Perfis de artistas
sexta-feira, 30 outubro 2009 21:01

Trucho (2003)

Concerto de Liliana Felipe para apresentar o lançamento de seu álbum Trucho. "Trucho", adjetivo argentino que significa "pirata", "ilegal", "precário", "desvalorizado" ou "falso", resume a crítica de Felipe a respeito das atuais questões sócio-políticas hemisféricas ao mesmo tempo que dedica suas canções aos muitos "zé-ninguém" (os desprovidos, os sem-poder) da América Latina. Canções como "Como Madame Bovary", "Pobre gente", "Soñé", "La extranjera", "Si por el vicio", "Tertuliano", "Memoria Mnemosina", "No te lo puedo decir", "Las histéricas", "Tienes que decidir", entre outras, são executadas e comentadas por Felipe; o "bis" apresenta Jesusa Rodríguez cantando com Felipe uma versão teatral e cômica de um tradicional "huapango" mexicano. As cantoras cantam com diversos registros vocais juntamente com sílabas que formam o nome do vulcão Popocatepetl, subvertendo a canção original. Daí, a dupla interpreta "Mujeres del campo", um hino composto para uma série de oficinas conduzidas com mulheres indígenas camponesas mexicanas no verão de 2002. Felipe encerra o concerto com o tango "Lo que vos te merecés" a pedido de sua platéia, na qual, naquela noite, se encontravam a escritora Elena Poniatowska, a publicista Berta "la Chaneca" Maldonado, a curadora Montserrat Pecanins, a atriz Ofelia Medina, a deputada Beatriz Paredes, entre outras figuras intelectuais, artísticas e políticas de renome da atual esfera pública da Cidade do México.

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quarta-feira, 28 outubro 2009 20:49

Donna Giovanni (1987)

"Donna Giovanni", adaptação teatral de Jesusa Rodríguez da ópera "Don Giovanni" de Mozart e Da Ponte, é uma leitura feminista conhecida do clássico pela companhia teatral mexicana Divas A.C. Dirigida por Rodríguez e com direção musical de Alberto Cruzprieto, a peça fez uma turnê de sucesso pela América Latina, Estados Unidos e Europa, recebendo elogios da crítica. De uma forma magistral, "Donna Giovanni" utiliza humor, sobrepondo camadas de "cross-dressing" (roupas masculinas usadas por mulheres e vice-versa) e os efeitos recíprocos entre música, jogo de palavras e tableaux vivants a fim de propor um comentário feminista sobre sensualidade, questões de gênero e cenários religiosos e culturais de amor, engano, delegação de poder e desejo.

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quarta-feira, 28 outubro 2009 20:37

Cabaret prehispánico: Cielo de abajo (1992)

Este cabaré, composto por duas mulheres e um esqueleto "pré-hispânico", segue a trajetória de uma alma ao atravessar os nove níveis do submundo pré-Hispânico. Uma mulher indígena lamenta a morte de sua amante e resolve ir ao "el cielo de abajo" ("céu de abaixo") para procurá-la. A jornada segue aproximadamente a rota mapeada do texto sagrado "Popul Voh" dos Nahuas, assim como a do livro "Cuerpo humano e ideología: Las concepciones de los antiguos Nahuas" (O Corpo Humano e ideologia: os conceitos dos antigos Nahuas) de Alfredo López Austin. O texto, parte em Espanhol, parte em Nahuatl (o idioma dos chamados Astecas) é livremente baseado no conceito pré-hispânico da vida após a morte das almas mortais durante sua árdua viagem ao lugar de descanso eterno. No final, a performance de cabaré propõe uma exploração poética sobre o amor, gênero, sedução, sacrifício e morte.

