 2016, é coordenador do Estúdio de Arte Rebelde, com o qual vem desenvolvendo performances na interface entre a arte e o ativismo.

Pedro Bennaton tem títulos de bacharelado e de mestrado em Teatro pela UDESC. É pesquisador, performer, diretor e autor. Faz parte do ERRO Grupo, um grupo de teatro de rua e coletivo de arte com o foco em intervenções urbanas. Dirigiu e escreveu diversas peças que possuem um lugar no panorama do teatro e da arte urbana brasileiros, já apresentadas no Brasil, na América do Sul, na Europa e nos Estados Unidos e contemplado por uma série de prêmios de arte nacionais e estaduais. Bennaton cursa o terceiro ano do programa de doutorado da UDESC, onde lecionou de 2009 a 2012 como professor colaborador de Técnicas de Atuação e Estudos da Performance, bem como em oficinas ministradas pelo ERRO no espaço urbano. Sua pesquisa dialoga com as propostas e técnicas do Teatro Invisível de Augusto Boal, assim como as possibilidades artísticas e políticas dos Situacionistas.

Participantes:

  • Bertie Ferdman
  • Catarina de Morais Gama
  • Christopher Mendoza
  • Geovanni Lima da Silva
  • Jiordi Rosales
  • Líria Morays
  • Lúcia Helena Martins
  • Mara Leal
  • Piedad Lorena Guerrero Coka
  • Rachel Brown
  • Rebecca Pappas
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Descrição:

Apesar de os Estados Unidos, o México e o Triângulo Norte Centro-Americano estarem separados por fronteiras geopolíticas, estas entidades estão conectadas pela migração e pelo fluxo de gente, bens e ideias. Esta tem sido a situação na região por muito tempo e, ainda assim, nosso presente está marcado pelo aumento da retórica violenta e politicamente desagregadora, pela disseminação de condições precárias e por fatais travessias migratórias. Com base em práticas de diferentes regiões dos Estados Unidos, do México, do Triângulo Norte e de outros locais, este grupo de trabalho convida artistas, ativistas e acadêmicxs cujo trabalho enfoque práticas criativas, políticas e intelectuais de resistência e subversão que nos incite a desafiar e abalar as estruturas e sistemas neocoloniais que permitem a reprodução da violência retórica, visual e física. Diante de uma brutalidade tão extrema, nos interessa explorar práticas que possibilitem um diálogo público e engajamento com o atual panorama político e ecológico, que nos permita imaginar novos pontos de convergência e motivar modelos alternativos de percepção e engajamento sensorial e visual. O grupo de trabalho adotará uma abordagem de oficina tanto para os materiais artísticos quanto acadêmicos através de arquivos criativos, compartilhamentos bibliográficos e explorações de local específico. Artistas, ativistas e acadêmicxs que abordam questões de resistência e transformação social através do som, da prática visual e da performance em relação à migração transnacional e direitos humanos são especialmente encorajados a candidatar-se.

Formato ou estrutura:

Cada sessão enfocará 3 a 4 apresentações de trabalho acadêmico e criativo dxs participantes, seguidas de uma discussão. Uma ou duas sessões serão dedicadas à exploração destes temas e conversas em tempo real nos espaços físicos da cidade. Mais detalhes sobre a estrutura serão determinadas no momento da seleção dos participantes.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Inglês, espanhol e português.

Coordenadorxs:

Kaitlin M. Murphy é professora adjunta dos Departamentos de Espanhol e Português e de Teoria Social, Cultural e Crítica na University of Arizona. Murphy integra o Conselho Executivo do Instituto Hemisférico de Performance e Política e é membro do Fórum de Estudos Hemisféricos da Modern Languages Association e do Conselho para a Seção de Estudos de Cultura Visual da Latin American Studies Association, além de ser copresidente do grupo de trabalho Memória e Trauma da Memory Studies Association. Tem un Ph.D. em Estudos da Performance da New York University. O seu livro Mapping Memory: Visuality, Affect, and Embodied Politics será lançado no outono de 2018.

