Lectures & Presentations

This section features a curated selection of lectures and presentations that are included in the HIDVL collections. Some of this featured content also appears in Artist Profiles or Encuentro collections but are highlighted here for users who may be interested in researching education, academic presentations, keynotes or round table discussions of associated artists, scholars, and activists.

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Photo/foto: Julio Pantoja

Iniciativas artísticas em organização comunitária e suas dimensões metafóricas e sócio-jurídicas

Esta palestra explora estratégias transdisciplinares de urbanismo crítico que integram modos artísticos de pensamento e ação no sentido de criar contextos para a resistência e transformação da realidade.

Biografia

Alejandro Meitin é artista, advogado, ativista ambiental e co-fundador do grupo coletivo artístico Ala Plática (1991) com sede na cidade de La Plata, Argentina. Integra desde o ano de 1994, a rede de Arte Litoral, uma rede independente de artistas, críticos, curadores e acadêmicos interessados em colaborar com novos pensamentos sobre a prática artística contemporânea e a teoria crítica. Participou em pesquisa, elaboração e execução de práticas artísticas colaborativas, e realizou exposições, residências, publicações, cursos ministrados e conferências na América Latina, América do Norte e Europa.

Alejandro Meitin: Iniciativas artísticas em organização comunitária e suas dimensões metafóricas e sócio-jurídicas

enc05_oliveira_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja

 

Palestrante: Ana Gita de Oliveira

Moderador: Octávio Elísio (Presidente do IEPHA/MG)

Biografia: Ana Gita de Oliveira tem um doutorado em Antropologia pela Universidade de Brasília. Coordenadora do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial da Secretaria do Patrimônio, Museus e Artes Plásticas do Ministério da Cultura, Ana é especializada na pesquisa relativa a temas sobre o patrimônio imaterial, fronteiras nacionais e etiologia indígena. Sua obra acadêmica inclui a sua dissertação O mundo transformado: Um estudo da cultura de fronteira no Alto Rio Negro.

Neste discurso, entitulado Salvaguarda do Patrimônio Cultural, proferido como parte do 5º Encuentro do Instituto Hemisférico (Belo Horizonte, Brasil, 2005 http://hemi.nyu.edu/eng/seminar/brazil2005), Gita discute o atual clima político e cultural no Brasil com relação à identificação, inventário, documentação e registro do patrimônio cultural imaterial. Enfocando a legislação constitucional do Decreto 3.551/2000 e o desenvolvimento do Inventário Nacional de Referências Culturais, a antropologista discute as metodologias dialéticas em jogo no estudo dos contextos local, regional e nacional dos conhecimentos, práticas e tecnologias brasileiras, bem como no desenvolvimento de políticas integradas referentes à preservação do patrimônio cultural imaterial.

 

Ana Gita de Oliveira—Salvaguarda do Patrimônio Cultural

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Photo/Foto: Paula Kupfer

Direitos Naturais, Direitos Civis e a Política da Memória

Os direitos naturais e os discursos da memória devem estar robustamente ligadas umas as outras para acrescentar uma dimensão necessária de futuro à memória e da História à política dos direitos humanos. Ao retirar a noção original e moderna dos direitos naturais, este trabalho questiona até que ponto 'os direitos da natureza' precisam ser considerados ao cultivar a sustenabilidade dos direitos humanos como direitos sociais.

Biografia

Andreas Huyssen é Professor Villard de alemão e literatura comparada na Columbia University. É fundador diretor do Instituto de Literatura Comparada e Sociedade da Columbia (1998-2003) e um dos editores-fundadores do New German Critique (desde 1974), um jornal acadêmico importante de estudos germânicos nos Estados Unidos. Em seus trabalhos publicados se encontram After the Great Divide: Modernism, Mass Culture, Postmodernism (1986), Postmoderne - Zeichen eines kulturellen Wandels, co-editado com Klaus Scherpe (1986), Twilight Memories: Making Time in a Culture of Amnesia (1995) e Present Pasts: Urban Palimpsests and the Politics of Memory (2003). Mais recentemente, foi o editor de Other Cities, Other Worlds: Urban Imaginaries in a Globalized Age (2008). Seu trabalho já foi traduzido para muitas línguas em todo o mundo.

Andreas Huyssen: Direitos Naturais, Direitos Civis e a Política da Memória

enc05_mockus_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja


Conferencista: Antanas Mockus

Biografia

Matemático colombiano, filósofo e político, Mockus deixou seu cargo como reitor da Universidade Nacional Colombiana, em Bogotá, em 1993, e nesse mesmo ano dirigiu com sucesso uma campanha para prefeito. Ele continuou a presidir Bogotá como prefeito por dois mandatos, nos quais realizou muitas surpresas e, freqüentemente, bem-humoradas iniciativas para os habitantes da cidade. Tais iniciativas tenderam a envolver grandes eventos, incluindo freqüentemente artistas locais ou, até mesmo, ele próprio – como, por exemplo, um comercial no qual tomava banho a fim de defender a conservação da água; ou caminhando nas ruas vestido de Super-homem. Mockus contratou 20 mímicos para controlar o tráfego e fazer brincadeiras com os violadores das regras de trânsito – um programa tão bom que outros 400 mímicos foram rapidamente treinados. Ele também iniciou uma "Noite para as mulheres", na qual pedia-se aos homens da cidade que ficassem em casa por uma noite cuidando da casa e das crianças. A cidade apoiou concertos gratuitos em áreas abertas; bares faziam promoções só para mulheres, e as policiais femininas da cidade eram encarregadas de manter a paz. Sob sua liderança, Bogotá viu inúmeras melhorias – o uso de água não potável caiu 40%, 7000 grupos de segurança comunitária foram formados e a taxa de homicídios caiu 70%, os acidentes fatais no trânsito caíram mais de 50%, água potável chegou a todas as casas (de 79% em 1993), e o saneamento básico foi fornecido para cerca de 95% das casas (de 71%).

Antanas Mockus: Bogotá: Um caso de Agência Cultural

jp_keynote_aaraujo_enc13_0006_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

Palestra de Artista: Antonio Araújo

Serão abordados alguns experimentos cênicos realizados nas ruas e espaços públicos do bairro paulistano do Bom retiro durante o processo de criação de Bom Retiro 958 Metros, realizado pelo Teatro da Vertigem. Desde a prática de derivas, de inspiração situacionista, usadas como dispositivo para a pesquisa de campo, até as improvisações, workshops e jogos urbanos, realizados a céu aberto e em diálogo com a arquitetura e o traçado do bairro, todo o processo foi marcado por experiências de intervenção urbana.

Biografia

Antônio Araújo é diretor artístico do Teatro da Vertigem e professor do Departamento de Artes Cênicas na ECA-USP. Com o Teatro da Vertigem dirigiu O Paraíso Perdido; O Livro de Jó; Apocalipse 1,11; BR-3; Bom Retiro 958 metros, entre outras criações. Foi convidado para ministrar cursos relativos a site specific e performance urbana internacionalmente. Recebeu recentemente a Golden Medal  na categoria Best Realization of a Production para BR-3, na Quadrienal de Praga 2011.

Palestra de Artista: Antonio Araújo (Teatro da Vertigem)

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photo/foto: Marlène Ramírez-Cancio

Expositores: Gonzalo Rabanal, María José Contreras, Rocio Boliver, Xandra Ibarra

Moderadora: Lois Weaver

Biografias

Colectivo CARNAR são: Gonzalo León Rabanal, pai e avô, que se inicia na arte da performance a partir do trabalho "Mal decir la letra”; Valeria León Ibáñez, filha e neta, formada em Artes Visuais; e Bernardo León Gómez (Gonzalo Rabanal), filho e pai, cuja formação é em Comunicação Áudio-Visual e bacharelado em Artes.

