quinta-feira, 02 março 2023 15:19

Entrevista com Marta Minujín (2018)

Entrevista com Marta Minujín (2018) HIDVL
Marcial Godoy-Anativia entrevistou Marta Minujín quando ela esteve na University of New York para falar na série de eventos “Latin America’s 1968”, promovida pelo Center for Latin American and Caribbean Studies (CLACS). Nesta entrevista, Minujín esclarece a sua filosofia de “happenings” / “acontecimentos” e como eles diferem da arte performática. Parte integrante disso, ela explica também como a sua arte é efêmera, respondendo às exigências do local e do momento, o que lhe permite abordar fenômenos sociais como a censura e a migração e produzir peças que resistem à mercantilização do objeto artístico. Eles discutem a instalação de Minujín intitulada “La Menesunda”, o seu “kidnappening” / “sequestrecimento” no MOMA, na cidade de Nova Iorque, e o seu “Parthenon of Books” / “Partenon de livros” na Documenta, em Kassel, dentre outras obras.

Biografia

Marta Minujín é uma artista performática e conceitual argentina internacionalmente aclamada, cuja carreira ajudou a definir o papel da participação, performance e mídia na arte visual contemporânea. Minujín criou as suas primeiras obras “efêmeras” nos anos 60 em Paris e Nova Iorque, onde ela se tornou uma inovadora da arte, dos happenings, da escultura mole (“soft sculpture”) e do vídeo. A sua celebrada obra La Menesunda (1965) criou uma sequência de 16 “situações” ou ambientes multissensoriais para os espectadores atravessarem, incluindo um salão de beleza, um casal na cama e um chuveiro de confete numa câmara de espelhos oitavada. O seu Minufone de 1967 criou uma cabine telefônica interativa “psicodélica” na qual a voz acionava mudanças sensoriais na iluminação, imagens e sons. Em maio de 1968—no auge da fermentação cultural e política de 1968—Minujín promoveu uma série de soirèes/happenings com vultos da moda, da arte, das finanças e da política no Center for Inter-American Relations (atualmente chamado de Americas Society), em Manhattan; a documentação tornou-se a base de uma instalação cinematográfica imersiva, conhecida como Minucode, que apresentou uma crítica sutil ao papel da diplomacia “cultural” necessária para conduzir a guerra fria dos Estados Unidos na América Latina. Em Nova Iorque, ela participou de atividades na Andy Warhol’s Factory e, nos anos 80, criou uma performance em que ela ofereceu um milho na espiga a Warhol como forma de pagamento da dívida externa argentina. Ela talvez seja mais conhecida pela peça O partenon de livros, uma réplica em larga-escala de um partenon grego, construído na avenida principal de Buenos Aires, composta de 30.000 livros banidos pelo regime militar durante a “Guerra Suja” na Argentina, incluindo obras de Marx, Freud e Foucault. Os espectadores eram então convidados a desmantelar a obra. Ela continua criando obras que combinam materiais efêmeros com escala monumental, incluindo a Torre de Babel (2011), Ágora de paz (2013) e Arte de amarelinha (2014). Ela reside e trabalha em Buenos Aires.

Media

Permanent URL: http://hdl.handle.net/2333.1/280gb65q

Additional Info

  • Título: Marta Minujín: Argentine conceptual artist
  • Data da performance: November 19, 2018
  • Lugar: (Hemi Office) New York, New York
  • Interviewee: Marta Minujín
  • Interviewer: Marcial Godoy-Anativia
  • Duração: 12:30
  • Idioma: espanhol