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Teatro Oficina

Teatro Oficina

Dirigido por José Celso Martinez Corrêa (também conhecido como Zé Celso), o Teatro Oficina foi fundado em 1958 por estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. O grupo tem um histórico compromisso para com as questões sociais e políticas brasileiras e já passou por diversas transformações que, de várias maneiras, acompanharam as transformações ocorridas na história política do país. O Oficina teve um papel importante na revolução cultural do final dos anos 60, inclusive a seminal encenação de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, que revolucionou a estética brasileira na performance. Em 1968 veio o período mais violento da ditadura militar brasileira, e os seus membros ou deixaram o grupo ou foram exilados. Durante o restabelecimento lento e gradual da democracia brasileira, o grupo lutou para reabrir e reconstruir o seu espaço, de acordo com um projeto arquitetônico radical de Lina Bo Bardi. Em 1993, o Teatro Oficina foi re-fundado como Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona e iniciou uma fase muito produtiva, que levou à encenação do clássico romance jornalístico de Euclides da Cunha, Os Sertões. Em um processo que durou 7 anos, de 2000 a 2007, o Oficina produziu as cinco partes dessa obra, totalizando 27 horas de teatro, culminando com uma turnê em Canudos, a cidade no meio do sertão brasileiro onde a estória original ocorreu. Também durante esse período, o Oficina envolveu-se profundamente com questões sociais relativas à sua vizinhança, dando início ao “Movimento Bexigão” em 2002, para trabalhar com crianças e jovens locais em situação de risco social. Comemorando 50 anos de existência em 2008, o Oficina continua a fazer turnês, no país e no exterior, e a produzir novas obras, inclusive Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!, a segunda parte da sua tetralogia sobre a atriz brasileira Cacilda Becker.

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