16 Trabalho/Costelinha/Grupo: Risus et Panis, Urbis et Circenses

Descrição:

A perspectiva normativa do espaço urbano está diretamente ligada à manutenção do poder: deslocamentos para o trabalho e para o consumo, espaços domesticados e otimizados por um urbanismo funcional para o capital. Neste contexto, as ideias de riso—nervoso, maroto, libertário, escandaloso—e de ruído, desde a ironia ao sarcasmo, configuram-se como possibilidades disruptivas da norma e podem ser entendidas como práticas artísticas e ativistas eficazes, através do contato direto com xs cidadãxs, nas quais as estratégias, táticas e técnicas são negociadas para interromper o uso ortodoxo do espaço. A segunda edição do trabalho/costelinha/grupo (após a proveitosa experiência em Santiago em 2016) vem convidar estudiosxs, artistas e/ou ativistas interessadxs em práticas urbanas experimentais que mesclem teoria e prática para propor disrupções urbanas que afetem a cidade através do riso—nervoso, maroto, libertário, escandaloso—e do ruído, desde a ironia ao sarcasmo. Assim como na primeira edição, as atividades de observação e de intervenção serão ciclicamente vivenciadas pelxs integrantes, de modo a criar uma experiência e reflexão no ambiente urbano da Cidade do México.

Formato ou estrutura:

Este grupo será "dividido" em dois papéis diferentes: observadorxs e intervenientes. Cada grupo intervirá pelas ruas da Cidade do México. Xs intervenientes devem propor ações diárias que perturbem os usos comuns de um espaço urbano previamente escolhido, considerando as possibilidades de riso e de ruído. Após observarem as ações, o grupo de observadorxs deverá gerar uma análise que informará sua própria prática como intervenientes (uma reação) no dia seguinte. Através desta possível mudança de papéis a cada dia, xs participantes serão convidadxs a desestabilizar a distinção entre teoria da performance e sua prática e também a se envolver com o ambiente urbano e suas múltiplas possibilidades de interação.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Xs organizadorxs têm o português como língua nativa e proficiência em inglês, espanhol, portunhol, spanglish e outras línguas fronteiriças, além de se esforçarem para falar francês.

Coordenadorxs:

Fabio Salvatti é performer, diretor teatral e professor da Universidade Federal de Santa Catarina no Departamento de Artes. Fez pós-doutorado em  Estudos da Performance na New York University / Instituto Hemisférico (Nova Iorque, 2015). Tem doutorado em Artes Cênicas pela USP (2010) e mestrado em Teatro pela UDESC (2004). Seus interesses estão focados no humor, no ativismo e na pedagogia. Sua pesquisa sobre pedagogias radicais em performance engloba práticas artísticas e ativistas sem que haja possibilidade de distinção disciplinar em campos separados. Desde 2016, é coordenador do Estúdio de Arte Rebelde, com o qual vem desenvolvendo performances na interface entre a arte e o ativismo.

Pedro Bennaton tem títulos de bacharelado e de mestrado em Teatro pela UDESC. É pesquisador, performer, diretor e autor. Faz parte do ERRO Grupo, um grupo de teatro de rua e coletivo de arte com o foco em intervenções urbanas. Dirigiu e escreveu diversas peças que possuem um lugar no panorama do teatro e da arte urbana brasileiros, já apresentadas no Brasil, na América do Sul, na Europa e nos Estados Unidos e contemplado por uma série de prêmios de arte nacionais e estaduais. Bennaton cursa o terceiro ano do programa de doutorado da UDESC, onde lecionou de 2009 a 2012 como professor colaborador de Técnicas de Atuação e Estudos da Performance, bem como em oficinas ministradas pelo ERRO no espaço urbano. Sua pesquisa dialoga com as propostas e técnicas do Teatro Invisível de Augusto Boal, assim como as possibilidades artísticas e políticas dos Situacionistas.

Participantes:

  • Bertie Ferdman
  • Catarina de Morais Gama
  • Christopher Mendoza
  • Geovanni Lima da Silva
  • Jiordi Rosales
  • Líria Morays
  • Lúcia Helena Martins
  • Mara Leal
  • Piedad Lorena Guerrero Coka
  • Rachel Brown
  • Rebecca Pappas
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