Entrevista com Richard Schechner, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Richard Schechner é diretor teatral, teórico da performance e um professor universitário conhecido por ser um dos fundadores da disciplina acadêmica Estudos da Performance na Tisch School of the Arts, da New York University. O professor Schechner combina o seu trabalho em antropologia com abordagens inovadoras de todos os tipos de performance, inclusive o ritual, o drama, o teatro ambiental, os comitês políticos, a dança, a música, etc. para considerar como a performance pode ser entendida não somente como um objeto de estudo, mas também como uma prática intelectual-artística ativa. Ele é o editor do TDR: The Journal of Performance Studies. Os seus livros incluem Environmental Theater (Hawthorn Books 1973), Between Theater & Anthropology (University of Pennsylvania Press 1985), The Future of Ritual: Writings on Culture and Performance (Routledge 1993), Performance Theory, edição revisada e ampliada (Routledge 2002), Over, Under, and Around (Seagull Books 2004), Performance Studies: An Introduction, segunda edição, revisada e ampliada (Routledge 2006), dentre outros. Os livros do professor Schechner já foram traduzidos para 14 idiomas.

O professor Schechner já foi pesquisador bolsista sênior do National Endowment for the Humanities, pesquisador bolsista do Smithsonian Institution, pesquisador bolsista sênior da Fulbright e bolsista da Guggenheim Foundation. Ele recebeu também o Prêmio de Tributo à Carreira em Estudos da Performance Internacional Jay Dorff (2002), dentre outras honras. Ele também é renomado por fundar o The Performance Group e é o Diretor Artístico do East Coast Artists. Ele já dirigiu peças, fez palestras e conduziu oficinas de performance na Ásia, na África do Sul, na América Latina e na Europa. Ele é professor honorário da Academia de Teatro de Xangai, onde ele lidera o Centro Richard Schechner. Como influente fundador do Departamento de Estudos da Performance da NYU, a obra do professor Schechner tem transformado o estudo e a prática da produção teatral. Seguindo o exemplo do professor Schechner, diversos Departamentos de Estudos da Performance foram criados em universidades por todos os Estados Unidos e pela Europa.

 

Entrevista com Kay Turner, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea. 

Kay Turner tem um Ph.D. em Folclore e Antropologia pela University of Texas, em Austin. As suas áreas de especialização são as performances folclóricas interpretadas por mulheres (especialmente nos campos da narrativa oral, das práticas religiosas folclóricas e da cultura material) e feministas e interpretações lésbicas/gay/queer do folclore e da cultura popular. Ela é Professora Assistente Adjunta no Departamento de Estudos da Performance da New York University e trabalha também no Brooklyn Arts Council, onde atua como Diretora de Artes Folclóricas. A professora Turner trabalha ainda como folclorista para a Comarca do Brooklyn, pesquisando e apresentando diversas artes folclóricas e artistas do Brooklyn. Ela produz anualmente um projeto em memória do 11 de setembro; em setembro de 2006, ela foi curadora de Here Was New York: Twin Towers in Memorial Images e, em setembro de 2007, da obra September 11th Remembered in Film. Em março de 2008, ela produziu Brooklyn Maqam: Arab Music Festival, um grande projeto de apresentações sobre as tradições musicais árabes no Brooklyn, realizadas em diversos locais por todo o Brooklyn e Manhattan.

As publicações da professora Turner incluem Beautiful Necessity: The Art and Meaning of Women’s Altars (Thames and Hudson 1999); Between Us: A Legacy of Lesbian Love Letters (Chronicle Books 1996); e Baby Precious Always Shines (St. Martin’s Press 1999), uma seleção editada de bilhetes de amor entre Gertrude Stein e Alice B. Toklas. Atualmente, ela está trabalhando num longo ensaio referente à efemeridade e ao 11 de setembro e também em um novo projeto de livro, entitulado Transgressive Tales: Rethinking the Grimms’ Fairy Tales from Feminist and Queer Perspectives. Ela foi uma das fundadoras da banda de rock lésbica Girls in the Nose, sediada em Austin, Texas, de 1985 a 1996. Os seus projetos musicais atuais incluem o Snaggletooth, sediado em Nova Iorque, com a medievalista da NYU, a Dra. Carolyn Dinshaw, e o Medusabulldozer, um grupo com o qual ela trabalha em Athens, Georgia.

