Entrevista com Aaron Pollard e Stephen Lawson, da 2boys.tv, conduzida por Ramón Rivera-Servera como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

A 2boys.tv é uma dupla transdisciplinar de Montreal, composta por Stephen Lawson e Aaron Pollard (também notoriamente conhecidos em alguns círculos como os seus alter egos Gigi L’Amour e Pipi Douleur). Eles têm criado um vasto repertório de obras de cabaré multimídia épicas, performances, vídeos e instalações.

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Entrevista com Aaron Pollard e Stephen Lawson (2007)

Pouco após a abertura do seu show, Revealing the Absent Indian, parte da série New Tribes New York no National Museum of the American Indian, Alan Michelson fala sobre a exibição, que é uma retrospectiva da sua obra. Boa parte da sua arte tem sido influenciada pelo fato de ele ter sido adotado fora da sua tribo (crianças indígenas eram adotadas por pessoas de fora em taxas alarmantes entre os anos 40 e os anos 70) e só ter encontrado a sua família Mohawk bem mais tarde. Michelson enquadra essa questão dentro do tópico mais amplo do desalojamento indígena. Outro tema da sua obra é a paisagem, que o artista utiliza para desafiar as noções de supremacia e de superioridade. Uma das peças em que Alan se concentra, Two Row II (Duas Fileiras II), é uma instalação em vídeo que refere-se ao “Cinturão Wampum das Duas Fileiras” ou Two Row Wampum Belt, que simboliza o acordo perante o qual os Iroquois/Haudenosaunee (a confederação das seis nações indígenas, da qual os Mohawk fazem parte) acolheram os povos brancos nas suas terras: “Nós NÃO seremos como pai e filho, mas como irmãos. Essas DUAS FILEIRAS (TWO ROWS) simbolizarão embarcações viajando ao longo do mesmo rio juntos. Uma será para o Povo Original, as suas leis, os seus costumes; o outro será para o povo europeu e suas leis e costumes. Nós viajaremos por esse rio juntos, mas cada um no seu próprio barco. E nenhum de nós irá tentar conduzir a embarcação do outro”. Os Haudenosaunee têm cumprido com o seu compromisso até hoje. A obra de arte de Alan está também no cinema e o seu show pode ser assistido pelo site www.nmai.si.edu/exhibitions/newtribe/.

 

Entrevista com Alan Michelson (2005)

Em novembro de 2008, o teatro The Public, na cidade de Nova Iorque, teve o prazer de apresentar um festival de teatro extraordinário, com artistas de teatro nativo contemporâneos. No segundo ano do festival, apresentou-se: três leituras gratuitas dos novos trabalhos dos dramaturgos nativos Victoria Nalani Kneubuhl, Laura Shamas e Eric Gansworth, seguidas de discussões após os espetáculos; uma discussão com o diretor artístico Oskar Eustis e um painel de artistas nativos sobre política e performance, que foi aberto ao público em geral; uma série de sete discussões sobre o ramo do teatro nativo, destinadas a reunir artistas e criar um fórum aberto para se debater temas relacionados ao teatro nativo contemporâneo; e um show da cantora nativa e afro-americana Martha Redbone no Joe’s Pub. Este vídeo, Entrevista com Alanis King, faz parte da série de entrevistas conduzidas por Tom Pearson e complementa os arquivos do festival de 2008.

Alanis King (Nação Odawa). Dentre as suas obras teatrais, destacam-se: 'Bye Bye Beneshe', 'Song of Hiawatha: An Anishnaabec Adaptation' (“A Canção de Hiawatha: Uma Adaptação Anishnaabec”), 'Order of Good Cheer' (“Ordem do Bom Tempo”),  'Gegwah', 'Lovechild' (“Fruto de um Caso de Amor”), 'Artshow' (“Show de Arte”), 'Heartdwellers' (“Habitantes do Coração”), 'Manitoulin Incident' (“O Incidente Manitoulin”), 'Tommy Prince Story' (“A Estória de Tommy Prince”), 'When Jesus Met Nanabush' (“Quando Jesus Conheceu Nanabush”), 'Storyteller' (O Contador de Estórias”) e 'Step by Step' (“Passo a Passo”). King fez uma residência em dramaturgia no Centro de Teatro Indígena em Toronto de 2005 a 2007 e no Teatro Nightwood. Ela foi diretora artística da companhia de teatro da sua comunidade, o Debajehmujig Theater Group, e do Native Earth Performing Arts. Ela também já produziu, fez turnês, dirigiu e desenvolveu inúmeras peças em várias comunidades indígenas First Nations; um dos seus destaques foi 'Lupi the Great White Wolf' (“Lupi, o Grande Lobo Branco”) para a turnê infantil na Academia de Música de Brooklyn.

Tom Pearson (Creek/Cherokee da Região Leste) é um escritor e artista atuante em diversas modalidades artísticas, incluindo dança contemporânea, performances de local específico, cinema, arte visual e instalações de grande escala. Pearson tem um mestrado em Estudo da Performance pela New York University/Tisch School of the Arts e atualmente é co-diretor artístico do Third Rail Projects, um grupo de artistas com sede na cidade de Nova Iorque. Ele recebeu o prêmio New York Dance and Performance (Bessie) em 2008 na categoria de coreografia e um prêmio Kingsbury na categoria de obra literária. Os artigos de Pearson sobre a dança e a performance nativas têm sido publicados na Time Out New York Kids, na Dance Magazine, na Dance Spirit e em várias outras publicações online. Além do seu trabalho nas artes contemporâneas, Tom participa também de eventos indígeno-americanos tradicionais como dançarino e cantor.

Entrevista com Alanis King (2008)

Entrevista com Alejandro Meitin, conduzida por Marcela Fuentes durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Alejandro Meitin fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a apresentação de Meitin, entitulada Iniciativas Artísticas em Organização Comunitária e suas Dimensões Metafórica e Jurídico-Social, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

Biografia

Alejandro Meitin é um artista, advogado, ativista ambiental e um dos fundadores do coletivo de arte Ala Plástica (1991), sediado em La Plata, Argentina. Ele é membro, desde 1994, da Arte Litoral, uma rede independente de artistas, críticos, curadores e acadêmicos interessados em novas formas de se pensar sobre a prática artística contemporânea e a teoria da crítica. Meitin tem estado envolvido na pesquisa e desenvolvimento de práticas artísticas colaborativas e no seu currículo constam diversas exibições, residências e publicações. Ele também já lecionou e fez palestras na América Latina, na América do Norte e na Europa.

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Entrevista com Alejandro Meitin (2009)

Entrevista com Álvaro Villalobos, conduzida por Antonio Prieto Stambaugh durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Álvaro Villalobos fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a sua participação numa mesa redonda sobre Intervenções Urbanas, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

Álvaro Villalobos é um artista colombiano residente no México. Ele recebeu o seu mestrado em Artes Plásticas e o seu Ph.D. em Estudos Latino-Americanos pela UNAM. Antes disso, ele cursou a Escola de Artes da ASAB, em Bogotá. A sua obra consiste principalmente de performances, fotografias, vídeos e instalações que conectam questões sociais e políticas com a obra de arte. Atualmente, ele é professor na Escola de Estudos Superiores Acatlán, na UNAM, e Coordenador de Pesquisa e Trabalhos de Pós-Graduação na Escola de Artes da UAEM.

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Entrevista com Álvaro Villalobos (2009)

Entrevista com Ana e Débora Correa, do Grupo Cultural Yuyachkani, conduzida por Katherine Nigh como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

O coletivo de teatro mais importante do Peru, o Grupo Cultural Yuyachkani tem trabalhado desde 1971 na vanguarda da experimentação teatral, da performance política e da criação coletiva. “Yuyachkani” é uma palavra do idioma quechua que significa “estou pensando, estou recordando”. Sob este nome, o grupo de teatro tem dedicado-se à exploração coletiva da memória social incorporada, particularmente em relação a questões sobre a etnia, a violência e a memória no Peru. O grupo é composto de sete atores (Augusto Casafranca, Amiel Cayo, Ana Correa, Débora Correa, Rebeca Ralli, Teresa Ralli e Julián Vargas), um designer técnico (Fidel Melquíades) e um diretor artístico (Miguel Rubio), que firmaram um compromisso para com a criação coletiva como modalidade de produção teatral e para com o teatro em grupo como um estilo de vida. A sua obra tem figurado entre as mais importantes do chamado “Novo Teatro Popular” na América Latina, com um grande comprometimento para com os problemas, a mobilização e a defesa das comunidades de base. O grupo Yuyachkani recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos no Peru no ano 2000. Conhecido pela sua criativa adoção tanto das formas de performance indígenas quanto das formas teatrais cosmopolitas, o Yuyachkani oferece uma visão interna do teatro peruano e latino-americano e de questões mais amplas relativas à estética social pós-colonial.

 

Entrevista com Ana e Débora Correa (2007)

Nesta entrevista, Ana Correa relata o seu início no grupo, onde ela encontrou diálogo e abertura para criar teatro. A peça 'Allpa Rayku' do Yuyachkani marca a busca do grupo pelas profundas tradições peruanas e pelo mundo andino e também a própria identidade e conexões de Correa com as suas raízes indígenas. Viajando por todo o Peru, o grupo encontrou diversas fontes de inspiração para a ‘cholificação’ da sua proposta – um projeto estético e político que abrange esferas locais peruanas e questões globais mais amplas. A formação dos membros do grupo, combinada com a sua profunda pesquisa e sua experiência como atores, é entrelaçada com uma auto-reflexão como grupo. Suas performances oferecem um espaço onde cidadãos civis marginalizados podem falar e ser ouvidos e também podem apresentar a violência sofrida pelo país no fogo cruzado entre o grupo terrorista ‘Sendero Luminoso’, o governo peruano e o exército. O país foi devastado por essa violência e afundou em um vazio interno e fragilidade. O Yuyachkani trabalhou nisso, convencido de que o teatro nos torna seres humanos melhores. Correa explica como os atores do Yuyachkani são companheiros do personagem, que está sempre em primeiro plano, e como o grupo tem trabalhado em coordenação com organizações populares, ONGs e comunidades. Ela destaca o papel dos eventos internacionais e Encuentros do Instituto Hemisférico de Performance e Política, um espaço que promove uma necessária abertura – um espaço onde podemos estar juntos e tentar entender um ao outro.

Entrevista com Ana Correa (2001)

Entrevista com Ana Correa, membro ativo do Grupo Cultural Yuyachkani, do Peru, conduzida por Michelle Zubiate durante o 3o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2002 em Lima, Peru, sob o título “Globalização, Migração e a Esfera Pública”.

O coletivo de teatro mais importante do Peru, o Grupo Cultural Yuyachkani tem trabalhado desde 1971 na vanguarda da experimentação teatral, da performance política e da criação coletiva. “Yuyachkani” é uma palavra do idioma quechua que significa “estou pensando, estou recordando”. Sob este nome, o grupo de teatro tem dedicado-se à exploração coletiva da memória social incorporada, particularmente em relação a questões sobre a etnia, a violência e a memória no Peru. O grupo é composto de sete atores (Augusto Casafranca, Amiel Cayo, Ana Correa, Débora Correa, Rebeca Ralli, Teresa Ralli e Julián Vargas), um designer técnico (Fidel Melquíades) e um diretor artístico (Miguel Rubio), que firmaram um compromisso para com a criação coletiva como modalidade de produção teatral e para com o teatro em grupo como um estilo de vida. A sua obra tem figurado entre as mais importantes do chamado “Novo Teatro Popular” na América Latina, com um grande comprometimento para com os problemas, a mobilização e a defesa das comunidades de base. O grupo Yuyachkani recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos no Peru no ano 2000. Conhecido pela sua criativa adoção tanto das formas de performance indígenas quanto das formas teatrais cosmopolitas, o Yuyachkani oferece uma visão interna do teatro peruano e latino-americano e de questões mais amplas relativas à estética social pós-colonial.

 

Entrevista com Ana Correa (2002)

Entrevista com Anabelle Contreras Castro, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Anabelle Contreras Castro formou-se em Antropologia pela Universidad de Costa Rica e em seguida concluiu um mestrado (M.A.) e um Ph.D. em Estudos Latino-Americanos na Freie Universität Berlin. Ela tem atuado como pesquisadora convidada na Freie Universität Berlin e em vários programas financiados pelo DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) e pelo Max Plank Institute, bem como em diversas oficinas, conferências e seminários internacionais. Ela é professora na Escola de Artes Cênicas e coordenadora do Doutorado Interdisciplinar em Artes e Letras da América Central, na Universidad Nacional de Costa Rica. Ela também é dramaturga do grupo teatral independente Abya Yala. A sua pesquisa e investigações têm-se desenvolvido no campo das identidades na América Central, das culturas jovens, do gênero, da cultura popular e da mídia.

Entrevista com Anabelle Contreras Castro: O que é o Estudo da Performance? (2011)

Entrevista com André Lepecki, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

André Lepecki é um curador de arte, dramaturgo, escritor e co-criador domiciliado na Cidade de Nova Iorque. Atualmente, ele trabalha como Professor Associado no Departamento de Estudos da Performance na New York University, onde ministra cursos sobre a teoria da crítica, a filosofia continental, os estudos da performance, os estudos da dança e a dramaturgia experimental. Ele é formado em Antropologia Cultural pela Universidade Nova de Lisboa e recebeu os títulos de mestrado e doutorado em Estudos da Performance pela NYU. Ele dirigiu, juntamente com Bruce Mau, a vídeo-instalação STRESS (Wien, 2000) e, com Rachael Swain, a vídeo-instalação proXy (Sydney, 2003). Com Eleonora Fabião, ele criou a série de performances Wording (2004-2006). O seu trabalho de co-curadoria e direção no remake da obra 18 Happenings in 6 Parts, de Allan Kaprow (comissionado pelo museu Haus der Künst, Munique), recebeu o prêmio da International Art Critics Association pela “Melhor Performance” (2008). Lepecki foi também curador de eventos para a Haus der Kulturen der Welt (Berlim) e para a Tanz im August (Berlim). Ele contribui regularmente para várias publicações de arte nos E.U.A., no Brasil e na Europa, incluindo The Drama Review, Art Forum, Performance Research, Contact Quarterly, Theaterschrift e Nouvelles de Danse, dentre outras. Ele é membro do conselho editorial do Dance Theatre Journal, da e-misférica e da Performance Research.

O professor Lepecki é autor de Agotar la danza: performance y politica del movimiento (Routledge 2006), obra atualmente traduzida para 6 idiomas. Ele editou as antologias Of the Presence of the Body (Wesleyan 2004), The Senses in Performance (com Sally Banes, Routledge 2007), e Planes of Composition: Dance Theory and the Global (com Jenn Joy, Seagull Press 2010). Em 2010, ele atuou como curador, juntamente com Stephanie Rosenthal, do Archive on Dance and Visual Arts since the 1960s para a exibição Move: choreographing you, para a Galeria Hayward, Southbank Center, Londres. Além disto, em 2010 ele foi curador, juntamente com Eleonora Fabião, do evento Ativações, Passagens, Processos para o Festival ArtCena, no Rio de Janeiro.

Entrevista com André Lepecki: O que é o Estudo da Performance? (2002)

Entrevista com Ann Pellegrini, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Ann Pellegrini é Professora Associada de Estudos Religiosos e de Estudos da Performance na New York University. Os seus interesses pedagógicos e de pesquisa estão relacionados a temas sobre: a teoria Queer; a religião na vida pública americana; a religião e a sexualidade; a psicanálise e a cultura; a religião, a performance e a formação da comunidade; as culturas infantis; a performance feminista e queer; a cultura confessional; a religião e o secularismo; os estudos culturais judaicos; e os estudos do trauma. Na primavera de 2008, ela assumiu o cargo de Diretora do Programa de Estudos Religiosos da New York University. Ela é também afiliada ao conselho de diretores do Centro para Estudos Lésbicos e Gays da City University of New York.

A professora Pellegrini é autora de Performance Anxieties: Staging Psychoanalysis, Staging Race (Routledge 1997). Juntamente com Janet R. Jakobsen, ela é autora de Love the Sin: Sexual Regulation and the Limits of Religious Tolerance (New York University 2003), que teve uma Segunda Edição com novo prefácio, “The More Things Change: Sexual Freedom after Lawrence v. Texas” / “Quanto Mais as Coisas Mudam: A Liberdade Sexual após Lawrence v. Texas” (Beacon Press 2004). Ela também editou, juntamente com Daniel Boyarin e Daniel Itzkovitz, Queer Theory and the Jewish Question (Columbia University Press 2003) e, juntamente com Janet Jakobsen, Secularisms (Duke University Press 2008). Pellegrini tem ainda contribuído com ensaios para diversas antologias sobre estudos lésbicos e gays e sobre estudos culturais judaicos e é a editora geral, juntamente com José Muñoz, da série de livros Sexual Cultures: New Directions from the Center for Lesbian and Gay Studies.

Entrevista com Ann Pellegrini: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Entrevista com Antanas Mockus, conduzida por Doris Sommer durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Durante a entrevista, Mockus participa de um jogo com a sua entrevistadora: em uma performance simbólica de ‘laços sociais’, eles estão atados um ao outro com uma amarra e precisam achar um jeito de desembaraçar-se através do movimento (sem cortar ou desamarrar), enquanto eles discutem a cultura cívica e os meios pelos quais pode-se resolver conflitos através da pluralidade da arte. Um matemático, filósofo e político colombiano, Antanas Mockus deixou o seu cargo de Vice-Reitor da Universidad Nacional de Colombia, em Bogotá, em 1993 e, em seguida, governou Bogotá como prefeito durante dois memoráveis termos. As suas iniciativas surpreendentes e muitas vezes jocosas costumavam envolver grandes gestos, muitas vezes incluindo artistas locais ou aparições do próprio prefeito – tomando um banho num comercial sobre a conservação da água, ou andando pelas ruas vestido com roupas de spandex e uma capa, como o Supercidadão. Mockus contratou 20 mímicos para controlar o tráfego e fazer gozação com aqueles que violassem as normas de trânsito – um programa que fez tanto sucesso que 400 outros mímicos foram rapidamente treinados. Ele também iniciou o programa ‘Noite das Mulheres’, em que os homens da cidade eram convocados a ficar em casa por uma noite para tomar conta da casa e das crianças. A cidade patrocinava concertos gratuitos ao ar livre, os bares ofereciam descontos especiais só para mulheres e a polícia feminina da cidade era responsável por manter a paz. Sob a sua liderança, Bogotá apresentou melhorias extraordinárias em todas as áreas – o consumo de água caiu 40%, a taxa de homicídio caiu 70% e as fatalidades de trânsito foram reduzidas em mais de 50%, para mencionar algumas.

Entrevista com Antanas Mockus (2005)

Entrevista com Antonio Prieto Stambaugh, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Antonio Prieto Stambaugh é um pesquisador e professor mexicano que concentra-se em questões relativas à performance, ao teatro contemporâneo, ao gênero e aos estudos queer. Ele atualmente é professor em tempo integral no Departamento de Teatro da Universidad Veracruzana e anteriormente foi palestrante convidado da Stanford University, pesquisador no El Colegio de Michoacán e Diretor do Centro de Pesquisas Cênicas de Yucatán, da Escuela Superior de Artes de Yucatán. Ele tem um mestrado em Estudos da Performance pela Tisch School of the Arts, da New York University, e um Ph.D. em Estudos Latino-Americanos pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidad Nacional de México (UNAM). Ele é membro do Sistema Nacional de Investigación (SNI) e do conselho executivo do Instituto Hemisférico. Ele já publicou vários ensaios sobre a arte performática chicana e mexicana, bem como sobre questões relativas ao gênero e aos estudos de fronteira, em diversas antologias e revistas especializadas, como Cuadernos Americanos, Debate feminista, Gestos, Theatre Journal, Frontera norte e Conjunto. Ele é autor, juntamente com Yolanda Muñoz González, do livro El teatro como vehículo de comunicación (Editorial Trillas 1992). O seu mais recente livro é Jerzy Grotowski: miradas desde Latinoamérica, uma antologia que ele editou, publicada pela Universidad Veracruzana (2011).

Entrevista com Antonio Prieto Stambaugh: O que é o Estudo da Performance? (2011)

Entrevista com Barbara Browning, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

 Barbara Browning é Professora Associada do Departamento de Estudos da Performance da New York University, do qual ela anteriormente foi Diretora. Ela recebeu o seu bacharelado, mestrado e doutorado em Literatura Comparada pela Yale University. Em 1983, ela recebeu uma bolsa de estudos Fulbright para estudar a literatura popular em Salvador, Bahia, Brasil. O primeiro livro de Browning, Samba: Resistência em Movimento (Indiana University Press 1995), foi ganhador do prêmio De la Torre Bueno na categoria de trabalho de destaque no estudo da dança. Ela é também a autora de Infectious Rhythm: Metaphors of Contagion and the Spread of African Culture (Routledge 1998). Os seus artigos já apareceram em antologias, bem como em publicações como Dance Research Journal, TDR, Dance Chronicle e Women & Performance. Ela é membro do conselho de administração tanto do Congress of Research on Dance quanto da Society of Dance History Scholars. Browning também é membro do conselho editorial de Women & Performance e do conselho consultivo do Dance Research Journal.

A professora Browning é também uma dançarina formada e o seu treinamento prático na dança brasileira foi significativamente ampliado durante o ano que ela passou na Bahia, como bolsista da Fulbright, o que a levou a aprofundar o seu estudo, treinamento e performance da dança brasileira no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Ela atuou, durante vários anos, com a Companhia de Dança Afro-Brasileira Loremil Machado e com a Viva Bahia, de Silvana Magda. Apesar de não estar mais atuando profissionalmente, ela continua fundindo o envolvimento prático de práticas corporais com o seu trabalho acadêmico, que aborda globalmente a performance e a política na diáspora africana.

Entrevista com Barbara Browning: O que é o Estudo da Performance? (2002)

Entrevista com a atriz, diretora, dramaturga e fundadora colombiana do Teatro Itinerante del Sol, Beatrice Camargo, conduzida pela acadêmica de teatro Chicano Alma Martinez. Ex-integrante do Grupo de Teatro La Candelaria (Bogotá, Colômbia, dirigido por Santiago García), Camargo fundou seu grupo teatral em1982; originalmente com base em Bogotá, o Teatro Itinerante del Sol mudou-se posteriromente para o vilarejo rural Villa de Leyva a procura de uma conexão com a natureza e o desenvolvimento de ume espaço criativo para seu trabalho. Nesta entrevista, Beatriz discute sua trajetória artística; em termos do Teatro Itinerante del Sol, Camargo fala sobre a centralidade dos mitos, sonhos, rituais e máscaras em seu trabalho teatral. Definidos, pela artista, como "biodrama", suas peças teatrais são concebidas como explorações sobre mitos e memória coletiva. Camargo comenta também sobre como seus projetos teatrais, através das relações recíprocas entre o mítico e o histórico, se dirigem aos problemas políticos das mulheres e dos povos indígenas da Colômbia.

