A morte e a donzela (1997)

Esta peça de Dorfman aborda a violência institucionalizada das ditaduras militares que usavam a tortura como ferramenta de controle e coerção, marcando profundamente os povos latino-americanos e a sua história. A peça apresenta três personagens conectados pela repressão política e pela tortura: um marido, uma mulher que foi torturada e a pessoa acusada de ser um torturador. A encenação do Ói Nóis Aqui Traveiz dá continuidade à sua pesquisa sobre o teatro de vivência e demonstra a angústia vivida por brasileiros, chilenos e todos os latino-americanos que viveram no final do século XX, com o fim dos regimes militares: como podem repressores e reprimidos viver na mesma terra, dividir a mesma mesa? Como curar um país traumatizado pelo medo? A peça explora não somente os temas da tortura, justiça, medo e cura, ela também levanta uma série de questionamentos: Como dizer a verdade se a máscara que usamos é idêntica ao nosso rosto? Como podemos saber se a nossa memória está nos salvando ou nos enganando? Como manter a nossa inocência num mundo mal e corrupto? Será que podemos perdoar a quem nos perpetrou danos terríveis?

Media

http://hdl.handle.net/2333.1/s7h44mdp

Additional Info

  • Título: A morte e a donzela
  • Alternate Title: Death and the Maiden
  • Holdings: video (HIDVL)
  • Duração: 01:50:00
  • Idioma: Portuguese
  • Data da performance: 1997
  • Lugar: Porto Alegre, Brazil
  • Type/Format: play, performance
  • Cast/Performers: Julio Saraiva, Paulo Flores, and Tânia Farias, performers
  • Credits: Play by Ariel Dorfman; Collective creation by Ói Nóis Aqui Traveiz; Rogério Lauda, music; Beatriz Britto, research; Gustavo Nakle, Isabella Lacerda, Paulo Ferreira, Pedro Rufino, and Tânia Farias, installation; Julio Saraiva and Sandro Marques, lighting; Alexandre Garcia and Perseu Pereira, sound and music.