Perfis de artistas
quarta-feira, 07 abril 2010 16:33

Jardín de otoño (2003)

Duas solteironas, Rosalía e Griselda, vivem juntas numa antiga mansão da Rosalía, na qual a Griselda aluga um quarto. As vidas de ambas as mulheres revolvem em torno de um aparelho de televisão, alimentado especialmente por telenovelas. Através das telenovelas, as duas mulheres seguem fielmente o seu galã favorito: o Mariano Rivas. Fãs devotas, elas sonham com ele toda a tarde. Possuídas pelas paixões das cenas da tela da TV, Griselda e Rosalía decidem, em um ato de transgressão pessoal que as leva além dos seus próprios limites, sequestrar o Mariano Rivas e trazê-lo para a mansão, onde elas farão ele reproduzir os beijos apaixonados do seu teleteatro.

Não há documentação em vídeo desta trabalho.


Excerto

Acto I

PRIMERA ESCENA

(Sobresaltada por sus propios sueños Rosalía pega un grito. Se levanta intempestivamente y apaga el televisor. Se reubica. Ve a Griselda dormida.)

ROSALÍA:  ¿No habíamos quedado en algo para esta noche vos y yo? (Griselda duerme profundamente. Trata de serenarse. Se sienta. Pausa. Se levanta y abre la ventana). Mirá qué luna. Toda para nosotras. Pero ¿vos qué sabés de la luna? Vos no tenés la fuerza necesaria para quedarte despierta conmigo. Yo ya lo sabia. Y además estoy tan acostumbrada... Si yo pudiera dormir así... con el cuerpo relajado y las manos tan caídas.  (Le acaricia la cabeza) como una criatura cansada de jugar que cae rendida después de comer el flan con dulce de leche. Ni buenas noches me decís... ni buenas noches... Yo tampoco te diría buenas noches... (Se acerca a la ventana y mira la luna en silencio) La luna está muerta de risa hoy. Se ríe de vos que ibas a pasar la noche despierta. ¿Vos no te quedabas despierta toda la noche en Carnaval?

GRISELDA: ¿Hoy es Carnaval?

ROSALÍA: No ves cuántas cosas te perdés...

GRISELDA: ¿Qué hora es?

ROSALÍA: Si te digo la una, si te digo las dos, si te digo las tres, si te digo las cuatro...

GRISELDA: ¡Son las cuatro! (Va a sentarse alarmada por la hora).

ROSALÍA: Son todas las horas que vos no conocés.

GRISELDA: Por que yo no tengo insomnio.

ROSALÍA: Insomnio. Qué palabra. Como moño. Moño. Insomnio. Somnio. Yo no tengo insomnio. Vos tenés insomnio.

GRISELDA: Exactamente. Yo tengo somnio. ¿No podemos apagar un poquito la radio? Son la cuatro de la mañana, hijita.

ROSALÍA: No son las cuatro. Son las doce y media de la noche.

GRISELDA: ¿Y es carnaval?

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quarta-feira, 07 abril 2010 12:12

Casa Matriz (2003)

A obra Casa Matriz, do grupo de teatro La Máscara, uma peça de um ato para duas atrizes escrita pela dramaturga e cartunista argentina Diana Raznovich, é a estória de uma busca pela mãe perfeita. Bárbara está completando 30 anos e, como um presente (muito caro) para si mesma, ela decide contratar uma “mãe substituta” através de uma agência singular, a Casa Matriz. Esta agência – um equivalente maternal bizarro do serviço de acompanhantes – é especializada em fornecer mães-por-um-dia completamente customizadas aos seus clientes, que modelam a sua matriarca ideal preenchendo um formulário que detalha cada uma das suas necessidades emocionais, todas as características desejadas e o cenário perfeito. Utilizando a técnica do “teatro dentro do teatro”, esta comédia provoca risos e a reflexão imediata sobre as relações emocionais entre mães e filhas. Ela investiga as comunicações interpessoais das pessoas comuns e faz uma crítica sobre o problemático sistema da estrutura familiar.

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quarta-feira, 07 abril 2010 12:01

El cuerpo efímero: una muerte de lujo (2007)

Documentação em vídeo da performance El cuerpo efímero: una muerte de lujo, (O Corpo Efêmero: uma Morte de Luxo), apresentada como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina sob o título CORPOLÍTICAS nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero. Criada por Diana Raznovich e encenada por Pía Uribelarrea, ‘El cuerpo efímero’ explora como a anorexia responde ao paradigma esposado pelas grandes empresas farmacêuticas multinacionais, às indústrias da moda e da beleza e às empresas que produzem todo tipo de produtos dietéticos. O processo de produção de grifes de moda começa em fábricas clandestinas, que contratam mulheres por salários de fome, e acabam nas passarelas, que contratam escravos, que pagam com a sua própria morte.

