terça-feira, 30 abril 2019 17:10

Lechedevirgen: México exumado

México exumado

Usando o humor como uma ferramenta para a denúncia política, esta performance desenterra alguns dos momentos mais absurdos, extravagantes, cruéis e indignantes do país que criou o “Chupacabras” e o sequestro-relâmpago. Uma passagem de ida ao país mais surrealista do mundo, onde a distopia mistura-se com a realidade.

Biografia

Felipe Osornio, conhecido como Lechedevirgen Trimegisto (Querétaro, México, 1991), é um artista visual e performer com uma obra multidimensional focada na dissidência sexual, na violência, na doença e na morte. Ele toma seu nome artístico da alquimia e compara a arte à magia, dadas as suas propriedades transformadoras.

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sexta-feira, 26 abril 2019 18:14

The Illuminator: Detonador de fronteiras

Detonador de fronteiras

Espaço: CCD (Centro de Cultural Digital), Área polivalente
Abertura de exposição: terça-feira, 11 de junho, 18 h - 20 h

De 11 a 15 de junho de 2019

Detonador de fronteiras é um jogo interativo que aproveita a colaboração e o jogo para romper barreiras, dentro de nós e entre as nossas comunidades. Projetado no exterior, convida as pessoas a passarem tempo juntos e construírem conexões, enquanto explodem paredes.

*Esta peça inclui uma performance a ser realizada no dia 14 de junho.

Biograpfia

The Illuminator é um coletivo artístico-ativista composto por artistas visuais, educadores, cineastas e tecnólogos que vivem e trabalham na cidade de Nova Iorque. O coletivo já realizou centenas de intervenções de projeção em espaços públicos, transformando a rua de um lugar de consumo passivo e transitório a um espaço de compromisso, conflito e diálogo. @the.illuminator

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sexta-feira, 26 abril 2019 18:13

Arte ação no México. Registros e resíduos

Foto: Museo Universitario Arte Contemporáneo

Arte-Ação no México: Registros e Resíduos

Espaço: MUAC (Museo Universitario de Arte Contemporáneo)
Quarta, sexta e domingo, das 10 às 18 horas
Quinta e sábado, das 10 às 20 horas

De 2 de fevereiro a 21 de julho de 2019

*MXN $20.00 com credencial

Arte-Ação no México: Registros e Resíduos estuda o trânsito desta prática artística no México, de 1970 a 2014, a partir dos acervos do Centro de Documentación Arkheia. Composta por diversos materiais como registros fotográficos e de imagem em movimento, objetos e adereços, esboços, roteiros, notas hemerográficas e convites, a exposição propõe alguns itinerários para esboçar um possível relato sobre esta prática artística, também conhecida como performance.

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Um espaço para se pensar sobre a performance e a arte-ação no México, de uma perspectiva contemporânea, observando a sua história recente, analisando — comparativamente ou não — o estado atual das encenações e as estratégias criativas, a fim de vislumbrar desafios e problemáticas, tanto discursivas quanto institucionais.

Biografias

Hortensia Ramírez estudou filosofia na faculdade de Filosofia da UNAM e pintura na Escuela de Pintura, Escultura y Grabado la ESMERALDA, sendo esta última a sua formação concluída. Tem dedicado o seu trabalho profissional à performance, desde a sua execução, promoção e organização. Já participou como artista convidada do Nippon International Performance Art Festival, Metropolitan Art, na cidade de Tóquio, e do Performance et télé Interactive Le Lieu, Centre Art Actuel, em Quebec, Canadá, dentre outros festivais internacionais de performance.

Desde 1984, Elia Espinosa é pesquisadora permanente do Instituto de Investigações Estéticas da UNAM. Faz parte do Sistema Nacional de Investigadores. Suas áreas de pesquisa nessa entidade universitária são as artes plásticas e visuais nos séculos XX e XXI, com especial interesse nas artes não-concretas (performance, instalação, arte corporal); as relações entre a poesia e a pintura; a natureza da percepção no artista e em seu público; e a imagem em relação ao potencial da corporalidade.