María José Contreras Lorenzini é artista performática, diretora do Teatro de Patio e professora da Escola de Teatro da Pontificia Universidad Católica de Chile. Seu trabalho oscila entre a pesquisa acadêmica e a produção artística, estudando e explorando criativamente a relação entre o corpo, a memória e a performance.

Rocio Boliver tem atuado no circuito de arte contemporânea internacional nos últimos 20 anos. Em 1991, iniciou sua carreira no ramo da performance, com a leitura dos seus textos porno-eróticos, enfocando a crítica à repressão feminina. O trabalho desenvolvido por Boliver a posiciona no extremo mais radical da história da Arte do Corpo no México.

Xandra Ibarra (nascida em 1979, El Paso, Texas) é uma artista de vídeo e de performance que vive e trabalha em Oakland, Califórnia. La Chica Boom é um projeto de performance neo-burlesco que ela criou para questionar a representação sexual/racial, as formações queer e a brancura compulsória.

Lois Weaver é uma artista performática, escritora, diretora e ativista. Cofundou o Spiderwoman Theatre, o Split Britches e o WOW Theatre. Diretora de arte do teatro Gay Sweatshop e do coletivo AiR Supply. Alguns experimentos performáticos como interação pública: a Mesa Longa, a Biblioteca de Direitos Performáticos e o FeMUSEum.

Mesa redonda de artistas: artistas de performance

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photo/foto: Laura Bluher

Expositores: Grayson Earle, Helene Vosters, Hector Canonge, Eelonora Fabião

Moderadora: Shauna Janssen

Biografias

The Illuminator é um coletivo de arte que emergiu do movimento Occupy Wall Street em Nova Iorque. Munidos de um potente projetor, o grupo oferece apoio aos 99%, projetando mensagens de solidariedade e encenando intervenções políticas na cidade de Nova Iorque e além. Essa “máquina de espetacularização” abre espaços para um novo tipo de discussão.

Helene Vosters and Kim McLeod, artistas-acadêmicas, fazem a sua primeira colaboração criativa. Sua obra aborda diversas questões, incluindo: como pode a performance alterar as nossas relações com o espaço cotidiano? Como o digital expande a nossa compreensão da performance pública e de rua? Como pode a performance destacar pontos cegos em um arquivo?

Hector Canonge é um artista interdisciplinar domiciliado em Nova Iorque. Seu trabalho incorpora o uso de tecnologias de novas mídias, espaços físicos, narrativas cinematográficas e de arte performática para explorar temas relativos à identidade, ao gênero e à política migratória. Sua obra já foi apresentada nas Américas, na Europa e na Ásia.

Eleonora Fabião é performer e teórica da performance. Doutora em Estudos da Peformance pela NYU, é professora do Curso de Direção Teatral e da Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 2008, faz performances nas ruas de centros urbanos e, em 2011, recebeu o Prêmio Funarte Artes na Rua.

Shauna Janssen (Ph.D.) é uma curadora independente domiciliada em Montreal. É a fundadora da Urban Occupations Urbaines, uma plataforma curatorial e de pesquisa que envolve artistas, comunidades e o público em respostas criativas e críticas a condições espaciais problemáticas dentro do ambiente urbanizado.

Mesa redonda de artistas: intervenções urbanas

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photo/foto: Marlène Ramírez-Cancio

Expositores:Marianne Kim, Katherine Behar, Julio Pantoja
Moderadora: Lorie Novak

Biografias

Disorientalism, uma colaboração entre as artistas asiático-americanas Katherine Behar e Marianne Kim, estuda os efeitos desorientadores da mão de obra tecnologizada, da junk culture e do consumismo. Através de performances, vídeos e projetos fotográficos, Disorientalism explora como a raça, o gênero e o corpo são mediados por essas forças.

Julio Pantoja é fotodocumentalista, jornalista, ativista e docente-pesquisador das Universidades Nacionais de Tucumán e Rosario. Dirige a agência Infoto e a Bienal Argentina de Fotografia Documental. Palestrou em eventos acadêmicos e culturais em países da Europa e América e expôs suas fotografias em mais de 15 países.

Lorie Novak usa várias tecnologias de representação para explorar memória, transmissão e acepções mutantes da fotografia. Docente de Fotografia e Imagem na NYU. lorienovak.com

Mesa redonda de artistas: artistas visuais

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In this workshop and keynote address, celebrated in the context of in the context of the first Encuentro of the Hemispheric Institute of Performance and Politics, held at Rio de Janeiro, Brazil in 2000, Boal talks about the history and coordinates of the Theater of the Oppressed.

Augusto Boal and the Theater of the Oppressed

Documentação em vídeo da palestra de Carlos Monsiváis, apresentada como parte do 4o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2003 na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, sob o título Espetáculos de Religiosidades. Introdução por Lourdes Arizpe.

Carlos Monsiváis é um proeminente ensaísta, escritor satírico e romancista que vive na Cidade do México. Monsiváis já contribuiu para revistas mexicanas como a Excelsior, a Siempre e a Nexos e ele atualmente escreve para La Jornada­, bem como para El Financiero. Ele é o autor de mais de uma dúzia de livros em espanhol, tanto de ficção quanto de não-ficção, incluindo Amor Perdido, Días de Guardar, A Ustedes les Consta, Nuevo Catecismo Para Indios Remisos e Escenas de Pudor y Liviandad. Mexican Postcards é o título de um volume dos seus ensaios em inglês.

Carlos Monsiváis: A performance como religião, a religião como performance

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Analysis of indigenous social movements focuses on their public manifestations and manifestos, revealing an aspect of the world that advances certain agendas. Exploring the choreographies of these movements, I introduce a distinction between contentious politics and prefigurative politics, and examine their archives and repertoires of struggle.

Claudia Briones: What, Where and When to Manifest: Contentious Politics and Prefigurative Politics

Em 1982, o CADA publicou o jornal RUPTURA, com uma tiragem de 200 exemplares. Esta gravação em vídeo mostra uma discussão sobre o jornal em um encontro de artistas.  Na parte 1, a discussão concentra-se no tema da inclusão de uma entrevista com o artista plástico Ernesto Muñoz no jornal.  A inclusão desta entrevista gerou grande polêmica porque esse artista tinha sido rejeitado pelo meio político liberal/esquerdista do qual o CADA participava.  A entrevista foi considerada um passo equivocado.  Os membros do CADA Raúl Zurita e Diamela Eltit defendiam e explicavam a decisão do CADA de publicar a entrevista.  Na parte 2, eles discutem a homenagem que o jornal decidiu prestar ao Mural Coletivo da Brigada Ramona Parra (BRP), que se dedicava à produção de murais.  Eles discutem ainda o status da prática artística do CADA, que frequentemente era considerada não ‘artística’.  Finalmente, eles falam sobre a relação entre a arte e a política na obra do CADA e também da Brigada Ramona Parra.

Conference on the publication of RUPTURA journal (1982)

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Performance artist and playwright Dan Fishback works out some of his anxieties about queer history, gay representation, male protagonism, and the limits of the queer imagination in this vaguely academic (but not really) captial-T 'Talk,' theoretically leading toward some thoughts (and hopefully some revelations) about queer ennui, queer depression, and how the adult queer universe can strategize to prevent queer teenage suicide.