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quarta-feira, 28 outubro 2009 20:21

Big Mother: El Gran Desmadre (2002)

Nesta performance burlesca de cabaré, os "Quatro Cavaleiros do Apocalipse" encenam a guerra da Humanidade contra a Natureza, numa reflexão "metafísica" sobre terrorismo, vigilância e a sociedade de espetáculos. Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, em Nova York, "uma esperança de guerra renasce" juntamente com o iminente e "esperado extermínio da Natureza". Um grupo de mulheres voluntariam-se para serem trancadas na sede da Mega Corporation ("um produto da fusão global do mercado da autocompetição perfeita"), uma espécie de show reality de tevê onde os debates metafísicos se justapõem aos concursos de beleza, limbos burocráticos e últimas ceias teatrais. "Alcançe Sua Metafísica 2002" é um concurso de beleza onde os Quatro Cavaleiros -- representados pela Fome, Epidemia, Guerra e Morte-- são confrontados com questões filosóficas: o que é conhecimento? Desejo? Consciência? O destino da raça humana? Daí, os participantes do programa tornam-se secretários do governo onde, entre fofoca e morosidade, pretendem terminar seus relatórios de avaliação da Mega e como seus Ministérios (da Abundância, Paz, Verdade e Amor) contribuíram para o objetivo e realização da empresa de "destruir a Natureza e a Humanidade de uma forma prazeirosa". As mulheres, então, transformam as personagens dramáticas da "Casa de Bernarda Alba", de Federico García Lorca, numa versão satírica durante um jantar onde as filhas insistem em fazer Bernanda contar-lhes "a Verdade". Bernarda confessa que é a Mãe Natureza, a Big Mother, que criou seus filhos a fim de se contemplar e de se espelhar. A peça caleidoscópica de olhares é, desta forma, multiplicada, num vórtex de vigilância onde Big Mother imita Big Brother ambos como a distopia de "1984" de Orwell e como um show reality de tevê mexicano homônimo. Agravados "metafisicamente", os Cavaleiros matam a Mãe Natureza, deixam o planeta estéril e embarcam numa "cruzada contra o terrorismo extraterrestre".

Inserções de vídeo da performance "Big Mother: El Gran Desmadre": Aqui, incluem-se: cenas filmadas de um noticiário dos ataques terroristas ao World Trade Center, em Nova York; um comercial apresentando a Mega Corporation ("um produto da fusão global do mercado da autocompetição perfeita") em sua "cruzada contra o terrorismo"; três trechos de telenovelas mexicanas; um comercial com um famoso ator mexicano; um "flash" informativo e satírico sobre a vigilância das câmeras da "Big Mother" (instaladas a fim de observar a população mexicana, a procura de possíveis terroristas contra a soberania do Estado); um momento filmado das "filhas de Bernarda Alba" numa terra estéril, agitando a bandeira mexicana. Todas essas seqüências filmadas complementam a reflexão "metafísica" do show sobre terrorismo, vigilância e a sociedade dos espetáculos, numa espécie de "show reality de tevê" onde os debates metafísicos se justapõem aos concursos de beleza, limbos burocráticos, e últimas ceias teatrais em busca da Verdade entre a guerra contra a Natureza e a Humanidade.


Video Holdings

Big mother: el gran desmadre
Big mother: el gran desmadre (inserções de vídeo)

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segunda-feira, 12 outubro 2009 16:48

New War, New War (2002)

There is no translation available.

Video documentation of Jesusa Rodríguez, Liliana Felipe and Regina Orozco's "New War, New War" presented as part of the 3rd Encuentro of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, celebrated in July of 2002 in Lima, Peru under the title "Globalization, Migration and the Public Sphere." In this farcical, multimedia political cabaret/musical theater production, Rodríguez, Felipe and Orozco ask whether humor can elucidate politics in times of crisis and war. The piece was written in particular response to the U.S. "war on terror" and the build-up to what we now know of the Iraq war of 2003. This performance brigs to the forefront a reflection on six aspects of the War on Terror: the destruction of a cosmic order; a fourth world war in a neo-prehistoric era; a political war in the global village; a genetic revolution; a gender war; and a cultural war. The performance combines multi-media sets with traditional opera from Orozco, music from Felipe and political satire from Rodríguez.

See related interview: New War, New War: Jesusa Rodríguez sobre política, placer y performance.

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quarta-feira, 19 agosto 2009 16:49

La soldadera autógena (2001)

icon Soldadera autógena (esp) (46.58 kB)

"¡Viva la revolución genética y sexual!"
"Viva a revolução genética e sexual!"