Roberto de la Torre é artista visual, vive e trabalha na Cidade do México. Estudou artes visuais na ENPEG La Esmeralda, localizada no Centro Nacional de las Artes, e atualmente é também docente nesta escola. Já participou de diversos festivais de arte nacionais e internacionais, sua obra já foi apresentada em dezoito países ao redor do mundo, em regiões como América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia. Foi cofundador do grupo experimental de arte 19 concreto (1990-1995).

Pilar Villela é artista, ensaísta, gestora e tradutora. Já publicou diversos ensaios e expôs sua obra, individual e coletivamente, no México e no estrangeiro. É também escritora e já trabalhou como docente, tradutora e gestora. Tem colaborado com várias instituições, organizando atividades que misturam a exibição de obras de arte com apresentações de cunho acadêmico. Atualmente, é membra do Sistema Nacional de Criadores do FONCA.

Sol Henaro (Apresentador) foi cocuradora do MUCA Roma de 2000 a 2003 e, em 2004, fundou a Celda Contemporánea, projeto que dirigiu até 2006. Já foi curadora de dezenas de exposições, dentre as quais destaca-se No-Grupo: Un zangoloteo al corsé artístico (Museo de Arte Moderno, 2010). De 2011 a meados de 2015, ocupou o cargo de Curadora do Acervo Artístico do Museo Universitario Arte Contemporáneo, onde ocupa, desde 2015, o cargo de Curadora de Acervo Documental. É responsável pelo Centro de Documentación Arkheia.

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sexta-feira, 26 abril 2019 18:11

O mundo do avesso: ruptura, inversão e jogo

Este painel busca examinar como os sujeitos individuais e coletivos surgem nas Américas, por meio de uma variedade de práticas discursivas e incorporadas que criativamente reviram normas, convenções e poder.

Biografias

Melissa M. Wilcox é professora e ocupa a cátedra Holstein Family and Community de Religião na University of California, Riverside, EUA. Ela publicou recentemente um livro sobre as Irmãs da Perpétua Indulgência: Queer Nuns: Religion, Activism, and Serious Parody (Freiras queer: religião, ativismo e paródia séria) (NYU, 2018) e está começando a trabalhar em dois novos projetos, um sobre a espiritualidade do couro e outro sobre o entrelaçamento dos estudos religiosos com a teoria queer.

Luis Rincón Alba é um artista e acadêmico colombiano. Atualmente, é doutorando no Departamento de Estudos da Performance, além de ser professor adjunto no Departamento de Arte e Política Pública da New York University. Seus interesses artísticos e acadêmicos concentram-se na emergência do político e do festivo nas estéticas do Caribe e da América Latina.

Leticia Alvarado é professora adjunta no Departamento de Estudos Americanos da Brown University. A sua pesquisa interdisciplinar situa-se no nexo da cultura visual latina/o/x e dos estudos do gênero e da sexualidade. Ela é a autora de Abject Performances: Aesthetic Strategies in Latino Cultural Production (Performances abjetas: estratégias estéticas na produção cultural latina) (Duke University Press, 2018).

Joshua Chambers-Letson é professor associado de Estudos da Performance na Northwestern University. Ele é o autor de After the Party: A Manifesto for Queer of Color Life (Depois da festa: um manifesto pela vida dxs queer de cor) (NYU Press, 2018) e A Race So Different: Law and Performance in Asian America (de Uma corrida tão diferente: a lei e a performance na América asiática) (NYU Press, 2013). Ele está atualmente trabalhando com Tavia Nyong’o para preparar a obra The Sense of Brown, de José Esteban Muñoz, para publicação pela Duke University Press.

Sue Ellen Case (Moderadora) é uma Professora Pesquisadora Distinguida na Escola de Teatro, Cinema e Novas Mídias da UCLA. Seus diversos livros e artigos, que já foram publicados em vários idiomas, enfocam a performance e a política feminista e lésbica. Ela já lecionou e palestrou em instituições acadêmicas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. Ela integrou o conselho de diretores do Hemi por muitos anos, tendo encontrado acadêmicos e performers de todo o Hemisfério. Apesar de esses encontros terem mudado o seu pensamento e a sua vida, ela lamenta profundamente ainda não ter aprendido espanhol.