Dan Fishback: Prostalgia

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In this introduction to the 30-years celebration of the first public CADA’s ‘acción,’ Diamela Eltit reads a text in which she highlights the political relevance of this collective in relationship with the Chilean dictatorship, and the hegemonic cultural domination against which CADA performed.

Diamela Eltit 30 Years of CADA's 'NO+' (2009)

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Photo/ Foto: Marlène Ramírez-Cancio

Dobras do corpo. Os sintomas do poder

Ler esta conferência em e-misférica 4.2

Resumo

Esta intervenção pretende abordar de maneira aleatória os efeitos do corpo (de certos corpos) no campo político e nos espaços estéticos. Pretende também posicionar o corpo como sintoma e efeito e, neste contexto, as esteiras de poder que vai produzindo.


Biografia

Chilena, escritora, estudou literatura na Universidad Católica de Chile e na Universidad de Chile. É membro fundadora do grupo interdisciplinar CADA.

Diamela Eltit: Dobras do corpo

jp_keynote_dtaylor_enc13_0005_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

As Políticas da Paixão

Que alternativas as pessoas têm para alcançar a justiça econômica e política quando o processo eleitoral é violado ou corrompido, a mídia é dominada e encontra-se nas mãos dos agentes do poder e as instituições oficiais não podem adjudicar de modo que pareça transparente e legítimo? “As Políticas da Paixão” explica o ressurgimento e até mesmo o caráter central do corpo na política. À medida em que os partidos políticos falham na representação dos seus constituintes, as pessoas estão reaprendendo a representar a si mesmas.

Biografia
Diana Taylor é Professora Universitária na NYU, onde ensina nos departamentos de Estudo da Performance e Espanhol e também é Diretora Fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política, financiada pelas Fundações Ford, Luce e Rockefeller.

Diana Taylor: As Políticas da Paixão

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Institutional Welcome and Opening Remarks for the 2013 Encuentro, followed by the presentation of the Senior Fellows Awards to Vivian Martínez Tabares and Grupo Cultural Yuyachkani (representatives: Miguel Rubio and Teresa Ralli).

Encuentro 2013 Institutional Welcome, Opening Remarks, and Senior Fellows Awards

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Protest movements are sometimes the driving force in the transformation of societies. This project will examine how movements succeed in penetrating the fog generated by dominant political discourse, and how they sometimes wield sufficient power or leverage by disrupting institutionalized relationships

Frances Fox Piven: How Movements Matter

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Flagrantly fanciful and subversive, the protest ensemble Anonymous became widely popular among some Internet geeks, political activists, and academics along with many unmarked spectators. In this talk I examine its popular appeal through the vantage point of its art, artistry, and trickery.

Gabriella Coleman: The Art, Artistry, and Trickery of Anonymous

Documentação em vídeo da palestra de Gustavo Buntinx Sarita Colonia: De icono religioso a héroe cultural, apresentada como parte do 4o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2003 na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, sob o título Espetáculos de Religiosidades. Introdução por Barbara Kirshenblatt-Gimblett.

Gustavo Buntix é um historiador, crítico e curador independente de arte, além de ser diretor do Centro Cultural da Universidad Nacional Mayor de San Marcos (Peru). Formado pela Harvard University, onde estudou Literatura e História, ele concluiu os seus estudos de pós-graduação na Universidad de Buenos Aires. Ele já foi professor de História da Crítica de Arte, de Arte Latino-americana e de Arte do Século XX na Universidad de Buenos Aires e na Universidade de São Paulo. Em Lima, ele dirigiu o Museo de Arte Italiano e o Museo de Arte e Historia da Universidad Nacional Mayor de San Marcos. Ele já foi curador de mais de uma dúzia de exibições no Peru, no Uruguai e no México. Os seus ensaios já foram publicados em antologias de crítica de arte lançadas na Europa e nos E.U.A.

Gustavo Buntinx: Sarita Colonia

ln_roundtable_streets_enc13_0001_570pxPhoto/Foto: Lorie Novak

Jacques Servin: Novas fronteiras do humor e da revolução
Jade Percassi:
Cultura e comunicação na disputa por uma nova sociedade
Juan Marco Vaggione:
Sexualidade e Direito na Argentina: Avanços e desafios
Julieta Paredes:
O vermelho de viver bem, Suma Qhamaña
Víctor Hugo Robles:
Educação sexual gratuita!

Moderador: Nick Mirzoeff

 
Biografias

Jacques Servin (Andy Bichlbaum) é cofundador dos Yes Men, um grupo que realizou numerosas e impactantes intervenções midiáticas para chamar a atenção para injustiças ecológicas, econômicas e sociais, e para os problemas sistemáticos que as originaram. É professor na New York University, e no Instituto Hemisférico coordena o Yes Lab, um laboratório que fornece apoio a estudantes e pessoas interessadas para realizarem intervenções midiáticas.

Juan Marco Vaggione é pesquisador do Conselho Nacional Argentino de Ciência e Tecnologia (CONICET) e professor da Faculdade de Direito e Ciências Sociais da Universidad Nacional de Córdoba, Argentina. Tem formação em direito (doutorado pela Universidad Nacional de Córdoba) e sociologia (PhD, New School for Social Research). Entre seus interesses se destacam: religião, política e sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos.

Julieta Paredes Carvajal (Bolivia) é uma feminista comunitária aymara lésbica. É membra fundadora de Mujeres Creando, Mujeres Creando Comunidad e a Assembléia de Feminismo Comunitário. É escritora, cantora e poeta antipatriarcal.

Víctor Hugo Robles é um jornalista, ativista homossexual, performer de rua e apóstota conhecido como "El Che de los Gays". O seu trabalho é o tema do documentário "El Che de los Gays", vencedor do prêmio júri popular no Festival Internacional de Cinema Gay/Lésbico/Trans de Bilbao 2005. Em 2010 iniciou uma campanha pela apostasia, renunciando publicamente o seu batismo católico e transformando-se assim no primeiro apóstata legalmente reconhecido na história do Chile.

Nas ruas: Movimentos sociais contemporâneos nas Américas Mesa Redonda

Documentação em vídeo da palestra de Jean Franco A Segunda Vinda: A Religião como Entretenimento, apresentada como parte do 4 o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2003 na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, sob o título Espetáculos de Religiosidades.

Em toda a parte, o secularismo está regredindo. Não só os fundamentalistas estão em expansão, mas também diversas linhas concorrentes de espiritualidade estão sendo amplamente disseminadas atualmente através da mídia, do cinema, dos livros mais vendidos de ficção e  da televisão. Embora a maioria das religiões ortodoxas, em geral, tenham sempre utilizado o ritual e a performance, as telecomunicações e os efeitos televisuais estão transformando religião em religiosidade. “A volta da religião” tem tornado-se um problema. Jean Franco atualmente é Professora Emérita da Columbia University. Ela recebeu o prêmio PEN 1996 por uma vida de contribuições para a disseminação da literatura latino-americana em inglês e o reconhecimento, pelos governos chileno e venezuelano, por estudos acadêmicos avançados em literatura latino-americana nos Estados Unidos.

Jean Franco: A Segunda Vinda – A Religião como Entretenimento

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Photo/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

Artes da memória e regimes de visibilidade

Se há uma questão fundamental que a Colômbia ainda tem pendente—e que ressoa tanto no pensamento quanto na ação—é a relação muito especial entre política e violência na trama de suas memórias e de sua história. Denso materializador da violência que emerge na história do que Paul Ricoeur denominou as estruturas do terrível, estas "forças" do instinto e da exploração estão inscritas na política desde sua fundação. A trilha da memória é, no entanto, a que desfataliza o passado, recuperando seu inacabamento (Walter Benjamin). O passado não está formado só por acontecimentos, mas também por tensões que desestabilizam o presente e engendram o futuro. Na Colômbia, é também cada dia mais densa a imaginação/criatividade social, que se destaca nos modos de sobrevivência, física e cultural, de milhões de cidadãos, como na nova arte plástica de suas mulheres ou nas narrativas literárias e audiovisuais de seus jovens, que nos possibilita ver a envergadura política de suas artes.