Anita Huizar-Hernández é professora adjunta de Espanhol e Português na University of Arizona. É docente afiliada em Estudos Latino-Americanos, Estudos Mexicano-Americanos e Teoria Social, Cultural e Crítica. Tem um Ph.D. em Literatura (Estudos Culturais) da University of California, San Diego. O seu livro Forging Arizona: A History of the Peralta Land Grant and Racial Identity in the West será lançado no verão de 2019.

Adela C. Licona é professora adjunta de Inglês e copresidente do Programa de Pós-Graduação em Teoria Social, Cultural e Crítica, além de docente afiliada em Estudos de Gênero e da Mulher, Instituto do Meio Ambiente e Estudos Mexicano-Americanos. É coeditora de Feminist Pedagogy: Looking Back to Move Forward (JHUP, 2009), autora de Zines In Third Space: Radical Cooperation and Borderlands Rhetoric (SUNY, 2012) e coeditora de Precarious Rhetorics (OSUP, a ser lançado em breve). Licona é Editora Emérita de Feminist Formations e é membro do conselho de assessoria/editorial para o QED: A Journal of GLBTQ Worldmaking, Feminist Formations, the Primavera Foundation e Tucson Youth Poetry Slam / Spoken Futures.

Kency Cornejo é professora adjunta de História da Arte Latino-Americana na University of New Mexico. Já publicou sobre a arte centro-americana no Journal of Commonwealth and Postcolonial Studies; Aztlán: A Journal of Chicano Studies; Art and Documentation; e FUSE Magazine; além de capítulos em Mundos Alternos: Art and Science Fiction in the Americas e Collective Situations: Readings in Contemporary Latin American Art 1995-2010. Atualmente, está concluindo o seu primeiro livro sobre 25 anos de arte e descolonialidade na América Central. Cornejo tem um doutorado da Duke University. O seu trabalho já recebeu apoio das fundações Fulbright, Ford e Andy Warhol.

Participantes:

  • Bernadine Marie Hernández
  • Bonnie Cox
  • Elaine Peña
  • Francisco Galarte
  • Joanna Sanchez-Avila
  • Karen Secrist
  • Paula Kahn
  • Rodrigo Arenas-Carter
  • Rosa Claudia Lora Krstulovic
  • Shalon Webber-Heffernan
  • Shannon Bell
  • Szu-Han Ho
  • Tavia La Follette
Published in Grupos de trabalho
quarta-feira, 15 maio 2019 10:37

13 Personificação racial nas Américas

Descrição:

A personificação racial é um ato de ocupação no qual se possui, literal e figurativamente, o outro. É um ato de subrogação e o idioma através do qual se expressa e se manifesta o sentimento racial. Este grupo de trabalho convida pesquisas sobre a performance da paródia racial nas Américas, incluindo o blackface, o yellowface, o redface, o branqueamento, etc. – particularmente no contexto do humor e da sátira. Questionamos: O que nos dizem as representações paródicas da negritude, da indigeneidade, do asiático, dentre outros, sobre a raça e a formação racial nas Américas? De que modos estas performances afirmam e reconstituem estereótipos dos outros grupos sociais? Por que a personificação racial persiste como lugar para o riso e o humor nas Américas? De que modos os sujeitos racializados usam a paródia social para enfrentar as representações hegemônicas da negritude, da indigeneidade e do asiático? Como se perpetuam as interpretações coloniais da raça através das genealogias da personificação racial? Buscamos trabalhos que examinem a personificação racial como prática corporal e como presença na cultura popular e visual – seja em caricaturas, exibições de arte, festivais, cinema, teatro, performance ou outros fenômenos culturais.

Formato ou estrutura:

Cada participante terá 20 minutos para apresentar seu trabalho. Após cada apresentação, haverá uma discussão com xs demais participantes. A última reunião do grupo de trabalho será dedicada a uma discussão geral dos temas e às perguntas que surjam ao longo do Encuentro.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Espanhol e inglês.

Coordenadorxs:

Danielle Roper é a Professora Adjunta ‘Neubauer Family’ no Departamento de Línguas Românicas da University of Chicago. Concluiu um Ph.D. no Departamento de Espanhol e Português da New York University em 2015. O título da sua tese foi “Inca Drag Queens and Hemispheric Blackface: Contemporary Blackface and Drag Performance from the Andes to Jamaica”. Atualmente, está escrevendo o seu primeiro livro: Hemispheric Blackface: Impersonation and Multiculturalism in the Americas.