Entrevista com Diana Taylor, conduzida por Barbara Kirshenblatt-Gimblett. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Diana Taylor é Professora no Departamento de Estudos da Performance e no Departamento de Espanhol da New York University e é também Diretora Fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Ela é autora da obra Theatre of Crisis: Drama and Politics in Latin America (Kentucky University Press 1991), que ganhou o Prêmio de Melhor Livro, oferecido pelo New England Council on Latin American Studies e uma Menção Honrosa na Premiação Joe E. Callaway, na categoria de Melhor Livro de Drama. Ela também é autora de Disappearing Acts: Spectacles of Gender and Nationalism in Argentina’s ‘Dirty War’ (Duke University Press 1997) e The Archive and the Repertoire: Performing Cultural Memory in the Americas (Duke University Press 2003), que ganhou o Prêmio de Pesquisa ATHE, na categoria de Prática Teatral e Pedagogia, e o Prêmio Katherine Singer Kovacs, da Modern Language Association, na categoria de Melhor Livro sobre a Literatura e Cultura Latino-Americana e Espanhola (2004). Ela também é editora, juntamente com Sarah J. Townsend, de Stages of Conflict: A Critical Anthology of Latin American Theater and Performance (University of Michigan Press 2008) e co-editora de Holy Terrors: Latin American Women Perform (Duke University Press 2004), Defiant Acts/Actos Desafiantes: Four Plays by Diana Raznovich (Bucknell University Press 2002), Negotiating Performance in Latin/o America: Gender, Sexuality and Theatricality (Duke University Press 1994) e The Politics of Motherhood: Activists from Left to Right (UPNE 1997). A professora Taylor também editou cinco volumes de ensaios críticos sobre dramaturgos latino-americanos e espanhóis. Os seus artigos sobre a performance latino-americana já figuraram no The Drama Review, no Theatre Journal, no Performing Arts Journal, no Latin American Theatre Review, no Estreno, no Gestos, no Signs, no MLQ e em outras revistas acadêmicas. Ela já foi também convidada a participar de discussões sobre o papel das novas tecnologias nas artes e humanidades em importantes conferências e comissões nas Américas (como a Comissão ACLS sobre a Infraestrutura Cibernética). Em dezembro de 2010, a sua Palestra Inaugural de Docência Universitária na New York University, “Save As: The Archive in the Age of Digital Technologies” / Salvar Como: O Arquivo na Era das Tecnologias Digitais” discutiu o modo como as tecnologias influenciam tanto o comportamento de arquivamento quanto as práticas corporais.

 

 

Entrevista com André Lepecki, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

André Lepecki é um curador de arte, dramaturgo, escritor e co-criador domiciliado na Cidade de Nova Iorque. Atualmente, ele trabalha como Professor Associado no Departamento de Estudos da Performance na New York University, onde ministra cursos sobre a teoria da crítica, a filosofia continental, os estudos da performance, os estudos da dança e a dramaturgia experimental. Ele é formado em Antropologia Cultural pela Universidade Nova de Lisboa e recebeu os títulos de mestrado e doutorado em Estudos da Performance pela NYU. Ele dirigiu, juntamente com Bruce Mau, a vídeo-instalação STRESS (Wien, 2000) e, com Rachael Swain, a vídeo-instalação proXy (Sydney, 2003). Com Eleonora Fabião, ele criou a série de performances Wording (2004-2006). O seu trabalho de co-curadoria e direção no remake da obra 18 Happenings in 6 Parts, de Allan Kaprow (comissionado pelo museu Haus der Künst, Munique), recebeu o prêmio da International Art Critics Association pela “Melhor Performance” (2008). Lepecki foi também curador de eventos para a Haus der Kulturen der Welt (Berlim) e para a Tanz im August (Berlim). Ele contribui regularmente para várias publicações de arte nos E.U.A., no Brasil e na Europa, incluindo The Drama Review, Art Forum, Performance Research, Contact Quarterly, Theaterschrift e Nouvelles de Danse, dentre outras. Ele é membro do conselho editorial do Dance Theatre Journal, da e-misférica e da Performance Research.

