terça-feira, 16 novembro 2010 09:16

Acceso controlado (1995)

Acesso controlado é um espetáculo multimídia que gira em torno do tema do acesso controlado e da metáfora (e a realidade crescente) dos condomínios fechados (por portões) em Porto Rico. A peça consiste de cinco sessões, com cinco personagens representadas magistralmente por Hernández. "La Reina" (A Raínha) faz um discurso fascista, classista e racista clamando que a democratização e a mestiçagem são crimes contra a ordem histórica. O guarda de segurança Teniente Cortés fala sobre a paranóia e as falsas "redes de segurança" das quais as pessoas fazem uso para "controlar" o acesso aos (agora onipresentes) condomínios fechados, sendo ele uma delas -- a fim de proteger os condomínios do alarmante crescimento da criminalidade em Porto Rico. Posteriormente, assistimos ao El Chamaco in "Primera Plana" (O menino em primeiro plano), uma cena que explora a linguagem do corpo e as expressões da juventude criminal(izada), apresentando a relação recíproca entre a vontade e a submissão, a vida do crime nas ruas e as forças institucionais tentando controlá-la. Segue-se um filme curto intitulado Milagros Vélez (Milagres Vélez), baseado em Request Concert (Concerto Requerimento) de Franz Xaver Kroetz e Act without Words (Ato sem palavras) de Samuel Beckett. A última parte, La Primera Dama en Solo Operático en Tiempos Desafortunados (A Primeira Dama em Solo Operático em Tempos Infelizes), completa a performance, com uma primeira dama histérica simbolizando a banalidade da queixa numa sociedade onde a elite financeira controla a expressão cultural e os políticos escondem a corrupção por detrás da hipócrita preocupação cívica.

sexta-feira, 16 julho 2010 10:36

Entrevista com o Dancing Earth (2005)

Entrevista com o grupo Dancing Earth, conduzida por Tina Majkowski durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Ao coreógrafo Rulan Tangen juntam-se o músico/dançarino/pintor Quetzal Guerrero (Cambiva, Yacqui, Ahumeche), o dançarino/fotógrafo Anthony Ch-Wl-Tas Collins (Salt River Pima, Seneca, Osage) e o dançarino/ator/pintor Alejandro Meraz (Tarasco). Eles discutem, dentre outras coisas, as origens das suas colaborações, o papel da dança como um canal de empoderamento para os povos indígenas e como o Dancing Earth trabalha com a memória, o lugar, a tradição e o ritual através do movimento. O Dancing Earth é uma diversidade de artistas indígenas voltados para a dança, que trabalham como um coletivo, sob a liderança de Rulan Tangen, buscando incorporar a essência única da identidade e perspectiva indígenas através da criação e renovação dos movimentos rituais artísticos e culturais. ‘Antigas e futurísticas, as nossas danças são uma liguagem elementar de memória de osso e sangue em movimento. Nós cultivamos a nossa arte individual em favor do empoderamento de todos os povos e criamos pontes entre a arte e a humanidade, a tradição e a experimentação. Através do movimento, nos unimos com respeito, inspiração e inovação. Nós criamos as nossas obras com colaboradores indígenas nos campos da música, da confecção de máscaras, da fotografia, do figurino, da iluminação, da arquitetura, da poesia e da contação de estórias’.
There is no translation available.

This video documents an evening of music and dance by contemporary Native American and African American performers, presented at the Francisco Nunes theater in Belo Horizonte, Brazil, as a part of the 5th Encuentro of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, titled Performing Heritage: Contemporary Indigenous and Community-Based Practices. This performance brings together four contemporary American performances drawing from the artists' cultural roots: Quetzal Guerrero (Native American violinist and dancer), Larry Yazzie (Meskwaki/ Dine World Champion Fancy Dancer), David Pleasant (African-American Gullah/Geeche percussion and song, performing with dancer Joyah Pugh), and Dancing Earth (Indigenous Modern Dance collective directed by Rulan Tangen, with the participation of Quetzal Guerrero, Anthony Thosh Collins and Alejandro Meraz). Quetzal Guerrero and Thosh Collins open the evening with a traditional chant from the Salt River Pima-Maricopa indian community, followed by Quetzal's original solo violin piece. Larry Yazzie then performs his dazzling powwow Fancy Dance from Tama, Iowa, followed by the energetic and powerful percussion of African American David Pleasant, who draws on rhythms dating back to slavery in the United States. Dancing Earth performs a dance piece about the creation of the earth, and the evening ends with all performers bringing together their traditions--and the audience--on stage. There is also a post-performance discussion with the artists, in which they talk about the origins and meanings of their performances.

Dancing Earth performance begins at the 00:30:20 mark.

There is no translation available.

Mélange of music and dance by contemporary Native American and African American performers, presented at the Francisco Nunes theater in Belo Horizonte, Brazil, as a part of the 5th Encuentro of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, titled Performing Heritage: Contemporary Indigenous and Community-Based Practices. This performance brings together four contemporary American performances drawing from the artists' cultural roots: Quetzal Guerrero (Native American violinist and dancer), Larry Yazzie (Meskwaki/ Dine World Champion Fancy Dancer), David Pleasant (African-American Gullah/Geeche percussion and song, performing with dancer Joyah Pugh), and Dancing Earth (Indigenous Modern Dance collective directed by Rulan Tangen, with the participation of Quetzal Guerrero, Anthony Thosh Collins and Alejandro Meraz). Quetzal Guerrero and Thosh Collins open the evening with a traditional chant from the Salt River Pima-Maricopa indian community, followed by Quetzal's original solo violin piece. Larry Yazzie then performs his dazzling powwow Fancy Dance from Tama, Iowa, followed by the energetic and powerful percussion of African American David Pleasant, who draws on rhythms dating back to slavery in the United States. Dancing Earth performs a dance piece about the creation of the earth, and the evening ends with all performers bringing together their traditions--and the audience--on stage. There is also a post-performance discussion with the artists, in which they talk about the origins and meanings of their performances.