Entrevista com Beatrice Camargo (1999)

There is no translation available.

Interview with Beth Lopes, conducted by Marcos Steuernagel, Special Collections Fellow at the Hemispheric Institute of Performance and Politics. This interview is a part of a series curated by the Hemispheric Institute, articulated around the question 'What is Performance Studies?'.

Interview with Beth Lopes: What is Performance Studies? (2011)

Entrevista com Beverly Singer, conduzida por Tasha Hubbard durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Singer fala sobre a sua obra de documentários como uma busca pelas práticas e valores que sobreviveram ao longo de todas as mudanças na vida indígena e que ainda permanecem, mantendo-os conectados uns aos outros em uma comunidade. Ela também pesquisa e documenta os mecanismos de enfrentamento que têm sido adotados pelo povo indígena a fim de encontrar o seu lugar no mundo. Beverly Singer é uma americana nativa de descendência Tewa e Navajo, de Santa Clara Pueblo, Novo México. Ela é uma cineasta de documentários premiada, cujas produções em vídeo exploram o tema da revitalização cultural nas comunidades americanas nativas. Ela é Professora Associada de Antropologia e Estudos sobre os Americanos Nativos e Ex-Diretora do Centro de Estudos Interculturais Alfonso Ortiz, na University of New Mexico. Anteriormente, ela trabalhou na Cidade de Nova Iorque como especialista de programas públicos do Centro de Cinema e Vídeo do National Museum of the American Indian e lecionou na Parsons School of Design e na California Polytechnic State University. Ela recebeu o seu Ph.D. em Estudos Americanos pela University of New Mexico; o seu mestrado (M.A.) em Administração pela University of Chicago; e o seu bacharelado (B.A.) em Serviço Social/Psicologia pelo College of Santa Fe; além de ter estudado cinematografia no Anthropology Film Center, em Santa Fé. Ela é um dos membros fundadores da Native American Producers Alliance e autora de um livro sobre a cinematografia independente de americanos nativos, entitulado ‘Wiping the War Paint Off the Lens: Native American Film and Video’.

Entrevista com Beverly Singer (2005)

There is no translation available.

Interview with Catherine Cole, conducted by Diana Taylor, founding director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics. This interview is a part of a series curated by the Hemispheric Institute, articulated around the question 'What is Performance Studies?'

Interview with Catherine Cole: What is Performance Studies? (2013)

Entrevista com a atriz espanhola e integrante fundadora do Malayerba María del Rosario "Charo" Francés, no contexto da peça do grupo, "La Fanesca", apresentada no Festival Iberoamericano de Teatro (FIT) de Cádiz, realizado na Espanha, em 1987. Nesta entrevista, Charo fala a respeito das origens e do processo criativo da "La Fanesca", assim como a história do grupo teatral Malayerba. A atriz também comenta sobre a recepção da peça pelas platéias latino-americanas e sobre a experiência de apresentar esta peça na Europa no contexto desse Festival. Francés discute a criação coletiva e a investigação política e artística no Malayerba, assim como o papel da migração e exílio faz parte da vida do grupo, na experiência concreta de vida dos atores e como tópico para suas intervenções no teatro e sociedade equatorianos. A atriz dá exemplos destes tópicos através de suas impressões ao ser uma espanhola exilada em Quito, fazendo teatro equatoriano e que, desta vez, atua na Espanha. Esta entrevista é um documento valioso dos primeiros estágios deste renomado grupo teatral, um dos grupos e laboratórios para atores mais importantes da América Latina.

Entrevista com Charo Francés (1987)

Entrevista com o cineasta Chris Eyre (www.chriseyre.org), conduzida por Andrew McLeam (Inupik). Nesta entrevista, Chris comenta as razões que o levaram à carreira cinematográfica, os seus primeiros anos de vida como cineasta na NYU e a influência que essa base educacional teve no seu trabalho, segundo ele. Ele também relembra o início da sua carreira, numa época em que o cinema independente ainda tinha poder no mundo da mídia, e a florescente comunidade de cinema nativo que brotou durante esse período. A discussão é então levada até o seu marcante filme, entitulado Smoke Signals / Sinais de Fumaça, e o rumo para onde o sucesso do filme o conduziu, pessoal e profissionalmente. O sucesso deste filme gerou no artista uma sensação de maior responsibilidade de representar e adquirir conhecimentos sobre outras tribos, já que ele tornou-se um involuntário porta-voz dos povos nativos. Como cineasta no início da sua carreira, o entrevistador Andrew McLean dirigiu várias perguntas a Eyre sobre o relacionamento com o mundo do cinema como um produtor de uma minoria étnica. Chris afirmou considerar as pressões existentes como “voltadas para o problema” e que o fato de uma pessoa nativa aparecer no cinema torna a obra uma peça política. Eyre reflete sobre alguns dos seus filmes, como Skins (que ele fez para ilustrar a pobreza na reserva de Pine Ridge e, consequentemente, não fez sucesso), e contrasta isso aos seus filmes movidos pelo caráter, como Smoke Signals e Edge of America, que têm uma aceitação mais universal. Finalmente, Chris compartilha com Andrew, que vem de uma nação baleeira, o seu entusiasmo quanto ao próximo projeto sobre a caça às baleias pelos Makah, que ocorreu em 17 de maio de 1999, na Baía de Neah.

 

Entrevista com Chris Eyre (2006)

Entrevista com Coco Fusco, conduzida por Jill Lane como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

Coco Fusco é uma artista interdisciplinar domiciliada em Nova Iorque, além de ser escritora e Diretora da Intermedia Initiatives, na Parsons The New School for Design. Desde 1988 ela tem atuado, feito palestras e exibições, e também trabalhado como curadora, mundialmente. Ela recebeu o prêmio Herb Alpert Award in the Arts em 2003. As performances e vídeos de Fusco já foram apresentas em duas Bienais do Whitney Museum (2008 e 1993), na Bienal de Sidney, na Bienal de Joanesburgo, na Bienal de Kwangju, na Bienal de Xangai, na InSite 05, no Mercosul, na Transmediale, no Festival de Teatro Internacional de Londres, no VideoBrasil e no Performa 05. Os seus trabalhos também já foram exibidos na Tate Liverpool, no Museum of Modern Art de Nova Iorque e no Museu d’Art Contemporani, em Barcelona. Ela é representada pela Alexander Gray Associates, em Nova Iorque.

 

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Entrevista com Coco Fusco (2007)

Entrevista com o Comadre Araña, conduzida por Michael Birenbaum Quintero, durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, o grupo Comadre Araña fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa o concerto do Comadre Araña, apresentado nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia
No Comadre Araña, a música tradicional da região colombiana do Pacífico encontra-se com o jazz, o rock, o pop e a música eletrônica. Três vozes femininas misturam-se com os ritmos do bombo, da marimba, do cununo e do guasá, juntamente com instrumentos eletrônicos, como o sitar da Índia, o violão tiple dos Andes Colombianos, loops, samplers e todos os recursos da música eletrônica ao vivo.

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Members:
Juan Sebastián Monsalve (Director and bass player)
Juanita Delgado (voice)
Verónica Atehortúa (voice
Urpi Barco Quintana (voice)
Andrés Felipe Salazas (drums and percussion)
Rocío Medina (marimba de chonta and percussion)
Edwin Ospina (electric guitar, percussion)
Camilo Velásquez (tiple guitar, electronic programming and guitar)

Entrevista com o Comadre Araña (2009)

Entrevista com o grupo Dancing Earth, conduzida por Tina Majkowski durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Ao coreógrafo Rulan Tangen juntam-se o músico/dançarino/pintor Quetzal Guerrero (Cambiva, Yacqui, Ahumeche), o dançarino/fotógrafo Anthony Ch-Wl-Tas Collins (Salt River Pima, Seneca, Osage) e o dançarino/ator/pintor Alejandro Meraz (Tarasco). Eles discutem, dentre outras coisas, as origens das suas colaborações, o papel da dança como um canal de empoderamento para os povos indígenas e como o Dancing Earth trabalha com a memória, o lugar, a tradição e o ritual através do movimento. O Dancing Earth é uma diversidade de artistas indígenas voltados para a dança, que trabalham como um coletivo, sob a liderança de Rulan Tangen, buscando incorporar a essência única da identidade e perspectiva indígenas através da criação e renovação dos movimentos rituais artísticos e culturais. ‘Antigas e futurísticas, as nossas danças são uma liguagem elementar de memória de osso e sangue em movimento. Nós cultivamos a nossa arte individual em favor do empoderamento de todos os povos e criamos pontes entre a arte e a humanidade, a tradição e a experimentação. Através do movimento, nos unimos com respeito, inspiração e inovação. Nós criamos as nossas obras com colaboradores indígenas nos campos da música, da confecção de máscaras, da fotografia, do figurino, da iluminação, da arquitetura, da poesia e da contação de estórias’.

Entrevista com o Dancing Earth (2005)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe profissionais do teatro nativo de todas as partes dos Estados Unidos e do Canadá para a cidade de Nova Iorque para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e uma performance da obra 'Tales of an Urban Indian’ (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Daniel David Moses, conduzida por Jennifer Podemski como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Dramaturgo, poeta, ensaísta e professor, Daniel David Moses é um Delaware das terras de Six Nations, ao sul de Ontário, Canadá. Ele recebeu um título de bacharelado com menção honrosa em Belas Artes em Geral da York University e um mestrado em Belas Artes em Criação Literária da University of British Columbia. Dentre as suas peças, destacam-se a sua primeira obra, 'Coyote City' (A Cidade do Coiote”), nomeada para o prêmio literário Governor General na categoria de Drama em 1991, 'The Indian Medicine Shows' (“Os Shows da Medicina Indígena”) e 'Brebeuf's Ghost' (“O Fantasma de Brebeuf”). Ele é também o autor dos poemas 'Delicate Bodies’ (“Corpos Delicados”) e ‘Sixteen Jesuses' (“Dezesseis Jesus”) e co-editor de 'An Anthology of Canadian Native Literature in English' (“Uma Antologia da Literatura Canadense Nativa em Inglês”) da Oxford University Press, terceira edição, 2005. Dentre os reconhecimentos por ele recebidos, destacam-se um Prêmio Comemorativo James Buller por Excelência em Teatro Aborígine, o prêmio do Festival Harbourfront, um Prêmio Harold, uma bolsa de estudos Chalmers e a sua pré-seleção para o Prêmio Siminovitch de 2005. Em 2006, a sua indicação como bolsista da Queen's National, no Departamento de Drama da Queen's University, Kingston, Ontário, foi renovado.

Jennifer Podemski (Ojibway/Israelita) é uma atriz/escritora/produtora de 34 anos de idade, nascida e criada em Toronto. Mais reconhecida pelos seus papéis em ‘Dance Me Outside’ de Bruce McDonald e em 'The Rez Sisters' (“As Irmãs Rez”), 'Riverdale' e 'Degrassi: The Next Generation’ (“Degrassi: A Próxima Geração”), da CBC. Jennifer tem conseguido manter uma carreira como atriz pelos últimos 20 anos. Ela é co-fundadora da Big Soul Productions (1999–2003) e, mais recentemente, da Redcloud Studios Inc., uma agência produtora de filmes e shows televisivos independentes. Ela é co-criadora e produtora executiva de 'Moccasin Flats', a primeira série televisiva completamente produzida, escrita e representada por aborígines na América do Norte, atualmente na sua terceira temporada na rede de televisão The Aboriginal Peoples e na Showcase Television.

Entrevista com Daniel David Moses (2007)

Entrevista com Danny Hoch, conduzida por Jill Lane como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.  Danny Hoch é um ator, dramaturgo e diretor. Ele é também o fundador do Hip-Hop Theatre Festival, um bolsista sênior do Vera List Center For Art & Politics e membro do conselho do Theatre Communications Group, Estados Unidos.

Entrevista com Danny Hoch (2007)

Entrevista com Daphne Brooks, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Daphne A. Brooks é professora de Inglês e de Estudos Afro-Americanos na Princeton University, onde ela ministra cursos sobre a literatura e a cultura afro-americana, os estudos da performance, os estudos críticos do gênero e a cultura musical popular. Ela é autora de dois livros: Bodies in Dissent: Spectacular Performances of Race and Freedom, 1850-1910 (Duke University Press 2006), vencedor do Prêmio The Errol Hill, da ASTR, na categoria de Trabalho Acadêmico de Destaque sobre a Performance Afro-Americana, e Jeff Buckley’s Grace (Continuum 2005). Brooks está atualmente trabalhando em um novo livro, entitulado Subterranean Blues: Black Women and Sound Subcultures – from Minstrelsy through the New Millennium (Harvard University Press, brevemente). Brooks é autora de diversos artigos sobre raça, gênero, performance e música popular, como “This Voice Which Is Not One: Amy Winehouse Sings the Ballad of Sonic Blue(s)face Culture”, em Women and Performance; “The Write to Rock: Racial Mythologies, Feminist Theory, and the Pleasures of Rock Music Criticism”, em Women and Music; e “‘All That You Can't Leave Behind’: Surrogation & Black Female Soul Singing in the Age of Catastrophe”, em Meridians. Ela também é editora de The Great Escapes: The Narratives of William Wells Brown, Henry Box Brown, and William Craft (Barnes & Noble Classics 2007) e do volume The Performing Arts, da série The Black Experience in the Western Hemisphere, com edição de Howard Dodson e Colin Palmer (Pro-Quest Information & Learning 2006).

A professora Brooks recebeu a bolsa de estudos do Radcliffe Institute for Advanced Study no ano letivo de 2010-2011. Ela também recebeu bolsas de estudo da Ford Foundation, da Mellon Foundation, do Woodrow Wilson Career Enhancement Fellowship Program e do Humanities Research Institute, da University of California. Ela também fez uma residência na U.C. Berkeley como “President’s Postdoctoral Fellow” e na Harvard University como “W.E.B. DuBois Research Institute Fellow”.

Entrevista com Daphne Brooks: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Em dezembro de 2007, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões, como parte do seu Festival de Teatro Nativo. O festival, com duração de cinco dias, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian’ (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Darrell Dennis, conduzida por Elizabeth Richards como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Darrell é um escritor de uma das “primeiras nações” (First Nations), da Nação Shuswap, no interior da Colúmbia Britânica. Darrell é um dramaturgo e um roteirista de televisão premiado. O seu roteiro 'Moccasin Flats' foi admitido no Festival de Cinema Sundance de 2003. O curta-metragem foi posteriormente transformado em uma série televisiva, para a qual Darrell foi também roteirista. Como ator, Darrell é mais conhecido pelos seus papéis em séries televisivas, como 'Northwood' e 'The Rez Sisters'. Dentre as suas obras de cinema, destacam-se: 'Leaving Normal’, 'Shania: A Life in Eight Albums' (“Shania; Uma Vida em Oito Álbums”) e 'Indian Summer: The Oka Crisis' (“Verão Indígena: a Crise de Oka”). Darrell foi indicado duas vezes para o prêmio Dora pelo seu one man show 'Tales of an Urban Indian'. Ele também já fez parte do Second City National Touring Company. Dentre as suas obras como roteirista, destacam-se: 'Trickster of Third Avenue East' (“O Trapaceiro da Terceira Avenida Leste”) e 'Tales of an Urban Indian', publicados pela Canada Playwrights Press.

Elizabeth Theobald Richards é uma administradora de artes experiente, uma planejadora estratégica, uma artista de teatro e uma promotora das artes nativas. Inscrita como membro da Nação Cherokee de Oklahoma, ela é a primeira americana nativa a atuar como diretora de programa na Ford Foundation. Ela foi diretora de programas públicos para o Museu e Centro de Pesquisa Mashantucket Pequot em Connecticut, o maior museu/biblioteca tribal nos E.U.A. Ela supervisionou o planejamento, o desenvolvimento e a implementação de todos os programas interpretativos, educacionais e artísticos apresentados ao público. Durante os últimos doze anos, ela tem trabalhado também como dramaturga e diretora, desenvolvendo roteiros de escritores americanos nativos, e tem conseguido agenciar relações entre artistas nativos, importantes organizações e outros grupos étnicos/raciais.

Entrevista com Darrell Dennis (2007)

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Interview with David Lozano, conducted by Marlène Ramírez-Cancio, Associate Director of Arts & Media at the Hemispheric Institute of Performance and Politics. In this interview, David Lozano discusses the role of the body in the intertwining dynamics between arts and politics.

Interview with David Lozano (2010)

Entrevista com David Pleasant, conduzida por Tavia Nyong’o durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. David fala sobre como ele começou a tocar percussão, demonstra os ritmos que ele utiliza em seu trabalho e como eles moldam diariamente a vida dos Gullah. Essas batidas afro-americanas incluem o polirritmo, pergunta e resposta, palmas ritmadas, síncopes, improvisação, percussão simultânea e outras, que existem em grande parte da música popular americana. Ele discute também o show Language of the Soul, que ele apresentou no Encuentro alguns dias antes desta entrevista. David Pleasant é um estilista musical que ascendeu na cultura Gullah/Geechee da Georgia (Ilha Sapelo, Condado de Darien/McIntosh e Savannah). O seu trabalho é impulsionado pela rica influência africana na cultura Gullah – particularmente juba, hand jive, pattin', rhappin' e shout –, que têm desempenhado um papel importante no desenvolvimento do seu RiddimAthon!®, uma performance e técnica de ensino desenvolvida a partir de uma síntese das tradições musicais africanas, caribenhas e afro-americanas. Como Especialista Sênior da Fulbright, ele apresenta programas internacionais e palestras sobre o tema. A sua obra tem figurado no teatro, na dança e na televisão e ele apareceu no premiado musical Crowns, de Regina Taylor.

Entrevista com David Pleasant (2005)

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Interview with Denise Stoklos, conducted by Eleonora Fabião during the 3rd Encuentro of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, celebrated in July of 2002 in Lima, Peru under the title Globalization, Migration and the Public Sphere.

Interview with Denise Stoklos (2002)

Entrevista com Diamela Eltit, conduzida por Carmen Oquendo-Villar como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

Diamela Eltit é uma eminente artista performática, romancista e crítica cultural chilena. Recipiente de uma bolsa de estudos da John Simon Guggenheim Memorial Foundation e de vários outros prêmios e indicações, Eltit foi membro do aclamado Colectivo de Acciones de Arte (CADA), um grupo ativista chileno de artistas que usavam a performance para desafiar a ditadura de Pinochet no Chile. Ela tem sido uma presença cultural importante ao longo dos anos pós-ditadura por meio da sua participação em publicações como a Revista de Crítica Cultural. Tanto como artista quanto como crítica, o trabalho de Eltit constitui uma contribuição importante para a teoria feminista e para os debates culturais. No ano 2000, ela publicou ‘Emergencias: Escritos sobre literatura, arte y política’, um livro de ensaios que reúne algumas das suas críticas literárias e culturais. A sua obra narrativa inclui ‘Lumpérica’ (1983), ‘Por la patria’ (1986), ‘El cuarto mundo’ (1988), ‘El padre mío’ (1989), ‘Vaca sagrada’ (1991), ‘El infarto del alma’, com a fotógrafa Paz Errázuriz (1994), ‘Los vigilantes’ (1994), ‘Los trabajadores de la muerte’ (1998), ‘Mano de obra’ (2002), ‘Puño y letra’ (2005), ‘Jamás el fuego nunca’ (2007) e, mais recentemente, ‘Impuesto a la carne’ (2010). Tanto individualmente quanto como membro do CADA, Diamela Eltit foi uma das maiores colaboradoras para a ‘Escena de Avanzada’. Eltit também já ocupou o cargo de escritora-residente na Brown University, na Washington University em St. Louis, na Columbia University, na U.C. Berkeley, na University of Virginia, na Stanford University e na Johns Hopkins University. Ela atualmente é a Distinguished Global Professor de Redação Criativa em Espanhol da NYU.

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Entrevista com Diamela Eltit (2007)

Entrevista com Diamela Eltit, coduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Diamela Eltit é uma eminente artista performática, romancista e crítica cultural chilena. Recipiente de uma bolsa de estudos da John Simon Guggenheim Memorial Foundation e de vários outros prêmios e indicações, Eltit foi membro do aclamado Colectivo de Acciones de Arte (CADA), um grupo ativista chileno de artistas que usavam a performance para desafiar a ditadura de Pinochet no Chile. Ela tem sido uma presença cultural importante ao longo dos anos pós-ditadura por meio da sua participação em publicações como a Revista de Crítica Cultural. Tanto como artista quanto como crítica, o trabalho de Eltit constitui uma contribuição importante para a teoria feminista e para os debates culturais. No ano 2000, ela publicou ‘Emergencias: Escritos sobre literatura, arte y política’, um livro de ensaios que reúne algumas das suas críticas literárias e culturais. A sua obra narrativa inclui ‘Lumpérica’ (1983), ‘Por la patria’ (1986), ‘El cuarto mundo’ (1988), ‘El padre mío’ (1989), ‘Vaca sagrada’ (1991), ‘El infarto del alma’, com a fotógrafa Paz Errázuriz (1994), ‘Los vigilantes’ (1994), ‘Los trabajadores de la muerte’ (1998), ‘Mano de obra’ (2002), ‘Puño y letra’ (2005), ‘Jamás el fuego nunca’ (2007) e, mais recentemente, ‘Impuesto a la carne’ (2010). Tanto individualmente quanto como membro do CADA, Diamela Eltit foi uma das maiores colaboradoras para a ‘Escena de Avanzada’. Eltit também já ocupou o cargo de escritora-residente na Brown University, na Washington University em St. Louis, na Columbia University, na U.C. Berkeley, na University of Virginia, na Stanford University e na Johns Hopkins University. Ela atualmente é a Distinguished Global Professor de Redação Criativa em Espanhol da NYU.

Entrevista com Diamela Eltit: O que é o Estudo da Performance? (2011)

Entrevista com Diana Raznovich, conduzida por Mila Aponte-González durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Diana Raznovich fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a performance de Diana Raznovich e Margarita Borja, entitulada La Deuda (A Dívida), apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

Diana Raznovich é uma dramaturga argentina com uma longa trajetória, reconhecida nacional e internacionalmente. Ela também é cartunista e já produziu diversas performances e instalações com os seus desenhos. Ela está exilada na Espanha desde 1975.