O professor Lepecki é autor de Agotar la danza: performance y politica del movimiento (Routledge 2006), obra atualmente traduzida para 6 idiomas. Ele editou as antologias Of the Presence of the Body (Wesleyan 2004), The Senses in Performance (com Sally Banes, Routledge 2007), e Planes of Composition: Dance Theory and the Global (com Jenn Joy, Seagull Press 2010). Em 2010, ele atuou como curador, juntamente com Stephanie Rosenthal, do Archive on Dance and Visual Arts since the 1960s para a exibição Move: choreographing you, para a Galeria Hayward, Southbank Center, Londres. Além disto, em 2010 ele foi curador, juntamente com Eleonora Fabião, do evento Ativações, Passagens, Processos para o Festival ArtCena, no Rio de Janeiro.

Entrevista com W. B. Worthen, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

W. B. Worthen é Professor de Artes Alice Brady Pels e Professor e Chefe do Departamento de Teatro do Barnard College, Columbia University. Ele é autor de diversos livros, incluindo The Idea of the Actor (Princeton University Press 1984), Modern Drama and the Rhetoric of Theater (University of California Press 1993), Shakespeare and the Force of Modern Performance (Cambridge University Press 2002) e, mais recentemente, Print and the Poetics of Modern Drama (Cambridge University Press 2006), e Drama: Between Poetry and Performance (Wiley-Blackwell 2010). Ele também é autor de livros didáticos sobre a literatura dramática amplamente utilizados; mais recentemente, o Wadsworth Anthology of Drama e o premiado Modern Drama: Plays, Criticism, Theory. Ele já foi editor das revistas profissionais Modern Drama e Theatre Journal e os seus artigos já figuraram no PMLA, no Shakespeare Quarterly, no TDR, no Modern Drama e no Performance Research, dentre outras publicações. O professor Worthen recebeu o seu bacharelado em Inglês pela University of Massachusetts e o seu Ph.D. em Literatura Inglesa pela Princeton University.

O professor Worthen tem lecionado na University of Texas, em Austin; na Northwestern University; na University of California, em Davis; na University of California, em Berkeley; e na University of Michigan. Ele também foi docente fundador do Centro Internacional de Estudos Avançados em Teatro, patrocinado pela University of Helsinki, Finlândia. Ele recebeu subsídios de diversas fundações, inclusive do National Endowment for the Humanities e da Guggenheim Foundation. Mais recentemente, ele é bolsista do Centro Internacional de Pesquisa “Entrelaçando Culturas de Performance”, do Instituto de Estudos Teatrais da Freie Universität, em Berlim. Ele leciona uma grande variedade de cursos sobre drama, teatro e teoria da performance e é um dos chefes do Subcomitê Doutoral de Teatro, Divisão de Teatro, Escola de Artes, Columbia University. Ele é também afiliado ao Departamento de Inglês e Literatura Comparada da Columbia. O professor Worthen está atualmente escrevendo um livro sobre literatura e os estudos da performance.

Entrevista com Tavia Nyong’o, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea. Tavia Nyong’o é Professor Associado no Departamento de Estudos da Performance da New York University. Ele formou-se em Estudos das Ciências Sociais pela Wesleyan University e posteriormente recebeu um doutorado em Estudos Americanos pela Yale University. O professor Nyong’o é um historiador cultural que enfoca a formação racial nos Estados Unidos nos séculos XIX e XX. Ele já ministrou cursos sobre a performance negra, sobre a história do corpo e sobre a performance subcultural. Ele já fez também diversas palestras, nos Estados Unidos e no exterior, e já publicou resenhas e ensaios no Social Text, no Theatre Journal, no GLQ, no TDR e no Women and Performance. Ele também é editor de web do Social Text. Os interesses de pesquisa do professor Nyong’o incluem a história cultural e as interseções entre a raça e a sexualidade e entre a arte plástica e a performance. Ele pesquisa também a performance na diáspora negra, os estudos culturais, a teoria queer e feminista e a história e a memória. O seu livro, The Amalgamation Waltz: Race, Performance, and the Ruses of Memory (University of Minnesota Press 2009), investiga as práticas musicais, estéticas e políticas que combinam a negritude e a brancura nos séculos XIX e XX. Dentre as honras e bolsas de estudos recebidas pelo professor Nyong’o estão incluídas a bolsa de estudos Marshall; a bolsa de estudos Jacob K. Javits; a bolsa de estudos para dissertação doutoral da Ford Foundation; a bolsa de estudos para pós-graduação do Center for Humanities, da Wesleyan University; e a bolsa de estudos para pós-graduação do Whitney Humanities Center, da Yale University.