Biografia

Jesús Martín Barbero é semiólogo, antropólogo, filósofo e especialista em comunicações e mídia. Já produziu importantes sínteses teóricas na América Latina sobre a pós-modernidade. Sua análise da cultura como mediações, o estudo da globalização a partir da semiologia, a função alienante das mídias locais e particularmente a função das telenovelas na América Latina são algumas de suas contribuições. Foi presidente da ALAIC (Associação Latino-americana de Pesquisadores da Comunicação) e membro do Comitê consultivo da FELAFACS (Federação Latino-americana das Faculdades de Comunicação Social). É membro do Comitê científico de Infoamérica.

Jesús Martín Barbero: Artes da memória e regimes de visibilidade

Documentação em vídeo da palestra de Leda Martins Performances do Tempo Espiralar, apresentada como parte do 4o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2003 na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, sob o título Espetáculos de Religiosidades.

A África imprime as suas marcas, traços e estilos nos territórios americanos, inscrevendo-se nos palimpsestos que, por meio de inúmeros processos cognitivos, assertivos e metamórficos, tanto conceituais quanto formais, transcriam e representam a sua presença e herança. As criações artísticas e culturais coloridas pelo conhecimento africano ostensivamente revelam os engenhosos e árduos meios de sobrevivência da memória africana, transplantada para as Américas pelo diaspórico tráfico de escravos do Atlântico e por outras rotas transculturais e transnacionais. Introdução por Zeca Ligiero.

Leda Martins é Professora de Literatura, Artes e Ciências da Universidade Federal de Minas Gerais. Uma importante teórica da performance religiosa afro-brasileira, ela já fez muitos trabalhos sobre os ‘congados’ e outras formas de adoração diaspóricas que contribuem para a transmissão da memória e da identidade afro-brasileira. Os seus livros incluem: O moderno teatro de Qorpo-Santo, Editorial UFMG, 1991; A Cena em Sombras, Editorial Perspectiva, 1995; Afrografias da Memória, Editorial Perspectiva, 1997; e Os Dias Anônimos, Editorial Sette Letras, 1999.

Leda Martins: Performances do Tempo Espiralar

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Photo/Foto: Paula Kupfer

Ecologia da língua, Política da língua: em direção à uma imaginação geolinguística

Como se parecerá o mundo linguisticamente de hoje a cem anos? O uso e a distribuição das línguas através do planeta está mudando tão rapidamente que até mesmo os especialistas não conseguem responder à esta questão. Esta conferência discutirá alguns dos processos de mudança que estão a caminho, incluindo a morte da língua, a migração da língua, a formação da língua franca e inter-línguas. Questionará o que a ideia de direitos pode e não pode fazer neste contexto e em que consiste uma abordagem ecológica à língua.

Biografia

Mary Louis Pratt é Professora Silver no Departamento de Análise Social e Cultural e do Departamento de Espanhol e Português da New York University, onde leciona literatura latino-americana e teoria cultural. Possui diplomas em literatura comparada e linguística pelas University of Toronto, University of Illinois e Stanford University. Já publicou extensivamente sobre assuntos relacionados à literatura feito por escritoras latino-americanas, literatura de viagem e imperialismo; língua e militarização e modernidade e neo-liberalismo. Faz parte do Instituto Hemisférico desde o ano de 2002.

Mary Louise Pratt: Ecologia da língua, Política da língua: em direção à uma imaginação geolinguística

Conferencista: Mary Schmidt Campbell

Biografia

Pesquisadora, autora e integrante da comissão para assuntos culturais de Nova Iorque, é diretora da Tisch School of The Arts na Universidade de Nova Iorque. Como chefe dessa escola de arte, Campbell supervisiona todas as fases dos dez programas de treinamento, bem como os programas para universitários. Dr. Campbell começou sua carreira em Nova Iorque como diretora executiva do Studio Museum no Harlem, unanimemente reconhecido como o principal centro para o estudo da arte Africana e Afro-americana. Campbell, que produziu vários catálogos sobre artistas Afro-americanos, e freqüentemente foi a responsável por grandes exposições, estabeleceu firmemente o museu como uma grande instituição cultural nova-iorquina. Em 1999, Crain’s New York a selecionou como uma das 100 mulheres nova-iorquinas mais influentes nos negócios, e em 2001 ela foi aceita na Academia Americana de Artes e Ciências. Campbell co-escreveu os livros Harlem Renaissance: Art of Black America (New York: Harry N. Abrams, Inc. 1987) e Memory and Metaphor: The Art of Romare Bearden, 1940-1987 (New York: Oxford University Press & The Studio Museum in Harlem, 1991). Uma notável conhecedora do artista Romare Bearden, Dr. Campbell também realiza palestras e publica bastante sobre uma variedade de assuntos que inclui política cultural e história da cultura americana.

Mary Schmidt Campbell, "O Papel das Artes nos Tempos de Crise"

enc05_megaron_jp_LgPhoto/ Foto: Julio Pantoja


Conferencista: Megaron Txucaramãe
Apresentadores: Ailton Krenak & Prof. Terence Turner

Biografia

Megaron Txucaramãe é uma das mais importantes lideranças indígenas do Brasil, com destacada atuação em prol de seu povo, os Mekragnotire, e de outros povos indígenas brasileiros. Pela Funai, atuou nas frentes de contato dos povos Ikpeng e Panará. Em 1984 participou da demarcação da Terra Indígena Kapôt-Jarina e entre 1992 e 1993 foi a vez da demarcação da Terra Indígena M_kragnotire. Foi o administrador da FUNAI do Parque Indígena do Xingu no período de 1984 a 1994 e desde 1995 é administrador da Funai-Colíder/MT. Também é membro fundador da Associação Ipren-re de Defesa do Povo Mebêngôkre desde 1993.


Ailton Krenak
é uma liderança indígena reconhecida dentro e fora do Brasil. Fundador do Núcleo de Cultura Indígena, participou intensamente de todo o processo de elaboração do Texto Constitucional de 1988. Criou e dirigiu o Centro de Pesquisa Indígena e o Núcleo de Direitos Indígenas. Esteve à frente da Embaixada dos Povos da Floresta, centro cultural em São Paulo que reuniu povos indígenas e extrativistas da Amazônia, divulgando a cultura e o conhecimento dos povos tradicionais do Brasil. Recebeu, por sua luta em defesa dos povos indígenas, os prêmios "Direitos Humanos Lettelier-Moffit" e "Homem e Sociedade", da Fundação Onassis. Hoje atua como Assessor para Assuntos Indígenas do Governo do Estado de Minas Gerais.

Terence Turner, Professor de Antropologia da Cornell University, trabalha com os Kayapó do Brasil central desde 1962. Seus vários escritos sobre eles cobrem assuntos como organização social, mito, ritual, história, política, contato inter-étnico e aspectos da troca cultural, social, político e ideológico. Também já publicou vários ensaios sobre temas teóricos gerais, incluíndo a aplicação de aspectos da teoria marxista à antropologia, a base teórica das aproximações antropológicas aos direitos humanos, multiculturalismo e ativismo em apoio às causas indígenas, críticas às políticas, projetos do Banco Mundial e sobre o desenvolvimento recente dos movimentos indígenas em luta pela autonomia cultural e social. Realizou uma série de filmes etnográficos sobre os Kayapó com a British Broadcasting Company e a Granada Television. Em 1990, fundou o Kayapó Video Project, no qual os Kayapó filmaram e editaram vídeos sobre sua própria cultura e sua relação com os brasileiros.