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Entrevista com Diana Raznovich (2009)

Entrevista com Diana Taylor, conduzida por Barbara Kirshenblatt-Gimblett. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Diana Taylor é Professora no Departamento de Estudos da Performance e no Departamento de Espanhol da New York University e é também Diretora Fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Ela é autora da obra Theatre of Crisis: Drama and Politics in Latin America (Kentucky University Press 1991), que ganhou o Prêmio de Melhor Livro, oferecido pelo New England Council on Latin American Studies e uma Menção Honrosa na Premiação Joe E. Callaway, na categoria de Melhor Livro de Drama. Ela também é autora de Disappearing Acts: Spectacles of Gender and Nationalism in Argentina’s ‘Dirty War’ (Duke University Press 1997) e The Archive and the Repertoire: Performing Cultural Memory in the Americas (Duke University Press 2003), que ganhou o Prêmio de Pesquisa ATHE, na categoria de Prática Teatral e Pedagogia, e o Prêmio Katherine Singer Kovacs, da Modern Language Association, na categoria de Melhor Livro sobre a Literatura e Cultura Latino-Americana e Espanhola (2004). Ela também é editora, juntamente com Sarah J. Townsend, de Stages of Conflict: A Critical Anthology of Latin American Theater and Performance (University of Michigan Press 2008) e co-editora de Holy Terrors: Latin American Women Perform (Duke University Press 2004), Defiant Acts/Actos Desafiantes: Four Plays by Diana Raznovich (Bucknell University Press 2002), Negotiating Performance in Latin/o America: Gender, Sexuality and Theatricality (Duke University Press 1994) e The Politics of Motherhood: Activists from Left to Right (UPNE 1997). A professora Taylor também editou cinco volumes de ensaios críticos sobre dramaturgos latino-americanos e espanhóis. Os seus artigos sobre a performance latino-americana já figuraram no The Drama Review, no Theatre Journal, no Performing Arts Journal, no Latin American Theatre Review, no Estreno, no Gestos, no Signs, no MLQ e em outras revistas acadêmicas. Ela já foi também convidada a participar de discussões sobre o papel das novas tecnologias nas artes e humanidades em importantes conferências e comissões nas Américas (como a Comissão ACLS sobre a Infraestrutura Cibernética). Em dezembro de 2010, a sua Palestra Inaugural de Docência Universitária na New York University, “Save As: The Archive in the Age of Digital Technologies” / Salvar Como: O Arquivo na Era das Tecnologias Digitais” discutiu o modo como as tecnologias influenciam tanto o comportamento de arquivamento quanto as práticas corporais.

 

 

Entrevista com Diana Taylor: O que é o Estudo da Performance? (2002)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com duração de cinco dias, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Diane Glancy, conduzida por Sheila Tousey como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Diane Glancy (Cherokee) é professora do Macalester College em St. Paul, Minnesota, onde tem ensinado Literatura Americana Nativa e Criação Literária. Ela recebeu um título de mestrado em Belas Artes da University of Iowa. Glancy já publicou dois livros de peças, 'American Gypsy' (“O Cigano Americano”) (University of Oklahoma Press, 2002) e 'War Cries' (“Gritos de Guerra”) (Holy Cow!, 1998). Uma coleção de peças mais curtas, 'The Sum of Winter' (“O Resultado do Inverno”) e uma introdução ao teatro fracionado estã disponíveis online no site www.alexanderstreet.com. Glancy também publicou romances, contos, ensaios e poesias. Ela recebeu um Prêmio de Prosa Americana Nativa, um Prêmio Literário Americano, um Prêmio Literário de Minnesota e um Prêmio Literário de Oklahoma. Ela recebeu em 2003 uma bolsa de estudos da National Endowment for the Arts. Recebeu também, em 2002, uma Medalha de Honra Cherokee e o prêmio Thomas Jefferson de ensino do Macalester College. Outras premiações incluem: uma bolsa de estudos de verão em teatro da Voice & Visions pelo Bard College em 2005; uma bolsa de estudos em dramaturgia da Many Voices pelo The Playwrights' Center, Minneapolis; o prêmio Five Civilized Tribes de dramaturgia, Muskogee, Oklahoma; e uma bolsa de estudos em dramaturgia americana nativa da Sundance em 1998.

Sheila Tousey (Menominee e Stockbridge-Munsee) tem atuado em muitas produções na cidade de Nova Iorque e em teatros regionais por todas as partes dos E.U.A. Dentre os diretores com os quais ela trabalhou, destacam-se Joann Akalaitis, Joe Chaiken, Linda Chapman, Kennetch Charlette, Liviu Ciulei, David Esbjornson, Hanay Geiogamah (do American Indian Dance Theater), Muriel Miguel, Lisa Peterson, Betsy Richards, Sam Shepard, Tony Taccone, Paul Walker e Robert Woodruff. Formação: mestrado em Belas Artes em atuação da New York University.

Entrevista com Diane Glancy (2007)

Nesta entrevista, Drew Hayden Taylor (www.drewhaydentaylor.com), um autor, humorista e dramaturgo Ojibwa da Reserva Curve Lake, em Ontário, Canadá, fala sobre a sua utilização do humor, os seus sentimentos sobre o uso de questões nativas no seu trabalho e como o seu trabalho é recebido em diferentes comunidades. Ele também aborda o ato de escrever a partir de uma perspectiva aborígine para uma audiência mais ampla, não-nativa. Ao analisar o uso do humor nativo nas suas peças, ele revela a linguagem universal destas. Dentro do contexto mais amplo do teatro aborígine, Drew olha para o desenvolvimento das suas obras como uma ramificação da obra de artistas como Thompson Highway e sente que ele é capaz de ir além das primeiras obras nesta área, que são, acima de tudo, sombrias e deprimentes. Finalmente, Taylor faz uma rapsódia sobre o futuro do Teatro Nativo e a tradução dos clássicos, como Chekhov, para ambientes aborígines.

Entrevista com Drew Hayden Taylor (2005)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Drew Hayden Taylor, conduzida por Kennetch Charlette como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Drew Hayden Taylor já fez de tudo, desde espetáculos humorísticos do tipo stand-up comedy no Kennedy Center em Washington D.C. até uma palestra sobre os filmes de Sherman Alexie no Museu Britânico, na Inglaterra. Ele é um dramaturgo premiado (com mais de 70 produções das suas obras), cineasta de documentários, roteirista, jornalista e ensaísta. Com 18 livros publicados, Drew também diverte-se escrevendo uma coluna humorística para cinco jornais canadenses. Ele nasceu e atualmente vive na Reserva Curve Lake (Ojibway).

Kennetch Charlette é de Sandy Bay Saskatchewan, Canadá. Ele é da Nação Cree. Kennetch tem trabalhado há muitos anos como ator e diretor. Ele é o diretor artístico fundador da Saskatchewan Native Theatre Company (SNTC). Dentre as suas obras recentes, destacam-se muitos espetáculos na SNTC e também a direção da obra 'In World Created by a Drunken God' (“Em Mundo Criado por um Deus Bêbado”), de Drew Hayden Taylor, no Teatro Persephone em Sakatchewan, e da obra 'Buzz’Gem Blues', também de Taylor, no Trinity Rep em Providence, Rhode Island.

Entrevista a Drew Hayden Taylor (2007)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Edward Wemytewa, conduzida por Terry Gomez como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Edward Wemytewa é um ex-conselheiro tribal Zuni e a sua ligação com a sua herança cultural Zuni ocorre através da arte e da linguagem. Ele é o diretor fundador do Idiwanan An Chawe, um teatro narrativo. Edward é um dramaturgo, artista performático e artista visual, cujas premiadas pinturas e esculturas têm sido exibidas em museus no Arizona e no Novo México.

Terry Gomez é da Nação Comanche de Oklahoma. Ela é uma dramaturga com obras publicadas e produzidas, uma escritora com livros publicados, uma diretora teatral, atriz e pintora. A sua peça 'Inter-tribal' foi produzida como uma leitura encenada no teatro The Public, na cidade de Nova Iorque, e publicada na antologia 'Plays by Women of Color' (“Peças por Mulheres de Cor”). Terry tem atuado como professora adjunta de artes teatrais no Institute of American Indian Arts em Santa Fé, Novo México, e integra o corpo docente do Programa de Cinema de Verão I.A.I.A./ABC/Disney. Ela recebeu a bolsa de estudos da American Indian College Fund/Andrew W. Mellon para o ano letivo de 2007-2008. Ela tem dois filhos e atualmente reside em Santa Fé.

Entrevista com Edward Wemytewa (2007)

There is no translation available.

In this interview, Ema Villanueva and Eduardo Flores discuss their artistic collaboration and their participation in projects focused on social justice. They highlight the relationship between the social, the political, and the body through the arts.

Interview with Ema Villanueva & Eduardo Flores (2001)

Entrevista com o renomado diretor teatral, teórico e dramaturgo colombiano Enrique Buenaventura, fundador do Teatro Experimental de Cali (TEC), conduzida pela acadêmica de teatro Chicano Alma Martinez. Nesta extensa entrevista, Buenaventura discute os tópicos-chave de seu trabalho artístico, ao narrar suas primeiras experiências em teatro e literatura, as influências e as lições de suas muitas viagens (em especial para a França e por toda a América Latina), seu relacionamento pessoal e profissional com a diretora teatral Jacqueline Vidal, a história e a situação do teatro colombiano e sua cultura em geral, no contexto da crise econômica do país, problemas com a censura e a luta política. Dramaturgo e diretor teatral prolífico, Buenaventura discute sua colaboração mais influente para o teatro experimental latino-americano, a "criação coletiva"; também comenta sobre a trajetória do TEC, um dos grupos teatrais mais importantes da América Latina, fundado por Enrique, em 1954. Num diálogo com a entrevistadora Martinez e o ator colombiano Lisímaco Núñez, Buenaventura apresenta um comentário sobre as relações recíprocas entre a arte e a política, as nuances e as diferenças entre as noções de teatro "popular" versus "populista", e o papel e os limites da crítica de arte; levando em conta os trabalhos de Luis Valdez e do El Teatro Campesino, o artista também discute os pontos estéticos e políticos de contato entre os teatros Chicano e Colombiano. Para obras escritas e/ou dirigidas por Enrique Buenaventura, veja Teatro Experimental de Cali (TEC).

Entrevista com Enrique Buenaventura (1999)

Em novembro de 2008, o teatro The Public, na cidade de Nova Iorque, teve o prazer de apresentar um festival de teatro extraordinário com artistas nativos contemporâneos. No segundo ano do festival, apresentou-se: três leituras gratuitas dos novos trabalhos dos dramaturgos nativos Victoria Nalani Kneubuhl, Laura Shamas e Eric Gansworth, seguidas de discussões após os espetáculos; uma discussão com o diretor artístico Oskar Eustis e um painel de artistas nativos sobre política e performance, que foi aberto ao público em geral; uma série de sete discussões sobre o ramo do teatro nativo, destinadas a reunir artistas e criar um fórum aberto para se debater temas relacionados ao teatro nativo contemporâneo; e um show da cantora nativa e afro-americana Martha Redbone no Joe’s Pub.  Este vídeo, Entrevista com Eric Gansworth, faz parte da série de entrevistas conduzidas por Tom Pearson e complementa os arquivos do festival de 2008.

Eric Gansworth (Onondaga) é professor de Inglês e um escritor-residente pela Lowery no Canisius College em Buffalo, Nova Iorque. Dentre os seus livros, destacam-se 'Mending Skins' (“Remendando Peles”) (Prêmio PEN Oakland) e 'A Half-Life of Cardio-Pulmonary Function' (“Uma Meia-Vida de Função Cárdio-Pulmonar”) (indicado na lista de ‘Boas Leituras’ do Book Critics Circle). Os seus trabalhos têm figurado em inúmeras publicações especializadas: The Kenyon Review, The Boston Review, Shenandoah, Cold Mountain Review, Poetry International, New York Quarterly, Yellow Medicine Review, American Indian Quarterly, Stone Canoe, UCLA American Indian Culture and Research Journal, Many Mountains Moving e Studies in American Indian Literature, dentre outras.

Tom Pearson (Creek/Cherokee da Banda Leste) é um escritor e artista atuante em diversas modalidades artísticas, incluindo dança contemporânea, performances de local específico, cinema, arte visual e instalações de grande escala. Pearson tem um mestrado em Estudo da Performance pela New York University/Tisch School of the Arts e atualmente é co-diretor artístico do Third Rail Projects, um grupo de artistas com sede na cidade de Nova Iorque. Ele recebeu o prêmio New York Dance and Performance (Bessie) em 2008 na categoria de coreografia e um prêmio Kingsbury na categoria de obra literária. Os artigos de Pearson sobre a dança e a performance nativas têm sido publicados na Time Out New York Kids, na Dance Magazine, na Dance Spirit e em várias outras publicações online. Além do seu trabalho nas artes contemporâneas, Tom participa também de eventos indígeno-americanos tradicionais como dançarino e cantor.

Entrevista com Eric Gansworth (2008)

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Interview with Fabio Salvatti, conducted by Marcos Steuernagel, Special Collections Fellow at the Hemispheric Institute of Performance and Politics. This interview is a part of a series curated by the Hemispheric Institute, articulated around the question 'What is Performance Studies?'

Interview with Fabio Salvatti: What is Performance Studies? (2011)

Entrevista com Federico Zukerfeld e Loreto Garín, do Grupo Etcétera, conduzida por Marcela Fuentes como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

Biografia

O Grupo Etcétera, da Argentina, criou o Errorista Internacional. Nas suas próprias palavras, o Errorismo nasceu de um erro: em tempos de censura, nos vemos sujeitos a forçar a nossa linguagem, a levar as metáforas ao seu limite máximo, para fazer referência a algo sem utilizar o seu nome. Por não podermos utilizar as palavras (T)errorismo ou (T)errorista, devido ao peso simbólico e ao perigo que esses termos representam, escapamos para um jogo de palavras. Foi assim que o Errorismo nasceu: por um erro.

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Entrevista com Federico Zukerfeld e Loreto Garín (2007)

Entrevista com George Lewis, conduzida por Sarah Townsend como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

George E. Lewis é um trombonista improvisador, compositor e artista de computação/instalação. Ele é o Professor Edwin H. Case de Música Americana da Columbia University. O seu livro, Power Stronger Than Itself: The AACM and American Experimental Music, será lançado em breve pela University of Chicago Press.

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Entrevista com George Lewis (2007)

Entrevista com Giuseppe Campuzano, conduzida por Marcela Fuentes durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Giuseppe Campuzano fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a sua performance, entitulada Museo Travesti, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

Giuseppe Campuzano é pesquisador e artista. Desde 2003, ele tem trabalhado no projeto Museo Travesti, uma exploração das realidades acerca do travestismo, uma encenação das suas estéticas e um confronto entre as suas formas de conhecimento e os discursos oficiais.

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Entrevista com Giuseppe Campuzano (2009)

Uma reveladora entrevista com Deus, conduzida por Marcial Godoy-Anativia, Diretor Associado do Instituto Hemisférico de Performance e Política.

Entrevista com Deus – Jesusa Rodríguez (2010)

Entrevista com Guillermo Gómez-Peña of La Pocha Nostra, conduzida por Roberto Gutiérrez Varea durante o sexto Encontro Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado no junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina sob o título de "CORPOLÍTICAS / Body Politics in the Americas: Formations of Race, Class and Gender." Guillermo Gómez-Peña é artista de performance/escritor e diretor artistico do grupo La Pocha Nostra. Su trabalho pioneiro explora temas trans- culturais, migração, a política da linguagem, "cultura exrema" e novas tecnologias.

Entrevista com Guillermo Gómez-Peña (2007)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Hanay Geiogamah, conduzida por Graydon Wetzler como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Membro das Tribos Kiowa-Delaware de Oklahoma, Hanay Geiogamah é professor de Teatro no Departamento de Teatro, Cinema e Televisão da University of California at Los Angeles (UCLA). Geiogamah é também o diretor do Centro de Estudos Indígeno-Americanos da UCLA e tem atuado, nos últimos dez anos, como principal pesquisador do Projeto HOOP, uma iniciativa nacional com o objetivo de promover o desenvolvimento do teatro e das artes performáticas nativo-americanas. Com uma extensa formação em teatro como diretor, dramaturgo e produtor, ele está ativamente envolvido nos estudos e na pesquisa indígeno-americana e atua como diretor artístico fundador do internacionalmente aclamado American Indian Dance Theater. O professor Geiogamah foi produtor sênior da série documental em duas partes entitulada 'Indian Country Diaries' (“Diário do País Indígena”), transmitida nacionalmente pela rede PBS em novembro de 2006 como uma produção do Native American Public Telecommunications Consortium. Em março deste ano, ele encenou as sequências de dança para a ópera 'Wakonda's Dream' (“O Sonho de Wakonda”), no Opera Omaha, que foi muito elogiada pela crítica, atuando como artista convidado para as performances de estréia, com membros do American Indian Dance Theater. Geiogamah é autor e editor de inúmeros livros e artigos sobre o teatro e as artes performáticas nativo-americanas e atua como editor de séries no Native American Theater Series, do editorial do Centro de Estudos Indígeno-Americanos da UCLA. A sua primeira coletânea de peças, 'New Native American Drama' (“O Drama Nativo-Americano Moderno”), é publicada pela University of Oklahoma Press e tem sido impressa há 27 anos.

Graydon Wetzler é um cineasta e candidato a um PhD pela New York University/Tisch School of the Arts, Departamento de Estudo da Performance; ele está atualmente redigindo a sua dissertação sobre a performance e a vigilância.

Etrevista com Hanay Geiogamah (2007)

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Interview with renowned Spanish-born Colombian actor Helios Fernández, conducted by Chicano theater scholar Alma Martinez. In this interview, Fernández talks about his experiences as an actor for theater and TV.

Interview with Helios Fernández (1999)

Entrevista com Holly Hughes, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Holly Hughes é uma artista performática internacionalmente aclamada, com um talento especial para contar estórias escandalosas do cotidiano da vida lésbica, constantemente gerando controvérsias e desafiando a complacência. A sua combinação de imaginário poético e sátira política tem despertado bastante atenção sobre ela e posicionado a sua obra no centro das batalhas culturais americanas. Hughes é Professora Associada da Escola de Arte e Design e do Departamento de Teatro e Drama da University of Michigan e uma ativista em prol das questões referentes ao lesbianismo. No outono de 2008, ela foi Professora Associada Visitante de Estudos da Performance e de Estudos do Gênero na Northwestern University.

A professora Hughes já recebeu dois prêmios Village Voice Obie, um Prêmio Lambda Book, um prêmio de mídia GLAAD e um Distinguished Alumni Award (Prêmio de Ex-Aluno de Destaque). Hughes já fez performances por toda a América do Norte, Grã-Bretanha e Austrália. Ela já publicou dois livros: Clit Notes: A Sapphic Sampler (Grove Press 1996); e O Solo Homo: The New Queer Performance (Grove Press 1998), co-editada com Dr. David Roman. Além disto, a sua obra tem sido incluída em diversas antologias e servido como material de base para os estudos da performance, para os estudos queer e para os estudos da performance feminista. Além de lecionar na University of Michigan, Hughes está editando, juntamente com Alina Troyano, a obra Memories of the Revolution: The First Ten Years of the WOW Café, para a University of Michigan Press, e está criando uma nova peça solo entitulada The Dog and Pony Show (Bring Your Own Pony).

Entrevista com Holly Hughes: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Entrevista com Ileana Diéguez, conduzida por Mila Aponte-González durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Esse evento de 10 dias reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania. Nesta entrevista, Ileana Diéguez fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública.

 Biografia

O livro de Ileana Dieguez Escenarios liminales é uma das mais importantes publicações da América Latina sobre as práticas performáticas da região nos últimos anos. A obra de Diéguez discute o teatro e a arte performática no Peru, na Argentina, na Colômbia e no México, analisando performances que não apenas quebram convenções do palco, mas que indicam novos rumos para o engajamento político.

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Entrevista com Ileana Diéguez (2009)

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Jack Halberstam is Visiting Professor of Gender Studies and English at Columbia University. Halberstam is the author of five books including: Skin Shows: Gothic Horror and the Technology of Monsters (Duke UP, 1995), Female Masculinity (Duke UP, 1998), In A Queer Time and Place (NYU Press, 2005), The Queer Art of Failure (Duke UP, 2011) and Gaga Feminism: Sex, Gender, and the End of Normal (Beacon Press, 2012) and has written articles that have appeared in numerous journals, magazines and collections.

Interview with Jack Halberstam (2014)

Entrevista com a artista de teatro, Jacqueline Vidal, diretora do renomado grupo Teatro Experimental de Cali (TEC), conduzida pela acadêmica de teatro Chicano Alma Martinez. Nesta entrevista, Jacqueline fala a respeito da passagem de seu país de origem, a França, para a Colômbia com seu marido (Enrique Buenaventura, fundador do TEC), sua vida como artista de teatro, seu processo de colaboração com Buenaventura, e as influência de suas experiências internacionais e colombianas ao dar forma ao seu estilo único de direção teatral. A criação coletiva é discutida, ressaltando as considerações de espaço, o diálogo entre o texto dramático e os atores e a presença dos mitos nas peças teatrais; Vidal sempre sentiu paixão pela comunicação espacial e não-verbal entre as pessoas e como estes elementos dão forma a um teatro capaz de chacoalhar o dia-a-dia, tornando o invisível, visível, e abrindo um espaço para a imaginação, para a possibilidade de viver num mundo alternativo e orgânico numa época onde a fragmentação permeia a interação social. Em conversa com Martinez, a artista discute os pontos estéticos e políticos de contato entre os teatros Chicano e Colombiano. As relações recíprocas de Luis Valdez e do El Teatro Campesino, entre o "teatro maravilhoso" e "a política responsável", argumenta Vidal, tem influenciado os esforços em parceria pelos artistas do teatro colombiano para fazerem a ponte entre suas práticas artísticas e políticas através da colaboração, a organização de festivais, seminários conjuntos, etc. Problemas de mestiçagem, arte, política e gênero são discutidos por Vidal, ressaltando o papel e a participação das mulheres no teatro latino-americano e Latino e seu relacionamento com as lutas feministas.

Entrevista com Jacqueline Vidal (1999)

Entrevista com Javier Serna, conduzida por Marcial Godoy-Anativia, Diretor Associado do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Javier Serna é Professor Pesquisador de Estudos Teatrais e Práticas Culturais no Departamento de Teatro da Universidad Autónoma de Nuevo León. As suas publicações incluem The Theater At The End of Modernity, na Encyclopedia of Monterrey (Grijalbo), e o seu trabalho como editor da seção ‘Republic of Theater’, do Cat Step Theater Journal (Conaculta). Ele é formado pelo London Drama Center e ensina Antropologia Filosófica na Escola de Pós-Graduação da UANL. Ele tem também um doutorado em Estudos da Performance pela New York University.