Usando a figura da “Soldadera”, a mulher guerreira que tornou-se famosa durante a Revolução Mexicana, Jesusa Rodriguez proclama o seu manifesto para uma revolução sexual e genética. Sem mais necessidade de se dividir a humanidade entre ele e ela. Agora podemos ser ele e ela em um corpo; "dos presentaciones en un mismo envase".


Extrato

Ya estuvo bueno, pues’n, más vale que me vengan a mí a aplaudir. ¡Ahora sí, hijos de su centrifugada incubadora! ¡Vamos a ver lo que es bueno! Y además, alguien que se me arrime, que se las paso a vivipartir. Buenas las tengan, y si no, pos lástima. Ahorita como quiera lo que importa es leerles este panfleto, un documento que mal que les pese mi analfabetizadez’n, total y al cabo, su presidente Vicente Fuck, no tiene mejor verbabulario que yo.


Y aquí desde este tribunal que mi regimiento y yo hemos tomado, porque ya nos cansamos de que el poder se mantenga depositado a plazo fijo y estado permanentes’n. Por eso, pa’ liberar al pueblo de la estupidización, el consumio, la multimedia, la polimedia y toda esa parafranela —¡ya estuvo bueno!— hemos hecho, provocado y proconsabido, conseguido el triunfo de nuestra revolución genética. Ahora, ¿en qué consiste, verdad? Repitan conmigo, (saca pistola) "¡No a la Represión! ¡Viva la Comandante Esther! ¡Chingue su madre Diego de Blancos de Ceballos! ¡Viva la revolución genética y sexual! ¡Viva el Proyecto Genoma y la transexualización de Truacti la Ambigua!" O como dijo William Burroughs, "las revoluciones cambian algunas costumbres, pero dejan la mierda intacta". Ojo, fíjense bien y analicen, mis queridas soldaderas’n. "No tiene sentido la revolución", dice Burros. "Creo que un cambio verdadero debe implicar un cambio drástico, como cuando los peces comenzaron a salir del agua". Vámonos analizando, pues’n, yo digo. Si las piedras se volvieron amíbas’n, ¿por qué nosotros no íbamos a trasmutar? Pos qué caray, eh. Hoy por hoy, gen por gen, hemos transunstantivado nuestro ácido revivonoxinucleido, ¡¡y a simple vista se nos nota que los revolucionarios de hoy semos andróginos!! O séase, que ni hombres ni mujeres, sino que somos hombres y mujeres al mismo tiempo. Dos presentaciones en el mismo envase. Dos personas en un solo cuerpo. Un solo cuerpo vuelto pareja. Semos todos hermafroditas’n. ¡Y eso nos congratula, compañeros, nos llena de regocijo! ‘Ora sí se acabó el machismo y se acabó el feminismo y todas esas babosadas de las reguerías y las budeces, ¡puras mamadas’n! Se acabó la desigualdad entre hombres y mujeres’n. ¡Compañeros, compañeras, o compañeres’n! ‘Ora semos una y otra al mismo tiempo, ¡y decretamos la abolición de la familia! ¡Ya estuvo bueno! Nada de los valores sagrados de la familia, ni... ¡Puras mamadas! Es más, voy a cantarles una canción que dice así: (Canta, con Liliana al piano, la canción "Expresidentes". El coro es: "Ay ay ay ay, ¿dónde andarán esos hojetes que vinieron a robar?") Pinches culeros, ésos no son hermafroditas. ¡Son monocotiledóneos! Pero bueno, estábamos en otro tema. ¿Qué nos importan los expresidentes? Estos güeyes son sexualidades inferiores. ¡Viva el libre albedrío! ¡Viva la cópula de autoservicio! Semos el futuro, mal que les vuelva a pesar. Y en revisionar la historia del pasado, notaremos que la gran mayoría de nuestros héroes jueron andróginos. A saber, José María Morelos-- Morelos, José María. Miguel Hidalgo y Costilla. Guadalupe Victoria. Emiliano Zapata. Ahí lo tienen, si la historia lo tiene muy claro. Semos productos de esta revolufia que hoy celebramos y cuyo máximo producto y logro se consolida en su naturaleza violenta y traviesa, amarga y dulzona, ni fría ni caliente, ¡¡pero mucho menos tibia, compañeres!! Hoy nos hacemos el manicure mientras nos afeitamos el bigote. Cambiamos pañales mientras arreglamos el mofle. Comemos mazapanes chopeados en chamois. Y jugamos a las matapenas en mitad de las charreadas. ¡Compañeros y compañeres revolucionaries! Al mismo tiempo compañeros y compañeras, ¡compañeres! Albergo en mi seno ambos miembros. Al chofer de la combi y al a doncella de Orleans. Al popo y al ista. Y al activar el doble espíritu motor en el vientre de nuestra humanidad --y pésimamente mal al que le vuelva a pesar-- ¡no cederemos ni un paso! ¡No daremos ni un paso atrás en lo que a reitraitación se refiere! Porque yo conmigo semos marido y mujer, únicos e indivisibles, y todo aquel que quiera sumarse a las huestes andrógines hermafrodites, preséntese inmediatamismo de Deguaitepey, donde se le consagrará la doble sexualidad istmo facto. ¡Pa’ algo soy la soldadera autógena pues’n! Y ustedes concederán su doble sexualidad inmediata presentando las presentación de 3 cocholatas de refrescos de cola, su genoma desdoblado, y la convicción de que están dispuestos, dispuestas y y dispuestes, a ingresar a una etapa superior de la evolución humana. Y ahora sí, querides compañeres, a gozar de este bonito corrido, que dice así: Rosita se transexuó...

