Fronteiras performáticas: tráfico de identidade e maquila de memória

Convocantes: Javier Serna, Coral Aguirre e Armando Flores

A região geográfica do nordeste mexicano construiu o perfil cultural que a distingue a partir das influências dos diferentes grupos étnicos que ali habitaram durante os grandes períodos históricos hoje claramente diferenciados: O período colonial (Séculos XVI, XVII, XVIII e XIX) que documenta a presença, na região, de espanhóis, portugueses, africanos, nahuas tlaxcaltecas e chichimecas; e o período independente (Séculos XIX, XX e XXI) que documenta a presença ostensiva de espanhóis, norte-americanos, franceses, italianos, alemães, judeus, palestinos; sem dúvida, deixou-se fora uma influência fundamental: a do mundo cultural pre-hispânico considerado "bárbaro".

A paisagem cultural do lugar abriga, revela e evidencia, através da performance de seus habitantes e de sua produção simbólica(visíveis e invisíveis) tais presenças e correspondências nas práticas culturais tanto tangíveis como intagíveis. As tradições, costumes, gostos, preferências, rechaços, aceitações e comportamentos que podem ser lidos nos objetos culturais que se produzem na região são evidências que revelam a transferência e o tráfico do dito transfundo cultural referido.

FRONTEIRAS PERFORMÁTICAS propõe fazer uma defesa vigorosa contra a norma "regularizadora" de identidades, resgatando a memória cultural do período pré-colombino revelado na prática cultural no presente, e exigindo seu direito a um exercício político cidadão.

Formato
O formato é de uma apresentação curta e pode-se ter como ilustração o uso de vídeo ou slides.

Para Participar
Enviar o resumo da apresentação curta e um currículo breve do participante.

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