 

Entrevista com Javier Serna: O que é o Estudo da Performance? (2011)

Entrevista com a artista performática Jennifer Miller, diretora da trupe do Circus Amok, de Nova Iorque, conduzida por Mila Aponte-González para o Instituto Hemisférico de Performance e Política. Nesta entrevista, Miller fala sobre as origens, as aventuras e as façanhas do Circus Amok, comentando sobre o treinamento da trupe, as políticas e estéticas da performance de rua, suas experiências como artistas performáticos políticos e queer nas – e para as – comunidades de Nova Iorque, alguns temas recorrentes no seu trabalho e como as suas influências estéticas e métodos criativos fazem malabarismos entre a performance e a política, em uma atmosfera colaborativa. O Circus Amok é um circo-teatro sediado na Cidade de Nova Iorque, cuja missão é oferecer arte pública gratuita para as pessoas na Cidade de Nova Iorque, abordando temas contemporâneos sobre justiça social. Dirigido e fundado por Miller, o grupo está junto desde 1989, trazendo os seus engraçados, queer, cáusticos e sexy espetáculos políticos de um único picadeiro a diversas vizinhanças da cidade. Ao longo dos anos, as técnicas circenses tradicionais – andar na corda bamba, malabarismo, acrobacias, andar sobre pernas-de-pau, palhaçadas – foram combinando-se com a dança experimental, marionetes em tamanho de gente, músicas antigas e atuais, além da arte performática e das técnicas de improviso que desafiam as noções pré-concebidas do gênero, criando novos significados para o circo, ao tempo em que continuam divertindo as multidões de todas as idades por todas as ruas, jardins, parques e playgrounds da cidade, convidando a audiência a juntar-se a eles para imaginar uma vida mais poderosa de interação comunitária, ao tempo em que disfruta de um espetáculo celebratório queer.

Entrevista com Jennifer Miller (2006)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Jennifer Podemski, conduzida por Daniel David Moses como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Jennifer Podemski (Ojibway/Israelita) é uma atriz/escritora/produtora, nascida e criada em Toronto. Mais reconhecida pelos seus papéis em ‘Dance Me Outside’ de Bruce McDonald e em 'The Rez Sisters', 'Riverdale' e 'Degrassi: The Next Generation’ (“Degrassi, A Próxima Geração”), da CBC. Jennifer tem conseguido manter uma carreira como atriz pelos últimos 20 anos. Ela é co-fundadora da Big Soul Productions (1999–2003) e, mais recentemente, da Redcloud Studios Inc., uma agência produtora de filmes e shows televisivos independentes. Ela é co-criadora e produtora executiva de 'Moccasin Flats', a primeira série televisiva completamente produzida, escrita e representada por aborígines na América do Norte, atualmente na sua terceira temporada na rede de televisão The Aboriginal Peoples e na Showcase Television. Ela pode também ser vista na série humorística 'Moose TV' (“TV Alce”).

Dramaturgo, poeta, ensaísta e professor, Daniel David Moses é um Delaware das terras de Six Nations, ao sul de Ontário, Canadá. Ele recebeu um título de bacharelado com menção honrosa em Belas Artes em Geral da York University e um mestrado em Belas Artes em Criação Literária da University of British Columbia. Dentre as suas peças, destacam-se a sua primeira obra, 'Coyote City' (“A Cidade do Coiote”), nomeada para o prêmio literário Governor General na categoria de drama em 1991, 'The Indian Medicine Shows' (“Os Shows da Medicina Indígena”) e 'Brebeuf's Ghost' (“O Fantasma de Brebeuf”). Ele é também o autor dos poemas 'Delicate Bodies’ (“Corpos Delicados”) e ‘Sixteen Jesuses' (“Dezesseis Jesus”) e co-editor de 'An Anthology of Canadian Native Literature in English' (“Uma Antologia da Literatura Canadense Nativa em Inglês”) da Oxford University Press, terceira edição, 2005.

Entrevista com Jennifer Podemski (2007)

Entrevista com Jesse Cooday, conduzida pela curadora nativa do Instituto Hemisférico Raquel Chapa. Nesta entrevista, o artista americano nativo Jesse Cooday (Tinglit) fala sobre o seu trabalho na galeria American Indian Community House (AICH), onde ele foi assistente do diretor e do departamento de artes performáticas da galeria, e também do seu trabalho durante o final dos anos 80, do seu ativismo no Alasca e do seu trabalho como fotógrafo. Cooday também relembra vários proeminentes artistas nativos que passaram pela AICH. Esta entrevista complementa o projeto da Biblioteca Digital de Vídeo do Instituto Hemisférico denominado coleção American Indian Community House. Ela também está disponível online no web cuaderno do Instituto Hemisférico entitulado Native Performance in New York City at the American Indian Community House.

Entrevista com Jesse Cooday (2005)

Entrevista com Jesús Martín Barbero, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista faz parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão 'O que é o estudo da performance?' A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Jesús Martín Barbero é um semiólogo, antropólogo, filósofo e especialista em comunicação e mídia que já produziu importantes obras teóricas sobre o tema da pósmodernidade na América Latina. Suas contribuições incluem suas análises da cultura como uma rede de mediações, o estudo semiológico da globalização, a função alienadora da mídia local e a função das telenovelas na América Latina. Ele já foi presidente da ALAIC (Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación – Associação Latino-americana de Pesquisadores da Comunicação) e membro do Comitê Consultivo da FELAFACS (Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicación Social – Federação Latino-americana de Faculdades de Comunicação Social). Ele é membro do Comité Científico de Infoamérica (Comitê Científico da Infoamérica

Entrevista com Jesús Martín Barbero: o que é o estudo da performance? (2002)

Excerpt

Clara: Queríamos que nos hablaran de su formación artística, de su familia, de cuándo empezaron a pensar en el arte...

Jesusa: Yo era muy tímida, muy tímida, entonces me dijeron que era “autista” pero yo en esa época no sabía lo que era “autista” y entendí “artista”, y entonces me dediqué al teatro por error.  

Liliana: Bueno yo, vengo de familia de verduleros, y por el lado de mi mamá, ceramistas.

Me acuerdo mucho que mis abuelos cantaban, pero de ahí a que haya algún compositor o músico, no. A los 7 años me preguntaron que quería hacer, dije que estudiar el piano, no sé si yo sabía bien qué era un piano, pero me mandaron a estudiar piano. A los 9 años conocí a una maestra extraordinaria de piano, y empecé a ser una buena pianista a aquella edad. O por lo menos una buena estudianta de piano. Luego fui perfeccionándome, llegué a la Universidad de Córdoba a estudiar composición e interpretación musical. En ese tiempo llegaron los militares y se cerró la escuela de música. Salí de Argentina, pero siempre haciendo música, conocí a Jesu cuando tenía 26 años, había dejado yo de tocar piano, en ese momento Jesu me obligó prácticamente a que regresara al piano. Y bueno, desde ahí, hasta ahorita.

Marlène: ¿Se conocieron dónde?

Jesusa: En México.

Marlène: ¿Por casualidad o cómo fue?

Liliana: No, yo fui a ver una obra de teatro donde trabajaba Jesu.

Jesusa: Y yo desde el escenario la vi y dije “Ahí está mi destino.”

Marlène: O sea que puedo creer en eso.

Jesusa: Sí, puedes creer en el amor a primera vista. Pero sobre todo desde el escenario. ¿Ves como estoy tan concentrada en mis personajes? (Risas) Bueno pero para mí la historia es muy distinta a la de Lili. Nací en México, mi padre era cirujano de tórax, él operaba tuberculosos, fue pionero de la cirugía de tórax en el mundo. Y mi madre era una mujer muy artista, era ama de casa, pero muy artista, compositora, y tocaba el piano. Yo siempre fui muy apegada a mi padre. De muy pequeña, a mi madre y después mucho a mi padre. Y para mí lo curioso es que mi padre que era médico cirujano siempre quiso ser actor y yo creo que él fue el que más me encaminó hacia el teatro sin darnos cuenta, porque él noquería que yo estudiara teatro, y mi madre tampoco. Pero después a mí me marcó mucho estar cerca de mi padre porque desde muy niña vi operaciones y me gustaba mucho ver el cuerpo abierto. Yo quería estudiar arqueología, esa era mi ruta, pero desde muy niña estaba haciendo teatro, era algo más natural. Y después ya, cuando crecí me di cuenta que lo que quería era hacer teatro y me dediqué al teatro desde los, ya profesionalmente, fui a la escuela a los 21 años y empecé a hacer teatro a los 25. La primera vez que dirigí una obra fue a los 28 años una obra menor, escocesa, que se llama Macbeth. Esa cosilla. Y siempre, bueno, mi trabajo ha sido diferente al de Lili, creo yo que ella tiene una formación académica en la música y yo tengo una formación que casi se podría decir autodidacta porque en México no tenemos escuelas de actuación realmente firmes ni tradición teatral realmente importante de arte escolar. Así que cuando nos conocimos Liliana y yo como te digo yo estaba en el escenario y la vi y ella en el público y corrí al final de la función. Casi siempre es al revés, casi siempre el público viene a ver a los actores. En este caso fue exactamente lo opuesto, yo corrí a verla, porque de verdad la vi desde el escenario y dije, “Yo voy a morir con ella”. Y espero todavía vivir otros muchos años con ella y morirme junto a ella.

Full Text

icon Entrevista a Jesusa Rodríguez y Liliana Felipe (esp) (62.25 kB)

Entrevista com Jesusa Rodríguez e Liliana Felipe (2001)

Entrevista com Jesusa Rodríguez, conduzida por Diana Taylor, diretorx fundadorx do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Nesta entrevista, Jesusa Rodríguez fala sobre a relação entre a sua experiência no teatro e no cabaré e sobre o seu compromisso político como ativista. Elx acredita que o cabaré apresenta o improviso como ferramenta de treinamento para exercitar a negociação e o risco. Além disso, a resposta imediata da plateia transforma x artista em um meio de expressão daquilo que o público sente e pensa; neste sentido, o cabaré tanto é um espaço para se tomar consciência da situação política atual quanto para prever o que pode estar por vir – e isso torna a plateia mais participativa. Jesusa Rodríguez e seu movimento Resistencia Creativa organizaram um ‘plantão’ (sit-in) massivo em Zócalo (praça principal) na Cidade do México para protestar contra os controvertidos resultados das eleições presidenciais em 2006. Elx reuniu diferentes grupos e expressões artísticas de uma ampla gama de cidadãxs e colaboradorxs mexicanxs e elxs apresentaram diversos espetáculos a cada dia durante esse plantão de 40 dias. Essa demonstração foi um exemplo do papel da arte na luta pela transformação de um país, bem como um ato de generosidade e solidariedade. Com base nas suas experiências ‘artivistas’, Jesusa Rodríguez pergunta: como podem a arte e a resistência transformar e energizar o povo pouco a pouco a cada dia?

Entrevista com Jesusa Rodríguez: Sobre a arte e o ativismo (2010)

Entrevista com Jesusa Rodríguez, conduzida por Diana Taylor, diretorx fundadorx do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Nesta entrevista, Jesusa Rodríguez fala sobre a Irmã Juana Inés de la Cruz e o seu poema ‘Primero Sueño’ (‘Primeiro sonho’), uma obra de arte barroca que condensa a genialidade dessa freira mexicana do século XVII. Ela relaciona-se, através da memória, da história e de frases feministas, com a sua contraparte contemporânea Jesusa Rodríguez, que memorizou os quase 1.000 versos do poema como parte de um processo criativo que lhe permitiu não somente desenvolver uma interpretação profunda do seu conteúdo, mas também uma experiência de internalização corporal integral. Este relacionamento intenso com o poema lhe ajudou a sobreviver no mundo cotidiano, a fortalecer a sua luta política e a lutar contra o esquecimento. Para Jesusa Rodríguez, a poesia da Irmã Juana é tanto atemporal quanto contemporânea, e também uma fonte de inspiração e sabedoria para continuar trabalhando em atos de resistência. Como um tributo, Jesusa Rodríguez usa o teatro para transmitir o maior poema de umx dxs maiores poetas mexicanxs e para torná-lo visível e acessível a todos. Diversos elementos de palco servem como ferramentas para revelar partes específicas do poema, através de uma ‘striptease’ ou uma autópsia que ajuda a entender a beleza das palavras da Irmã Juana.

Entrevista com Jesusa Rodríguez: Sobre a Irmã Juana Inés de la Cruz (2010)

Entrevista com Jill Lane, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Jill Lane é Professora Associada de Espanhol e Português na New York University, onde ela ministra cursos sobre a performance nas Américas, em relação às histórias de colonialismo, neocolonialismo e globalização. Ela é formada em Literatura Comparada pela Brown University e obteve um mestrado em Artes Teatrais pela mesma instituição. Ela tem ainda um doutorado em Estudos da Performance pela New York University.

O livro da professora Lane, entitulado Blackface Cuba, 1840-1898 (University of Pennsylvania Press 2005), examina a personificação racial, o desejo nacional e o sentimento anticolonial em Cuba. Ela está atualmente trabalhando na edição de uma antologia sobre a performance na América Latina com a Routledge e é co-editora, juntamente com Peggy Phelan, da obra The Ends of Performance (New York University Press 1998). Ela é também co-editora da e-misférica, a revista especializada online do Instituto Hemisférico de Performance e Política.

Entrevista com Jill Lane: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Entrevista com João Gabriel Teixeira, conduzida por Marcos Steuernagel, Coordenador de Coleções Especiais do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

João Gabriel Lima Cruz Teixeira formou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1968); ele tem ainda um mestrado em Estudos Interamericanos pela University of Miami (1970) e um doutorado em Sociologia pela University of Sussex (1984). Ele atualmente é Professor Associado II da Universidade de Brasília. Ele concluiu cursos de pós-graduação na New School for Social Research, Nova Iorque (1993-1994) e na Maison des Sciences de l´Homme, Paris Nord (2003-2004). O professor Teixeira trabalha com a sociologia da arte, com ênfase na teoria e prática da performance. Os seus interesses de pesquisa incluem a performance e a identidade, a cultura, a arte, o teatro e a educação. Ele editou, juntamente com Letícia Vianna, o livro ‘As artes populares no Planalto Central: performance e identidade’ (2010) e recentemente publicou ‘Brasília 50 anos: arte e cultura’ (2011), onde ele reflete sobre a capital do Brasil. A sua obra é baseada não somente na análise de indicadores sociais, mas também nas produtivas conversas com figuras culturais nascidas e/ou criadas em Brasília, a fim de propor questionamentos sobre a relação entre a sociedade e as suas representações artísticas.

Entrevista com João Gabriel Teixeira: O que é o Estudo da Performance? (2012)

Entrevista com o diretor teatral e fundador do conjunto de teatro de rua Teatro Taller de Colombia, Jorge Vargas, conduzida pela estudiosa do teatro ‘chicano’ Alma Martinez. Nesta entrevista, Vargas fala sobre a sua vida no teatro, sobre a sua colaboração com o diretor teatral Mario Matallana e sobre a fundação do Teatro Taller (www.teatrotallerdecolombia.com) em Bogotá, Colômbia. Um conjunto com raízes no teatro popular, no teatro de rua e no circo, o projeto do Teatro Taller foi alimentado pelas diversas viagens de Vargas e de Matallana ao redor do mundo, pela sua participação em festivais de teatro internacionais e pela sua colaboração com conjuntos teatrais na Europa, América Latina e Estados Unidos; o seu contato direto com o teatro chicano influenciou particularmente a consolidação, no Teatro Taller, da sua própria linguagem teatral. Dedicado à exploração e à disseminação do teatro de rua na Colômbia e no exterior, o Teatro Taller tem desenvolvido projetos internacionais de colaboração artística, como a Escuela Internacional de Teatro Callejero y Circo (‘Escola Internacional de Teatro de Rua e Circo’) e o Festival Internacional de Teatro Callejero al Aire Puro (‘Festival Internacional de Teatro de Rua ao Ar Livre’).

Entrevista com Jorge Vargas (1999)

Entrevista com José Muñoz, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

José Esteban Muñoz é Chefe do Departamento de Estudos da Performance da New York University. Ele é um teórico americano nos campos dos estudos da performance, da cultura visual, da teoria queer, dos estudos culturais e da teoria da crítica. Ele fez os seus estudos de nível superior no Sarah Lawrence College e de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Literatura da Duke University, onde ele estudou como pupilo da teórica queer Eve Kosofsky Sedgwick. Ele já escreveu sobre importantes artistas, performers e figuras culturais, incluindo Vaginal Davis, Nao Bustamante, Carmelita Tropicana, Isaac Julien, Kevin Aviance, James Schuyler e Andy Warhol.

O livro Disidentifications: Queers of Color and the Performance of Politics (University of Minnesota Press 1999), do professor Muñoz, é um texto básico para a crítica queer de cor e uma grande contribuição para os estudos acadêmicos da minoria no campo dos Estudos da Performance. Ele também co-editou Pop Out: Queer Warhol (Duke University Press 1996), com Jennifer Doyle e Jonathan Flatley, e Everynight Life: Culture and Dance in Latin/o America (Duke University Press 1997), com Celeste Fraser Delgado. A New York University Press publicou, no outono de 2009, o seu mais recente livro, Cruising Utopia: The Politics and Performance of Queer Futurity. Ele está atualmente concluindo o manuscrito de outro livro, Feeling Brown: Ethnicity, Affect, and Performance, que será publicado pela Duke University Press.

 

Entrevista com José Muñoz: O que é o Estudo da Performance? (2002)

Entrevista com Joseph Roach, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Joseph Roach é um Professor Sterling de Teatro e Inglês e Diretor do Programa de Estudos Teatrais da Yale University. O professor Roach já foi Chefe do Departamento de Artes Performáticas da Washington University, em St. Louis, do Curso de Ph.D. Interdisciplinar em Teatro da Northwestern University e do Departamento de Estudos da Performance da New York University. Ele já foi também Diretor de Estudos de Pós-Graduação em Inglês e Chefe do Comitê Consultivo de Estudos Teatrais da Yale. O seu mais recente livro, It (University of Michigan Press 2007), apresenta um estudo de celebridades carismáticas. Os seus outros livros e artigos incluem Cities of the Dead: Circum-Atlantic Performance (Columbia University Press 1996), The Player’s Passion: Studies in the Science of Acting (University of Michigan Press 1993), além de ensaios publicados nas revistas Theatre Journal, Theatre Survey, The Drama Review, Theatre History Studies, Discourse, Theater e Text and Performance Quarterly, dentre outras.

O professor Roach tem um bacharelado (B.A.) pela University of Kansas, um mestrado pela University of Newcastle upon Tyne e um Ph.D. pela Cornell University. Dentre as diversas honras recebidas pelo professor Roach estão incluídas a Bolsa de Estudos Sênior (Senior Fellowship) do National Endowment for the Humanities e um Prêmio de Carreira Acadêmica de Destaque (Lifetime Distinguished Scholar Award) da American Society for Theatre Research. Em 2006, ele ganhou o Prêmio Desempenho de Destaque (Distinguished Achievement Award) da Andrew W. Mellon Foundation para criar o programa de pesquisa da Yale em “Performance Mundial”. Em 2009, ele foi premiado com um Doutorado Honorário em Letras pela University of Warwick (Reino Unido) e a Bolsa de Estudos de Destaque Fletcher Jones (Fletcher Jones Distinguished Fellowship), da Huntington Library. Um historiador teatral e um pioneiro no desenvolvimento dos métodos e da pesquisa dos estudos da performance acima de tudo, a sua pesquisa abrange o circum-atlântico, o limite entre a vida e a morte, as relações entre a religião, o ritual, a performance e a vida cotidiana, e também o fato de que a história “ainda não acabou”.

Entrevista com Joseph Roach: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Joy Harjo, conduzida por Elizabeth Theobald Richards como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Joy Harjo é uma poeta, artista performática, escritora e música internacionalmente conhecida. Ela nasceu em Tulsa, Oklahoma. Ela recebeu um título de bacherelado em Criação Literária da University of New Mexico e um mestrado em Belas Artes da Oficina de Escritores da University of Iowa. Ela já publicou sete livros de aclamadas poesias, inclusive títulos bem conhecidos como 'She Had Some Horses' (“Ela Possuía Alguns Cavalos”) e 'The Woman Who Fell From the Sky' (“A Mulher que Caiu do Céu”). Ela ganhou vários prêmios por sua poesia e obras literárias, incluindo um prêmio em tributo à sua carreira, o Lifetime Achievement Award do Native Writers Circle of the Americas; o prêmio William Carlos Williams da Poetry Society of America e o Eagle Spirit Achievement Award pela totalidade das suas contribuições para as artes, do Festival de Cinema Indígeno-Americano, dentre outros. Harjo tem atuado internacionalmente, desde o Festival Riddu Riddu, ocorrido ao norte do Círculo Ártico, na Noruega, ao Def Poetry Jam, na HBO, a Madras, Índia, ao La Casita Series do Lincoln Center, até o Ford Theater em Los Angeles. Quando não está ensinando ou atuando, ela vive em Honolulu, Havaí. Ela é integrante da Nação Muskoke/Creek, em Oklahoma.

Elizabeth Theobald Richards é uma administradora de artes experiente, uma planejadora estratégica, uma artista de teatro e uma promotora das artes nativas. Inscrita como membro da Nação Cherokee de Oklahoma, ela é a primeira americana nativa a atuar como diretora de programa na Ford Foundation. Ela foi diretora de programas públicos para o Museu e Centro de Pesquisa Mashantucket Pequot em Connecticut, o maior museu/biblioteca tribal nos E.U.A. Ela supervisionou o planejamento, o desenvolvimento e a implementação de todos os programas interpretativos, educacionais e artísticos apresentados ao público. Durante os últimos doze anos, ela tem trabalhado também como dramaturga e diretora, desenvolvendo roteiros de escritores americanos nativos, e tem conseguido agenciar relações entre artistas nativos, importantes organizações e outros grupos étnicos/raciais.

Entrevista com Joy Harjo (2007)

Entrevista com Julieta Paredes, conduzida por Marcial Godoy-Anativia, Diretor Associado do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Nesta entrevista, Julieta Paredes ressalta a centralidade de um espírito comunitário no seu trabalho, afirmando que, quando ela fala, a sua voz é uma ressonância da voz de suas ‘compañeras’. Ela questiona as noções ocidentais sobre o que é a ‘performance’, alegando que a ‘Pachamama’ (Mãe Natureza) ensinou-lhe, e ao seu povo, uma performance cultural ou ‘performance do povo’. Ela também destaca que o uso do termo ‘performance’ pode tender a enfatizar uma prática estética ou artística que pode implicar uma despolitização dos conteúdos transmitidos através das ações. Paredes explica como ela visualiza o trabalho comunitário dos povos indígenas, trabalhando juntos a partir dos seus corpos e sexualidades, construindo o que ela chama de ‘feminismo comunitário’. Assim, a partir das particularidades das comunidades indígenas tradicionais, uma participação política ativa na esfera pública pode ser posta em ação. Ela fala também sobre as ‘acciones’ do Mujeres Creando e, depois, do Mujeres Creando Comunidad, que são projetadas para interagir com as pessoas nos espaços públicos e para comunicar e transmitir aquelas batalhas sociais e políticas que têm sido invisibilizadas e silenciadas.

Entrevista com Julieta Paredes (2010)

Entrevista com Kay Turner, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea. 

