15 Os dias perdidos: linguagens e cenários do submundo

Descrição:

O mundo ao revés caracteriza o carnaval ocidental e sua inversão dos papeis sociais. Contudo, o mundo meso-americano reapropria-se desta inversão, convertendo-a numa inversão do espaço, do quincunce. Ergue-se então o submundo à superfície da terra durante os cinco dias em que o sol se ausenta, dias em que acontece o carnaval. No momento histórico em que vivemos, o conceito de submundo assume um sentido simbólico poderoso. O submundo, território do úmido e do pútrido, morada de todo tipo de seres temíveis e de almas em transição ao renascimento, é o cenário que nos interessa discutir para a elaboração de discursos, textos e ações que tratam do momento presente. O conceito de submundo e sua relação possível ou impossível com o humor através do trabalho com notícias publicadas em jornais locais será testado. O objetivo central é questionar a possibilidade de gerar linguagens (textuais, visuais, espaciais e corporais) que respondam com urgência aos acontecimentos brutais que sucedem diariamente no México e na América Latina hoje em dia.

Formato ou estrutura:

Começaremos expondo, em linhas gerais, as características dos carnavais meso-americanos e sua diferença em relação aos carnavais ocidentais ou europeus; trabalharemos também com o quincunce (o formato do universo meso-americano) para localizar os diferentes estratos e os seres que os habitam. Pretendemos gerar uma discussão que apresente um panorama compartilhado para tipificar o que entendemos como submundo ou como construímos um conceito próprio. Posteriormente, xs participantes se ocuparão da tarefa de buscar uma notícia nos jornais locais e gerar uma nova redação (visual, textual, sonora, espacial ou corporal) que exponha a ideia do submundo, tendo sempre em vista a possibilidade do humor para cifrar essas textualidades. Todas estas textualidades poderão ser articuladas como linguagem da urgência numa performance coletiva que será realizada ao final do Encuentro.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Espanhol, inglês e francês.

Coordenadorxs:

Javiera Valentina Núñez Álvarez é uma atriz, dramaturga, diretora e pesquisadora teatral domiciliada na Cidade do México desde 2007. É formada em Artes pela Universidad de Chile e tem mestrado e doutorado em Estudos Latino-Americanos pela UNAM. Faz parte do Seminario Permanente de Estudios sobre la Escena y el Performance (SPEEP/UNAM). Faz parte também da companhia MalaMadre, que estreou com a obra “Un Gavilán para Violeta” na Sala Novo em 2018. É docente pesquisadora no campo teatral e já foi conferencista em congressos e colóquios em vários países. Já publicou diversos textos acadêmicos na área das artes cênicas. Como atriz, já participou de várias peças no Chile e no México, com diretores como: Guillermo Calderón, Raúl Osorio, Alejandra de la Sotta, Cristian Marambio, Adel Hakim e José Caballero.

Lucía Leonor Enríquez é diretora, dramaturga, atriz e tradutora. Tem um mestrado em História da Arte pela UNAM e bacharelado em Comunicação Social pela UAM. Foi bolsista na área de Dramaturgia pela Fundación para las Letras Mexicanas de 2007 a 2009 e cursou o 2o Diplomado Nacional de Estudios de Dramaturgia CONACULTA-INBA. Participou do ciclo de teatro emergente de EL MILAGRO e da VI “Semana da Jovem Dramaturgia” em Querétaro. Traduziu “Después de ti, señorita Julia” de Patrick Marber e “Rose” de Martin Sherman. Ambas as obras tiveram a direção cênica de Sandra Félix. Publicou suas obras “Nadie se va a reír” com o Fondo Editorial Tierra Adentro; “Lizzie Borden” nos Cuadernos de Dramaturgia Mexicana de Paso de Gato; e “Faggot y Fanny” em Grafías contra el planisferio paginado: Antología de dramaturgia mexicana actual, publicada pela UNAM.

Carla Romero Martínez é atriz, dramaturga e diretora teatral. Atualmente, é integrante da companhia Malamadre. Formada em Atuação pela Universidad Católica de Chile, destaca-se como atriz em obras como “Villa + Discurso” de Guillermo Calderón e “La Negra Ester” de Andrés Pérez. Como diretora, distingue-se por seus trabalhos de laboratório cênico “1896... un año par”, “Dos” e “Nací”, onde incursiona na dança e na experimentação com diversas linguagens junto com a coreógrafa Elizabeth Rodríguez. Em 2013, escreveu e levou ao palco a obra “Oriente”, junto com a Compañía ColectivoMicro; em 2014, estreou “Curación”; em 2015, escreveu e dirigiu “Tren al Sur”, junto com Creativa Sonora e estreou a ópera “La isla de los peces” como libretista e diretora teatral; em 2017, foi libretista e diretora teatral de “Titus”, ópera de câmara contemporânea baseada na obra Titus Andronicus de Shakespeare.

Participantes:

  • Alba Cadena Roldan
  • Claudia Bernardi
  • Coco Guzman
  • Danilo Corrêa
  • Diego Cristian Saldaña Sifuentes
  • Ruby Barrientos
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