As domésticas (1985)

Esta encenação da obra As criadas, de Jean Genet, enfoca os relacionamentos de exploração e subserviência que geram as diferenças de classe entre duas criadas e a sua rica ama. A produção enfatiza o tema de um universo feminino subjugado a uma sociedade essencialmente machista ao ter os personagens femininos representados por homens. O cenário — cadeiras para a audiência, uma cama de casal, um armário e uma penteadeira com um espelho — é decorado com flores, cortinas de cetim, um altar para um santo que representa a ama e uma grande pintura de um falo. A encenação ocorre como uma cerimônia místico-erótica e toda a configuração da mobília é fálica. Nos jogos de representar papéis feitos pelas criadas, tornam-se óbvias as ambiguidades no seu relacionamento com a sua ama. Elas estão ligadas à sua imagem pela afeição, pelo erotismo e pelo ódio, ao tempo em que nutrem um profundo sentimento de desprezo uma pela outra, uma vez que elas enxergam na outra o que elas verdadeiramente são. O seu maior desejo não é eliminar a classe à qual a sua ama pertence, mas ocupar o seu lugar na sociedade.

Media

Permanent URL: http://hdl.handle.net/2333.1/brv15gnx

Additional Info

  • Título: As domésticas
  • Alternate Title: The maids
  • Holdings: photo gallery
  • Idioma: Portuguese
  • Data da performance: 1985
  • Lugar: Porto Alegre, Brazil
  • Type/Format: play, performance
  • Cast/Performers: Horácio Borges, Paulo Flores, and Renan Costa
  • Credits: Play by Jean Genet; Ói Nóis Aqui Traveiz, direction; Isabella Lacerda, set and costumes; Arlete Cunha, props and make-up; Danilo Costa, lighting