21 Descolonização agora: terreno para a ação

Descrição:

Como uma das nações do G20, a Cidade do México é o lugar perfeito para reunir um grupo hemisférico para refletir sobre como os objetivos da descolonização e a descolonialidade podem moldar nosso trabalho como artistas, ativistas e acadêmicos no mundo pós-neoliberal. A oficina realizará visitas de campo para prestar tributo aos locais de resistência indígena e negra e para conhecer a região urbana da Cidade do México – 21 milhões de pessoas, com idade média de 27 anos, 56% de acesso à internet, 60% de moradias informais ameaçadas por uma crise da biosfera. Este é o terreno para a descolonização atual. A oficina trabalhará no sentido de criar um "currículo" descolonizado colaborativo, gratuito e disponível para download no sentido das "práticas de liberdade" de Paulo Freire. Como pode a descolonização manter-se firme, continuar fazendo reconhecimentos territoriais, defender a restituição e reparações e criar uma nova percepção nestas condições alteradas?

Formato ou estrutura:

Na oficina, todos os participantes compartilharão ideias e trabalhos relativos à sua própria região e interesses particulares. O objetivo é iniciar o trabalho de colaboração, chegando a compreender as situações dos demais e formar uma comunidade. Pessoas de todos os níveis de experiência são bem vindas, mas esta oficina não foi concebida como uma "introdução à descolonização" e sim como um espaço onde as pessoas que enfrentam os inúmeros desafios do presente possam aprender, compartilhando e apoiando-se. A oficina visa reunir profissionais, acadêmicos e ativistas para compartilhar habilidades, conhecimentos e possibilidades.

Idiomas que xs organizadorxs do grupo falam/entendem:

Espanhol, francês e inglês (mas aceitamos falantes de outros idiomas também).

Coordenadorxs:

Alicia Grullón artista em residência no Hemi durante o ano letivo de 2018-2019, dirige sua prática para as críticas da política da presença e defende a inclusão das comunidades desfavorecidas nos âmbitos político e social. É coorganizadora e coautora do People’s Cultural Plan (Plano Cultural dos Povos), uma coalizão de artistas, trabalhadorxs culturais e ativistas que respondem ao primeiro plano cultural da cidade de Nova Iorque em 2017. O seu trabalho já foi mostrado no Bronx Museum of the Arts, El Museo del Barrio, Wallach Art Gallery da Columbia University, BRIC Arts, Spring/Break Art Show e Performa 11, dentre outros. Grullón também é autora colaboradora de Rhetoric, Social Value and the Arts: But How Does it Work? (“Retórica, valor social e as artes: mas como funciona isto?”), editado por Nicola Mann e Charlotte Bonham-Carter (Palgrave Macmillan, Londres). Algumas das suas atividades recentes incluem a residência inaugural de artistas do Projeto Shandaken em Governors Island e o programa AIM Alum, do Bronx Museum of the Arts, localizado na 80 White Street. Grullón é professora adjunta na School of Visual Arts (SVA) e na City University of New York (CUNY). 

Nitasha Dhillion é escritora, artista, educadora e organizadora. Como membro do MTL Collective, Dhillion é cofundadora do Decolonize This Place (DTP), um movimento voltado para a ação que enfoca a luta indígena, a liberação negra, a liberação da Palestina, o desmantelamento do patriarcado, o trabalho assalariado global e a desgentrificação. Desde 2016, o DTP tem organizado uma turnê pelo Dia dos Povos Indígenas/Dia Anti-Colombo no American Museum of Natural History, na cidade de Nova Iorque, com mais de 1.000 participantes. As demandas já feitas incluem a eliminação da estátua de Theodore Roosevelt e a criação de uma Comissão de Descolonização, fundamentada no processo de reparações e repatriação. Dhillion já organizou eventos similares com o DTP no Brooklyn Museum, especificamente em torno da descolonização em resposta à contratação de Kristen Windmuller-Luna como curadora assessora de arte africana, criticando esta decisão de contratação como prova da desconexão entre o museu e a comunidade que o rodeia. Em dezembro de 2018, o DTP organizou uma ação no Whitney Museum para protestar pelo fato de o vice-presidente do Conselho, Warren Kanders, ser o proprietário de Safariland, o fabricante do gás lacrimogêneo utilizado contra membros da caravana de migrantes de 2018 ao longo da fronteira entre o México e os Estados Unidos, Ferguson, Palestina e Standing Rock. Isto foi seguido, em janeiro de 2019, por um comício público sobre a questão do pedido da demissão de Kanders do Conselho do Whitney Museum. Os textos de Dhillion já foram publicados em veículos como October, Artforum, Journal of Visual Culture, Hyperallergic, Dissent Magazine, Creative Time Reports e Brooklyn Rail, dentre outros. É autora colaboradora, juntamente com Paula Chakravartty, de The Gulf: High Culture / Hard Labor (“O Golfo: alta cultura / trabalho duro”), editado por Andrew Ross, da Oregon Books. Dhillion já fez conferências nas principais universidades dos Estados Unidos e no estrangeiro, incluindo Brown University, Magnum Foundation, SUNY Stony Brook, University of Chicago, SUNY Purchase, University of Colorado, Massachusetts Institute of Technology e School of Visual Arts. Mais recentemente, Dhillion apresentou sobre “A arte visual e a estética descolonial no espírito de Bandung” no 3º Reencontro da Franz Fanon Foundation no Instituto de estudos críticos avançados caribenho, da Rutgers University. Dhillion defenderá a sua tese “Liberação institucional e práticas descoloniais na arte e na mídia contemporânea” na primavera de 2019, na State University of New York, em Buffalo, onde também é professora adjunta no Departamento de estudos da mídia.

Participantes:

  • Addison Vawters
  • Adriana Cadena Roa
  • Alison Kibbe
  • Dominika Laster
  • Emilio Martinez Poppe
  • Erin Gray
  • Francheska Alcantara
  • Kristen Holfeuer
  • Lilian Mengesha
  • Luis Rincon Alba
  • Maíra Wiener
  • Maitreyi Villaman
  • Maruja García Padilla
  • Pedro Cabello del Moral
  • Sebastián Eduardo
  • Vaimoana Niumeitolu
  • Zavé Martohardjono
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