Eventos

Cinema indígena '22
Quinta semana 9 a 12 de dezembro


Os espíritos só entendem o nosso idioma

Título: Os espíritos só entendem o nosso idioma
Data de estréia: 2019
Duración: 5:00 minutos
Diretor: Cileuza Jemjusi, Robert Tamuxi e Valdeilson Jolasi
línguas: português e manoki com legendas em inglês, espanhol ou português
Países/Territórios: Brasil
Comunidade/Nação: Manoki e Myky
Sinopse: Apenas quatro anciãos da população manoki, na Amazônia brasileira, ainda falam a sua língua indígena, um risco iminente de perderem o meio através do qual eles se comunicam com os seus espíritos. Apesar de esse ser um assunto difícil, os mais jovens decidem narrar em imagens e palavras a sua versão dessa longa história de relações com os não indígenas, falando sobre as suas dores, desafios e desejos. Apesar de todas as dificuldades do contexto atual, a luta e a esperança ecoam em várias dimensões do curta-metragem, indicando que “a língua manoki sobreviverá!”
Biografias de cineastas:

Cileuza Jemjusi, Robert Tamuxi e Valdeilson Jolasi são membros fundadores do Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky. Os três diretores são jovens líderes na aldeia manoki Paredão, localizada na Amazônia brasileira. Este foi o seu primeiro filme, após o qual Jemjusi fez outro documentário, intitulado Piny Pyta. Os três diretores estão atualmente colaborando em futuros projetos de cinema sobre a cultura manoki.

André Tupxi Lopes é um antropólogo e cineasta, fazendo o seu PhD em Antropologia Social na Universidade de São Paulo, com um estágio de pesquisa na New York University. Ele é um membro fundador do Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky, povos com os quais ele tem trabalhado desde 2008. Participou do treinamento de cineastas indígenas em sete diferentes povos no Brasil, com os quais ele dirigiu e produziu documentários colaborativos ao longo da última década.






Equilíbrio

Título: Equilíbrio
Data de estréia: 2020
Duración: 12 minutos
Diretor: Olinda Muniz Wanderley
línguas: português com legendas em inglês/português (selecionável)
Países/Territórios: Brasil
Comunidade/Nação: Tupinambá e Pataxó Hãhãhãe
Sinopse: Curta-metragem retratando a condição humana no planeta Terra. O discurso de Kaapora, uma entidade espiritual indígena, norteia a discussão crítica da relação destrutiva de nossa civilização com o único planeta conhecido que tem suporte para a vida e do qual nós mesmos dependemos para continuar a nossa existência enquanto espécie.
Biografias de cineastas: Olinda Tupinambá, indígena do povo tupinambá e pataxó hãhãhãe, é jornalista, cineasta e ativista ambiental. Trabalha com audiovisual desde o final de 2015. Entre documentários, ficção e performances, produziu e dirigiu nove obras audiovisuais independentes. Foi curadora de diversos festivais e mostras de cinema, dentre eles o Festival de Cinema Indígena Cine Kurumin 8a edição (2020, 2021) e Mostra Lugar de Mulher é no Cinema (2021, 2022). Produziu duas mostras de cinema: Amotara - Olhares das Mulheres Indígenas (2021) e Mostra Paraguaçu de Cinema Indígena. Coordenou o Projeto Kaapora e é coautora do Doc/Especial TV. Falas da Terra. Produção: Estúdios Globo.





Mujeres Espíritu / Mulheres espírito

Título: Mujeres Espíritu / Mulheres espírito
Data de estréia: 2020
Duración: 43 minutos
Diretor: Francisco Huichaqueo
línguas: tstotsil, mapuzungun, quechua e espanhol com legendas em inglês
Países/Territórios: Chile
Comunidade/Nação: Mapuche
Sinopse: Este filme entrelaça um retrato coletivo de cinco mulheres unidas pela espiritualidade e pela poesia, cinco mulheres que desafiam a câmera com as suas palavras. Elas não se conhecem pessoalmente, mas a força dos seus discursos declamatórios, características a cada um dos seus territórios, une essas cinco mulheres num “trançado” cinematográfico que as conecta para sempre. Tsotsil, mapuzungun, quechua e espanhol são quatro línguas belíssimas, que formam um campo semântico que não se limita à palavra falada, mas é também enriquecido pela sonoridade de cada língua mãe, transportando-nos numa jornada espiritual com cada mulher e seu território.
Biografias de cineastas: Francisco Huichaqueo é um artista, cineasta e curador. Ele nasceu em 1977 na cidade de Valdivia (Ainil), no sul do Chile, no território gulumapu, ao oeste da Cordilheira dos Andes, que é parte de Wallmapu. Em 2001, ele recebeu um bacharelado em Artes Visuais e, em 2013, um mestrado em Cinema Documentário, ambos da Universidad de Chile. Os seus principais meios de expressão são as instalações de vídeo, os filmes e as performances. A sua obra aborda questões que envolvem tanto a linhagem quanto a experiência mapuche, expondo a visão de mundo da nação, junto com o seu panorama, a sua história e a sua cultura social. Esta instalação artística em vídeo já foi exibida em mostras solo extraordinárias como Kalül Trawün (2010/2011) no Museo Nacional de Bellas Artes, Santiago do Chile; Wenupelon (2015/2021) no Museo de Artes Visuales, Santiago do Chile; Malón Wiño (2017) no Centro Cultural Matta, Buenos Aires, Argentina e Trig Metawe Kura (2022) no Palácio Pereira, Santiago do Chile. Os seus filmes também já foram exibidos em vários festivais e bienais internacionais. Huichaqueo atualmente é professor assistente na Faculdade de Humanidades e Arte da Universidad de Concepción.

O Instituto Hemisférico e o Centro de Tradição Popular e Patrimônio Cultural do Smithsonian apresentam: Cinema Indígena 2022.

Com curadoria de Amalia Córdova



Atendendo ao convite de Ailton Krenak de considerar a interdependência entre todos os seres vivos, voltamos o nosso olhar para o que nos nutre e nos sustém: desde o primordial vínculo com a terra e a água até atos cerimoniais e de cura. Mais que uma mera denúncia, esses filmes examinam a fundo as concepções indígenas de territorialidade e espiritualidade, com imagens e sons que canalizam vitalidade, conexão e relacionalidade diante dos diversos desafios ao nosso bem estar coletivo. Podemos retraçar os caminhos, escutar as sementes, os rios e os poetas? Podemos evocar os espíritos e cantar nas nossas próprias línguas?


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