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sexta-feira, 30 outubro 2009 21:01

Trucho (2003)

Concerto de Liliana Felipe para apresentar o lançamento de seu álbum Trucho. "Trucho", adjetivo argentino que significa "pirata", "ilegal", "precário", "desvalorizado" ou "falso", resume a crítica de Felipe a respeito das atuais questões sócio-políticas hemisféricas ao mesmo tempo que dedica suas canções aos muitos "zé-ninguém" (os desprovidos, os sem-poder) da América Latina. Canções como "Como Madame Bovary", "Pobre gente", "Soñé", "La extranjera", "Si por el vicio", "Tertuliano", "Memoria Mnemosina", "No te lo puedo decir", "Las histéricas", "Tienes que decidir", entre outras, são executadas e comentadas por Felipe; o "bis" apresenta Jesusa Rodríguez cantando com Felipe uma versão teatral e cômica de um tradicional "huapango" mexicano. As cantoras cantam com diversos registros vocais juntamente com sílabas que formam o nome do vulcão Popocatepetl, subvertendo a canção original. Daí, a dupla interpreta "Mujeres del campo", um hino composto para uma série de oficinas conduzidas com mulheres indígenas camponesas mexicanas no verão de 2002. Felipe encerra o concerto com o tango "Lo que vos te merecés" a pedido de sua platéia, na qual, naquela noite, se encontravam a escritora Elena Poniatowska, a publicista Berta "la Chaneca" Maldonado, a curadora Montserrat Pecanins, a atriz Ofelia Medina, a deputada Beatriz Paredes, entre outras figuras intelectuais, artísticas e políticas de renome da atual esfera pública da Cidade do México.

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quarta-feira, 28 outubro 2009 22:57

Güevita (1997)

Nesta performance de cabaré, Jesusa Rodríguez apresenta um comentário satírico sobre o comércio da imagem póstuma de Eva Duarte de Perón na literatura, filme e cultura popular. Com um comentário direto sobre o musical "Evita", Rodríguez propõe uma história "alternativa" dos últimos dias de Duarte de Perón e o ponto máximo do uso de seu corpo, jocosamente chocando-se com os conceitos de tempo e espaço históricos, reais, fictícios, virtuais e anacrônicos. "Em face à atual crise social, econômica e política da América Latina, numa era de globalização e impasses profundos, não podemos evitar de nos questionarmos a questão premente: quem era Eva Perón e o que aconteceu com seu corpo?": um comentário satírico sobre as prioridades da sociedade do mundo ocidental enredado com tangos e milongas originais e tradicionais (executados pelo "Gaúcho do Sutiã Maravilha", Liliana Felipe), estas questões articulam a peça como um conjunto de três quadros inter-conectados. A performance começa com um show de rádio apresentando biografias de mulheres importantes da América Latina, patrocionado pelo "Jabón Radical" (Sabão Radical, aquele que "limpa e re-estabelece a ordem social"). O segundo segmento é a história encenada dos "últimos eventos" da vida de Evita: Eva (personagem de Rodríguez) comprou a estação de rádio para contra-atacar as versões de sua vida e morte contadas por seus adversários e "re-encena" seus últimos dias com a ajuda de sua mãe (que está prestes a dar a luz ao Presidente Carlos Menem, e que quer obter o código de acesso às contas bancárias de Evita), uma enfermeira e um assistente tolo. O terceiro e quadro final nos leva à Alfândega da Cidade do México, onde corrupção, tráfico de entorpecentes e golpes de Estado fervem, no que resulta na mudança de governo que tenciona usar o corpo de Evita (guardado na Alfândega a caminho dos Estados Unidos onde Madonna tinha a intenção de usá-lo como objeto de promoção de seu filme) como um tipo de bandeira para a "incorruptibilidade" do novo "corpo nacional".

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quarta-feira, 28 outubro 2009 22:37

Ensalada León Felipe (1991)

Esta é uma documentação feita em vídeo sobre uma noite de performance de cabaré no El Hábito, em 1991. Não é uma peça, ou melhor, é uma interação livre entre as artistas/anfitriãs e a platéia. Liliana caminha pelo palco usando um chapéu de Viquingue e um macacão pegado a pele, ajudando "Pita Amor" (uma velha poetisa mexicana, personagem de Jesusa Rodríguez) a sentar-se. Enquanto Liliana toca canções conhecidas de seu repertório, Pita Amor lê poemas, brinca com a platéia, dá ordens a Liliana e faz comentário sobre tudo, amor, governo, feminismo, tudo apimentado com o pedido periódico de "um drink" e sua asserção repetida "como eu odeio envelhecer!" No meio da platéia se encontram Marta Lamas, fundadora e diretora do Debate Feminista (uma revista acadêmica feminista mexicana) e Elena Poniatowska, uma das figuras literárias de renome no México sobre a qual Liliana canta uma canção no encerramento do show. Este vídeo é uma prova do tipo de espaço que El Hábito é: um foco de intelectuais, feministas, ativistas dos direitos gays e pessoas progressistas e de mente aberta que desejam engajar-se com humor crítico e inteligente.