Kay Turner tem um Ph.D. em Folclore e Antropologia pela University of Texas, em Austin. As suas áreas de especialização são as performances folclóricas interpretadas por mulheres (especialmente nos campos da narrativa oral, das práticas religiosas folclóricas e da cultura material) e feministas e interpretações lésbicas/gay/queer do folclore e da cultura popular. Ela é Professora Assistente Adjunta no Departamento de Estudos da Performance da New York University e trabalha também no Brooklyn Arts Council, onde atua como Diretora de Artes Folclóricas. A professora Turner trabalha ainda como folclorista para a Comarca do Brooklyn, pesquisando e apresentando diversas artes folclóricas e artistas do Brooklyn. Ela produz anualmente um projeto em memória do 11 de setembro; em setembro de 2006, ela foi curadora de Here Was New York: Twin Towers in Memorial Images e, em setembro de 2007, da obra September 11th Remembered in Film. Em março de 2008, ela produziu Brooklyn Maqam: Arab Music Festival, um grande projeto de apresentações sobre as tradições musicais árabes no Brooklyn, realizadas em diversos locais por todo o Brooklyn e Manhattan.

As publicações da professora Turner incluem Beautiful Necessity: The Art and Meaning of Women’s Altars (Thames and Hudson 1999); Between Us: A Legacy of Lesbian Love Letters (Chronicle Books 1996); e Baby Precious Always Shines (St. Martin’s Press 1999), uma seleção editada de bilhetes de amor entre Gertrude Stein e Alice B. Toklas. Atualmente, ela está trabalhando num longo ensaio referente à efemeridade e ao 11 de setembro e também em um novo projeto de livro, entitulado Transgressive Tales: Rethinking the Grimms’ Fairy Tales from Feminist and Queer Perspectives. Ela foi uma das fundadoras da banda de rock lésbica Girls in the Nose, sediada em Austin, Texas, de 1985 a 1996. Os seus projetos musicais atuais incluem o Snaggletooth, sediado em Nova Iorque, com a medievalista da NYU, a Dra. Carolyn Dinshaw, e o Medusabulldozer, um grupo com o qual ela trabalha em Athens, Georgia.

Entrevista com Kay Turner: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Kennetch Charlette, conduzida por Drew Hayden como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Kennetch Charlette (Cree) é de Sandy Bay Saskatchewan, Canadá. Ele é da Nação Cree. Kennetch tem trabalhado há muitos anos como ator e diretor. Ele é o diretor artístico fundador da Saskatchewan Native Theatre Company (SNTC). Dentre as suas obras recentes, destacam-se muitos espetáculos na SNTC e também a direção da obra 'In World Created by a Drunken God' (“Em Mundo Criado por um Deus Bêbado”), de Drew Hayden Taylor, no Teatro Persephone em Sakatchewan, e da obra 'Buzz’Gem Blues', também de Taylor, no Trinity Rep em Providence, Rhode Island.

Drew Hayden Taylor já fez de tudo, desde espetáculos humorísticos do tipo stand-up comedy no Kennedy Center em Washington D.C. até uma palestra sobre os filmes de Sherman Alexie no Museu Britânico, na Inglaterra. Ele é um dramaturgo premiado (com mais de 70 produções das suas obras), cineasta de documentários, roteirista, jornalista e ensaísta. Com 18 livros publicados, Drew também diverte-se escrevendo uma coluna humorística para cinco jornais canadenses. Ele nasceu e atualmente vive na Reserva Curve Lake (Ojibway).

Entrevista com Kennetch Charlette (2007)

Entrevista com Larry La Fountain-Stokes, conduzida por Antonio Prieto Stambaugh durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Larry La Fountain-Stokes fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a apresentação de Larry La Fountain-Stokes em uma mesa redonda, entitulada A Cidadania e os seus Limites: Multiculturalismo, Interculturalidade e Migração, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

Lawrence La Fountain-Stokes é especializado em estudos latinos; estudos portorriquenhos e dos hispânicos caribenhos; estudos sobre o gênero feminino e a sexualidade; estudos lésbicos, gay e queer; e teatro e performance. Ele recebeu o seu título de bacharelado (B.A.) pelo Harvard College (1991) e o seu mestrado e Ph.D. pela Columbia University (1999).

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Entrevista com Larry La Fountain-Stokes (2009)

There is no translation available.

Interview with Laura Levin, conducted by Mark Matusoff. This interview is a part of a series curated by the Hemispheric Institute, articulated around thequestion 'What is Performance Studies?'

Interview with Laura Levin: What is Performance Studies? (2013)

Em novembro de 2008, o teatro The Public, na cidade de Nova Iorque, teve o prazer de apresentar um festival de teatro extraordinário com artistas nativos contemporâneos. No segundo ano do festival, apresentou-se: três leituras gratuitas dos novos trabalhos dos dramaturgos nativos Victoria Nalani Kneubuhl, Laura Shamas e Eric Gansworth, seguidas de discussões após os espetáculos; uma discussão com o diretor artístico Oskar Eustis e um painel de artistas nativos sobre política e performance, que foi aberto ao público em geral; uma série de sete discussões sobre o ramo do teatro nativo, destinadas a reunir artistas e criar um fórum aberto para se debater temas relacionados ao teatro nativo contemporâneo; e um show da cantora nativa e afro-americana Martha Redbone no Joe’s Pub. Este vídeo, Entrevista com Laura Shamas, faz parte da série de entrevistas conduzidas por Tom Pearson e complementa os arquivos do festival de 2008.

O trabalho de Laura Shamas (Chickasaw) tem sido lido/desenvolvido/apresentado em vários teatros, inclusive no Native Voices at the Autry, no Native Earth Performing Arts, no Lark, durante a 'Semana de Dramaturgia', no Soho Theatre, no Festival de Teatro de Williamstown, no The Old Globe, no The Geva Theater e no Festival Shakespeariano de Utah. Shamas tem diversas peças publicadas, dentre elas 'Re-Sourcing', 'Moliere In Love' (“Moliere Apaixonado”), 'Pistachio Stories', 'Up To Date' (“Atualizado”), 'Lady-Like' (“Como uma Dama”), 'Picnic at Hanging Rock' (“Piquenique em Hanging Rock”), 'Portrait of a Nude' (“Retrato de um Nu”) e 'The Other Shakespeare' (“O Outro Shakespeare”). Ela já foi laureada com inúmeros prêmios de dramaturgia, dentre eles o Prêmio Garrard de Melhor Peça do Museu Five Civilized Tribes em 2008, um Prêmio Fringe, como primeira colocada na categoria de Drama Original de Maior Destaque (Edimburgo), um prêmio Drama-Logue e uma bolsa de estudos Aurand Harris do Children's Theater Foundation of America para o ano letivo de 2006-2007.

Tom Pearson (Creek/Cherokee da Banda Leste) é um escritor e artista atuante em diversas modalidades artísticas, incluindo dança contemporânea, performances de local específico, cinema, arte visual e instalações de grande escala. Pearson tem um mestrado em Estudo da Performance pela New York University/Tisch School of the Arts e atualmente é co-diretor artístico do Third Rail Projects, um grupo de artistas com sede na cidade de Nova Iorque. Ele recebeu o prêmio New York Dance and Performance (Bessie) em 2008 na categoria de coreografia e um prêmio Kingsbury na categoria de obra literária. Os artigos de Pearson sobre a dança e a performance nativas têm sido publicados na Time Out New York Kids, na Dance Magazine, na Dance Spirit e em várias outras publicações online. Além do seu trabalho nas artes contemporâneas, Tom participa também de eventos indígeno-americanos tradicionais como dançarino e cantor.

Entrevista com Laura Shamas (2008)

Entrevista com Leda Martins, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Leda Martins é uma poeta e Professora de Artes Cênicas e Literatura na Universidade Federal de Minas Gerais e no Programa de Pós-Graduação em Artes da FALE/UFMG. Ela concluiu um pós-doutorado em Teorias da Performance pela New York University no ano 2000. Leda Martins tem ainda um doutorado em Literatura Comparada pela UFMG e um mestrado em Artes pela Indiana University. Ela é autora de vários livros, já publicou vários ensaios e poemas e já escreveu muitas dissertações e artigos. Dentre as suas publicações, destacam-se O moderno teatro de Qorpo santo (Ed. UFMG 1991), A cena em sombras (Editora Perspectiva 1995), Afrografias da memória (Editora Perspectiva 1997) e Dias Anônimos (Sette Letras 1999).

 

Entrevista com Leda Martins: O que é o Estudo da Performance? (2011)

Entrevista com Liliana Angulo, conduzida por Mila Aponte-González durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Liliana Angulo fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a vídeo instalação de Liliana Angulo, entitulada Négritude, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

A artista plástica Liliana Angulo formou-se pela Universidad Nacional de Colombia, em Bogotá, com uma especialização em escultura. No seu trabalho com diferentes mídias, ela explora a identidade racial e a cultura afro-colombiana, dentre outros temas. Além de exposições nacionais na Colômbia, como o “Encuentro internacional Medellín 07 – prácticas artísticas contemporáneas”, a “Viaje sin mapa: representaciones afro en el arte contemporáneo colombiano” e a “Cohabitar: IX Bienal de Arte de Bogotá”, do Museo de Arte Moderno de Bogotá, ela já participou de exibições internacionais nos Estados Unidos, no México e na França. As suas obras fazem parte de uma coleção do Banco de la República de Colombia e de várias coleções privadas. Em 2008, ela foi uma artista convidada no Centre national de la recherche scientifique (CNRS), em Paris. A revista acadêmica de ciências sociais do centro, o “Cahiers du Genre”, discute a sua obra na edição de janeiro de 2008, dedicada ao tema “O Gênero, o Feminismo e o Valor da Arte”, e inclui uma das suas fotografias na capa. Nos Estados Unidos, ela já apresentou o seu trabalho no programa “Eight Photographers”, na School of the Museum of Fine Arts, Boston, bem como no Centro de Estudos Afro e no Programa de Estudos Latino-Americanos e Latinos da University of Pennsylvania. Ela também já fez palestras na Kansas State University e na Emerson College School of the Arts, em Boston. Em julho de 2008, ela estava ligada ao programa “Living work,” desenvolvido pela Área Cultural do Banco de la República de Colombia, em Quibdo-Chocó, em que artistas conduzem projetos coletivos com diversas comunidades. Ela tem também contribuído para a elaboração de políticas relacionadas à prática artística nos contextos social e acadêmico.

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Entrevista com Liliana Angulo (2009)

Entrevista com o ator colombiano e integrante do grupo Teatro Experimental de Cali (TEC) Lisímaco Núñez, conduzida pela acadêmica de teatro Chicano Alma Martinez. Nesta entrevista, Núñez fala a respeito de sua trajetória artística e suas experiências ao trabalhar como integrante do TEC. O ator discute as idiossincrasias estéticas do grupo, suas técnicas de atuação, as escolhas dos textos dramáticos, a exploração dos elementos aparentemente externos ao campo teatral (artes marciais, etc.) e algumas influências teóricas e artísticas que dão forma ao trabalho do grupo. Lisímaco fala também das relações recíprocas entre as artes e a política, discutindo teatro como um espaço alternativo possível para a expressão social. A criação coletiva é discutida assim como os pontos de contato e divergências entre o TEC e os outros grupos teatrais colombianos famosos (como o La Candelaria, dirigido por Santiago García). O artista amplia sua análise sobre as conexões entre os grupos teatrais às influências e relacionamentos entre os teatros colombiano, latino-americano e Chicano, apresentando uma reflexão sobre as complexidades da cultura inseridas num contexto hemisférico artístico sociopoliticamente mais abrangente.

Entrevista com Lisímaco Núñez (1999)

Entrevista com Lois Weaver e Peggy Shaw do grupo Split Britches, conduzida por Sarah Townsend como parte do 6º Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, em Junho de 2007, em Buenos Aires, Argentina, sob o título "CORPOLÍTICAS/ Body Politics in the Americas: Formations of Race, Class, and Gender". O grupo Split Britches foi fundado em 1981 no WOW Café de Nova York, EUA. O grupo faz parte de Staging Human Rights (Encenando os Direitos Humanos) e trabalha em prisões no Rio de Janeiro e na Inglaterra. Além disso, eles são artistas associados do projeto de medicina e performance Clod Ensembles..

Entrevista com Lois Weaver e Peggy Shaw

Entrevista com Lucy Bolaños, diretora teatral e fundadora do grupo teatral colombiano, cujo elenco é formado por mulheres apenas, La Máscara, conduzida pela acadêmica de teatro Chicano Alma Martinez. Nesta entrevista, Bolaños fala sobre sua vida no teatro, sua participação como integrante do Teatro Experimental de Cali (TEC) e da fundação do La Máscara, em 1972, como um grupo compromissado com a exploração e a denúncia dos problemas das mulheres na Colômbia. Sob a rubrica "o pessoal é político", o grupo La Máscara aspira ser um instrumento para a mudança histórica através do engajamento social; nesta linha, Bolaños e seu grupo trabalham com populações marginalizadas (mulheres, jovens), dão oficinas, ensinam e criam peças coletivamente que se digirem aos problemas de sexualidade, violência doméstica, homofobia, machismo, violência política, etc. A colaboração é uma estratégia-chave através de toda sua trajetória artística, tendo trabalhado com outras mulheres famosas do teatro colombiano (como Patricia Ariza, Jacqueline Vidal) e com a rede internacional de mulheres do teatro e da performance contemporâneas o The Magdalena Project, entre outros. Além do mais, Bolãnos comenta sobre os pontos estéticos e de contato entre os teatros colombiano e Chicano e fala sobre várias peças do repertório do La Máscara.

Entrevista com Lucy Bolaños (1999)

Entrevista com Luis Pazos e Héctor Puppo, do Grupo Escombros, conduzida por Marcela Fuentes como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

O Grupo Escombros emergiu em 1988 em La Plata, Argentina, como um coletivo dedicado à arte pública/de rua. Foi um período de desenfreada hiperinflação, onde tudo parecia estar desmoronando, inclusive a democracia. Os artistas se perguntavam “o que vai restar do nosso país?” A resposta deles foi “os escombros”. Foi daí que veio o nome do grupo. A maior parte das suas performances ocorrem em locais abertos; são criadas para e pelas pessoas de La Plata, refletem as realidades sócio-políticas atuais e são produzidas com o uso de materiais descartados. O Escombros expressa-se através de todas as formas de comunicação imagináveis: instalações, manifestos, murais, objetos, posters, poemas, impressões, discursos públicos, poemas visuais, grafite, cartões postais, net arte, etc.

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Entrevista com Luis Pazos e Héctor Puppo (2007)

Entrevista com Luisa Calcumil, conduzida por Diana Taylor durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Luisa começa apresentando-se em Mapudungún (o seu idioma indígena), dizendo ‘eu sou uma pessoa da terra, da terra do sul, que os nossos queridos ancestrais chamavam de Pântano Frio, mas que é hoje conhecida como General Roca. Com a proteção da Grande Mãe do Céu, do Grande Pai do Céu, da Jovem Mulher e do Jovem Homem do Céu, eu fui capaz de chegar aqui hoje’. Ela conta a estória da sua infância difícil e de como ela chegou ao mundo do teatro. Discute também a sua performance solo, entitulada Es bueno mirarse en la propia sombra, que ela apresentou no Encuentro. Através da sua obra, primordialmente oral e musical, ela deseja transmitir a visão de mundo Mapuche, que ela diz ser diferente daquela do ‘mundo branco’. Ela quer derrubar os estereótipos das pessoas indígenas, que têm sido tão amplamente representadas por outros; ela convoca a auto-representação, o respeito às tradições e a renovação da esperança para a sua comunidade. Luisa Calcumil é uma atriz, diretora e dramaturga Mapuche da Patagônia, Argentina. Ela iniciou a sua carreira como atriz em 1975. Após atuar em vinte peças, cinco filmes e vários programas de televisão, ela sentiu que não era representada nos papéis que interpretava. Então ela decidiu compor os seus próprios roteiros: Hebras e Es bueno mirarse en la propia sombra.

Entevista com Luisa Calcumil (2005)

Entrevista com Luz Ángela Londoño, Diretora Assistente do Festival al Aire Puro, conduzida pela estudiosa do teatro chicano Alma Martinez. Londoño discute a sua trajetória na administração e produção teatral, que inclui trabalhos nos bastidores com grupos teatrais renomados como o Teatro Taller de Colombia e o Teatro Libre de Bogotá. Esta discussão é enquadrada no contexto mais amplo da história e do futuro do teatro contemporâneo colombiano, nos seus aspectos políticos, pedagógicos e comerciais e no papel da mulher nessa produção. Luz Ángela também comenta sobre os traços expressivos característicos, os recursos da estética, os mecanismos de comunicação e as condições de possibilidade do teatro de rua, além de fazer comentários sobre o festival international de teatro de rua ‘al Aire Puro’, organizado em Bogotá pelo grupo de teatro colombiano Teatro Taller de Colombia (www.teatrotallerdecolombia.com), onde trupes de teatro bem conhecidas de todo o mundo reunem-se para fazer performances e oficinas e para compartilhar os seus números de teatro de rua sob o slogan ‘o teatro de rua do mundo sorri para a paz na Colômbia’.

Entrevista com Luz Ángela Londoño (1999)

There is no translation available.

This interview is focused on the production, organization, theoretical conceptualization, and the experience of the project ‘Witness to the Ruins,’ created by Mapa Teatro in collaboration with former inhabitants of the neighborhood Santa Inés del Cartucho, Bogotá.

Interview with Mapa Teatro (2011)

Entrevista com Marcos Malafaia, um dos diretores do teatro de marionetes brasileiro Grupo Giramundo, conduzida por Marcos Alexandre durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Nesta entrevista, Malafaia discute as origens e a história do grupo, as suas técnicas de construção e manipulação e as influências e gêneros envolvidos na contínua pesquisa, criação, performance e pedagogia do Giramundo. O artista discute também os pontos em comum entre as artes e a política no processo de fazer performance sobre as raízes brasileiras, enfocando especialmente quatro renomadas peças do Giramundo: Tiradentes, O Guarani, Os Orixás e Cobra Norato. Para encerrar, Malafaia comenta sobre o mais recente espetáculo do Giramundo, Pinocchio, uma adaptação do texto de Carlo Collodis para o teatro de marionetes. Criado em 1970 pelos artistas brasileiros Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Maria do Carmo Vivacqua Martins (Madu), o Giramundo Teatro de Bonecos (www.giramundo.org) ganhou reconhecimento mundial como um dos mais importantes grupos de teatro de marionetes no mundo. A sua impressionante trajetória inclui trabalhos profissionais para o teatro, cinema, vídeo e televisão, bem como um forte componente pedagógico, oficinas de ensino e cursos de marionetes, tanto internacionalmente quanto na sua própria escola em Belo Horizonte, Brasil. As 950 marionetes que eles já encenaram ou que ainda estão no palco fazem parte da coleção do Museu Giramundo, que possui a maior coleção privada desse tipo no Brasil. O rigor metodológico ao criar as suas performances, a refinada construção e manipulação dos seus objetos de performance e o seu interesse em explorar tópicos da cultura brasileira oferecem ao Grupo Giramundo as ferramentas necessárias para transcender o tradicional teatro infantil para incorporar temas e formas culturais adultas em um diálogo direto com questões políticas e estéticas complexas.

Entrevista com Marcos Malafaia (2005)

Entrevista com María Galindo, do Mujeres Creando, conduzida por Diana Taylor como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

María Galindo é uma das fundadoras do Mujeres Creando, um grupo anarquista-feminista criado em 1992 em La Paz, Bolívia, que faz performances de ações criativas nas ruas, produz vídeos, tem o seu próprio jornal e publica livros de poesia, teoria feminista e sexualidade, dentre outras coisas. O grupo é formado por mulheres de origens culturais, sociais e etéreas diferentes e ele vê a criatividade como um instrumento de resistência e participação social.

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Entrevista com María Galindo (2007)

Entrevista com Marianela Boán, conduzida por Shanna Lorenz durante o 2o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2001 em Monterrey, México, sob o título Memória, Atrocidade e Resistência.

Marianela Boán es una coreógrafa de renombre internacional y ha sido reconocida como una de las artistas más importantes de de la danza cubana contemporánea y una de las líderes de la vanguardia hispanoamericana de danza. Dentro del laboratorio de su compañía DanzAbierta, con sede en La Habana, Boán ha desarrollado una metodología de performance llamada “Danza Contaminada”, la cual integra el uso de la voz, la emoción, la postura, el gesto, la imagen, el lenguaje, etc. en una estructura de collage basada en la coreografía. Para Boán, su proceso creativo es “inseparable del proceso sociocultural vivido por la vanguardia artística cubana de los años 1980 y 1990”. Actualmente continúa elaborando “Danza Contaminada” con otra compañía, BoanDanz Action, que creó mientras terminaba su maestría en danza y nuevos medios en Temple University en Filadelfia, EEUU. Boán es en el presente la directora fundadora de la primera compañía nacional de danza contemporánea en la República Dominicana. Boán ha trabajado como coreógrafa, bailarina y profesora en más de 40 países a través de l mundo y creado más de 50 coreografías.

Entrevista com Marianela Boán (2001)

Em novembro de 2008, o teatro The Public, na cidade de Nova Iorque, teve o prazer de apresentar um festival de teatro extraordinário com artistas nativos contemporâneos. No segundo ano do festival, apresentou-se: três leituras gratuitas dos novos trabalhos dos dramaturgos nativos Victoria Nalani Kneubuhl, Laura Shamas e Eric Gansworth, seguidas de discussões após os espetáculos; uma discussão com o diretor artístico Oskar Eustis e um painel de artistas nativos sobre política e performance, que foi aberto ao público em geral; uma série de sete discussões sobre o ramo do teatro nativo, destinadas a reunir artistas e criar um fórum aberto para se debater temas relacionados ao teatro nativo contemporâneo; e um show da cantora nativa e afro-americana Martha Redbone no Joe’s Pub. Este vídeo, Entrevista com Marie Clements, faz parte da série de entrevistas conduzidas por Tom Pearson e complementa os arquivos do festival de 2008.

Marie Clements (Metis/Dene) é uma premiada artista performática, dramaturga, diretora, roteirista, produtora e diretora artística fundadora da urban ink productions e da Fathom Labs Highway. As suas doze peças, inclusive 'Copper Thunderbird', 'Burning Vision' (“Visão em Chamas”) e 'The Unnatural and Accidental Women' (“As Mulheres Artificiais e Acidentais”) têm sido apresentadas em alguns dos palcos mais prestigiados para obras canadenses e internacionais, dentre eles o Festival de Teatro das Américas (Urban Tattoo, 2001; Burning Vision, 2003), em Montreal, o National Arts Centre e o The Magnetic North Festival (Burning Vision, 2003; Copper Thunderbird, 2007), em Ottawa. O seu trabalho já lhe rendeu inúmeros prêmios e publicações, dentre eles o Prêmio Literário Canadá-Japão em 2004 e uma pré-seleção para o prêmio literário Governor General em 2003.