Cristel M. Jusino Díaz concluiu o seu Ph.D. no Departamento de Espanhol e Português da New York University. Tem um mestrado em Espanhol da New York University em Madri e um título de bacharelado em Estudos Latino-Americanos pela Universidad de Puerto Rico-Recinto de Río Piedras. A sua tese, entitulada “Balance Prepóstumo: Queer Temporality and Latin American Literature, 1983-1993”, enfoca questões de temporalidade queer na literatura latino-americana escrita durante os anos da crise do HIV-AIDS. Atualmente, é diretor adjunto de assuntos estudantis na Graduate School of Arts and Science da New York University.

Ricardo Gamboa é um artista premiado, ativista e acadêmico que cria obras radicalmente politizadas em Chicago, sua cidade natal, e em Nova Iorque. Gamboa é membro do Free Street Theater em Chicago e dos New York Neo Futurists em Nova Iorque. É também o fundador do coletivo The Young Fugitives. Atualmente, está concluindo o seu doutorado no Departamento de Estudos Americanos da New York University. Gamboa foi premiado com o Joyce Award e o International Connections Award, da John D. and Catherine T. MacArthur Foundation. Seus projetos atuais incluem o programa de notícias clandestino The Hoodoisie; a obra de teatro comunitária Meet Juan(ito) Doe; e a websérie BRUJOS.

Liliana Angulo é uma artista multimídia, pesquisadora, educadora e curadora da Colômbia. O seu trabalho já foi exibido nas Américas, Ásia e Europa. Suas obras abordam questões do corpo, a imagem e suas relações com os conceitos de gênero, etnia, linguagem, história e política. Angulo também colaborou com organizações sociais da diáspora africana. Em 2015, junto com outrxs artistas afro-colombianxs, fundou o Colectivo Aguaturbia, no qual organizou um encontro para artistas afro-colombianxs chamado “Encuentro de Artistas y Agentes Culturales Imaginación Radical Afro I.R.A.” Atualmente, Angulo vive na Colômbia.

Participantes:

  • Amarilis Pérez-Vera
  • Antônio Souza
  • Eduardo Leão
  • Emily (Nell) Haynes
  • Joiri Minaya
  • Katelyn Wood
  • Krizia Laureano Ruiz
  • Luis Arturo García
  • Mateus Gonçalves
  • Matthew Leslie Santana
  • Paula Valentina Roa Dueñas
  • Quanda Johnson
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segunda-feira, 13 maio 2019 15:02

Holiday Inn Mexico City-Plaza Universidad

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Holiday Inn Mexico City-Plaza Universidad

Dirección / Address / Endereço: 1056. Col. Santa Cruz Atoyac, Ciudad de México
Accesible para silla de ruedas/ Wheelchair accessible/ Acessível para cadeirantes

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segunda-feira, 13 maio 2019 15:02

Anfiteatro Simón Bolívar

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Anfiteatro Simón Bolívar

Dirección / Address / Endereço: Justo Sierra 16, Centro Histórico, Cuauhtémoc
Accesible para silla de ruedas / Wheelchair accessible / Acessível para cadeirantes
Baños semi-accesibles en el Antiguo Colegio de San Ildefonso / Semi-accessible bathrooms available in the Antiguo Colegio de San Ildefonso / Sanitários semi-acessíveis no Antiguo Colegio de San Ildefonso

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segunda-feira, 13 maio 2019 15:02

Antiguo Colegio de San Ildefonso

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ANTIGUO COLEGIO DE SAN ILDEFONSO
Antiguo Colegio de San Ildefonso

Dirección / Address / Endereço: Justo Sierra 16, Centro Histórico, Cuauhtémoc
Planta baja accesible para silla de ruedas / Ground floor wheelchair accessible / Térreo acessível para cadeirantes
Baños en el piso 2 y 3 accessibles por montacarga / Bathrooms on floors 2 and 3 accessible by platform lift / Sanitários no piso 2 e 3 acessíveis por elevadores para cadeirantes)

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