Megaron Txucaramãe: A Questão Indígena no Brasil

A coletiva de teatro mais importante do Peru, o Grupo Cultural Yuyachkani, tem trabalhado desde 1971 na vanguarda da experimentação teatral, da performance política e da criação coletiva. “Yuyachkani” é uma palavra do idioma quechua que significa “estou pensando, estou recordando”. Sob este nome, o grupo de teatro tem dedicado-se à exploração coletiva da memória social incorporada, particularmente em relação a questões sobre a etnia, a violência e a memória no Peru. A sua obra tem figurado entre as mais importantes do chamado “Novo Teatro Popular” na América Latina, com um grande comprometimento para com os problemas, a mobilização e a defesa das comunidades de base. O grupo Yuyachkani recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos no Peru no ano 2000. Conhecido pela sua criativa adoção tanto das formas de performance indígenas quanto das formas teatrais cosmopolitas, o Yuyachkani oferece uma visão interna do teatro peruano e latino-americano e de questões mais amplas relativas à estética social pós-colonial. Neste discurso, proferido no contexto do primeiro Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado no Rio de Janeiro, Brasil, no ano 2000, o diretor do Yuyachkani, Miguel Rubio Zapata, e a artista performática Teresa Ralli falam sobre o papel do diretor no processo criativo do grupo e também sobre o processo criativo da peça “Antígona”, do Yuyachkani, que foi também exibida no Encuentro. Os artistas enquadram a sua obra no contexto das práticas de teatro experimental na América Latina e em relação à extraordinária trajetória do Yuyachkani.

Miguel Rubio & Teresa Ralli: Discurso

jp_keynote_mrubio_enc13_0016_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

Palestra de Artista: Miguel Rubio

Abordaremos a problemática de como as linguagens cênicas se expandem e invadem o espaço público, confluindo com a ação cidadã. Um olhar de e para algumas propostas artísticas que agem sobre espaços públicos e se inserem nos processos sociais no contexto da sociedade peruana recente.

Biografia

Miguel Rubio é diretor, pesquisador teatral e membro fundador do Grupo Cultural Yuyachkani. Os seus trabalhos mais recentes como diretor são: Con-cierto Olvido (2010); El último ensayo (2008); Sin Título-técnica mixta (2004); Hecho en el Perú-Vitrinas para un Museo de la Memoria (2001). É autor dos livros Raíces y semillas: Maestros y caminos del teatro en América Latina (2011), Notas sobre teatro (2001) e El cuerpo ausente (2008).

Palestra de Artista: Miguel Rubio (Grupo Cultural Yuyachkani)

Documentação em vídeo do mini-seminário Manifestações do Divino: O Corpo, apresentado como parte do 4o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2003 na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, sob o título Espetáculos de Religiosidades. Moderadora: Gisela Cánepa Koch.

Joseph Roach é o Professor Charles C. e Dorathea S. Dilley de Teatro e Inglês da Yale University. Roach foi Diretor do Departamento de Artes Performáticas da Washington University, em St. Louis, do Ph.D. Interdisciplinar em Teatro da Northwestern University e do Departamento de Estudos da Performance da NYU. Os seus livros e artigos incluem Cities of the Dead: Circum-Atlantic Performance (Nova Iorque, 1996), vencedor dos prêmios James Russell Lowell, da MLA, e Calloway, da NYU; The Player's Passion: Studies in the Science of Acting (Michigan, 1993), vencedor do prêmio Barnard Hewitt na categoria de História do Teatro; e ensaios no Theatre Journal, no Theatre Survey, no The Drama Review, no Theatre History Studies, no Discourse, no Theater e no Text and Performance Quarterly, dentre outras publicações. Título do trabalho: “Ghost Notes: Jazz Divinity”.

Elizabeth McAlister é Professora Assistente de Religião e Estudos Latino-Americanos da Wesleyan University. A sua pesquisa enfoca a cultura religiosa e a migração transnacional afro-haitiana. Ela é a autora de Rara! Vodou, Power and Performance in Haiti and its Diaspora. Ela produziu o CD de áudio chamado Rhythms of Rapture: Sacred Musics of Haitian Vodou na Smithsonian Folkways. Título do trabalho: “Zonbi spirits and zombified bodies in Haitian Rara and Vodou arts”.

Luis Millones é Professor Emérito da Universidad Nacional San Cristóbal de Huamanga (Ayacucho, Peru) e Professor do programa de Doutorado em Literatura da Universidad Nacional Mayor de San Marcos. Ele já foi Professor Visitante na University of Texas, Austin, na Stanford, na Harvard e na Princeton University. Ele já publicou diversos trabalhos sobre as religiões e a etnia andinas. Ele é o autor de Dioses Familiares: Festivales Populares en el Perú Contemporáneo; Perú: el Legado de la Historia e Dioses y Demonios del Cuzco. Título do trabalho: “Hechizos de Amor: Magia y Poder en la Costa Norte del Perú”.

C. Daniel Dawson já trabalhou como fotógrafo, cineasta, curador, administrador de arte, consultor e acadêmico. Ele já ocupou os cargos de Curador de Fotografia, Filme e Vídeo no Studio Museum, no Harlem (Nova Iorque), de Diretor de Projetos Especiais no Caribbean Cultural Center (Nova Iorque) e de Consultor Curatorial e Diretor de Educação no Museum for African Art (Nova Iorque). Como fotógrafo, ele já expôs em mais de 25 exibições. O Professor Dawson já participou também de vários filmes premiados, incluindo Head and Heart, de James Mannas, e Capoeiras of Brazil, de Warrington Hudlin. Título do trabalho: “The Universe in a Pot: Palo Mayombe in Cuba”.

Mini-Seminário: Manifestações do Divino – O Corpo

Documentação em vídeo do mini-seminário O Fervor Religioso e a Cultura Popular, apresentado como parte do 4o Encuentro do Instituto Hemisférico de Performance e Política, realizado em julho de 2003 na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, sob o título Espetáculos de Religiosidades. Moderadores: Ulla Berg e Alyshia Gálvez.

Silvia Spitta é Professora Associada de Espanhol e Português do Dartmouth College. O seu campo de interesse abrange os escritores latino-americanos contemporâneos e coloniais, as teorias da transculturação e as narrativas sobre a mestiçagem ou miscigenação. Autora de Between Two Waters: Literary Transculturation in Latin America, Spitta está atualmente trabalhando em um livro entitulado Theories of Colonialism in/of the Americas e em um projeto referente ao mestiço na América Latina e às narrativas latinas. Título do trabalho: “New Mexico/New Mestizo: Enacted and Otherwise”.

Sylvia Molloy, uma Professora Albert Schweitzer de Humanidades da New York University, é uma das mais influentes acadêmicas da literatura e cultura latino-americanas. Ela é também uma prestigiada autora de ficção. O seu romance En Breve Cárcel (Barcelona: Seix Barral, 1981) foi traduzido para o inglês e para o português. Ela recentemente concluiu um novo romance El Común Olvido. Ela já recebeu diversas honras: A Presidência da Modern Language Association, um Doutorado em Letras Humanas da Tulane University, o Prêmio de Realizações por Serviço Excepcional para a Herança Latina e para a Comunidade Latina,  uma Bolsa N.E.H. e uma Bolsa Guggenheim. Título do trabalho: “Displaying Americas: Idols and Ideology”.