Entrevista com Joseph Roach, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Joseph Roach é um Professor Sterling de Teatro e Inglês e Diretor do Programa de Estudos Teatrais da Yale University. O professor Roach já foi Chefe do Departamento de Artes Performáticas da Washington University, em St. Louis, do Curso de Ph.D. Interdisciplinar em Teatro da Northwestern University e do Departamento de Estudos da Performance da New York University. Ele já foi também Diretor de Estudos de Pós-Graduação em Inglês e Chefe do Comitê Consultivo de Estudos Teatrais da Yale. O seu mais recente livro, It (University of Michigan Press 2007), apresenta um estudo de celebridades carismáticas. Os seus outros livros e artigos incluem Cities of the Dead: Circum-Atlantic Performance (Columbia University Press 1996), The Player’s Passion: Studies in the Science of Acting (University of Michigan Press 1993), além de ensaios publicados nas revistas Theatre Journal, Theatre Survey, The Drama Review, Theatre History Studies, Discourse, Theater e Text and Performance Quarterly, dentre outras.

O professor Roach tem um bacharelado (B.A.) pela University of Kansas, um mestrado pela University of Newcastle upon Tyne e um Ph.D. pela Cornell University. Dentre as diversas honras recebidas pelo professor Roach estão incluídas a Bolsa de Estudos Sênior (Senior Fellowship) do National Endowment for the Humanities e um Prêmio de Carreira Acadêmica de Destaque (Lifetime Distinguished Scholar Award) da American Society for Theatre Research. Em 2006, ele ganhou o Prêmio Desempenho de Destaque (Distinguished Achievement Award) da Andrew W. Mellon Foundation para criar o programa de pesquisa da Yale em “Performance Mundial”. Em 2009, ele foi premiado com um Doutorado Honorário em Letras pela University of Warwick (Reino Unido) e a Bolsa de Estudos de Destaque Fletcher Jones (Fletcher Jones Distinguished Fellowship), da Huntington Library. Um historiador teatral e um pioneiro no desenvolvimento dos métodos e da pesquisa dos estudos da performance acima de tudo, a sua pesquisa abrange o circum-atlântico, o limite entre a vida e a morte, as relações entre a religião, o ritual, a performance e a vida cotidiana, e também o fato de que a história “ainda não acabou”.

Entrevista com Rebecca Schneider, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Rebecca Schneider é Chefe do Departamento de Artes Teatrais e Estudos da Performance da Brown University. Ela ensina Estudos da Performance, Estudos Teatrais e Teorias de Intermídia. Ela é a autora de The Explicit Body in Performance (Routledge 1997) e Performing Remains: Art and War in Times of Theatrical Reenactment (Routledge 2011). Ela também co-editou a antologia Re:Direction: A Theoretical and Practical Guide to 20th-Century Directing. Ela faz parte do grupo de editores do TDR: The Drama Review, editora contribuinte para o Women and Theatre, co-editora com David Krasner da série de livros “Theatre: Theory/Text/Performance”, da University of Michigan Press, e também da série “Performance Interventions”, da Palgrave McMillan. A professora Schneider tem ensaios publicados em diversas antologias, incluindo Psychoanalysis and Performance, Acting Out: Feminist Performance, Performance and Cultural Politics, Performance Cosmologies, Performance and the City e o ensaio “Solo Solo Solo”, no livro After Criticism. Como uma “teórica performática”, ela tem colaborado com artistas em locais como o British Museum, em Londres, e a Mobile Akademie, em Berlim, e também fez palestras em museus como o Guggenheim, em Nova Iorque, e o Gulbenkian, em Lisboa.

A professora Schneider já escreveu extensivamente sobre as práticas teatrais e performáticas que elastecem os limites aceitos em torno da mídia. Ela tem escrito sobre a arte performática, a fotografia, a arquitetura e a vida cotidiana como “performativas”. Os seus interesses de pesquisa estão relacionados à história do teatro, bem como à arte performática, à performance crítica de gênero e raça e à cultura visual e performance. O seu primeiro livro envolveu artistas que usam o próprio corpo como palco para as suas performances, situando-os no contexto das tradições históricas da “vanguarda” teatral e artística e fazendo uma leitura das suas obras frente à teoria crítica feminista e racial. Ela está atualmente trabalhando em práticas de artes plásticas e performance denominadas “reencenações”.