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sexta-feira, 26 abril 2019 18:10

As vidas políticas do humor

Este painel vai explorar a função política que o humor desempenha ou pode desempenhar nos diferentes contextos políticos e culturais, analisando tanto o riso dos poderosos quanto o modo como isso é utilizado para virar o seu mundo ao avesso.

Biografias

Stephen Duncombe é professor de Mídia e Cultura na New York University e autor e editor de seis livros na interseção da cultura com a política. Duncombe, um ativista político de longa data, atualmente é cofundador e codiretor do Center for Artistic Activism, uma organização de pesquisa e treinamento que ajuda os ativistas a criarem mais como artistas e os artistas a traçarem estratégias mais como ativistas.

Danielle Roper é a Professora Adjunta ‘Neubauer Family’ no Departamento de Línguas Românicas da University of Chicago. Concluiu um Ph.D. no Departamento de Espanhol e Português da New York University em 2015. O título da sua tese foi Inca Drag Queens and Hemispheric Blackface: Contemporary Blackface and Drag performance from the Andes to Jamaica (Drag queens incas e o blackface hemisférico: a performance blackface e drag contemporânea, dos Andes à Jamaica). Atualmente, está escrevendo o seu primeiro livro: Hemispheric Blackface: Impersonation and Multiculturalism in the Americas (Blackface hemisférico: personificação e multiculturalismo nas Américas).

Miroslava Salcido (1970), membra fundadora do grupo de performance SEMEFO, é doutora em Filosofia pela UNAM. Atualmente, é pesquisadora titular em tempo integral no Centro de Investigación Teatral Rodolfo Usigli, CITRU e coordenadora da linha de pesquisa Liminaridade e espaços performativos, no Mestrado em Pesquisa Teatral. É autora do livro Performance. Rumo a uma filosofia da corporalidade e ao pensamento subversivo, CITRU/INBA, 2017.

Larry Bogad é autor, performer e professor na UC Davis. Suas publicações incluem: Tactical Performance; Electoral Guerrilla Theatre (Performance tática; teatro de guerrilha eleitoral) (Routledge) e COINTELSHOW (PM Press). Suas performances incluem: ECONOMUSIC, ORWELL’S WAR, POSSIBLE PASTS: SANTIAGO 9/11, HAYMARKET, EXIT 11 e A FAIR FIGHT.

Diana Taylor (Moderadora) é professora de Estudos da Performance e de Espanhol na New York University. Ela é uma autora premiada de diversos livros, dentre eles: Theatre of Crisis (1991) [Teatro da crise], Disappearing Acts (1997) [Desaparecimentos], The Archive and the Repertoire (2003) [O arquivo e o repertório] e Performance (2016). Seu novo livro, ¡Presente! The Politics of Presence [Presente! A política da presença] será lançado em breve pela Duke University Press. Taylor é diretora do Instituto Hemisférico de Performance e Política, o qual ela ajudou a fundar em 1998. Em 2017, Taylor foi presidente da Modern Language Association e foi recentemente eleita para a American Academy of Arts and Sciences. Em 2018, foi admitida na American Academy of Arts and Science.

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Esta mesa redonda tem como objetivo discutir o papel do som nos processos de subversão, transgressão e marginalização social em diversos níveis. Em outras palavras, busca-se problematizar a relação entre os sons abjetos, subversivos e transgressores e os espaços sociais onde eles são produzidos e ouvidos, onde eles ecoam. Desde o grito do excluído até o silenciamento daquele que sai das margens da palavra legitimada, são muitos os problemas aos quais o conceito de sono(dis)topia pode referir-se. Tendo o ruído como um conceito chave para denotar as sonoridades estigmatizadas como “não relevantes”, esta mesa redonda propõe pôr de ponta cabeça as taxonomias colonialistas do audível, para escutar o que os “maus sons” têm a dizer sobre as estridentes complexidades do nosso mundo.

Biografias

Alexandra T. Vazquez é professora adjunta no Departamento de Estudos da Performance da New York University. Seus interesses pedagógicos e de pesquisa enfocam a música, os estudos latinos e latino-americanos nos E.U.A., a estética e a crítica caribenha, raça e etnia e a teoria feminista. O seu livro, Listening in Detail: Performances of Cuban Music (Ouvindo detalhadamente: performances de música cubana) (Duke University Press, 2013), ganhou o prêmio literário Lora Romero, da American Studies Association em 2014.