 Vivian Martínez Tabares é uma crítica, pesquisadora, editora e professora cubana. Ela já publicou Teatro por el Gran Octubre, José Sanchís Sinisterra: Explorar las Vías del Texto Dramático e Didascalias Urgentes de una Espectadora Interesada. A sua obra já foi compilada em antologias de teatro e ela já colaborou para publicações especializadas nas Américas e na Europa. Ela é professora do Instituto Superior de Arte e já fez palestras em diversas universidades na América Latina e na Europa. Ela recebeu a bolsa da Rockefeller Foundation “Caribe 2000” na Universidad de Puerto Rico. Martínez Tabares é diretora da revista teatral Conjunto e é também chefe do Departamento de Teatro da Casa de las Américas, Cuba, onde ela organiza a temporada de teatro Maio Teatral.

Mini-Seminário: O Fervor Religioso e a Cultura Popular

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Photo/foto: Julio Pantoja

Os direitos do feminismo a ser outro para si mesmo

Sem renunciar a força político-social de suas lutas contra a discriminação do gênero, a teoria feminista se define hoje também como crítica cultural. Isso é o que permite que o potencial emancipatório do feminismo consiga abarcar as figurações imaginárias e simbólicas das economias subjetivas que desbordam as categorias de "identidade" e "diferença" pré-organizadas pela sociologia do gênero. As novas orientações crítico-culturais do feminismo permitem conjugar as políticas e as poéticas do Eu, ao misturar diferentes registros de vozes que cruzam a militância cidadã com o ensaio teórico-intelectual, o ativismo universitário com as paixões estéticas, sem ter medo que as problemáticas do gênero falem em várias línguas ao mesmo tempo.

Biografia

Nelly Richard é crítica e ensaista, autora de numerosos livros. Estudou letras modernas na Universidad de la Sorbonne (Paris IV) e foi fundadora e diretora da Revista de Crítica Cultural entre os anos de 1990 e 2008. Atualmente, dirige o programa de mestrado em estudos culturais na Universidad ARCIS em Santiago, Chile, e exerce o cargo de vice-reitora de Extensão, Comunicações e Publicações dessa universidade.

Nelly Richard: Os direitos do feminismo a ser outro para si mesmo

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Opening address for the Hemispheric Institute's 9th Encuentro, held at Concordia University in Montréal, Canada, sought to explorethe multiple valences of the term MANIFEST! How are performances mobilized andsyncretized in civic, community, and cultural contexts to create manifold formsof political expression? How do public, theatrical events produce ‘evidence’ that manifests ideas otherwise invisible, hidden, or unspeakable?

Opening Address for the 9th Encuentro Montreal 2014

The Hemispheric Institute of Performance and Politics held its first Encuentro in Rio de Janeiro, Brazil, July 2-15, 2000. Participants included artists, scholars, graduate students, and activists. This eclectic and culturally diverse group, from countries throughout the Americas, captured the spirit of Encuentros.

Opening remarks for the 1st Hemispheric Institute Encuentro

mrc_roundtable_performanceart_enc13_0002_570pxPhoto/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

Expositores: Gonzalo Rabanal, María José Contreras, Nao Bustamante, Nicolás Dumit Estévez

Moderador: Antonio Prieto Stambaugh

Biografias

Gonzalo Rabanal estudou Comunicação Audio Visual no Instituto ARCOS, período durante o qual empreende a elaboração de um trabalho que se projeta do particular ao coletivo, abrindo lugar para uma multiplicidade expressiva. É reconhecido desde 1989 com uma bolsa da Fundación ANDES e no ano de 2010 com uma bolsa da Fundação FORD. Atualmente cursa o Mestrado em Artes Visuais da Pontificia Universidad Católica de Chile.

María José Contreras Lorenzini é performer, doutora em Semiótica do Corpo e psicóloga. Ela se dedica à criação e investigação teórica em torno das possibilidades expressivas do corpor performativo. Ela faz parte de La Diferencia, coletivo que realiza uma série de performances em torno do Caso de Daniel Zamudio. É professora da Escola de Teatro da Universidad Católica.

Nao Bustamante é uma artista conhecida e querida internacionalmente, originalmente da California. Ela hoje mora no norte do estado de Nova York, onde leciona e passeia de canoa com seu poodle, Fufu. O trabalho de Bustamante, muitas vezes precário e radicalmente vulnerável, inclui a performance arte, vídeo-instalações, artes visuais, cinema e a escrita. Atualmente Bustamante é professora de Novas Mídia e Live Art no Rensselaer Polythechnic Institute.

Nicolás Dumit Estévez trabalha principalmente com performance arte e experiências em que a vida e a arte se sobrepõe. Ele já apresentou várias exposições e performances nos EUA e internacionalmente. Nascido em Santiago de los Treinta Caballeros, República Dominicana, Estévez vive e trabalha no South Bronx.

Artistas da Performance mesa redonda

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Photo/foto: Julio Pantoja

Esta mesa redonda ofereceu uma oportunidade de discussão com – e entre – artistas performáticos seletos que apresentaram trabalhos no Encuentro. Estes artistas refletiram sobre seus próprios processos e sua produção e comentaram sobre a relação das suas obras com os temas mais amplos do Encuentro. Wilson Díaz apresentou uma retrospectiva da sua obra de arte visual, que revela recentes batalhas colombianas contra a violência e o tráfico de drogas. Suas imagens relacionadas com as folhas naturais de coca contrastam com a cocaína, sua droga derivativa química que gera a violência. Rocío Boliver apresentou um ato de ventriloquismo para fazer uma declaração artística e compartilhar suas ideias sobre medo, dor e excesso como um eterno desafio ao estabelecimento. Tania Bruguera explicou como a sua ‘arte comportamental’ funciona local e internacionalmente e as contradições que estão implícitas quando uma obra de arte é transplantada para um contexto distinto. Guillermo Gómez-Peña compartilhou as dificuldades que ele tem em explicar a sua obra como artista performático (uma prática frequentemente mal entendida) e o papel do corpo nos mecanismos de descolonização. Um dos pontos centrais da discussão de perguntas e respostas a seguir foi a polêmica peça de Bruguera, em que ela distribui cocaína entre os membros da plateia dentro da Universidad Nacional de Colombia (sem o consentimento dos organizadores do Encuentro). Parte da plateia lamentou o fato de que a sua performance altamente controvertida replica a circulação do dinheiro das drogas e a violência que aflige atualmente a Colômbia. Esta mesa redonda ofereceu um espaço para discussão e diálogo sobre a ética e a responsabilidade do artista e sobre as complexidades da relação entre a performance e a política.

 Biografias

Rocío Boliver, La Congelada de Uva,nos últimos dez anos, vem trabalhando ativamente no circuito de arte. Em 1992, começou sua carreira como performer com a leitura de seus textos porno-eróticos, concentrando sua crítica na repressão às mulheres.

Tania Bruguera é artista política que trabalha fundamentalmente com arte de conduta. Em seu trabalho, investiga o papel do público nas performances e a relação entre a ética e o desejo. Em 2002, criou a Cátedra Arte de Conducta, o primeiro centro de estudos para a arte política (Habana, Cuba).

Wilson Díaz é um dos fundadores de Helena Producciones. Foi professor (nos períodos comprendidos entre 1996 e 2003) na Universidad del Valle (Cali), Conservatorio de Bellas Artes de Cali, e Universidad del Cauca (Popayán) em seus programas de Artes Plásticas.

