Práticas de liberação na era da deportação massiva

Práticas de liberação na era da deportação massiva

Que pessoas e instituições se beneficiam com a detenção, deportação, perseguição dxs companheirxs migrantes? Que tipo de normatividades se reproduzem nos paradigmas carcerários da era da deportação massiva? Que fronteiras econômicas, raciais, sexuais e de gênero, especistas, são produzidas e reproduzidas com o endurecimento das fronteiras nacionais? Que tipos de práticas, alianças e diálogos podemos estabelecer para eliminar a criminalização e a perseguição dxs migrantes? O que pode significar a liberação num mundo confinado pelas relações exploratórias e racistas do capital? Que diálogos podem ser estabelecidos entre diversas práticas de santuários e comitês de defesa dxs imigrantes, organizações de direitos dxs migrantes, a pesquisa ativista, a educação popular e a performance?

Venha à aula-debate Práticas de liberação na era da deportação massiva, onde discutiremos estes e outros questionamentos, criaremos redes e idealizaremos planos de trabalho para potencializar nossas capacidades coletivas de liberação.

Biograpfias

María Josefina Saldaña-Portilloé professora do Departamento de Análise Sociocultural e do Centro de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da NYU. Seu próximo livro, NAFTA, Narcos, and Migration: How Free Trade Brought Us the Drug Economy and Its Refugees, investiga as múltiplas conexões entre o livre comércio, a migração e o tráfico de drogas que floresceu após o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, em 1994. Saldaña-Portillo também é presidente da Coalición Mexicana, uma organização de direitos dos imigrantes da cidade de Nova Iorque, bem como testemunha voluntária e perita de agências internacionais de ajuda à imigração.

Pablo Domínguez Galbraithé doutorando no Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Princeton. Atualmente trabalha na tese Migrating Violence, Migrating Justice: Politics and Aesthetics of Central American Migration in the 21st Century. Seu trabalho enfatiza o surgimento de redes transnacionais de atenção aos migrantes, formas de resistência e lutas pelos direitos humanos e pela dignidade humana. Estuda ainda a estética e a política forenses, a justiça transicional e transnacional, a produção cultural não-documental e documental, assim como análises críticas sobre vigilância, soberania, cidadania, kinopolítica e formas contemporâneas de violência. É um dos fundadores da iniciativa Ecologies of Migrant Care.

César Barros A.é educador e ativista. Trabalha na New Sanctuary Coalition, em Nova Iorque, onde faz parte do programa de Educação Popular, concentrando seu ativismo na investigação das relações entre a criminalização da imigração e o grande capital. É também professor associado no Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da SUNY New Paltz e diretor do Programa de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da mesma universidade. É autor do livro Escenas y obscenas del consumo (Cuarto Propio, 2013).

Ángeles Donoso Macayaé uma educadora imigrante, pesquisadora e organizadora de Santiago do Chile que vive e trabalha em Nova Iorque. Ángeles também é professora associada do Community College Borough of Manhattan / CUNY e ensina História Descolonial da Fotografia Latino-Americana no Graduate Center da CUNY. Seus interesses de pesquisa e ensino incluem teoria e a história da fotografia latino-americana e americana, produção de contra-arquivos, ativismo pelos direitos humanos e documentário. Seu livro Documentary Matter(s): Photography and Resistance in Chile under the Military Dictatorship será publicado pela University of Florida Press no outono de 2019.

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