12 Nada de carnaval!: laboratório de criação crítica

Descrição:

Este grupo de trabalho se propõe a pôr em prática e fazer proliferar os processos de criação de sentido que são ativados uma vez que os significados habituais são saturados até o seu desvanecimento, pressionados, distendidos e levados ao absurdo. Para tanto, utilizamos a ideia do carnaval e sua natureza horizontalizante, capaz de gerar interações não hegemônicas entre os diversos atores, para aplicá-la ao desenvolvimento de artefatos de criação.

Estamos em busca de novas línguas de produção artística: de novos códigos para a expressão, línguas híbridas, incompletas e línguas experimentais que escapam à vontade de controle do sujeito capitalista e ao inconsciente que esta desencadeia. Somos movidos pela concepção da obra como jogo, como ferramenta de dissidência epistemológica que tende a gerar tempos de suspensão dos padrões habituais de construção de mundos. Estamos interessadxs em trabalhar com ativistas, artistas e pesquisadorxs críticxs na produção de objetos criativos que possam ser ativados fora do grupo como dispositivos de prática artística e de reflexão coletiva. Estamos trabalhando no desenvolvimento de uma plataforma virtual que sirva de alojamento para estes materiais.

Formato ou estrutura:

Antes do Encuentro, entraremos em contato com xs participantes para construirmos coletivamente um plano preliminar de composição a partir das problemáticas mais relevantes levantadas pela equipe selecionada. Nas duas primeiras sessões, trabalharemos com jogos como ferramenta de criação crítica que permitam explorar vias para a análise dos temas que nos preocupam. A terceira e quarta sessões estarão destinadas à construção, através de um laboratório de criação, de uma rede de artistas, ativistas e pensadorxs que contribuirão, a partir das suas diversas experiências, para o desenvolvimento da plataforma destinada à diseminação dos nossos objetos de criação.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Inglês, espanhol, italiano e francês.

Coordenadorxs:

Cristina Morales Saro é pesquisadora e docente na Faculdade de Literatura da Universidad de las Artes de Guayaquil, Equador; tem doutorado em Filosofia pela Universidad de Oviedo e pela L’Universitá di Torino na área de estética. Dirige o projeto de pesquisa “Ecologías Relacionales en la Época del Big Data” (VIP-2017-055). Suas linhas de interesse navegam nos interstícios entre a estética, a linguística e a teoria política, os estudos feministas, queer, descoloniais e transculturais e a pedagogia.

Jerónimo Rajchenberg é compositor, educador e multi-instrumentista. Tem doutorado em Música pelo California Institute of the Arts como compositor e performer. Dirige o projeto de pesquisa “Learning to play like animals/Haciendo música a lo bestia”, que produz uma prática musical coletiva, divertida, eficiente e viciante. Ciclista de coração, linguista por contágio, cozinheiro por sobrevivência e amante dos animais, Jerónimo tem uma intensa carreira de compositor e músico internacional que o leva a apresentar a sua obra em diversas latitudes.

Norberto Bayo Maestre é um curador de arte, gestor, produtor cultural e professor universitário nascido em Cartaya, Huelva, Espanha. É formado em História da Música e Ciências pela Universidad de Granada. Tem um duplo mestrado em Estética e Gramática da Arte Contemporânea pela Universidad Autónoma de Barcelona. É doutorando em Estética pela Universidad Nacional de Educación a Distancia (U.N.E.D.), sob a codireção de Jordi Claramonte e Miguel Álvarez Fernández. Maestre é capacitador de formadores e mediador cultural e educacional na Universidad de Cienfuegos em Cuba, no Centro de Arte Santa Mónica de Barcelona e na Universidad Politécnica de Valencia, na Espanha. Atualmente, trabalha como professor pesquisador em tempo integral na Escuela de Artes Sonoras e como diretor da Jefatura de Nivelación Emblemática da Universidad de las Artes em Guayaquil, Equador.

Alejandra Bueno é artista visual, pesquisadora em arte e gestora cultural. Experimenta com os usos e limites da linguagem audiovisual e sua hibridação com sistemas de representação em tempo real e estuda a exploração da arte interativa e generativa com fins artísticos e pedagógicos. É formada em Belas Artes, tem mestrado em Artes Visuais e Multimídia e doutorado em Arte, Produção e Pesquisa. É diretora e criadora do Festival Internacional de Videoarte e Gênero FEM TOUR TRUCK. Atualmente, é professora pesquisadora de Arte na Universidad Nacional de Educación. Já realizou mais de 50 exposições individuais e colaborativas, ganhou diversos prêmios de obra artística em vídeo, fotografia e instalação interativa, bem como diversas bolsas e residências artísticas.

Alexandra Cárdenas é compositora, programadora e improvisadora de música. A sua jornada a levou da composição clássica ocidental ao improviso e à música eletrônica ao vivo. Utilizando softwares de fonte aberta como SuperCollider e TidalCycles, o seu trabalho enfoca a exploração da musicalidade do código e do comportamento algorítmico da música. Uma parte importante desta exploração consiste na prática do live coding, incluindo performances do mais alto nível em diferentes países, como pioneira no cenário do Algorave. Atualmente,  mora em Berlim, Alemanha, onde concluiu o seu mestrado em Sound Studies pela Universität der Künste (Universidade das Artes).

Participantes:

  • Aaron Finbloom
  • Alberto Ortega
  • Celeste Landeros
  • Daiana Pereira
  • Debrah Montoro Rodriguez
  • Denise Rogers Valenzuela
  • Hannah Kaya
  • Hector Canonge
  • Joshi Radin
  • Maria Pinheiro
  • Sofía Acosta
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