Guillermo Gómez-Peña é artista/escritor performático e diretor do coletivo transnacional de arte La Pocha Nostra. Nasceu na Cidade do México e chegou aos Estados Unidos, em 1978. Desde então, vem explorando os assuntos interculturais através da performance, da poesia multilíngue, do jornalismo, do vídeo, do rádio e da arte de instalação.

Marlène Ramírez-Cancio é artista interdisciplinar de Porto Rico que co-fundou e co-dirige o grupo coletivo de vídeo e sátira Fulana. Atualmente exerce a função de Diretora Associada de Artes e Mídia do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Marlène recebeu seu MFA em Escrita Criativa em espanhol na NYU em 2010

Artistas performáticos mesa redonda

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We and the caribou, dwarves of the giant corporate system that runs our life and devastation, are here to rise up. Columbus, who imports the New World Order, drums in the billionaire-superheroes who dominate our economy, which destroys the herds that roam the earth, and we all end up in the same boat, with no idea where we are going./p>

Peter Schumann: Anti-Tar Sands Manifesto

There is no translation available.

This is a video documentation of Regina José Galindo’s artist talk ‘Experiences,’ presented in the Hemispheric Institute of Performance and Politics. Galindo offered a retrospective of her performance art work, from 1999 to the present, speaking about pieces of art that she links with vital experiences: ‘I have experiences with life’s episodes.

Regina Galindo's 'Experiences' at the Hemispheric Institute

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Photo/ Foto: Julio Pantoja

Condensações e deslocamentos. As políticas do medo nos corpos contemporâneos

Ler esta conferência em e-misférica 4.2

Resumo

“O sonho da razão produz monstros" —dois séculos depois, a previsão de Goya é hoje a afirmação dos pesadelos derivados da razão moderna. Num contexto caracterizado pela distribuição desigual de riquezas e especialmente de riscos, as políticas do medo se fazem presentes no corpo do cidadão. A partir de uma sócio-antropologia das paixões, nesta conferência se discutirá a centralidade do medo-terror-pânico e suas paixões derivadas (ódio, ira, tristeza, esperança) no/entre/sobre o corpo social. Mais que um inventário de traços e atributos de uma contemporaneidade ameaçadora, procurar-se explorar o impacto sócio-político e cultural destes processos na "produção" dos corpos.

Biografia

Professora-pesquisadora no Departamento de Estudos Sócio-culturais do ITESO, Guadalajara, México. É doutora em Ciências Sociais com especialização em Antropologia Social.

Rossana Reguillo: Condensações e deslocamentos

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photo/foto: Laura Bluher

Brian Massumi: Um ato feito através de mim

Jonathan Sterne: Participação, percussão e protesto: reflexões posteriores

Moderador: Marcial Godoy-Anativia

Biografias

Jonathan Sterne ensina no Departamento de História da Arte e Estudos da Comunicação da McGill University. É autor de MP3: The Meaning of a Format; The Audible Past: Cultural Origins of Sound Reproduction; e de diversos artigos sobre mídia, tecnologia e política cultural. É também editor de The Sound Studies Reader.

Brian Massumi é um teórico social, escritor e filósofo que ensina no Departamento de Ciências da Comunicação da Université de Montréal. Ele é amplamente conhecido pelas suas traduções de filosofia francesa para o inglês e, mais recentemente, é o autor de Semblance and Event: Activist Philosophy and the Occurrent Arts (2011).

Marcial Godoy-Anativia é um antropólogo sócio-cultural e diretor adjunto do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Ele é editor, com Jill Lane, da e-misférica, a revista online trilíngue do Instituto, e coeditor de Rhetorics of Insecurity: Belonging and Violence in the Neoliberal Era (NYU Press, 2013). 

Mesa Redonda: Táticas Afetivas

mrc_keynote_sdcarvalho_enc13_0004_570pxPhoto/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

O teatro de grupo em São Paulo e a mercantilização da cultura

O desenvolvimento capitalista recente no Brasil gerou uma institucionalização da produção cultural inédita no país. A pesquisa em artes, antes na contramão da lógica dominante, torna-se, com frequencia, um lugar conformista de inclusão alternativa na ordem ideológica do capital. As vozes dissonantes desse processo, entre as quais as de alguns grupo teatrais da cidade de São Paulo, procuram formas críticas de enfrentar a despolitização geral e uma mercantilização imposta pela própria necessidade de sobrevivência.

Biografia

Sérgio de Carvalho é dramaturgo e diretor teatral da Companhia do Latão, grupo teatral de São Paulo, Brasil. É também professor de dramaturgia e crítica na Universidade de São Paulo. É editor das Vintém e Traulito e autor de Atuação Crítica e Introdução ao Teatro Dialético (2009). Entre seus espetáculos, destacam-se O Nome do Sujeito (1998), O Círculo de Giz Caucasiano (2006) e Ópera dos Vivos (2010).

Sérgio de Carvalho: O teatro de grupo em São Paulo e a mercantilização da cultura

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Photo/Foto: Frances Pollitt

Sociologia da Imagem. Uma visão a partir da História Andina

A conferência aborda uma leitura da iconografia de Guamán Poma de Ayala (século XVII) e Melchor María Mercado (século XIX) como expoentes de uma teorização da realidade andina nos tempos coloniais e republicanos, a partir de imagens. Estas imagens formulam um texto oculto que revela aspectos não tratados em seus próprios escritos. A partir desta reflexão, se argumentará a necessidade de se considerar as formas não alfabéticas do discurso andino como um caminho até a compreensão da experiência colonial e pós-colonial nos Andes.

Biografia

Silvia Rivera Cusicanqui é socióloga e ativista boliviana de ascendência aymara, vinculada ao movimento indígena katarista e ao movimento dos cultivadores de coca. Juntamente com outros intelectuais indígenas e mestiços, fundou, em 1983, a Oficina de História Oral Andina, grupo auto-gestionário que trabalha temas de oralidade, identidade e movimentos sociais indígenas e populares, principalmente na região aymara. É autora de vários livros e já realizou vídeos e filmes, tanto documentários como de ficção. Há mais de duas décadas, é professora titular de sociologia da Universidad Mayor de San Andrés de La Paz. Foi professora visitante nas Columbia University (NY), University of Texas at Austin, La Rábida (Huelva), Jujuy e a Universidad Andina Simón Bolívar de Quito. Em 1990, recebeu uma bolsa Guggenheim e, em 1993, foi nomeada Professora Emérita da UMSA.

Silvia Rivera Cusicanqui: Sociologia da Imagem. Uma visão a partir da História Andina

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Photo/Foto: Paula Kupfer

Furor de arquivo

Uma verdadeira compulsão de arquivar tomou conta de parte significativa do território globalizado da arte nas duas últimas décadas—de investigações acadêmicas a exposições baseadas em arquivos, passando por acirradas disputas entre coleções pela aquisição dos mesmos. Alguns de seus objetos de análise privilegiados incluem as propostas artísticas latinoamericana dos anos 1960-1970, quando o político se imbricou nas entranhas da própria poética. O que causa a emergência deste desejo no atual contexto? Que políticas de desejo movem as diferentes iniciativas de inventário e seus modos de apresentação?

