07 Palhaço sagrado: entre a tradição e o fascismo neoliberal latino-americano

Descrição:

Pular, escapar, deslizar, transcender, brincar, perturbar, cantar, jogar, exceder, enganar, transformar, dançar: ações que se manifestam nos festejos e celebrações das diversas culturas que nos atravessam, criando um mundo de formas dinâmicas que propositadamente nos tiram do sério, do fixo, da normatividade. Assim é também se debruçar-nos sobre nossas experiências cotidianas no mundo acadêmico como pesquisadores articulando o fazer da cena artística, no ruído social de um mundo às avessas. Portanto, nas possíveis articulações destas histórias que produzimos, nos propomos a questionar a partir das experiências, imbricações e hibridizações entre as performances sagradas, as cenas artísticas, o corpo transfigurado, que se expressa e cria a cena. Personagens/personas que atualizados e recuperados de antigas tradições são reconfigurados no difícil momento político de novas formas de antigas ditaduras latino-americanas. E aqui convidamos artistas, ativistas e acadêmicxs a participarem do estudo investigativo destes eventos/performances que mobilizam e abalam nossa sociedade em busca de novas formas de expressão sócio-político-cultural.

Formato ou estrutura:

Os participantes discutirão e desenvolverão atividades pertinentes aos temas específicos do grupo de trabalho, utilizando-se de suporte visual, sonoro ou corporal.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Português, inglês, espanhol.

Coordenadorxs:

Zeca Ligiéro é autor, diretor e artista visual, com mestrado e Ph.D. da NYU, pós-doutorado da Yale University e Paris VII. Professor titular do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas – PPGAC-UNIRIO e coordenador do NEPAA - Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias e Pesquisador Cientista do Nosso Estado – Faperj. Atua principalmente nas linhas de estudos da performance afro-brasileira e do teatro experimental. Publicou, dentre outros: Divine Inspiration from Benin to Bahia (EUA), Iniciación al Candomblé (Colômbia), Malandro Divino,  Carmen Miranda: uma performance afro-brasileira, Teatro e Dança como experiência comunitária e Corpo a Corpo: estudos das performances brasileiras. Foi organizador de Performance e Antropologia de Richard Schechner e um dos organizadores de Augusto Boal: arte, pedagogia e política.

Ausonia Bernardes é formada em Dança pela Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia e tem um mestrado em Educação Musical pelo Conservatório Brasileiro de Música, Rio de Janeiro e um doutorado do Programa de Pós-Graduação em Teatro, pela Universidade do Rio de Janeiro, UNIRIO. Foi vice–diretora e coordenadora acadêmica da Faculdade Angel Vianna, FAV, no Rio de Janeiro, desde a sua fundação em 2000 até 2011. Professora da FAV, da matéria Dança, Temporalidade e História, desde 2009. Pesquisadora pelo Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias (NEPAA) na UNIRIO. Suas áreas de interesse são: corporeidade e preparação cênica, história da dança, estudos da performance, e danças afro brasileiras.

Participantes:

  • Adriana Guzmán
  • Allende Renck
  • Bronwyn Sims
  • Bya Braga
  • Elderson Melo De Miranda
  • George Holanda
  • Helder Miranda
  • Honey Crawford
  • Lais Bernardes
  • Leandro Martínez Depietri
  • Maria José Villares Barral Villas Boas
  • Melissa Lopes
  • Oscar Enrique Serrano Ramírez
  • Roberson de Sousa Nunes
  • Sandra Sotelo-Miller
  • Tatiana Maria Damasceno
  • Eleonora Gabriel
  • Patricia Ordaz
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