sexta-feira, 03 dezembro 2010 15:34

La nostalgia del quinqué... una huida (1999)

La nostalgia del quinqué... una huida (A nostalgia do quinqué... uma fugida) explora e expõe as ansiedades do dia-a-dia da sociedade portorriquenha, investigando transversalmente os problemas do gênero, classe e raça. Uma série de "tableaux vivants" da "Família Portorriquenha" que mostra a versão esteriotípica da família folclórica de camponeses ("caipiras") da "literatura costumbrista" (literatura sobre os retirantes) num choque tragicômico de anacronismos, de intolerância auto-imposta e da política partidária negociadas num malabarismo desesperado de realidades contrastantes, de evasão, de eufemismos e de recusa que evidenciam a crise de identidade da sociedade portorriquenha. Estes "tableaux" apresentam um relacionamento das três personagens "irmãs" alternando-as através das quais Hernández expõe sua visão sobre a crise de identidade portorriquenha e o colonialismo: Licenciada Perdoa-me (uma autoridade distrital), Pragma a continental (com sua conferência de auto-ajuda convidando os portorriquenhos a "almejarem o progresso") e Perpétua (uma cantora sensual "Pan-Latina") que, com a ajuda de sua assistente Lamento, revela as complexidades políticas, sócio-históricas e etno-culturais da "condição portorriquenha".

terça-feira, 16 novembro 2010 09:16

Acceso controlado (1995)

Acesso controlado é um espetáculo multimídia que gira em torno do tema do acesso controlado e da metáfora (e a realidade crescente) dos condomínios fechados (por portões) em Porto Rico. A peça consiste de cinco sessões, com cinco personagens representadas magistralmente por Hernández. "La Reina" (A Raínha) faz um discurso fascista, classista e racista clamando que a democratização e a mestiçagem são crimes contra a ordem histórica. O guarda de segurança Teniente Cortés fala sobre a paranóia e as falsas "redes de segurança" das quais as pessoas fazem uso para "controlar" o acesso aos (agora onipresentes) condomínios fechados, sendo ele uma delas -- a fim de proteger os condomínios do alarmante crescimento da criminalidade em Porto Rico. Posteriormente, assistimos ao El Chamaco in "Primera Plana" (O menino em primeiro plano), uma cena que explora a linguagem do corpo e as expressões da juventude criminal(izada), apresentando a relação recíproca entre a vontade e a submissão, a vida do crime nas ruas e as forças institucionais tentando controlá-la. Segue-se um filme curto intitulado Milagros Vélez (Milagres Vélez), baseado em Request Concert (Concerto Requerimento) de Franz Xaver Kroetz e Act without Words (Ato sem palavras) de Samuel Beckett. A última parte, La Primera Dama en Solo Operático en Tiempos Desafortunados (A Primeira Dama em Solo Operático em Tempos Infelizes), completa a performance, com uma primeira dama histérica simbolizando a banalidade da queixa numa sociedade onde a elite financeira controla a expressão cultural e os políticos escondem a corrupção por detrás da hipócrita preocupação cívica.

terça-feira, 24 agosto 2010 11:10

Aquilo de que somos feitos (2000)

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Aquilo de que somos feitos was created over a period of two years of research and rehearsals, in 1999 and 2000, when the celebrations for the 500 years of Brazil's "discovery" where very present. One of the starting points was, therefore, to "discover" and to deal with issues such as citizenship, history, memory. How can art think the world, and how can these ways of knowing serve the world? In this performance the audience shares the same space with the dancers, in proximity and exposed to a dilated time, where movement happens extremely slowly, stimulating a different way of seeing that is almost "epidermic." The object of investigation is the body, the flesh, both aesthetically—what unexpected shapes can it produce, what different ways can it occupy space—and philosophically, how much is a body worth, it's labor, it's meanings? In this work the audience is co-author, assigning whatever meaning it wishes to the shapes the body makes and to the political and advertisement slogans the dancers say.

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