Fabiano Kueva é artista e curador, com projetos realizados em museus, espaços públicos e contextos comunitários. Tem vários discos, livros e artigos publicados. Ganhou o prêmio Radiodrama na 3a Bienal Latino-Americana de Rádio (México, 2000); o prêmio Paris na 9a Bienal Internacional de Cuenca (Equador, 2007); e o prêmio Nuevo Mariano Aguilera (Equador, 2015). Participou da Bienal de Havana (Cuba, 2009); da Bienal de Montevidéu (Uruguai, 2014); e da Bienal de Veneza (Itália, 2015). Foi agraciado com o Prince Claus Fund Grant em 2010. Kueva vive e trabalha no Equador.

Susana Gonzalez Aktories é Doutora em Filologia Hispânica pela Universidad Complutense de Madrid, Aktories é professora-pesquisadora da Faculdade de Filosofia e Letras da UNAM. Em sua faceta performativa, cabe mencionar seus estudos de música na SACM e sua participação no coro da Universität Hamburg. Já realizou, junto com o Laboratório de Literaturas Estendidas e Outras Materialidades (LLEOM), ativações e intervenções performáticas no MUAC (2014) e no Museo Universitario del Chopo (2015). É fundadora do conjunto vocal-experimental Bocabilidades (2018).

Susan Campos Fonseca é musicóloga e compositora, especialista em filosofia da cultura e tecnologia, estudos feministas descoloniais da arte eletrônica e da criação sonora. Tem diversos trabalhos publicados em prestigiosas revistas internacionais, vários livros coletivos e diversos reconhecimentos internacionais. É artista do selo discográfico novaiorquino Irreverence Group Music, professora da Escuela de Artes Musicales, coordenadora do Archivo Histórico Musical e pesquisadora do Instituto de Investigaciones en Artes – IIArte da Universidad de Costa Rica.

Jorge David García (Moderador) é um compositor e musicólogo mexicano e professor em tempo integral da Faculdade de Música da UNAM. Dentre os temas específicos sobre os quais gira atualmente o seu trabalho de pesquisa destacam-se a dimensão epistemológica da escuta, a relação entre a música e a política e a relação da arte com as novas tecnologias e com os movimentos sociais derivados do software livre e da internet. Mantém ainda uma frequente atividade como compositor e, como tal, já colaborou em diversos projetos de teatro, dança e cinema. Além disso, faz parte de diversos coletivos de pesquisa e improvisação sonora, dentre os quais destacam-se a Red de Estudios sobre Sonido y Escucha e o coletivo Armstrong Liberado.

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Práticas de liberação na era da deportação massiva

Que pessoas e instituições se beneficiam com a detenção, deportação, perseguição dxs companheirxs migrantes? Que tipo de normatividades se reproduzem nos paradigmas carcerários da era da deportação massiva? Que fronteiras econômicas, raciais, sexuais e de gênero, especistas, são produzidas e reproduzidas com o endurecimento das fronteiras nacionais? Que tipos de práticas, alianças e diálogos podemos estabelecer para eliminar a criminalização e a perseguição dxs migrantes? O que pode significar a liberação num mundo confinado pelas relações exploratórias e racistas do capital? Que diálogos podem ser estabelecidos entre diversas práticas de santuários e comitês de defesa dxs imigrantes, organizações de direitos dxs migrantes, a pesquisa ativista, a educação popular e a performance?

Venha à aula-debate Práticas de liberação na era da deportação massiva, onde discutiremos estes e outros questionamentos, criaremos redes e idealizaremos planos de trabalho para potencializar nossas capacidades coletivas de liberação.