Biografia

Suely Rolnik é formada em sociologia e filosofia pela Université Paris VIII e em Psicologia pela Université Paris VII. Docente titular da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo e Docente convidada do Programa de Estudos Independentes (PEI) do Museu d'Art Contemporani de Barcelona (MacBA) e Master Oficial em História da Arte Contemporânea e Cultura Visual, Universidad Autónoma de Madri e Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS). Seu trabalho se localiza num território transversalizado pelo filosófico, o clínico, o político e o estético e se manifesta na pesquisa, no ato de escrever, na docência, na curadoria e na clínica strictu senso. É autora, entre outros livros, de Micropolítica: Catografías del Deseo, com a colaboração de Félix Guattari. Participa como investigadora da Red Conceptualismos del Sur.

Suely Rolnik: Furor de arquivo

fp_apertura_enc13_0078_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

O retorno do corpo-que-sabe

O recalque do corpo-que-sabe é a violência maior do empreendimento colonial, da perspectiva micropolítica. Tal operação encontra-se na medula da cultura moderna ocidental que se instaura com a colonização e ainda hoje nos estrutura. Os efeitos tóxicos deste recalque chegam agora ao limite gerando o tsunami da atual crise mundial. Criar as condições para o retorno do corpo-que-sabe – livre das sequelas de seus traumas –, torna-se assim tarefa incontornável de resistência ao atual estado de coisas. Não se trata de futurologia: sinais de tal retorno vem insinuando-se ao “sul-global”; um sul que são vários e cujos contornos não se limitam geograficamente. São lufadas de oxigênio pensante nos pontos de asfixia vital de nossa contemporaneidade redesenhando incansavelmente suas paisagens. Não seria precisamente esta a potência política própria da arte?

Biografia

Suely Rolnik é psicanalista, crítica de arte e de cultura e curadora. É Professora Titular da PUC-SP (Pós-Graduação de Psicologia Clínica) e membro do corpo docente do Programa de Estudios Independientes (PEI) no Museo d’Art Contemporani de Barcelona (MacBa). É autora, entre outros livros, de Micropolítica: Cartografias do desejo, com a colaboração de Félix Guattari, publicado em 7 países.

Suely Rolnik: O retorno do corpo-que-sabe

an_keynote_tmcpherson_enc13_0001_570pxPhoto/Foto: Alexandre Nunis

Uma feminista num laboratório de software

Como uma acadêmica de cinema feminista formada em teoria pós-estruturalista acabou administrando um laboratório de software? Como resposta a essa pergunta, esta apresentação aborda diversas histórias no desenvolvimento de sistemas de computação para propor que precisamos de mais acadêmicos nas ciências humanas que trabalhem seriamente com temas relacionados ao design e à implementação de sistemas de software.

Biografia

Tara McPherson leciona na School of Cinematic Arts da University of Southern California. É autora do premiado livro Reconstructing Dixie: Race, Gender and Nostalgia in the Imagined South (2003). Sua pesquisa em novas mídias se concentra em questões de convergência, gênero, raça e representação, bem como no desenvolvimento de novas ferramentas e paradigmas para a publicação digital. É editora fundadora de Vectors e co-editora de International Journal of Learning and Media.

Tara McPherson: Uma feminista num laboratório de software

There is no translation available.

Inside the verbs, pronouns, articles of the world’s Aboriginal languages are the keys to the planet's long-term survival. Western languages hold that nature died at mankind’s eviction from a garden. Aboriginal languages refute this—to them, nature has a soul, the planet is a garden. Kill those languages and that vision—and the planet—would die.

Tomson Highway: The Place of the Indigenous Voice in the 21st Century

jp_roundtable_enc13_urbint_0001_570pxPhoto/Foto: Julio Pantoja

Expositores: Álvaro Villalobos, Bel Borba, Diana Collazos, Nadia Granados, Tania Alice

Moderador: Marlène Ramírez-Cancio

Biografias

Álvaro Villalobos (Colômbia/México) é Mestre em Artes Visuais pela UNAM do México e pela Faculdade de Artes ASAB de Bogotá. Sua obra está vinculada aos problemas sociais e políticos e é formada por performances, vídeos, instalações e fotografias. Atualmente é professor da UNAM e da UAEMéx no México.

Bel Borba, conhecido como "O Picasso do povo", tem espalhado a sua arte pela paisagem urbana de 500 anos durante os últimos trinta e cinco. Em 2012, participou do Crossing the Line Festival de Nova York, patrocinado pelo French Institute/Alliance Française e pelo Instituto Hemisférico, para o qual cirou Diário — em colaboração com Burt Sun e André Costantini.

Diana/Daf/Collazos é uma artista multidisciplinar e gestora cultural independente. O seu trabalho está centrado na performance, na internvenção urbana, no vídeo e na instalação. É fundadora e gestora da elgalpon.espacio Asociación Cultural, espaço de criação e difusão de projetos artísticos multidisciplinares.

Nadia Michelle Granados, La Fulminante, é uma artista colombiana interessada nas artes do espaço, do movimento e do corpo, como o vídeo, a pornografia, a mágica, a instalação e a performance. A sua obra se caracteriza pela resignificação de conteúdos extraídos das mídias de massa, misturados a temas relacionados à luta antiglobalização.

O Coletivo de Performance Heróis do Cotidiano, em atividade há mais de três anos nas ruas do Rio de Janeiro, realiza uma pesquisa cênico-performática acerca do herói, do sacrifício e da pobreza na Contemporaneidade. O Coletivo pensa o uso da cidade de maneira poética, mais do que funcional. Vestidos de super-heróis, os performers do Coletivo, com direção artística de Gilson Motta e Tania Alice, realizam intervenções urbanas que fundem teatro, artes plásticas, dança e ativismo político.

Intervenções Urbanas Mesas Redonda

fp_keynote_vvich_enc13_0012_570pxPhoto/Foto: Fran Pollitt

As poéticas da dor: memórias que ocupam a cidade

As poéticas da dor trazem à tona temas profundamente incômodos, e se propõe a interpelar cidadãos a partir de diversos usos simbólicos. Trata-se daquelas propostas que intervêm no espaço público chamando a atenção para os perigos de esquecer alguns feitos do passado; eventos que surgem para nos distanciar de qualquer triunfalismo e que insistem, de novo e de novo, na necessidade de continuar processando o pior do passado. Nesta palestra, analizarei três intervenções públicas realizadas no Peru de hoje, que novamente puseram em cena um conjunto de dívidas frente à violência pública.

Biografia

Víctor Vich é doutor em literatura hispano-americana pela Georgetown University, EUA. Em 2007 foi professor convidado da Harvard University e em 2009 recebeu a bolsa Guggenheim. Atualmente coordena o Mestrado em Estudos Culturais da Pontificia Universidad Católica del Perú e é pesquisador principal do Instituto de Estudios Peruanos (IEP).

Víctor Vich: As poéticas da dor: memórias que ocupam a cidade

The Hemispheric Institute of Performance and Politics held its first Encuentro in Rio de Janeiro, Brazil, July 2-15, 2000. Participants included artists, scholars, graduate students, and activists. This eclectic and culturally diverse group, from countries throughout the Americas, captured the spirit of Encuentros: to provide a forum that encourages an interdisciplinary exploration of the relationship between performance and politics from diverse cultural perspectives.

Welcoming to the First Hemi Encuentro in Brazil by Marcos Terena

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Photo/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

A cidadania desde o feminismo anarquista

Conversa que abordará a temática da cidadania desde o feminismo anarquista como uma construção antiga, eficaz, subversiva e lúdica.

Biografia

Ximena Castilla é advogada penal da Universidad Externado de Colombia. Castilla é defensora dos direitos da mulher e se dedica aos casos de direitos humanos, especialmente aqueles que têm que ver com os direitos sexuais e reprodutivos.

Ximena Castilla: A cidadania desde o feminismo anarquista