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quarta-feira, 28 outubro 2009 21:37

El derecho de abortar (1998)

Monica "Lengüinsky" (personagem de Jesusa Rodríguez) foge para o México durante o escândalo Clinton, torna-se escritora de tevê e produz "El Derecho de Abortar", um show que é um cruzamento entre uma "pastorela'" (auto de Natal) e uma "telenovela". Esta "pastonovela" apresenta a Virgem Maria e José de Nazaré como dois mexicanos milionários e atormentados pela sexualidade ambígua de seu filho "cross-dressing"(homem que gosta de vestir-se com roupas femininas), Jesus Cristo. Numa tentativa fracassada de "consertá-lo", empregam uma prostituta ("María Magdalena" Lengüinsky), que acaba descobrindo que Jesus é, na realidade, um hermafrodita e que está grávido e que o pai de seu filho ainda por nascer é o próprio São José. Quando Jesus faz um aborto, Lengüinsky vê sua oportunidade de lucrar com a situação: faz chantagens com a Sagrada Família ao ameaçar ir a público e contar a verdade sobre Jesus. Ao colocar seu próprio status social em primeiro lugar(incluíndo a carreira política de José à candidatura a presidência do México), a Sagrada Família resolve sacrificar Jesus e vende os direitos autorais de todas as imagens da crucificação para Lengüinsky. "El Derecho de Abortar" é um comentário satírico e comovente sobre a corrupção, intolerância e moralidade contraditória agindo na sociedade católico-capitalista do México.

Inserções de vídeo: Inserções de vídeo da peça de cabaré "El Derecho de Abortar". Monica "Lengüinsky" foge para o México durante o escândalo Clinton, torna-se escritora de tevê e produz "El Derecho de Abortar", um show que é um cruzamento entre uma "pastorela" (auto de Natal) e uma "telenovela".


Vídeo

El derecho de abortar
El derecho de abortar (inserções de vídeo para o performance)

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quarta-feira, 28 outubro 2009 20:49

Donna Giovanni (1987)

"Donna Giovanni", adaptação teatral de Jesusa Rodríguez da ópera "Don Giovanni" de Mozart e Da Ponte, é uma leitura feminista conhecida do clássico pela companhia teatral mexicana Divas A.C. Dirigida por Rodríguez e com direção musical de Alberto Cruzprieto, a peça fez uma turnê de sucesso pela América Latina, Estados Unidos e Europa, recebendo elogios da crítica. De uma forma magistral, "Donna Giovanni" utiliza humor, sobrepondo camadas de "cross-dressing" (roupas masculinas usadas por mulheres e vice-versa) e os efeitos recíprocos entre música, jogo de palavras e tableaux vivants a fim de propor um comentário feminista sobre sensualidade, questões de gênero e cenários religiosos e culturais de amor, engano, delegação de poder e desejo.

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quarta-feira, 28 outubro 2009 20:37

Cabaret prehispánico: Cielo de abajo (1992)

Este cabaré, composto por duas mulheres e um esqueleto "pré-hispânico", segue a trajetória de uma alma ao atravessar os nove níveis do submundo pré-Hispânico. Uma mulher indígena lamenta a morte de sua amante e resolve ir ao "el cielo de abajo" ("céu de abaixo") para procurá-la. A jornada segue aproximadamente a rota mapeada do texto sagrado "Popul Voh" dos Nahuas, assim como a do livro "Cuerpo humano e ideología: Las concepciones de los antiguos Nahuas" (O Corpo Humano e ideologia: os conceitos dos antigos Nahuas) de Alfredo López Austin. O texto, parte em Espanhol, parte em Nahuatl (o idioma dos chamados Astecas) é livremente baseado no conceito pré-hispânico da vida após a morte das almas mortais durante sua árdua viagem ao lugar de descanso eterno. No final, a performance de cabaré propõe uma exploração poética sobre o amor, gênero, sedução, sacrifício e morte.

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quarta-feira, 14 outubro 2009 22:16

Kay Punku (2007)

Kay Punku é uma performance baseada em testemunhos documentados de mulheres que foram vítimas de violência sexual na região alta dos Andes no Peru, uma região seriamente afetada pela violência de 1980 a 2000.

Não há documentação em vídeo desta obra.

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