Entrevista com Holly Hughes, conduzida por Diana Taylor, diretora fundadora do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Holly Hughes é uma artista performática internacionalmente aclamada, com um talento especial para contar estórias escandalosas do cotidiano da vida lésbica, constantemente gerando controvérsias e desafiando a complacência. A sua combinação de imaginário poético e sátira política tem despertado bastante atenção sobre ela e posicionado a sua obra no centro das batalhas culturais americanas. Hughes é Professora Associada da Escola de Arte e Design e do Departamento de Teatro e Drama da University of Michigan e uma ativista em prol das questões referentes ao lesbianismo. No outono de 2008, ela foi Professora Associada Visitante de Estudos da Performance e de Estudos do Gênero na Northwestern University.

A professora Hughes já recebeu dois prêmios Village Voice Obie, um Prêmio Lambda Book, um prêmio de mídia GLAAD e um Distinguished Alumni Award (Prêmio de Ex-Aluno de Destaque). Hughes já fez performances por toda a América do Norte, Grã-Bretanha e Austrália. Ela já publicou dois livros: Clit Notes: A Sapphic Sampler (Grove Press 1996); e O Solo Homo: The New Queer Performance (Grove Press 1998), co-editada com Dr. David Roman. Além disto, a sua obra tem sido incluída em diversas antologias e servido como material de base para os estudos da performance, para os estudos queer e para os estudos da performance feminista. Além de lecionar na University of Michigan, Hughes está editando, juntamente com Alina Troyano, a obra Memories of the Revolution: The First Ten Years of the WOW Café, para a University of Michigan Press, e está criando uma nova peça solo entitulada The Dog and Pony Show (Bring Your Own Pony).

Entrevista com Patrick Anderson, conduzida por Marcial Godoy-Anativia, Diretor Associado do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Esta entrevista é parte de uma série organizada pelo Instituto Hemisférico, articulada em torno da questão ‘O que é o Estudo da Performance?’ A série procura oferecer uma abordagem multifacetada à tarefa, muitas vezes difícil, de se definir as coordenadas tanto de um campo de estudo acadêmico quanto de uma lente através da qual se pode avaliar e documentar a prática cultural e o comportamento incorporado. As definições contingentes documentadas nesta série são baseadas nas experiências inovadoras e nos projetos acadêmicos de figuras renomadas no estudo e na prática da performance contemporânea.

Patrick Anderson é Professor Associado no Departamento de Comunicação da University of California, San Diego, onde ele é também afiliado ao Programa de Estudos Críticos sobre o Gênero e ao Departamento de Estudos Étnicos. Anderson é formado pela Escola de Comunicação da Northwestern University, com uma dupla concentração em Estudos da Performance e Antropologia. Ele tem um mestrado em Estudos Culturais/Estudos da Comunicação pela University of North Carolina – Chapel Hill e um Ph.D. em Estudos da Performance (com uma ênfase na mulher, no gênero e na sexualidade) pela University of California – Berkeley. O professor Anderson recebeu uma bolsa de estudos da Fulbright para conduzir uma pesquisa sobre a performance ritual em Sri Lanka. A sua formação inclui estudos e experiência em teatro e dança, cinema, estudos culturais, estudos queer e sobre o gênero, estudos étnicos, geografia política, psicanálise e antropologia.

Unindo os campos dos estudos da performance e dos estudos culturais, o trabalho do professor Anderson explora atuações de violência e produções de subjetividade política nos campos institucionais, incluindo a prisão, a clínica, a galeria e o teatro. O seu livro So Much Wasted: Hunger, Performance, and the Morbidity of Resistance (Duke University Press 2010) explora a greve de fome, a anorexia nervosa e a performance do jejum como práticas espetaculares, radicalmente carregadas, que buscam intervir na soberania ideológica estatal. O seu livro Violence Performed: Local Roots and Global Routes of Conflict (Palgrave/Macmillan 2009), uma coleção de ensaios co-editados com Jisha Menon, questiona a violência como performance e a sua atuação na política global contemporânea. O seu trabalho em andamento inclui um livro de gênero misto sobre a doença e a memória e um estudo crítico sobre o papel da empatia na prática da performance americana contemporânea e no diálogo intercultural

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