Biograpfias

María Josefina Saldaña-Portilloé professora do Departamento de Análise Sociocultural e do Centro de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da NYU. Seu próximo livro, NAFTA, Narcos, and Migration: How Free Trade Brought Us the Drug Economy and Its Refugees, investiga as múltiplas conexões entre o livre comércio, a migração e o tráfico de drogas que floresceu após o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, em 1994. Saldaña-Portillo também é presidente da Coalición Mexicana, uma organização de direitos dos imigrantes da cidade de Nova Iorque, bem como testemunha voluntária e perita de agências internacionais de ajuda à imigração.

Pablo Domínguez Galbraithé doutorando no Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Princeton. Atualmente trabalha na tese Migrating Violence, Migrating Justice: Politics and Aesthetics of Central American Migration in the 21st Century. Seu trabalho enfatiza o surgimento de redes transnacionais de atenção aos migrantes, formas de resistência e lutas pelos direitos humanos e pela dignidade humana. Estuda ainda a estética e a política forenses, a justiça transicional e transnacional, a produção cultural não-documental e documental, assim como análises críticas sobre vigilância, soberania, cidadania, kinopolítica e formas contemporâneas de violência. É um dos fundadores da iniciativa Ecologies of Migrant Care.

César Barros A.é educador e ativista. Trabalha na New Sanctuary Coalition, em Nova Iorque, onde faz parte do programa de Educação Popular, concentrando seu ativismo na investigação das relações entre a criminalização da imigração e o grande capital. É também professor associado no Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da SUNY New Paltz e diretor do Programa de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da mesma universidade. É autor do livro Escenas y obscenas del consumo (Cuarto Propio, 2013).

Ángeles Donoso Macayaé uma educadora imigrante, pesquisadora e organizadora de Santiago do Chile que vive e trabalha em Nova Iorque. Ángeles também é professora associada do Community College Borough of Manhattan / CUNY e ensina História Descolonial da Fotografia Latino-Americana no Graduate Center da CUNY. Seus interesses de pesquisa e ensino incluem teoria e a história da fotografia latino-americana e americana, produção de contra-arquivos, ativismo pelos direitos humanos e documentário. Seu livro Documentary Matter(s): Photography and Resistance in Chile under the Military Dictatorship será publicado pela University of Florida Press no outono de 2019.

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Esta aula-debate fará uma introdução aos participantes do campo dos Estudos da Performance. Nesta discussão, explicaremos e compararemos as diferentes abordagens teóricas para o estudo da performance, incluindo a performance etnográfica, a performatividade da linguagem e a presença, a performance política, a performance digital, a performatividade de gênero e racial e a performance da visualidade. Paradigmas teóricos serão ilustrados com seleções de momentos chave na história da arte performática.

Biografia

Jill Lane é diretora do Centro de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da New York University e é também professora associada do Departamento de Espanhol e Português. É autora de Blackface Cuba (UPenn, 2005) e escreve sobre performance política contemporânea e arte performática.

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Descrição:

Este grupo de trabalho se propõe a pôr em prática e fazer proliferar os processos de criação de sentido que são ativados uma vez que os significados habituais são saturados até o seu desvanecimento, pressionados, distendidos e levados ao absurdo. Para tanto, utilizamos a ideia do carnaval e sua natureza horizontalizante, capaz de gerar interações não hegemônicas entre os diversos atores, para aplicá-la ao desenvolvimento de artefatos de criação.

Estamos em busca de novas línguas de produção artística: de novos códigos para a expressão, línguas híbridas, incompletas e línguas experimentais que escapam à vontade de controle do sujeito capitalista e ao inconsciente que esta desencadeia. Somos movidos pela concepção da obra como jogo, como ferramenta de dissidência epistemológica que tende a gerar tempos de suspensão dos padrões habituais de construção de mundos. Estamos interessadxs em trabalhar com ativistas, artistas e pesquisadorxs críticxs na produção de objetos criativos que possam ser ativados fora do grupo como dispositivos de prática artística e de reflexão coletiva. Estamos trabalhando no desenvolvimento de uma plataforma virtual que sirva de alojamento para estes materiais.