Tom Pearson (Creek/Cherokee da Banda Leste) é um escritor e artista atuante em diversas modalidades artísticas, incluindo dança contemporânea, performances de local específico, cinema, arte visual e instalações de grande escala. Pearson tem um mestrado em Estudo da Performance pela New York University/Tisch School of the Arts e atualmente é co-diretor artístico do Third Rail Projects, um grupo de artistas com sede na cidade de Nova Iorque. Ele recebeu o prêmio New York Dance and Performance (Bessie) em 2008 na categoria de coreografia e um prêmio Kingsbury na categoria de obra literária. Os artigos de Pearson sobre a dança e a performance nativas têm sido publicados na Time Out New York Kids, na Dance Magazine, na Dance Spirit e em várias outras publicações online. Além do seu trabalho nas artes contemporâneas, Tom participa também de eventos indígeno-americanos tradicionais como dançarino e cantor.

Entrevista com Marie Clements (2008)

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Interview with theater director and founder of street theater ensemble Teatro Taller de Colombia, Mario Matallana, conducted by Chicano theater scholar Alma Martinez.

Interview with Mario Matallana (1999)

Em novembro de 2008, o teatro The Public, na cidade de Nova Iorque, teve o prazer de apresentar um festival de teatro extraordinário com artistas nativos contemporâneos. No segundo ano do festival, apresentou-se: três leituras gratuitas dos novos trabalhos dos dramaturgos nativos Victoria Nalani Kneubuhl, Laura Shamas e Eric Gansworth, seguidas de discussões após os espetáculos; uma discussão com o diretor artístico Oskar Eustis e um painel de artistas nativos sobre política e performance, que foi aberto ao público em geral; uma série de sete discussões sobre o ramo do teatro nativo, destinadas a reunir artistas e criar um fórum aberto para se debater temas relacionados ao teatro nativo contemporâneo; e um show da cantora nativa e afro-americana Martha Redbone no Joe’s Pub. Este vídeo, Entrevista com Martha Redbone, faz parte da série de entrevistas conduzidas por Tom Pearson e complementa os arquivos do festival de 2008.

Martha Redbone (Choctaw/Shawnee/Cherokee/Blackfeet) é uma das principais vozes tanto na música soul quanto na música nativa contemporânea. Ela alcançou o reconhecimento através de premiações para ambos os seus álbuns, 'Skintalk' (“Papo de Pele”) e 'Home of the Brave' (“Lar dos Bravos”), incluindo um Independent Music Award na categoria de Melhor Álbum de R&B em 2006; um Best Native American Music Award na categoria de Artista Revelação em 2002; e dois Indian Summer Music Awards consecutivos na categoria de Melhor Álbum de R&B em 2004 e 2005. Ainda em 2005, Martha recebeu o Red Ribbon Award da Parceria Nacional HIV/Aids da ONU pelo seu trabalho comunitário. Atualmente, esta nativa do Brooklyn e filha de um pai afro-americano e de uma mãe Choctaw/Shawnee/Cherokee/Blackfeet está trabalhando no seu terceiro álbum.

Tom Pearson (Creek/Cherokee da Banda Leste) é um escritor e artista atuante em diversas modalidades artísticas, incluindo dança contemporânea, performances de local específico, cinema, arte visual e instalações de grande escala. Pearson tem um mestrado em Estudo da Performance pela New York University/Tisch School of the Arts e atualmente é co-diretor artístico do Third Rail Projects, um grupo de artistas com sede na cidade de Nova Iorque. Ele recebeu o prêmio New York Dance and Performance (Bessie) em 2008 na categoria de coreografia e um prêmio Kingsbury na categoria de obra literária. Os artigos de Pearson sobre a dança e a performance nativas têm sido publicados na Time Out New York Kids, na Dance Magazine, na Dance Spirit e em várias outras publicações online. Além do seu trabalho nas artes contemporâneas, Tom participa também de eventos indígeno-americanos tradicionais como dançarino e cantor.

Entrevista com Martha Redbone (2008)

Entrevista com Megaron Txucarramãe, conduzida por Terence Turner durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Nesta entrevista, ele fala sobre as práticas e tradições culturais dos Kaiapó, bem como sobre a sua atual situação na geopolítica brasileira contemporânea. Ele também comenta sobre a participação do seu povo no Encuentro, onde Megaron também fez um importante discurso, entitulado A Questão Indígena no Brasil.

 Biografia

Megaron Txucarramãe, líder dos Mebêngôkre/Kaiapó, é um dos mais importantes líderes indígenas no Brasil, com uma performance extraordinária em favor do seu povo, Mekragnotire, e dos outros povos nativos brasileiros. Trabalhando na Funai, ele atuou nas Frentes de Contato dos Povos Ikpeng e Panará. Em 1984, ele participou da demarcação da Terra Indígena Kapôt – Jarina e, em 1992/1993, da Terra Indígena Mekragnotire. Ele foi supervisor, pela FUNAI, do Parque Indígena do Xingu de 1984 a 1994 e foi diretor da FUNAI – Colíder/MT de 1995 a 2011. Ele é também membro fundador da Associação Ipren-re de Defesa do Povo Mebêngôkre, desde 1993.

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Entrevista com Megaron Txucarramãe (2005)

Entrevista com Michael John Garcés, conduzida por Mila Aponte-González durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Garcés fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a apresentação de Garcés, entitulada Community Theater: A Conversation about Methodologies, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

Michael John Garcés é o Diretor Artístico da Cornerstone Theater Company, em Los Angeles. Ele já trabalhou como diretor e dramaturgo no The Humana Festival, no The Edinburgh Fringe Festival, no Yale Repertory Theater, no The Cultural Center of the Philippines, no New York Theatre Workshop, no The Guthrie Theater, no The Walker Arts Center, no A Contemporary Theater, no Ensemble Studio Theater, no Woolly Mammoth, no Repertorio Español e no Puerto Rican Traveling Theatre, dentre outros. Ele foi também recipiente da Estatueta Princess Grace e do Prêmio Alan Schneider, na categoria de Diretor.

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Entrevista com Michael John Garcés (2009)

Entrevista com Michelle Matlock, conduzida por Jill Lane como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

Michelle Matlock é nascida no estado de Washington, Estados Unidos. Ela é formada pelo National Shakespeare Conservatory, na Cidade de Nova Iorque. Matlock começou a desenvolver o seu show de estréia solo The Mammy Project em 2001.

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Entrevista com Michelle Matlock (2007)

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In this interview, conducted by Diana Taylor, founding director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, Miguel Rubio talks about creación colectiva (collective creation) in Latin America.

Interview with Miguel Rubio: Creación colectiva (2012)

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In this interview, by Diana Taylor, founding director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, Miguel Rubio talks about the crisis of representation related to the atrocities inflicted by political violence during the internal armed conflict in Peru (1980-2000).

Interview with Miguel Rubio: Crisis de representación (2012)

Entrevista com Miriam Álvarez e Lorena Cañuqueo, do Proyecto de Teatro Mapuche, conduzida por Julieta Infantino como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

Biografia

Miriam Álvarez e Lorena Cañuqueo fazem parte do Proyecto de Teatro Mapuche, um projeto de teatro político que enquadra-se no movimento Mapuche contemporâneo em geral, em Bariloche, Província do Rio Negro, Argentina, fundado em 2001. Elas falam sobre a performance Pewma, baseada num tipo específico de sonho – o pewma – que tem o poder de transmitir mensagens para aquele que sonha. A memória do povo Mapuche, pesada por força da experiência traumática do genocídio, é objeto desta performance no presente, através desse sonho.

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Entrevista com Miriam Álvarez e Lorena Cañuqueo (2007)

Entrevista com Miriam Gomes, conduzida por Claudia Briones como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

Biografia

Miriam Gomes pertence à comunidade de Cabo Verde, uma comunidade de descendência africana, presente na Argentina há mais de cem anos. Ela participa de diferentes organizações para a defesa e difusão dos valores culturais africanos e é Vice-Presidente da Sociedad Caboverdiana, na Argentina.

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Entrevista com Miriam Gomes (2007)

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In this interview, conducted by Marcial Godoy-Anativia, associate director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, Moysés Zúñiga Santiago talks about his photo exhibit presented in NYC in 2010.

Interview with Moysés Zúñiga Santiago (2010)

Entrevista com Nao Bustamante, conduzida por José Muñoz durante o 3o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2002 em Lima, Peru, sob o título “Globalização, Migração e a Esfera Pública”.

Nao Bustamante é uma artista performática pioneira internacionalmente conhecida, nascida no Vale de San Joaquin, na Califórnia. A sua obra abrange a arte performática, a instalação, o vídeo, a música pop e intervenções experimentais no tempo (experimental rips in time). Usando o corpo como uma fonte de imagem, narrativa e emoção, as suas performances falam sobre o nível de linguagem subconsciente, levando o espectador a uma viagem bizarra, com imagens assombrantes, rompendo os estereótipos através da sua incorporação. A obra de Bustamante já foi apresentada, dentre outros locais, no Institute of Contemporary Arts, em Londres; no San Francisco Museum of Modern Arts; e no Kiasma Museum of Helsinki. Ela já fez performances em galerias, museus, universidades e em locais subterrâneos por toda a Ásia, África, Europa, Nova Zelândia, Austrália, Canadá, México e Estados Unidos. As suas colaborações incluem o seu trabalho com vultos da arte como Coco Fusco e Osseus Labrint. Em 2001, ela recebeu a prestigiada bolsa de estudos Anonymous Was a Woman. Ela vive atualmente em Troy, no estado de Nova Iorque, e é Professora Assistente de Novas Mídias e Arte ao Vivo no Rensselaer Polytechnic Institute.

Entrevista com Nao Bustamante (2002)

Entrevista com o Pamyua, conduzida por Andrew McLean durante o 5o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em março de 2005 em Belo Horizonte, Brasil, sob o título Performance e “Raízes”: Práticas Indígenas Contemporâneas e Mobilizações Comunitárias. Nesta entrevista, os quatro membros fundadores do Pamyua, Stephen Blanchett, Phillip Blanchett, Ossie Kairaiuak e Karina Moeller, falam sobre as suas formações, as origens da banda e como a sua música mescla as canções Yup’ik tradicionais com as influências musicais afro-americanas, como a música gospel, o R&B, o jazz e o funk, para criar um estilo nativo novo e único. Eles falam sobre as suas experiências como nativos urbanos e as suas relações com as suas raízes, uma relação que, para eles, tem implicado um delicado processo de negociação cultural entre diferentes tradições e gerações. Dentre outras coisas, eles discutem como eles são vistos pelos Yup’ik mais idosos, os problemas que as suas comunidades estão enfrentando e como eles são encarregados, como novos veículos da cultura Yup’ik, de revitalizar a sua identidade entre os jovens.

Entrevista com o Pamyua (2005)

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In this interview, conducted by Diana Taylor, founding director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, Pancho López talks about his beginnings and his experience in the field of performance art in Mexico.

Interview with Pancho López: What is Performance Studies? (2011)

Entrevista com Patricia Ariza, diretora teatral, dramaturga e fundadora do famoso grupo teatral colombiano Teatro La Candelaria (www.teatrolacandelaria.org.co), conduzida pela acadêmica de teatro Chicano Alma Martinez. Ariza discorre sobre alguns tópicos como "criação coletiva", teatro político, feminismo, e problemas sóciopolíticos e culturais da Colômbia de hoje. A artista fala sobre seu papel na criação e trajetória do La Candelaria assim como o esforço conjunto desse grupo com o Teatro Experimental de Cali (TEC) para criar a Corporación Colombiana de Teatro como um mecanismo para facilitar um fórum teórico e prático para a discussão, a organização e o apoio do teatro colombiano. Além do mais, Patricia comenta sobre seu trabalho ativista e político com setores marginalizados da população colombiana (mulheres, indígenas, imigrantes, presos, etc.), desenvolvendo projetos artísticos interdisciplinares, planejados para dar empoderamento a essas comunidades, explorando as possibilidades da criação coletiva a fim de conseguir mudança social. Ariza discute também sobre os laços culturais e afinidades políticas entre os teatros latino-americano e Latino sob a luz de problemas hemisféricos compartilhados como o tráfico de entorpecentes, guerrilhas, corrupção política, imigração e globalização.

Entrevista com Patricia Ariza (1999)

Entrevista com Patrick Anderson, conduzida por Marcial Godoy-Anativia, Diretor Associado do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Patrick Anderson é Professor Associado no Departamento de Comunicação da University of California, San Diego, onde ele é também afiliado ao Programa de Estudos Críticos sobre o Gênero e ao Departamento de Estudos Étnicos. Anderson é formado pela Escola de Comunicação da Northwestern University, com uma dupla concentração em Estudos da Performance e Antropologia. Ele tem um mestrado em Estudos Culturais/Estudos da Comunicação pela University of North Carolina – Chapel Hill e um Ph.D. em Estudos da Performance (com uma ênfase na mulher, no gênero e na sexualidade) pela University of California – Berkeley. O professor Anderson recebeu uma bolsa de estudos da Fulbright para conduzir uma pesquisa sobre a performance ritual em Sri Lanka. A sua formação inclui estudos e experiência em teatro e dança, cinema, estudos culturais, estudos queer e sobre o gênero, estudos étnicos, geografia política, psicanálise e antropologia.

Unindo os campos dos estudos da performance e dos estudos culturais, o trabalho do professor Anderson explora atuações de violência e produções de subjetividade política nos campos institucionais, incluindo a prisão, a clínica, a galeria e o teatro. O seu livro So Much Wasted: Hunger, Performance, and the Morbidity of Resistance (Duke University Press 2010) explora a greve de fome, a anorexia nervosa e a performance do jejum como práticas espetaculares, radicalmente carregadas, que buscam intervir na soberania ideológica estatal. O seu livro Violence Performed: Local Roots and Global Routes of Conflict (Palgrave/Macmillan 2009), uma coleção de ensaios co-editados com Jisha Menon, questiona a violência como performance e a sua atuação na política global contemporânea. O seu trabalho em andamento inclui um livro de gênero misto sobre a doença e a memória e um estudo crítico sobre o papel da empatia na prática da performance americana contemporânea e no diálogo intercultural

Entrevista com Patrick Anderson: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Randy Reinholz, conduzida por Yvette Nolan como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Randy Reinholz, inscrito como membro da Nação Choctaw, é co-criador e diretor artístico do Native Voices. Ele já dirigiu cerca de cinquenta peças por todas as partes dos E.U.A. e do Canadá. Reinholz foi o diretor e produtor executivo de ‘Urban Tattoo’ (“Tatuagem Urbana”) e das produções Equity de 'Jump Kiss', 'The Buz'Gem Blues' e 'Please Do Not Touch the Indians' (“Por Favor Não Toquem nos Índios”), muito aclamadas pela crítica, e foi o diretor executivo da estréia mundial de 'Kino & Teresa' em 2005. Em 2006, Reinholz produziu e dirigiu as estréias e turnês mundiais de 'Stone Heart' (“Coração de Pedra”) e 'The Red Road' (“A Estrada Vermelha”) e a leitura encenada de 'Wild Horses' (“Cavalos Selvagens”) no festival New Visions/New Voices do The Kennedy Center. Em 2007, a sua produção de 'The Berlin Blues' (“Os Blues de Berlim”) estreou em Los Angeles. As três últimas produções do Native Voices vêm sendo remontadas no Museu Nacional do Índio Americano em Nova Iorque e em Washington, D.C. Além de dirigir e produzir, ele tem co-patrocinado mostras e oficinas sobre a diversidade nativo-americana para a ABC e para a NBC e é anualmente um artista convidado no Instituto Indígeno-Americano de Verão da FOX. Ele recebeu um título de mestrado em Belas Artes da Cornell University e é professor titular de Teatro, Televisão e Cinema na San Diego State University, além de ensinar no Programa de Estudos Indígeno-Americanos.

Yvette Nolan (Algonquin de Kitiganzibi) é roteirista, dramaturga e diretora. Dentre as suas obras, destacam-se 'Annie Mae's Movement' (“O Movimento de Annie Mae”), 'BLADE', 'Job's Wife' (“A Mulher de Jobs”), 'Video', o libreto 'Hilda Blake' e a peça de rádio 'Owen'. Como dramaturga, ela trabalha por todo o Canadá, mais recentemente como a “dramaturga do festival” para o Festival de Primavera do Saskatchewan Playwrights Centre. Ela foi presidente da União dos Dramaturgos do Canadá de 1998 a 2001 e da Playwrights Canada Press de 2003 a 2005. Ela atualmente é a diretora artística do Native Earth Performing Arts em Toronto.

Entrevista com Randy Reinholz (2007)

Entrevista com Rebecca Schneider, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Rebecca Schneider é Chefe do Departamento de Artes Teatrais e Estudos da Performance da Brown University. Ela ensina Estudos da Performance, Estudos Teatrais e Teorias de Intermídia. Ela é a autora de The Explicit Body in Performance (Routledge 1997) e Performing Remains: Art and War in Times of Theatrical Reenactment (Routledge 2011). Ela também co-editou a antologia Re:Direction: A Theoretical and Practical Guide to 20th-Century Directing. Ela faz parte do grupo de editores do TDR: The Drama Review, editora contribuinte para o Women and Theatre, co-editora com David Krasner da série de livros “Theatre: Theory/Text/Performance”, da University of Michigan Press, e também da série “Performance Interventions”, da Palgrave McMillan. A professora Schneider tem ensaios publicados em diversas antologias, incluindo Psychoanalysis and Performance, Acting Out: Feminist Performance, Performance and Cultural Politics, Performance Cosmologies, Performance and the City e o ensaio “Solo Solo Solo”, no livro After Criticism. Como uma “teórica performática”, ela tem colaborado com artistas em locais como o British Museum, em Londres, e a Mobile Akademie, em Berlim, e também fez palestras em museus como o Guggenheim, em Nova Iorque, e o Gulbenkian, em Lisboa.

A professora Schneider já escreveu extensivamente sobre as práticas teatrais e performáticas que elastecem os limites aceitos em torno da mídia. Ela tem escrito sobre a arte performática, a fotografia, a arquitetura e a vida cotidiana como “performativas”. Os seus interesses de pesquisa estão relacionados à história do teatro, bem como à arte performática, à performance crítica de gênero e raça e à cultura visual e performance. O seu primeiro livro envolveu artistas que usam o próprio corpo como palco para as suas performances, situando-os no contexto das tradições históricas da “vanguarda” teatral e artística e fazendo uma leitura das suas obras frente à teoria crítica feminista e racial. Ela está atualmente trabalhando em práticas de artes plásticas e performance denominadas “reencenações”.

Entrevista com Rebecca Schneider: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Entrevista com Regina José Galindo, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Regina Galindo fala sobre a diferença entre ser um artista ou um ativista durante os anos de violência na Guatemala – ela reflete sobre os riscos envolvidos no trabalho do artista, afirmando finalmente que, de fato, qualquer guatemalteca está em risco nas suas vidas cotidianas. De acordo com a sua visão clara e racional da arte, o ativismo é algo diferente e mais engajado; para ela, o papel do artista é criar obras de arte, que podem não ter um impacto direto na mudança social, mas podem promover um novo diálogo entre os cidadãos. Galindo afirma enfaticamente que ela não acredita estar mudando o mundo; no entanto, o fato de ela não estar envolvida numa mudança radical não significa que ela não esteja trabalhando para criar uma sociedade melhor. Portanto, ela propõe uma forma diferente de resistência, através da qual nós podemos não estar mudando o mundo, mas ao menos não estamos tornando-o pior. Regina José Galindo (1974) nasceu na cidade de Guatemala. Sua obra já foi incluída em shows de grupos como Venice-Istanbul, Museum of Modern Art, Istambul, Turquia; Into Me, Out of Me, P.S.1, Nova Iorque, Estados Unidos; Kunst-Werke Berlin, Berlim, Alemanha; MASH, Miami, Estados Unidos; Las Fronteras del Género, Zaragoza, Espanha; Estrecho Dudoso, Teoretica, Costa Rica; MENS mankind, S.M.A.K., Bélgica; Courants Alternatifs, PARVIS, Paris e Bordeaux, França; Eretica, Palermo, Itália; Il Potere delle Donne, Galleria Civica di Arte Contemporanea, Trento, Itália; Produciendo Realidad, Lucca, Itália; Primeiro Festival de Arte Corporal, Caracas, Venezuela. Ela foi convidada a participar da Moscu Biennal 2007; I Bienal Arquitectura, Arte Paisaje Islas Canarias em 2006; III Biennale of Tirana, Albania em 2005; Venice Biennal em 2001 e 2005; II Biennal in Prague em 2005; e III Biennal de Lima, Peru em 2002. Ganhou o prêmio ‘Golden Lion’ para jovens artistas por sua participação na Venice Biennal em 2005. Ela já publicou uma monografia da sua obra, Regina José Galindo by VanillaEdizioni e PrometeoGallery, Itália 2006, e o livros de poesia Personal e Intransmisible, editorial Coloquia, Guatemala, 1999.

Entrevista com Regina José Galindo (2010)

Entrevista com o Reverendo Billy (William Talen) e Savitri D., da Church of Stop Shopping (Igreja do Pare de Comprar), conduzida por Jill Lane como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

O Reverendo Billy e Savitri D. são artistas performáticos domiciliados em Nova Iorque, Estados Unidos. O casal dirige a Church of Stop Shopping, uma performance comunitária radical, que usa os estilos do televangelismo fundamentalista e trabalha dentro da tradição do Movimento pelos Direitos Civis (The Civil Rights Movement), da Teologia da Libertação latino-americana e do ACT-UP.

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Entrevista com o Reverendo Billy e Savitri D. (2007)

Entrevista com Richard Schechner, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Richard Schechner é diretor teatral, teórico da performance e um professor universitário conhecido por ser um dos fundadores da disciplina acadêmica Estudos da Performance na Tisch School of the Arts, da New York University. O professor Schechner combina o seu trabalho em antropologia com abordagens inovadoras de todos os tipos de performance, inclusive o ritual, o drama, o teatro ambiental, os comitês políticos, a dança, a música, etc. para considerar como a performance pode ser entendida não somente como um objeto de estudo, mas também como uma prática intelectual-artística ativa. Ele é o editor do TDR: The Journal of Performance Studies. Os seus livros incluem Environmental Theater (Hawthorn Books 1973), Between Theater & Anthropology (University of Pennsylvania Press 1985), The Future of Ritual: Writings on Culture and Performance (Routledge 1993), Performance Theory, edição revisada e ampliada (Routledge 2002), Over, Under, and Around (Seagull Books 2004), Performance Studies: An Introduction, segunda edição, revisada e ampliada (Routledge 2006), dentre outros. Os livros do professor Schechner já foram traduzidos para 14 idiomas.

O professor Schechner já foi pesquisador bolsista sênior do National Endowment for the Humanities, pesquisador bolsista do Smithsonian Institution, pesquisador bolsista sênior da Fulbright e bolsista da Guggenheim Foundation. Ele recebeu também o Prêmio de Tributo à Carreira em Estudos da Performance Internacional Jay Dorff (2002), dentre outras honras. Ele também é renomado por fundar o The Performance Group e é o Diretor Artístico do East Coast Artists. Ele já dirigiu peças, fez palestras e conduziu oficinas de performance na Ásia, na África do Sul, na América Latina e na Europa. Ele é professor honorário da Academia de Teatro de Xangai, onde ele lidera o Centro Richard Schechner. Como influente fundador do Departamento de Estudos da Performance da NYU, a obra do professor Schechner tem transformado o estudo e a prática da produção teatral. Seguindo o exemplo do professor Schechner, diversos Departamentos de Estudos da Performance foram criados em universidades por todos os Estados Unidos e pela Europa.

