03 Clínica de Arte e Ação Direta

Descrição:

O grupo de trabalho criará uma obra coletiva com base na visão estética do movimento Fluxus (a sonoridade como intervenção urbana) a partir do contexto sócio-político da cidade do México e com uma postura anti-neocolonial. As problemáticas que os povos latino-americanos sofrem hoje em dia são comuns e resultam de uma nova versão do colonialismo e de uma sistemática violação dos direitos humanos. A intervenção urbana reunirá corpos que se encontram, que dialogam e coletivamente reclamam um espaço público.

Objetivo geral: Criar coletivamente uma obra de intervenção urbana como estratégia de ocupação e reivindicação político-estética a partir de questões emergentes das sensibilidades do grupo.

Objetivos específicos:

  • Discutir em grupo os problemas que nos afetam
  • Projetar a intervenção com base num consenso coletivo
  • Estudar o local da intervenção
  • Pôr em prática a intervenção urbana

Formato ou estrutura:

Como fundamento teórico para a nossa intervenção urbana, desenvolveremos um trabalho de pesquisa sobre o movimento Fluxus e a suas poética, bem como outrxs autorxs como Judith Butler. Trabalharemos durante o Encuentro em sessões coletivas de quatro horas diárias, explorando uma série de modelos e mecanismos de criação que vão do silêncio ao sonoro e compartilhando as experiências estéticas, políticas e de ativismo social dxs participantes do grupo.

Tendo estas experiências afetivas e sensoriais como diretivas para o nosso processo, e levando em conta o contexto social, político e cultural da Cidade do México, criaremos coletivamente uma intervenção a ser (des)locada no espaço urbano, um espaço de ocupação político-estética.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Inglês e espanhol.

Coordenadorxs:

Jorge Hernández Esguep é um artista visual e professor de Artes Visuais na Universidad Metropolitana de Ciencias de la Educación, no Chile. Tem um doutorado em Humanidades pela Universidad Carlos III, Madri e um mestrado em Artes Visuais pela Universidad de Chile. Sua pesquisa enfoca o campo da performance, fluxus, arte/ação e intervenção urbana. Recebeu uma bolsa de estudos concedida pelo Ministério da Educação do Chile para realizar estudos sobre "O Desenvolvimento da Educação Artística" na University College St. Mark & St. John, Devon, Inglaterra. Desde a década de oitenta, Hernández tem produzido intervenções urbanas e exposições individuais e coletivas no campo das artes visuais. Entre as mais recentes, estão: “Perder la forma humana: Una imagen sísmica de los años ochenta en América Latina”,  Museo Nacional Reina Sofía (2013); “Hibridaciones”, Museo de arte contemporáneo de Valdivia, Universidad Austral de Chile (2013); e “China-Town”, Galería Metropolitana (2011).

Iñaki Ceberio de León é membro da Asamblea el Retamo de Nonogasta, uma assembleia civil que está lutando pela solução para um problema sócio-ambiental vinculado à contaminação de um curtume. Ele tem um doutorado em Filosofia pela Universidad del País Vasco (Espanha) e realizou uma pesquisa de pós-doutorado no Centro de Estudos Ambientais da Universidad Austral de Chile, sob a direção do Dr. Manfred Max-Neef. Concluído o pós-doutorado, foi contratado pela Escola de Artes Visuais da Universidad Austral de Chile, onde colaborou no processo de reconhecimento do curso de artes visuais e participou de projetos artísticos com o acadêmico e artista visual Jorge Hernández. Atualmente é rofessor-pesquisador da Universidad Nacional de Chilecito (Argentina), onde ministra cursos de Filosofia e participa de projetos de pesquisa e extensão vinculados ao meio ambiente.

>Doris Difarnecio é diretora da ARTEACCIÓN: uma plataforma digital para a arte como ação pública e resistência contra o feminicídio, a violência sexual, a homofobia e o racismo. De 1999 a 2016, foi diretora teatral de Fortaleza de la Mujer Maya (FOMMA), em San Cristóbal de las Casas (Chiapas, México), um coletivo de mulheres maias que usa o teatro como ferramenta para a educação, a preservação das comunidades indígenas e os direitos da mulher. Foi diretora do Centro Hemisférico, sede satélite do Instituto Hemisférico em Chiapas, entre 2008 e 2013. Tem mestrados em Estudos Culturais e em Sociologia pela Universidad Autónoma de Madrid e pelo Centro de Estudios Superiores de México y Centroamérica (CESMECA), na Universidad de Ciencias y Artes de Chiapas. Vive atualmente em Novo México, Estados Unidos, de onde colabora com o Rights and Equality Center, que busca dar voz a trabalhadores imigrantes de baixa renda que são agredidos pelas políticas públicas anti-imigrantes de Trump. centrohemisferico.wordpress.com | arteaccionchiapasmexico.wordpress.com

Javier Serna é professor de Letras e Análises de Processos Culturais na Universidad Autónoma de Nuevo León, México. Publicações: 150 Años de Teatro en Nuevo León (2009), Narcocorridos (2003) e Oratura (2014). Tem um Ph.D. em Estudos pela Performance da New York University e um mestrado em Drama e Antropologia pelo Drama Centre London.

Participantes:

  • Anadel Lynton Snyder
  • Carolina Novella
  • Elizabeth Gray
  • Geraldine Lamadrid Guerrero
  • Luana Pfeifer Raiter
  • Mariana Rotili
  • Mark Nelson
  • Michele Louise Schiocchet
  • Paulo Maia
  • Ricardo Sarmiento
  • Suzanne Schmidt
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