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terça-feira, 18 agosto 2009 19:40

Cabaret prehispánico: Arquetipas (2004)

There is no translation available.

In this bilingual 'pre-Hispanic' cabaret performance, Jesusa Rodríguez and Liliana Felipe perform some of their staple characters and songs, in a satiric commentary on how US foreign policy, neoliberalism, and the North American Free Trade Agreement (NAFTA) are affecting Latin America. 'Freaka Kahlo,' 'la Serpiente Enchilada' and the 'Coatlicue' are some of the queer 'arquetypical' characters performed by Rodríguez; through ingenious neologisms and humorous wordplay, they pose a critique to consumer society, repressive US policies against illegal migrants, the imposition of transgenic corn in Mexico (which is currently endangering the ecodiversity of native corn), and the opening of an American megastore (the controversial Walmart) nearby the pre-Columbian pyramids of Teotihuacán. Renown songs by Felipe - 'Tienes que decidir,' 'Mala,' 'El maíz,' among others - provide a powerful antiphonal commentary on these issues, bringing together the social and the personal in a engaging take on queer politics. The artists close the performance with their famous song 'Popocateptl,' a parodic version of Mexican composer José Pablo Moncayo's most well-known work, 'Huapango.'

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terça-feira, 18 agosto 2009 19:26

Primero sonho (2007)

A obra A obra Primeiro sonho foi encenada por Jesusa Rodríguez como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política ocorrido em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina sob o título CORPOLÍTICAS / Body Politics in the Americas: formações de raça, classe e gênero. Rodríguez encena um fragmento do poema do século XVII da Irmã Juana Inés de la Cruz, entitulado Primeiro sonho, o qual x poeta confessa ter sido o único poema que elx escreveu por prazer e para si mesmx. À medida em que elx vai desvelando cada camada do poema, elx vai também retirando as suas roupas. (A versão inicial da peça, apresentada no Encuentro de 2002 em Lima, Peru, tinha sido entitulada Striptease de Sor Juana [Striptease da Irmã Juana]).


Roteiro

icon Primero Sueño (esp) (108.92 kB)

icon Primero Sueño (eng) (1.42 MB)


Excerto

Piramidal, funesta, de la tierra
nacida sombra, al Cielo encaminaba
de vanos obeliscos punta altiva,
escalar pretendiendo las Estrellas;
si bien sus luces bellas
--exentas siempre, siempre rutilantes--
la tenebrosa guerra
que con negros vapores le intimaba
la pavorosa sombra fugitiva
burlaban tan distantes,
que su atezado ceño
al superior convexo aun no llegaba
del orbe de la Diosa
que tres veces hermosa
con tres hermosos rostros ser ostenta,
quedando sólo o dueño
del aire que empañaba
con el aliento denso que exhalaba;

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Suplementares Links

Film: Todo, en fin, el silencio ocupaba