Entrevista com Richard Schechner: O que é o Estudo da Performance? (2001)

Entrevista com Roberto Gutiérrez Varea e Violeta Luna, do coletivo Secos y Mojados, conduzida por Sarah Townsend como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

 Biografia

Secos y Mojados é um coletivo de performance latino, co-fundado por Violeta Luna (México), Víctor Cartagena (El Salvador), David Molina (Argélia/El Salvador) e pelo seu diretor, Roberto G. Varea (Argentina). O coletivo é sediado em San Francisco, Califórnia (E.U.A.).

Roberto Varea nasceu na Argentina e vive em San Francisco, Califórnia, Estados Unidos, desde 1992. O seu trabalho enfoca as questões referentes à performance e à sua relação com a violência estatal e os movimentos de resistência.

Violeta Luna é atriz e artista performática. Ela recebeu o seu mestrado em Atuação pelo Centro Universitario de Teatro, na Cidade do México. Desde 1998, ela é Artista Associada do La Pocha Nostra, sob a direção de Guillermo Gómez-Peña. O seu trabalho atual explora a relação entre o teatro, a performance e o engajamento da comunidade.

 

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Entrevista com Roberto Gutiérrez Varea e Violeta Luna (2007)

Entrevista com Rocío Boliver, conduzida por Antonio Prieto Stambaugh durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Rocío Boliver fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a sua performance, entitulada Sonata para pepáfono y voz, Opus 140, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

Rocío Boliver, La Congelada de Uva, tem atuado no cenário da arte mundial desde 1992. Ela iniciou a sua carreira como artista performática em 1992, com uma leitura dos seus textos porno-eróticos, enfocando a sua crítica contra a repressão feminina.

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Entrevista com Rocío Boliver (2009)


Nesta entrevista, Rosa Maria Márquez discute o papel dos jogos, da colaboração, da dramaturgia do ator, da música, dos objetos de performance, do espaço, do texto e das relações com a audiência no seu processo criativo e nas suas produções teatrais. O seu trabalho pedagógico e comunitário também é discutido no contexto das políticas culturais portorriquenhas. Finalmente, ela fala sobre as suas contínuas colaborações com artistas, a nível local e no exterior, bem como sobre os seus próximos projetos teatrais.

Rosa Luisa Márquez é uma artista teatral e pedagoga portorriquenha. Membro fundador do grupo de teatro Anamú em 1971, ela tem um mestrado pela New York University e um doutorado pela Michigan State University. Ela é especializada em teatro contemporâneo. Rosa Luisa iniciou a sua carreira pedagógica no Departamento de Teatro da Universidad de Puerto Rico, em 1978. Ela desenvolveu o atual currículo de Atividades Dramáticas, que ela ensina em suas oficinas em escolas, prisões, centros de reabilitação, abrigos para mulheres, asilos e centros comunitários. Os seus projetos de direção incluem “Romeo(s) y Julieta(s)”, “Historias para ser Contadas”, “La Leyenda del Cemí”, “Procesión”, “Waiting for Godot”, “Jardín de Pulpos”, “Absurdos en Soledad” e “El León y la Joya”, dentre outros. Juntamente com o artista plástico portorriquenho Antonio Martorell, ela criou o conceito de Itinerant Performers (1987-1990), que resultou em doze produções. Os seus livros publicados incluem “Brincos y saltos: el juego como disciplina teatral” e “Historias para ser contadas, montaje de Rosa Luisa Márquez”. Ela é membro do conselho de diretores e da equipe pedagógica da Escuela Internacional de Teatro de América Latina y el Caribe (EITALC). As suas atuais colaborações artísticas incluem Gilda Navarra e Antonio Martorell (Porto Rico), Grupo Malayerba (Equador), Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) e diretores Peter Shumann (Bread & Puppet Theater, E.U.A.) e Augusto Boal (Teatro do Oprimido, Brasil).

Entrevista com Rosa Luisa Márquez (2006)

Nesta entrevista, Rosemary Richmond (Akwesasne Mohawk do Clã dos Ursos) fala sobre a história do American Indian Community House (AICH) e sobre os serviços que a organização oferece para a comunidade nativa da Cidade de Nova Iorque. Esta entrevista complementa o projeto da Biblioteca Digital de Vídeo do Instituto Hemisférico denominado coleção American Indian Community House. Ela também está disponível online no web cuaderno do Instituto Hemisférico entitulado Native Performance in New York City at the American Indian Community House.

Rosemary Richmond é membro de terceira geração da Comunidade Indígena Americana da Cidade de Nova Iorque. Ela tem trabalhado para a AICH desde 1975 e ocupado o cargo de Diretora Executiva desde 1987. Sob a sua liderança, a AICH evoluiu de um disperso conjunto de grupos e indivíduos para um centro polivalente de cultura e apoio social.

Entrevista com Rosemary Richmond (2005)

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Interview with Rossana Reguillo, conducted by Diana Taylor, founding director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics. In this interview, Professor Reguillo speaks about how fear, interplaying with other emotions like anger and hope, is structurally used by different governments to shape politics of passions.

Interview with Rossana Reguillo (2011)

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Interview with Rossana Reguillo, conducted by Diana Taylor, founding director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics. This interview is a part of a series curated by the Hemispheric Institute, articulated around the question 'What is Performance Studies?' .

Interview with Rossana Reguillo: What is Performance Studies? (2011)

Entrevista com Rulan Tangen (Dancing Earth) e Leland Chapin (Los Colores Studio), conduzida por Jennifer Cayer como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

Rulan Tangen é uma artista que sempre dedicou-se à dança e vive em Santa Fé, Novo México, Estados Unidos. Ela é a diretora e coreógrafa do internacionalmente aclamado Dancing Earth Indigenous Contemporary Dance Creations (www.dancingearth.org). 

Leland Chapin (http://www.myspace.com/coloresstudio) é um artista plástico e instrutor bilíngue que vive em Santa Fé, Novo México, Estados Unidos. Ele tem um bacharelado em Belas Artes e um mestrado em Ensino da Arte Plástica. Ele também já cursou o Teach for America (2001-2003).

Entrevista com Rulan Tangen e Leland Chapin (2007)

Entrevista em 3 segmentos com Santiago García, diretor teatral, teórico, dramaturgo e fundador do famoso grupo teatral colombianoTeatro La Candelaria (www.teatrolacandelaria.org.co), conduzida pela acadêmica de teatro Chicano Alma Martinez. Nesta extensa entrevista, García discute os tópicos-chave de seu trabalho artístico ao narrar suas primeiras experiências no teatro, a trajetória artística do grupo La Candelaria (fundado em 1966, e ainda hoje um dos grupos teatrais mais importantes da América Latina), e sua visão pessoal sobre o teatro popular, a criação coletiva, a influência das teorias de Brecht em seu trabalho artístico, o papel do diretor no trabalho coletivo de grupo e o estado das artes cênicas na Colômbia no contexto da crise econômica e política. Santiago também comenta sobre as influências e os pontos de contato entre os teatros latino-americano e Latino baseado em suas experiências pessoais ao viajar e trabalhar com diferentes grupos teatrais incluindo o grupo teatral Chicano El Teatro Campesino; sob a rubrica do "popular", García analisa as afinidades artísticas e as escolhas ideológicas apresentadas na criação coletiva através das Américas. Finalmente, o artista compartilha seus pensamentos a respeito da versão de "El Quijote" feita pelo grupo La Candelaria, baseada na adaptação pessoal de García desta obra-prima literária. Uma mistura carnavalesca de culturas e tradições, esta peça ressalta traços compartilhados entre o romance espanhol e a cultura colombiana, ao mesmo tempo que apresenta um comentário sobre as ilusões, fantasias e utopia, elementos que o autor acha ausente na Colômbia de hoje.

Entrevista com Santiago García (1999)

Entrevista com Santiago García, conduzida por Mila Aponte-González durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Santiago García fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a performance do Teatro La Candelaria, entitulada A título personal, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

Santiago García é um renomado ator, dramaturgo, diretor teatral e educador colombiano, nascido em 1928. Ele tem atuado como diretor do Teatro La Candelaria desde 1966, quando ele foi fundado por um grupo de artistas independentes e intelectuais. Envolvido numa contínua exploração do folclore, eventos e personagens nacionais, grande parte do seu repertório foi criado através do método de ‘criação coletiva’. O Teatro La Candelaria também promoveu a criação da Corporación Colombiana de Teatro e já desenvolveu uma série de trabalhos teóricos que refletem sobre a criação dramática, os seus métodos e linguagens.

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Entrevista com Santiago García (2009)

Entrevista com Sayuri Guzmán, conduzida por Maja Horn como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

Biografia

Sayuri Guzmán é uma artista, crítica de arte e professora na República Dominicana. Ela estudou Design de Moda na Universidad Autónoma de Santo Domingo (UASD) e tem um bacharelado em História e Crítica das Artes. Guzmán está atualmente organizando o Festival Internacional de Performance e Arte de Ação “perforMar: espacio de convergencia”, na República Dominicana.

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Entrevista com Sayuri Guzmán (2007)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Sheila Tousey, conduzida por Diane Glancy como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Sheila Tousey (Menominee e Stockbridge-Munsee) já atuou em muitas produções na cidade de Nova Iorque e em teatros regionais por todas as partes dos E.U.A. Dentre os diretores com os quais ela já trabalhou, destacam-se Joann Akalaitis, Joe Chaiken, Linda Chapman, Kennetch Charlette, Liviu Ciulei, David Esbjornson, Hanay Geiogamah (American Indian Dance Theater), Muriel Miguel, Lisa Peterson, Elizabeth Theobald Richards, Sam Shepard, Tony Taccone, Paul Walker e Robert Woodruff. Sheila, juntamente com Maria Vail e em colaboração com Sam Shepard, recentemente adaptou 'Bottlehouse', uma peça baseada nos contos e na poesia de Sam Shepard. Formação: mestrado em Belas Artes do Programa de Mestrado em Atuação da NYU.

Diane Glancy (Cherokee) é professora do Macalester College em St. Paul, Minnesota, onde tem ensinado Literatura Americana Nativa e Criação Literária. Ela recebeu um título de mestrado em Belas Artes da University of Iowa. Glancy já publicou dois livros de peças, 'American Gypsy' (“O Cigano Americano”) (University of Oklahoma Press, 2002) e 'War Cries' (“Gritos de Guerra”) (Holy Cow!, 1998). Uma coleção de peças mais curtas, 'The Sum of Winter' (“O Resultado do Inverno”), e uma introdução ao teatro fracionado estão disponíveis online no site www.alexanderstreet.com.  As suas peças também aparecem em várias antologias. A última peça de Diane Glancy, 'Stone Heart: Everybody Loves a Journey West' (“Coração de Pedra: Todos Adoram uma Viagem ao Oeste”), a estória de Sacajawea acompanhando a expedição Lewis & Clark de 1804-06, foi produzida em 2006 no Autry National Center em Los Angeles e viajou para o Museu Nacional do Índio Americano Smithsonian na cidade de Nova Iorque e em Washington, D.C. Glancy também já publicou romances, contos, ensaios e poesias.

Entrevista com Sheila Tousey (2007)

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Interview with Soledad Falabella, conducted by Diana Taylor, founding director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics.

Interview with Soledad Falabella: What is Performance Studies? (2011)

Nesta entrevista, Soni Moreno (Mayan/Apache/Yaqui) reflete sobre os seus primeiros anos como artista performática, chegando à Cidade de Nova Iorque e encontrando a American Indian Community House (AICH). Durante essa época, ela conheceu também a sua parceira de canto Pura Fé (Tuscarora) e iniciou o grupo Ulali (www.ulali.com). Ela relembra todas as performances que ela já viu e das quais participou durante os anos em que esteve na AICH, incluindo artistas performáticos de prestígio como o músico de jazz Jim Pepper (Kaw) e a estrela do rock Robbie Robbertson (Mohawk). Ela fala sobre os diferentes projetos realizados na AICH, desde a comédia ao drama e à dança, na galeria e no Círculo. Soni já participou de diversas colaborações ao longo dos anos e ela recorda o seu trabalho na obra Monólogos da Vagina (Vagina Monologues) e na trilha sonora de L Word com o Matou, o grupo americano nativo Moari com o qual ela está atualmente fazendo performances.

Entrevista com Soni Moreno (2006)

Entrevista com Stella Giaquinto e Nora Mouriño, do Grupo de Teatro Catalinas Sur, conduzida por Julieta Infantino como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

O Grupo de Teatro Catalinas Sur (www.catalinasur.com.ar) é um grupo de teatro popular (cem performers – orquestra – marionetes grandes) da região de La Boca, Buenos Aires, Argentina.

Entrevista com Stella Giaquinto e Nora Mouriño (2007)

Entrevista con Steve Elm, conduzida pela curadora nativa do Instituto Hemisférico Raquel Chapa. Nesta entrevista, Steve Elm enfoca o histórico do seu trabalho e a sua luta no combate aos estereótipos no teatro nativo. Esta entrevista complementa o projeto da Biblioteca Digital de Vídeo do Instituto Hemisférico denominado coleção American Indian Community House. Ela também está disponível online no web cuaderno do Instituto Hemisférico entitulado Native Performance in New York City at the American Indian Community House.

Educado no Rose Bruford College, em Londres, Steve Elm (Oneida) já apareceu como ator no cinema, na televisão e no teatro. Elm já trabalhou como dramaturgo e diretor com o Common Body Theatre, de Londres, na University of Manchester (Inglaterra) e no Projeto Teatro Jovem da American Indian Community House (AICH) e foi membro fundador do Chuka Lokoli Native Theatre Ensemble, na Cidade de Nova Iorque. Ele também já trabalhou como ator com a companhia Only Make Believe, na Cidade de Nova Iorque, e como ator/professor da Equipe de Artes Criativas da CUNY.

Entrevista com Steve Elm (2005)

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Interview with Sue-Ellen Case, conducted by Diana Taylor, founding director of the Hemispheric Institute of Performance and Politics.

Interview with Sue-Ellen Case: What is Performance Studies? (2010)

Entrevista com Suely Rolnik, conduzida por Pablo Costa durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Suely Rolnik fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa o discurso de Rolnik, entitulado Furor de arquivo, apresentado nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia

Suely Rolnik é formada em Sociologia e Filosofia pela Université Paris VIII e em Psicologia pela Université Paris VII. Ela leciona na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e é Professora Convidada do Programa de Estudos Independentes do Museu d'Art Contemporani de Barcelona (MacBA), além de “Master Oficial” em História da Arte Contemporânea e Cultura Visual pela Universidad Autónoma de Madrid e Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS). O seu trabalho localiza-se num território transversalizado pelo filosófico, o clínico, o político e o estético e manifesta-se na pesquisa, no ato de escrever, na docência, no tratamento e na clínica strictu senso. Ela é autora de Micropolítica: Cartografías del Deseo (com a colaboração de Félix Guattari), dentre outros livros, e participa como investigadora da Red Conceptualismos del Sur.

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Entrevista com Suely Rolnik (2009)

Entrevista com Susana Cook, conduzida por Mila Aponte-González como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

Susana Cook (www.susanacook.com) é uma profissional do teatro político, nascida na Argentina e domiciliada em Nova Iorque. Desde 1991, ela já apresentou mais de 16 shows originais em Nova Iorque. Durante os anos 80, ela apresentou as suas peças no Centro Parakultural em Buenos Aires.

Entrevista com Susana Cook (2007)

Entrevista com Tania Bruguera, conduzida por José Muñoz durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Tania Bruguera fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a performance de Bruguera, Untitled / Sem Título (Bogotá, 2009), apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

Biografia

Tania Bruguera é uma artista política que trabalha principalmente com a arte comportamental (arte de conducta). A sua obra explora o papel da audiência nas performances e a relação entre a ética e o desejo. Bruguera procura criar situações políticas através da sua obra. Ela já exibiu e fez performances na Documenta, em Bienais de Viena e em museus como o Tate Modern. Em 2008, ela recebeu um Prêmio Prince Claus (Holanda). A sua obra já foi discutida, desde 1960, no Artforum, no The New York Times, no Performance Research e no Performance: Live Art, dentre outras publicações. Em 2002, ela criou a Cátedra Arte de Conducta, o primeiro centro em Havana dedicado ao estudo da arte política.

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Entrevista com Tania Bruguera (2009)

Entrevista com Tavia Nyong’o, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea. Tavia Nyong’o é Professor Associado no Departamento de Estudos da Performance da New York University. Ele formou-se em Estudos das Ciências Sociais pela Wesleyan University e posteriormente recebeu um doutorado em Estudos Americanos pela Yale University. O professor Nyong’o é um historiador cultural que enfoca a formação racial nos Estados Unidos nos séculos XIX e XX. Ele já ministrou cursos sobre a performance negra, sobre a história do corpo e sobre a performance subcultural. Ele já fez também diversas palestras, nos Estados Unidos e no exterior, e já publicou resenhas e ensaios no Social Text, no Theatre Journal, no GLQ, no TDR e no Women and Performance. Ele também é editor de web do Social Text. Os interesses de pesquisa do professor Nyong’o incluem a história cultural e as interseções entre a raça e a sexualidade e entre a arte plástica e a performance. Ele pesquisa também a performance na diáspora negra, os estudos culturais, a teoria queer e feminista e a história e a memória. O seu livro, The Amalgamation Waltz: Race, Performance, and the Ruses of Memory (University of Minnesota Press 2009), investiga as práticas musicais, estéticas e políticas que combinam a negritude e a brancura nos séculos XIX e XX. Dentre as honras e bolsas de estudos recebidas pelo professor Nyong’o estão incluídas a bolsa de estudos Marshall; a bolsa de estudos Jacob K. Javits; a bolsa de estudos para dissertação doutoral da Ford Foundation; a bolsa de estudos para pós-graduação do Center for Humanities, da Wesleyan University; e a bolsa de estudos para pós-graduação do Whitney Humanities Center, da Yale University.

Entrevista com Tavia Nyong’o: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Entrevista com Teddy Cruz, conduzida por Diana Taylor durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Nesta entrevista, Teddy Cruz fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Esta entrevista complementa a sua participação numa mesa redonda sobre Arquitetura, Geografia e Visualidade, apresentada nesse evento de 10 dias, que reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania.

 Biografia 

Teddy Cruz é Professor Associado do Departamento de Cultura Pública e Urbanismo nas Artes Plásticas da University of California. Ele é reconhecido pela sua pesquisa urbana da fronteira Tijuana-San Diego e pelo seu trabalho sobre a moradia e a sua relação com uma política urbana incluindo mais programas sociais e culturais para a cidade.

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Entrevista com Teddy Cruz (2009)

Entrevista com Teresa Hernández, em que a artista fala sobre o termo “artista del escenario” ou “artista de palco” (“perfomer”, “atriz” ou “dançarina”), que ela cunhou, à luz da sua formação e trajetória artística polivalente. Teresa explica o papel do “taller” (oficina) como um modelo e contexto para a criação artística. Ela fala sobre aproximação, apropriação e precariedade como coordenadas organizadoras do seu trabalho artístico. Hernández também discute a criação e transformação dos seus personagens; o uso dos costumes e objetos do dia-a-dia como estímulos para a criação; a grande façanha de ser uma artista experimental em Porto Rico; e o seu próximo projeto, na época da entrevista, entitulado “Nada Que Ver (Composiciones Escénicas Sobre el Yo)”. 

Teresa Hernández é uma artista de palco portorriquenha. Desde 1987, ela já escreveu, dirigiu e atuou no teatro e na dança contemporânea, tanto no cenário artístico comercial quanto experimental de Porto Rico. Juntamente com a coreógrafa Viveca Vázquez, ela dirige e administra o Taller de Otra Cosa, Inc., uma organização sem fins lucrativos comprometida para com o desenvolvimento e produção de projetos de dança e performance experimentais. Como artista solo, ela produz o seu trabalho, desde 1991, através da sua organização “Producciones Teresa, no Inc.” Ela também oferece oficinas, palestras e demonstrações de performance para estudantes do ensino médio e superior. Os projetos criativos de Teresa são caracterizados pela consistente fuga das categorias artísticas tradicionais. Teatro, dança, performance, texto dramático, movimento, costumes, vídeo e objetos do dia-a-dia são justapostos e confrontados, situados em um espaço liminar, onde as noções da precariedade são exploradas e comemoradas. Os personagens de Teresa exploram e expõem as ansiedades da vida cotidiana na sociedade portorriquenha, transversalmente investigando questões relativas ao gênero, à classe social e à raça.

Entrevista com Teresa Hernández (2006)

Entrevista com Teresa Ralli, membro fundador do Grupo Cultural Yuyachkani, conduzida por Diana Taylor durante o primeiro Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2000 no Rio de Janeiro, Brasil. Ralli discute o papel da mulher no Yuyachkani, no contexto das questões relativas à política e ao gênero no Peru. Dentre os temas abordados estão o papel da mulher na sociedade, a dificuldade de ganhar a vida como profissional do sexo feminino atuante no teatro e como o trabalho das mulheres artistas no Yuyachkani lhes oferece um espaço para a auto-reflexão acerca desses papéis e também o espaço para jogar com eles, para desafiá-los. Para a artista, o teatro tem sido um espaço para o crescimento pessoal, exploração da estética e intervenção social. Teresa fala sobre a interação entre as oficinas do Yuyachkani com as mulheres peruanas (lidando com questões de sensibilidade, consciência corporal e memória), as suas performances teatrais e o seu ativismo político no Peru, ambos em relação ao funcionamento interno do Yuyachkani e sua audiência. Ela comenta sobre o Encuentro Nacional de Actrices (uma conferência/evento que reuniu diversas artistas performáticas peruanas); a comemoração do Primer Festival Teatro Mujer (o primeiro grande festival de teatro feminino no Peru); o ambiente criativo e político envolvendo a criação da peça inteiramente feminina do Yuyachkani “La primera cena” (dirigida por Ralli); e o papel que a mulher peruana desempenha na criação e performance da sua peça para uma mulher só, entitulada “Antígona”.

Entrevista com Teresa Ralli (2000)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Native Theater Festival (Festival de Teatro Nativo), o Public Theater trouxe profissionais do teatro nativo de todos os Estados Unidos e Canadá para a Cidade de Nova Iorque, para uma série de leituras e discussões. O festival, com duração de cinco dias, incluiu leituras de peças, discussões pós-performance, concertos, mesas redondas e a performance de ‘Tales of and Urban Indian’, de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Terry Gomez, conduzida por Edward Wemytewa como parte de um suplemento à série de entrevistas do Native Theater Festival.