Formato ou estrutura:

Antes do Encuentro, entraremos em contato com xs participantes para construirmos coletivamente um plano preliminar de composição a partir das problemáticas mais relevantes levantadas pela equipe selecionada. Nas duas primeiras sessões, trabalharemos com jogos como ferramenta de criação crítica que permitam explorar vias para a análise dos temas que nos preocupam. A terceira e quarta sessões estarão destinadas à construção, através de um laboratório de criação, de uma rede de artistas, ativistas e pensadorxs que contribuirão, a partir das suas diversas experiências, para o desenvolvimento da plataforma destinada à diseminação dos nossos objetos de criação.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Inglês, espanhol, italiano e francês.

Coordenadorxs:

Cristina Morales Saro é pesquisadora e docente na Faculdade de Literatura da Universidad de las Artes de Guayaquil, Equador; tem doutorado em Filosofia pela Universidad de Oviedo e pela L’Universitá di Torino na área de estética. Dirige o projeto de pesquisa “Ecologías Relacionales en la Época del Big Data” (VIP-2017-055). Suas linhas de interesse navegam nos interstícios entre a estética, a linguística e a teoria política, os estudos feministas, queer, descoloniais e transculturais e a pedagogia.

Jerónimo Rajchenberg é compositor, educador e multi-instrumentista. Tem doutorado em Música pelo California Institute of the Arts como compositor e performer. Dirige o projeto de pesquisa “Learning to play like animals/Haciendo música a lo bestia”, que produz uma prática musical coletiva, divertida, eficiente e viciante. Ciclista de coração, linguista por contágio, cozinheiro por sobrevivência e amante dos animais, Jerónimo tem uma intensa carreira de compositor e músico internacional que o leva a apresentar a sua obra em diversas latitudes.

Norberto Bayo Maestre é um curador de arte, gestor, produtor cultural e professor universitário nascido em Cartaya, Huelva, Espanha. É formado em História da Música e Ciências pela Universidad de Granada. Tem um duplo mestrado em Estética e Gramática da Arte Contemporânea pela Universidad Autónoma de Barcelona. É doutorando em Estética pela Universidad Nacional de Educación a Distancia (U.N.E.D.), sob a codireção de Jordi Claramonte e Miguel Álvarez Fernández. Maestre é capacitador de formadores e mediador cultural e educacional na Universidad de Cienfuegos em Cuba, no Centro de Arte Santa Mónica de Barcelona e na Universidad Politécnica de Valencia, na Espanha. Atualmente, trabalha como professor pesquisador em tempo integral na Escuela de Artes Sonoras e como diretor da Jefatura de Nivelación Emblemática da Universidad de las Artes em Guayaquil, Equador.

Alejandra Bueno é artista visual, pesquisadora em arte e gestora cultural. Experimenta com os usos e limites da linguagem audiovisual e sua hibridação com sistemas de representação em tempo real e estuda a exploração da arte interativa e generativa com fins artísticos e pedagógicos. É formada em Belas Artes, tem mestrado em Artes Visuais e Multimídia e doutorado em Arte, Produção e Pesquisa. É diretora e criadora do Festival Internacional de Videoarte e Gênero FEM TOUR TRUCK. Atualmente, é professora pesquisadora de Arte na Universidad Nacional de Educación. Já realizou mais de 50 exposições individuais e colaborativas, ganhou diversos prêmios de obra artística em vídeo, fotografia e instalação interativa, bem como diversas bolsas e residências artísticas.

Alexandra Cárdenas é compositora, programadora e improvisadora de música. A sua jornada a levou da composição clássica ocidental ao improviso e à música eletrônica ao vivo. Utilizando softwares de fonte aberta como SuperCollider e TidalCycles, o seu trabalho enfoca a exploração da musicalidade do código e do comportamento algorítmico da música. Uma parte importante desta exploração consiste na prática do live coding, incluindo performances do mais alto nível em diferentes países, como pioneira no cenário do Algorave. Atualmente,  mora em Berlim, Alemanha, onde concluiu o seu mestrado em Sound Studies pela Universität der Künste (Universidade das Artes).

Participantes:

  • Aaron Finbloom
  • Alberto Ortega
  • Celeste Landeros
  • Daiana Pereira
  • Debrah Montoro Rodriguez
  • Denise Rogers Valenzuela
  • Hannah Kaya
  • Hector Canonge
  • Joshi Radin
  • Maria Pinheiro
  • Sofía Acosta
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