Gênero e Arquivos

Convocantes: Diana Taylor e Marianne Hirsch

Propomos reunir um grupo de trabalho centrado no gênero, sexualidade, raça e arquivo. Práticas de arquivo são centrais para a área de humanidades e as ciências sociais humanísticas. O arquivo é simultâneamente o “background” evidente e ubíquo que os acadêmicos empregam e um lugar para a reflexão crítica sobre a sua construção histórica e social. O arquivo é também um campo fértil para artistas e performers que o usam e, ao mesmo, tempo criticam sua construção.

O que é um arquivo? Quem ou o que autoriza sua construção? Como as diferentes culturas e sub-culturas abordam a transmissão de suas heranças, e como os arquivos, que constróem ou recusam construir, produzem diferença cultural? Como as práticas do corpo intangíveis podem ser arquivadas e quais modelos aternativos (como por exemplo, o repertório) podem ser responsáveis por sua transmissão? Como as maneiras que estas perguntas são intensificadas e complicadas pelo desenvolvimento da mídia eletrônica estão mudando radicalmente as formas pelas quais o conhecimento está sendo classificado, armazenado e recuperado?

“Gênero e arquivos” irá retirar as teorias e métodos desenvolvidos pelos acadêmicos especializados em raça, gênero e sexualidade para investigar algumas das questões fundamentais a partir de uma perspectiva global, o que leva em consideração o papel do racismo e da colonização na produção dos arquivos e das categorias que apagam ou fazem eventos e experiências particulares ser legíveis. Gênero, juntamente com raça, sexualidade e classe são aspectos incontornáveis das relações diferenciais de poder que determinam quais sociedades lembram e quais elas esquecem.

Os tópicos de discussão durante o Encontro serão o reflexo dos interesses dos participantes, mas poderão incluir: arquivos virtuais e seu impacto sobre como o conhecimento estão estruturados, classificados e usados; a ligação entre raça e visualidade na construção de arquivos especiais; herança intangível e seu desafio aos arquivos convencionais; novos arquivos e a criação de um “despensamento”; a reconceitualização das práticas de arquivos em novos museus e coleções; e a problemática do arquivar emoções. Os participantes deste grupo de trabalho terão de colaborar com um trabalho a ser lido e discutido durante nossas sessões.

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