Terry Gomez é da Nação Comanche de Oklahoma. Ela é uma dramaturga com obras publicadas e produzidas, uma autora com livros publicados, uma diretora teatral, atriz e pintora. A sua peça ‘Inter-tribal’ foi produzida como uma leitura encenada no The Public Theater, na Cidade de Nova Iorque, e publicada na antologia ‘Plays by Women of Color’. Outras peças produzidas em vários locais no Novo México incluem ‘Inter-tribal’, ‘Reunion’, ‘The Antigone’, ‘A Day at the Night Hawk’, ‘Carbon Black’, ‘Rain Dance’, ‘Melanin’ e ‘The Woman with a Mustache’. Terry já foi Professora Adjunta de Artes Teatrais no Institute of American Indian Arts em Santa Fé, Novo México, e docente no Programa de Cinema de Verão do I.A.I.A./ABC/Disney. Ela já dirigiu sete peças originais e duas exibições para o I.A.I.A. e ‘Ghost Dance’, de Annette Arkeketa. Ela também já ensinou oficinas para a Santa Clara Pueblo Community School, para o Tesuque Pueblo Language Program e para a Crown Point Community School e já ofereceu oficinas no International Workshop Festival em Londres, Inglaterra. Ela foi recipiente, no ano letivo de 2007-2008, do American Indian College Fund/Andrew W. Mellon Fellowship. Trabalhos de atuação recentes incluem um tour de um mês pelo estado do Novo México com a trupe de teatro Wise Fool na peça ‘Baggage’. Ela é mãe de dois filhos e reside atualmente em Santa Fé.

Edward Wemytewa é um antigo Conselheiro Tribal Zuni e a sua conexão com as suas raízes culturais Zuni se dá através da arte e da linguagem. Ele é o diretor fundador do Idiwanan An Chawe, um teatro de contação de estórias. Um dramaturgo, artista performático e artista plástico, as suas premiadas pinturas e esculturas já foram exibidas em museus no Arizona e no Novo México.

Entrevista com Terry Gomez (2007)

Entrevista com Tomás Ybarra-Frausto, conduzida por Sean Cook para o Instituto Hemisférico de Performance e Política (www.hemisphericinstitute.org).

Antigo Diretor Associado de Criatividade e Cultura da Rockefeller Foundation, o trabalho de Tomás Ybarra-Frausto nesta divisão incluiu o Humanities Residency Fellowship Program, o Museum Program, o US-Mexico Fund for Culture e o La Red Latino Americana de Productores Culturales. Antes de trabalhar na Rockefeller Foundation, Tomás era Professor Titular da Stanford University, no Departamento de Espanhol e Português. Um dos principais historiadores e teóricos no campo dos estudos chicanos, ele já escreveu amplamente sobre o tema e tem desempenhado um papel essencial para a definição dos cânones da arte chicana. Tomás já foi Presidente do Conselho do Mexican Museum em San Francisco e do Conselho do Smithsonian. Em 1999, ele foi premiado com a medalha Henry, pela Smithsonian Institution. Ele recebeu um Ph.D. em Espanhol em 1979 e um mestrado em Literatura Latino-Americana em 1973, ambos pela University of Washington, em Seattle. Ele recebeu o seu bacharelado em Espanhol pela University of Texas em Austin em 1960.

Entrevista com Tomás Ybarra-Frausto (2002)

Entrevista com Tracy Davis, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Tracy C. Davis é uma especialista na teoria da performance, em historiografia teatral e em pesquisa metodológica. Ela tem um doutorado em Estudos Teatrais pela University of Warwick e atualmente é Diretora do Ph.D. Interdisciplinar em Teatro e Drama da Northwestern University e Presidente da American Society for Theatre Research. Uma historiadora teatral feminista, as suas áreas de interesse incluem a história do teatro britânico do século XIX, o gênero e o teatro, a economia e o histórico empresarial do teatro, a teoria da performance, a metodologia de pesquisa, estudos museológicos e estudos sobre a Guerra Fria.

Os mais recentes livros da professora Davis são The Cambridge Companion to Performance Studies (Cambridge University Press 2008), Stages of Emergency: Cold War Nuclear Civil Defense (Duke 2007), The Performing Century: Nineteenth-Century Theatre's History, co-editado com Peter Holland (Palgrave 2008) e Considering Calamity: Methods for Performance Research, co-editado com Linda Ben-Zvi (Assaph 2007). Ela é também autora de Actresses as Working Women: Their Society Identity in Victorian Culture (Routledge 1991), George Bernard Shaw and the Socialist Theatre (Praeger 1994) e The Economics of the British Stage (Cambridge University Press 2000) e co-editora de Women and Playwrighting in Nineteenth-Century Britain (com Ellen Donkin, 1999) e de Theatricality (com Thomas Postlewait, 2004). Ela está também trabalhando no seu próximo livro: The Broadview Anthology of Nineteenth-Century British Performance (Broadview Press, 2011). Além disso, a professora Davis edita a série de livros Cambridge Studies in Theatre and Performance Theory e faz parte do conselho de diretores da Performance Studies International. Dentre muitas honras recebidas estão a bolsa de estudos em História Teatral Stanley J. Kahrl, da Biblioteca Houghton (Harvard), em 2008 e a bolsa de estudos da Biblioteca Huntington (Andrew W. Mellon Foundation) em 2009.

 

Entrevista com Tracy Davis: O que é o Estudo da Performance? (2007)

Entrevista com a atriz colombiana Vicky Hernández, conduzida pela acadêmica teatral chicana Alma Martinez. Nesta entrevista, Hernández narra as suas experiências como atriz teatral com renomados grupos de teatro como o La Candelaria, o Teatro Experimental de Cali (TEC), o Teatro Popular de Bogotá (TPB) e o Teatro Nacional, bem como a sua trajeória como atriz de TV e cinema. À luz do clima político e crise econômica da Colômbia no final do século XX, a artista faz um comentário sobre como as políticas culturais se desenrolam nos ramos do teatro, da TV e do cinema colombianos. Comparando e contrastando os diferentes aspectos e técnicas de atuação nesses campos, Vicky discute a importância da experiência e da formação do ator, enfatizando isto como uma necessidade urgente para se fortalecer o métier artístico em seu país.

Entrevista com Vicky Hernández (1999)

Entrevista com Vicky Holt Takamine e Jamaica Osorio, conduzida por Diana Taylor, durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título ‘A Cidadania em Cena: Os Direitos Culturais nas Américas’. Nesta entrevista, Vicky Holt Takamine e Jamaica Osorio falam sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública. Parte da entrevista incorpora um momento de palavra falada (spoken word) de improviso por Osorio. Esta entrevista complementa a performance Hula as Resistance, apresentada durante este evento de 10 dias, que reuniu o ativismo, o academicismo e a arte em torno dos temas dos legados, das memórias, das batalhas e dos limites da cidadania.

Vicky Holt Takamine é fundadora e kumu hula (mestre da dança) de Pua Ali’i ‘Ilima, uma escola de dança tradicional havaiana. Além disso, ela ensina hula na UH Manoa e no Leeward Community College. Ela é formada pelos rituais ‘uniki de hula da Maiki Aiu Lake. Vicky tem um bacharelado e um mestrado em Etnologia da Dança pela University of Hawai’i. Desde 1997, ela tem coordenado demonstrações, comícios e passeatas clamando por justiça social, econômica e ambiental para os havaianos nativos.

Jamaica Osorio é recém formada pela Kamehameha Schools Kapalama e é domiciliada em Honolulu, Havaí, quando não está frequentando a Stanford University. Em 2008, Jamaica participou de um time, composto por 5 pessoas, vencedor da competição internacional de poesia jovem da Brave New Voices, em Washington D.C. e apareceu no documentário “Brave New Voices”, da HBO. Ela foi nomeada a Campeã do Grand Youth Speaks Hawaii no ano de 2009.

Entrevista com Vicky Holt Takamine e Jamaica Osorio (2009)

There is no translation available.

In this interview, conducted at the Hemispheric Institute's 5th Encuentrom Belo Horizonte, Brazil, 2005, Takamine talks about how hula dance has served as a tool for transmission of native Hawaiian traditions, as a mode of resistance against colonialism, and as a site for the discussion of issues of intangible cultural heritage.

Interview with Vicky Takamine (2005)

Em novembro de 2008, o teatro The Public, na cidade de Nova Iorque, teve o prazer de apresentar um festival de teatro extraordinário com artistas nativos contemporâneos. No segundo ano do festival, apresentou-se: três leituras gratuitas dos novos trabalhos dos dramaturgos nativos Victoria Nalani Kneubuhl, Laura Shamas e Eric Gansworth, seguidas de discussões após os espetáculos; uma discussão com o diretor artístico Oskar Eustis e um painel de artistas nativos sobre política e performance, que foi aberto ao público em geral; uma série de sete discussões sobre o ramo do teatro nativo, destinadas a reunir artistas e criar um fórum aberto para se debater temas relacionados ao teatro nativo contemporâneo; e um show da cantora nativa e afro-americana Martha Redbone no Joe’s Pub. Este vídeo, Entrevista com Victoria Kneubuhl, faz parte da série de entrevistas conduzidas por Tom Pearson e complementa os arquivos do festival de 2008.

Victoria Nakani Kneubuhl (havaiana/samoana nativa) é uma dramaturga e autora de Honolulu. As suas diversas peças têm sido encenadas no Havaí e na parte continental dos Estados Unidos e já fizeram turnês pela Grã-Bretanha, pela Ásia e pelo Pacífico. Uma antologia do seu trabalho, 'Hawai'i Nei: Island Plays' (“Hawai’i Nei: Peças da Ilha”), é disponibilizada pela University of Hawai'i Press. O primeiro romance de mistério de Kneubuhl, 'Murder Casts a Shadow' (“O Assassinato Deixa uma Sombra”), foi recentemente publicado pela University of Hawai'i Press. Ela tem atualmente atuado como roteirista e co-produtora da série televisiva 'Biography Hawaii' (“Biografia ndo Havaí”). Em 1994, ela foi recipiente do prestigiado Prêmio Hawai'i de Literatura e em 2006 ela recebeu o Prêmio Eliot Cades de Literatura.

Tom Pearson (Creek/Cherokee da Banda Leste) é um escritor e artista atuante em diversas modalidades artísticas, incluindo dança contemporânea, performances de local específico, cinema, arte visual e instalações de grande escala. Pearson tem um mestrado em Estudo da Performance pela New York University/Tisch School of the Arts e atualmente é co-diretor artístico do Third Rail Projects, um grupo de artistas com sede na cidade de Nova Iorque. Ele recebeu o prêmio New York Dance and Performance (Bessie) em 2008 na categoria de coreografia e um prêmio Kingsbury na categoria de obra literária. Os artigos de Pearson sobre a dança e a performance nativas têm sido publicados na Time Out New York Kids, na Dance Magazine, na Dance Spirit e em várias outras publicações online. Além do seu trabalho nas artes contemporâneas, Tom participa também de eventos indígeno-americanos tradicionais como dançarino e cantor.

Entrevista com Victoria Kneubuhl (2008)

Entrevista com Viveca Vázquez, conduzida por Beliza Torres como parte do 6o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em junho de 2007 em Buenos Aires, Argentina, sob o título Corpolíticas nas Américas: Formações de Raça, Classe e Gênero.

Entrevista com Viveca Vázquez (2007)

Entrevista com Vivian Martínez Tabares, conduzida por Mila Aponte-González durante o 7o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em agosto de 2009 em Bogotá, Colômbia, sob o título Cidadanias em Cena: Direitos Culturais nas Américas. Esse evento de 10 dias reuniu ativismo, academicismo e arte em torno dos temas dos legados, memórias, batalhas e limites da cidadania. Nesta entrevista, Vivian Martínez Tabares fala sobre como o seu trabalho relacionado à performance, em particular, promove uma intervenção política na esfera pública.

 Biografia

Vivian Martínez Tabares é uma crítica, pesquisadora, editora e professora cubana, cuja obra tem sido compilada em antologias importantes, e que tem colaborado para publicações especializadas nas Américas e na Europa. Ela dirige a revista sobre o teatro latino-americano Conjunto e recentemente publicou uma compilação das suas resenhas no ‘Pensar el teatro en voz alta’. Ela atualmente é Adido Cultural de Cuba no México.

 

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Entrevista com Vivian Martínez Tabares (2009)

Entrevista com W. B. Worthen, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

W. B. Worthen é Professor de Artes Alice Brady Pels e Professor e Chefe do Departamento de Teatro do Barnard College, Columbia University. Ele é autor de diversos livros, incluindo The Idea of the Actor (Princeton University Press 1984), Modern Drama and the Rhetoric of Theater (University of California Press 1993), Shakespeare and the Force of Modern Performance (Cambridge University Press 2002) e, mais recentemente, Print and the Poetics of Modern Drama (Cambridge University Press 2006), e Drama: Between Poetry and Performance (Wiley-Blackwell 2010). Ele também é autor de livros didáticos sobre a literatura dramática amplamente utilizados; mais recentemente, o Wadsworth Anthology of Drama e o premiado Modern Drama: Plays, Criticism, Theory. Ele já foi editor das revistas profissionais Modern Drama e Theatre Journal e os seus artigos já figuraram no PMLA, no Shakespeare Quarterly, no TDR, no Modern Drama e no Performance Research, dentre outras publicações. O professor Worthen recebeu o seu bacharelado em Inglês pela University of Massachusetts e o seu Ph.D. em Literatura Inglesa pela Princeton University.

O professor Worthen tem lecionado na University of Texas, em Austin; na Northwestern University; na University of California, em Davis; na University of California, em Berkeley; e na University of Michigan. Ele também foi docente fundador do Centro Internacional de Estudos Avançados em Teatro, patrocinado pela University of Helsinki, Finlândia. Ele recebeu subsídios de diversas fundações, inclusive do National Endowment for the Humanities e da Guggenheim Foundation. Mais recentemente, ele é bolsista do Centro Internacional de Pesquisa “Entrelaçando Culturas de Performance”, do Instituto de Estudos Teatrais da Freie Universität, em Berlim. Ele leciona uma grande variedade de cursos sobre drama, teatro e teoria da performance e é um dos chefes do Subcomitê Doutoral de Teatro, Divisão de Teatro, Escola de Artes, Columbia University. Ele é também afiliado ao Departamento de Inglês e Literatura Comparada da Columbia. O professor Worthen está atualmente escrevendo um livro sobre literatura e os estudos da performance.

Entrevista com W.B. Worthen: ‘O que é o Estudo da Performance? (2007)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com William S. Yellow Robe, Jr., conduzida por Hanay Geiogamah como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

William S. Yellow Robe, Jr. tem escrito peças há mais de trinta anos. Ele é membro das tribos Assiniboine/Sioux da reserva indígena de Fort Peck, localizada no nordeste de Montana. Ele foi o primeiro dramaturgo Assiniboine a receber o prêmio 'First Book' na categoria de drama, um prêmio/bolsa de estudos Princess Grace (bolsa de estudos em Teatro), uma bolsa de estudos Jerome e um prêmio por excelência da New England Theater Conference Award. A sua peça de duração integral 'Grandchildren of Buffalo Soldiers' (“Netos dos Soldados de Buffalo”) concluiu a sua turnê nacional, produzida pela Penumbra Theater Company e pela Trinity Repertory Company. Yellow Robe é um dramaturgo com obras publicadas, um poeta e um escritor de contos de ficção. Ele é ator e diretor. É também membro da Ensemble Studio Theater, da Penumbra Theater Company e do Conselho Consultivo do Red Eagle Soaring Theater Company e da Missoula Writer's Collaborative.

Membro das Tribos Kiowa-Delaware de Oklahoma, Hanay Geiogamah é professor de Teatro no Departamento de Teatro, Cinema e Televisão da University of California at Los Angeles (UCLA). Geiogamah é também o diretor do Centro de Estudos Indígeno-Americanos da UCLA e tem atuado, nos últimos dez anos, como principal pesquisador do Projeto HOOP, uma iniciativa nacional com o objetivo de promover o desenvolvimento do teatro e das artes performáticas nativo-americanas. Com uma extensa formação em Teatro como diretor, dramaturgo e produtor, ele está ativamente envolvido nos estudos e na pesquisa indígeno-americana e atua como diretor artístico fundador do internacionalmente aclamado American Indian Dance Theater. O professor Geiogamah foi produtor sênior da série documental em duas partes entitulada 'Indian Country Diaries' (“Diários do País Indígena”), transmitida nacionalmente pela rede PBS em novembro de 2006 como uma produção do Native American Public Telecommunications Consortium. Em março deste ano, ele encenou as sequências de dança para a ópera 'Wakonda's Dream' (“O Sonho de Wakonda”), no Opera Omaha, que foi muito elogiada pela crítica, atuando como artista convidado para as performances de estréia, com membros do American Indian Dance Theater. Geiogamah é autor e editor de inúmeros livros e artigos sobre o teatro e as artes performáticas nativo-americanas e atua como editor de séries no Native American Theater Series, do editorial do Centro de Estudos Indígeno-Americanos da UCLA. A sua primeira coletânea de peças, 'New Native American Drama' (“O Drama Nativo-Americano Moderno”), é publicada pela editorial da University of Oklahoma e tem sido impressa há 27 anos.

Entrevista com William S. Yellow Robe Jr. (2007)

Entrevista com Ana Correa e Teresa Ralli, integrantes do Grupo Cultural Yuyachkani, grupo coletivo teatral do Peru, conduzida pelo sociólogo e diretor da Escola de Comuicação, Artes e Ciências da Universidade Católica, Luis Peirano, para o show "Memoria del Teatro" do canal 7 da tevê peruana. Nesta entrevista, conduzida no contexto da comemoração do Dia Internacional da Mulher, Peirano, Correa e Ralli discutem o papel das mulheres no teatro peruano. Os tópicos discutidos incluem o papel das mulheres na sociedade, a dificuldade de trabalho como artistas mulheres e profissionais de teatro e como o trabalho das artistas com o Yuyachkani lhes fornece um espaço de auto-reflexão sobre seus papéis, um espaço criativo com o qual podem brincar e também como ele as desafiam. Para Ralli e Correa, o teatro tem sido um espaço de crescimento pessoal, exploração estética e intervenção social. As artistas discutem a relação entre suas oficinas com mulheres peruanas (as quais lidam com problemas de sensibilidade, auto-conhecimento do corpo e memória), suas performances teatrais e seu ativismo político no Peru, ambas em termos de trabalhos internos do Yuyachkani e com sua platéia. Este programa inclui clipes da La Primera Cena (A primeira ceia, uma das peças do Yuyachkani) e o Encuentro Nacional de Actrices (encontro-evento que reuniu várias performers peruanas). Teresa Ralli discute também seu papel na peça Músicos Ambulantes do Yuyachkani e o papel que as artistas mulheres possuem na criação e apresentação da peça Antígona.

Memória do Teatro - Mulheres do Yuyachkani (2001)

Em dezembro de 2007, como parte do seu Festival de Teatro Nativo, o teatro The Public trouxe para a cidade de Nova Iorque profissionais do teatro nativo de todas as partes dos E.U.A. e do Canadá para uma série de leituras e discussões. O festival, com cinco dias de duração, incluiu leituras de peças, discussões após os espetáculos, shows, mesas redondas e a performance da obra 'Tales of an Urban Indian' (“Contos de um Índio Urbano”), de Darrell Dennis. Este vídeo documenta uma entrevista com Yvette Nolan, conduzida por Randy Reinholz como parte de uma série de entrevistas complementares ao Festival de Teatro Nativo.

Yvette Nolan (Algonquin de Kitiganzibi) é roteirista, dramaturga e diretora. Dentre as suas obras, destacam-se 'Annie Mae's Movement' (“O Movimento de Annie Mae”), 'BLADE', 'Job's Wife' (“A Mulher de Jobs”), 'Video', o libreto 'Hilda Blake' e a peça de rádio 'Owen'. Como dramaturga, ela trabalha por todo o Canadá, mais recentemente como a “dramaturga do festival” para o Festival de Primavera do Saskatchewan Playwrights Centre. Ela foi presidente da União dos Dramaturgos do Canadá de 1998 a 2001 e da Playwrights Canada Press de 2003 a 2005. Ela atualmente é a diretora artística do Native Earth Performing Arts em Toronto.

Randy Reinholz, inscrito como membro da Nação Choctaw, é co-criador e diretor artístico do Native Voices. Ele já dirigiu cerca de cinquenta peças por todas as partes dos E.U.A. e do Canadá, dentre elas ‘The Rez Sisters’ (“As Irmãs Rez”), ‘The Waiting Room’ (“A Sala de Espera”), ‘Proof’ (“Prova”), ‘How I Learned to Drive’ (“Como eu Aprendi a Dirigir”), ‘Hedda Gabler’, ‘Speed the Plow’, ‘The Cherry Orchard’ (“O Pomar de Cerejas”), ‘The Glass Menagerie’ (“A Fauna de Vidro”) e inúmeras produções de peças de Shakespeare. Reinholz foi o diretor e produtor executivo de ‘Urban Tattoo’ (“Tatuagem Urbana”). Além de dirigir e produzir, ele tem co-patrocinado mostras e oficinas sobre a diversidade nativo-americana para a ABC e para a NBC e é anualmente um artista convidado no Instituto Indígeno-Americano de Verão da FOX. Ele recebeu um título de mestrado em Belas Artes da Cornell University e é professor titular de Teatro, Televisão e Cinema na San Diego State University, além de ensinar no Programa de Estudos Indígeno-Americanos.

Entrevista com Yvette Nolan (2007)

Entrevista com Zeca Ligiéro, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Zeca Ligiéro tem um bacharelado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1972), um mestrado em Estudos da Performance pela New York University (1988) e um Ph.D. em Estudos da Performance, também pela New York University (1997). Ele atualmente é Professor Associado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e Curador do Arquivo Augusto Boal. Ele coordena, desde 1998, o Núcleo de Estudos de Performances Afro-Ameríndias (NEPAA). Ele dirigiu ‘Povo de Rua’ com Marise Nogueira, em 2001 no México e em 2002 no Peru; ‘Desabrigo’, de Antonio Fraga, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, no ano de 2004; ‘O Palhaço Negro: A História de Benjamin de Oliveira’, no Brasil e na Colômbia, em 2008; e ‘Noticias de las cosas pasadas’, na Universidad Distrital de Bogotá, em 2009. Ele montou a instalação em vídeo e a exibição O Altar Interativo de Zé Pelintra, em Maine, Alemanha (2002) e em Nova Iorque, E.U.A. (2003). Ele já publicou Performance Afro-Ameríndia (2007); Carmen Miranda: uma performance afro-brasileira (2006); Malandro divino: a vida e a lenda de Zé Pelintra (2004); Teatro a partir da comunidade (2003); Iniciação à Umbanda, com Dandara Rodrigues (2000); Umbanda – Paz, Liberdade e Cura, com Dandara Rodrigues (1998); Iniciação ao Candomblé (1995), Divine Inspiration from Benin to Bahia (University of New Mexico Press 1993), com a edição de Phyllis Galembo.

Entrevista com Zeca Ligiéro: O que é o Estudo da Performance? (2011)